quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Atentado matou hoje BENAZIR BHUTO.



A líder da oposição paquistanesa, Benazir Bhuto, morreu hoje, vítima de um atentado suícida durante um comício em Rawalpindi. Benazir, que ainda tentou se proteger, foi atingida primeiramente a tiro na cabeça. Depois o atirador fez explodir a bomba que trazia consigo.
O atentado, além da ex-primeira-ministra, vitimou também pelo menos 20 pessoas, acrescentou uma fonte militar.

Segundo Wasif Ali Khan, membro do Partido Popular Paquistanês, a líder faleceu cerca das 18h16 (hora local), no Hospital Geram de Rawalpindi, para onde fora levada após o atentado.

Segundo testemunhos, o atentado ocorreu no final de um comício em Rawalpindi, a 40 quilómetros de Islamabad e sede das forças armadas paquistanesas, quando ocorreu um tiroteio, seguido da explosão, de um bombista suicida junto ao carro em que seguia Benazir.

Fontes diplomáticas ocidentais defendem que o atentado tem a ‘assinatura’ dos radicais islâmicos, pondo para segundo plano uma autoria por parte de Musharraf, com quem Benazir tinha feito um acordo informal em Outrubro passado.

No entanto, o Partido Popular Paquistanês, estava à frente nas intenções de voto para as próximas eleições legislativas, previstas para 8 de Janeiro.

FILHA DE GOVERNANTE

Benazir Butho, filha do antigo primeiro-ministro Ali Bhuto, nasceu a 21 de Junho de 1953 e foi a primeira mulher eleita para liderar um estado islâmico após a época colonial.

Foi eleita duas vezes primeira-ministra do Paquistão: a primeira vez em 1988, mas o seu governo caiu, sob acusações de corrupção, 20 meses mais tarde, por imposição do então chefe do Estado, Ghulam Islak Khan. Reeleita em 1993, perdeu de novo o mandato em 1996, também sob a acusação de corrupção.

Auto-exilou-se no Dubai em 1998, mantendo-se nos nove anos seguintes, entre este estado e Londres, até regressar ao Paquistão a 18 de Outubro de 2007, depois de obter um acordo com o actual presidente paquistanês, Pervez Musharraf, pelo qual foram-lhe retiradas todas as acusações de corrupção que sobre ela pendiam.

LÍDERES MUNDIAIS CONSIDERAM ATAQUE CONTRA A DEMOCRACIA

As reacções não se fizeram esperar, com os partidários de Benazir Bhuto a acusarem Pervez Musharraf da autoria moral do atentado.

A entoarem “Cão, Musharraf, cão”, alguns dos partidários da falecida líder partiram a porta de vidro da entrada principal das urgências do hospital, enquanto outros choravam copiosamente.

A nível internacional, a primeira reacção veio da Rússia, a que se seguiram a França e os Estados Unidos, que condenaram o atentado.

Para o presidente norte-americano, George W. Bush, este atentado teve como objectivo "acabar com a democracia paquistanesa". O líder dos EUA apelou ainda à calma da população paquistanesa.

Também a presidência portuguesa da União Europeia já condenou "com firmeza" o ataque de hoje, que classificou como um "bárbaro acto de violência", manifestando a esperança que não prejudique o processo de democratização do Paquistão.


MUSHARRAF DIZ SER 'OBRA DE TERRORISTAS'

Na sequência da morte de Bhutto, o presidente paquistanês convocou o governo para uma reunião de emergência e decretou três dias de luto nacional.

Numa breve declaração televisiva, Pervez Musharraf condenou o atentado que vitimou a ex-primeira-ministra, considerando ter sido “obra de terroristas” e pedindo aos cidadãos que se mantenham calmos, pois só assim se evitará a concretização dos objectivos dos autores do crime.

“Esta crueldade é obra dos terroristas contra quem temos vindo a lutar”, declarou Musharraf, apelando à população pelo seu apoio e prometendo que “não descansaremos até nos vermos livres desses terroristas”.

in correiodamanhã

1 comentário:

Joseph disse...

A AL-KHAEDA veio já informar que é a autora do atentado contra Benazir Bhuto.
(Das TVs e jornais)