sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Dia de S. Simão (o zelador ou o cananeu) e S. Judas Tadeu - Apóstolos, Santos e mártires...



Celebra-se hoje o dia litúrgico dos Santos SIMÃO (O Zelador ou O Cananeu) e JUDAS TADEU, 2 dos 12 Apóstolos que Jesus escolheu e que estiveram presentes na Última Ceia. (Foram 2 de 5 irmãos, todos primos de Jesus).



S. SIMÃO:

Simão era filho de Alphaeus - Alfeu (Cleophas) e de Maria Cleophas. Cleophas era irmão de São José e Maria Cleophas irmã da Virgem Maria. Nasceu em Caná, na Galileia, Palestina. Logo, Simão era primo de Jesus. Dos 12 Apóstolos, tirando Judas Iscariotes, é o mais desconhecido...

Alfeu, era também conhecido por Cleophas, ou Alfeu e Cleophas eram 2 homens distintos? É que, a serem 2 pessoas, Simão será só meio irmão de Judas, dado que Simão é filho de Alfeu e Maria, mas Tadeu seria filho de Cleophas e de Maria. (???)


Estudiosos sustentam que José era viúvo quando foi escolhido para se casar com a Virgem Maria e ser o pai de Jesus; e tinha vários filhos sendo um deles de nome Simão.(Judas, Justus, Tiago e Simão e as filhas Assia e Lídia).(???). Nada disto se confirma.

A palavra grega Cananeu e a palavra Zelote, derivada do aramaico, significam a mesma coisa: "zeloso". Supõe-se por esse apelido que Simão pertencia à seita judaica conhecida como zelotes.

O momento no qual se ocorreu o chamamento de Simão para se unir aos apóstolos não é muito claro na Bíblia. Sabe-se apenas que foi convidado ao mesmo tempo que André, Simão Pedro, Tiago-Maior e João (o Evangelista), [filhos de Zebedeu e de Maria Salomé], Judas Iscariotes e Judas Tadeu.

Não se sabe ao certo qual teria sido o ministério de Simão posteriormente. Algumas tradições o colocam como grande auxiliador no estabelecimento do cristianismo no Egipto, juntamente com São Marcos e São Filipe e na Síria. Sua pregação era bem parecida com a dos outros quatro Apóstolos que foram para o Oriente, tida por alguns como ascética e judaica, tal como aquelas preservadas na Epístola canônica de Judas.

Também chamado de Canaanite, ele era um dos apóstolos e foi mencionado varias vezes no Novo Testamento. Conhecido como o Zeloso (Luc 6:15 e Actos1:13) por sua dura obediência à lei dos judeus, Simão foi um dos primeiros discípulos de Jesus. Foi bispo em Jerusalém, após Tiago.

É dito ainda que foi avisado por um anjo da destruição Jerusalém em 66 d.C. e levou os cristãos para a cidade de Pella e lá ficaram até seu retorno seguro em 70 d.C. . Euzebius e Epiphanius asseguram que a Igreja floresceu em Pella e multidões de judeus foram convertidos pelo grande número de prodígios e milagres de São Simão.

Segundo a tradição durante as perseguições de Atticus sob as ordens do Imperador Trajano, Simão foi preso torturado e crucificado e teria 102 ou 120 anos na época. Atticus e os executores teriam expressado admiração pela força e fé de Simão durante o seu martírio. Teria sido morto na Pérsia(?). Encontrou o martírio na cruz ou, segundo outras tradições menos seguras, pela fogueira, na Armênia(?). Mas a tradição católica diz que Simão foi martirizado sendo cortado ao meio vivo por um serrote.

(Outra versão inclui a assertiva de que ele teria morrido calmamente em Edessa, com 106 anos e governado a igreja durante 43 anos).(???).

Na arte litúrgica da Igreja ele é representado segurando um peixe ou uma serra ou com em um barco segurando um remo.



S. JUDAS TADEU:

São Judas Tadeu, nasceu em Caná de Galiléia, na Palestina, e também era filho de Alfeu (Cleophas) que morreu martirizado, ( Cleophas era irmão de São José) e de Maria Cleophas,( irmã de Nossa Senhora) assim era também primo de Jesus e diziam que se parecia muito com Ele.

Era conhecido também por Judas Thadeus ou Judas Lebeus.

Alguns especialistas acham que São Simão, o apóstolo, era o noivo do casamento no qual Jesus transformou a água em vinho (Bodas de Canã). São Judas assistiu de perto ao milagre e estudiosos dizem que isto foi a causa de Judas Tadeu se tornar um seguidor quase fanático de Jesus. Lucas também chama Judas o "Zelote"(o fanático) (Luc 6:15). Outros escolares acham que o "zelote" seria zeloso e não fanático devido ao fervor com que São Judas Tadeu seguia a lei judaica e mais tarde os ensinamentos de Jesus.

Porém, conforme conta o historiador Eusébio, Judas Tadeu teria sido o esposo nas núpcias de Caná (bodas de Caná), isso explicaria a presença de Maria e de Jesus.(???). Tudo leva a crer que isto não é verdade e que o noivo seria S. Simão (O zelote), seu irmão.

Ele é o autor do menor dos livros do Novo Testamento :
"A carta de Judas"; embora no versículo 17 desta carta, deixa uma dúvida de que talvez os apóstolos de Jesus já haviam morrido.
A carta de Judas foi escrita por um homem apaixonado e preocupado com a pureza da fé cristã e a boa reputação do povo cristão. O escritor diz que ele planeava escrever um carta diferente, mas ouvindo os pontos de vista errados de falsos professores da comunidade cristã ele urgentemente escreveu esta carta para alertar a Igreja para se acautelar contra eles.

Na arte litúrgica da Igreja São Judas Tadeu é mostrado como um homem de meia idade com uma serra ou um livro ou um barco. Algumas vezes ele é mostrado segurando um remo e algumas vezes um peixe.

Ele é venerado como um dos mais populares santos da Igreja e é considerado o patrono das causas perdidas.

O atributo de São Judas é a maçã. Ele também é geralmente mostrado nos ícones com uma chama à volta da cabeça, que representa a sua presença durante o Pentecostes, quando ele recebeu o Espírito Santo juntamente com os outros Doze apóstolos. Outro atributo comum é ver Judas Tadeu segurando uma imagem de Jesus Cristo, a imagem de Edessa. Em algumas ocorrências, ele pode ser visto segurando um rolo ou um livro (supostamente a Epístola de Judas) ou uma régua de carpinteiro.

Um de seus irmãos, Tiago, também foi chamado por Jesus para ser apóstolo. Era chamado de Tiago Menor para diferenciar do outro apóstolo Tiago que, por ser mais velho que o primeiro, era chamado de Maior.

O relacionamento da família de Judas Tadeu com o próprio Jesus Cristo, pelo que se consegue perceber na Bíblia é o seguinte: Alfeu (Cleofas) era um dos discípulos a quem Jesus apareceu no caminho de Emaús, no dia da ressurreição. Maria Cleofas, uma das piedosas mulheres que tinham seguido a Jesus desde a Galiléia e permaneceram ao pé da cruz, no Calvário, junto com Maria Santíssima .

Eram 5 irmãos: Tiago Menor foi um dos doze apóstolos, que se tomou o primeiro bispo de Jerusalém. José, apenas conhecido como o Justo. Simão foi o segundo bispo de Jerusalém, após Tiago. E Maria Salomé, a única irmã, foi mãe dos apóstolos Tiago Maior e João evangelista.

É de se supor que houve muita convivência de Judas Tadeu com o primo e os tios. Essa fraterna convivência, além do parentesco, pode ter levado são Marcos a citar Judas e os irmãos como irmãos de Jesus (Mc 6,3).(???) Nada disto se confirma.

São Jerônimo nos assegura que o Apóstolo pregou e evangelizou Edessa, bem como em toda Mesopotâmia (Pérsia).

No ano 70 d.C., foi martirizado de modo cruel, violento e desumano; morrendo a golpes de machado, desferidos por sacerdotes pagãos, por se recusar a prestar culto à deusa Diana.

A tradição ocidental baseada nos contos apócrifos da "Paixão de Simão e Judas" diz que após pregarem no Egipto, Simão juntou-se a Judas e foram em missões para a Pérsia. Lendas do século sexto descrevem o martírio de ambos Simão e Judas na cidade de Sufian(Siani); (...embora a tradição oriental diga que Simão morreu pacificamente em Edessa)(???).

Devido ao seu martírio, São Judas Tadeu é representado em suas imagens/estátuas segurando um livro, simbolizando a palavra que anunciou, e uma machadinha, o instrumento de seu martírio, embora também se encontrem escritos que ele terá sido morto e depois serrado.


Suas relíquias atualmente são veneradas na Basílica de São Pedro, em Roma. Sua festa litúrgica celebra-se, todos os anos, na provável data de sua morte: 28 de outubro de 70 (d.C.).



(Créditos: Wikipédia,blog cademeusanto.com.br, Biodosantos, Google, Joseph1, outros)

sábado, 22 de outubro de 2011

Dia de S. JOÃO PAULO II - O "Papa peregrino"...



S. João Paulo II, nascido com o nome de Karol Józef Wojtyła (18 de Maio de 1920 – 2 de Abril de 2005), foi papa e líder mundial da Igreja Católica Apostólica Romana e Soberano da Cidade do Vaticano de 16 de Outubro de 1978 até a sua morte. Teve o terceiro maior pontificado documentado da história(26 anos); o papa São Pedro reinou trinta e quatro anos, e o Papa Pio IX reinou trinta e um. Foi o único Papa eslavo e polaco até a sua morte, e o primeiro Papa não-italiano desde o holandês Papa Adriano VI em 1522.

Karol Józef Wojtyła nasceu em Wadowice, uma pequena localidade ao sul da Polónia, a 50 quilómetros de Cracóvia; filho de um tenente do exército dos Habsburgos, de quem herdou o nome, também chamado Karol Wojtyła. O seu irmão José, ao formar-se em engenharia civil, transformou-se na esperança de sustento da família, uma vez que o soldo do tenente Wojtyła era insuficiente para tal. Chegou a trabalhar numa mina como pedreiro! Simultâneamente era um excelente jogador de futebol e amava os desportos radicais.

Aos 9 anos perdeu a mãe, Emília Kaczorowsky e em 1931, morreria o irmão, de escarlatina. Karol perderia o pai poucos dias antes de completar 22 anos. Nesta altura a Polónia enfrentava, juntamente com grande parte da Europa, as consequências das invasões alemã e soviética da Segunda Guerra Mundial. Assistiu, portanto, ao assassinato de vários dos seus amigos e colegas.
Poema que dedicou ao pai em 1941:

"Sei que sou pequeno
mas há outros menores que eu.
Ele escolheu-me, Ele lança-me as cinzas,
Ele pode fazer isso - mas por quê?
Por que faz isso comigo?
Ele é o provedor".

Em 1942 decide aceder ao chamamento que já sentia há uns tempos e ingressou no Seminário. Em 1946 era Sacerdote; Bispo em 1958; Arcebispo em 1964 e Cardeal em 1967, com 47 anos.

Foi sempre o melhor aluno nas escolas e Universidades por onde passou. Sabia falar os seguintes idiomas: italiano, francês, alemão, inglês, espanhol, português, ucraniano, russo, servo-croata, esperanto, grego clássico e latim, além do polaco, sua língua nativa.

Como parte de sua ênfase especial na vocação universal à santidade, beatificou 1 340 pessoas e canonizou 483 santos, quantidade maior que todos os seus predecessores durante os últimos cinco séculos. Em 2 de abril de 2005, faleceu devido à sua saúde débil e ao agravamento da doença de Parkinson. Em 19 de Dezembro de 2009 João Paulo II foi proclamado "Venerável" pelo seu sucessor papal, o Papa Bento XVI.

João Paulo II visitou Portugal 4 vezes: em 1982, 1991 e 2000 foram visitas apostólicas e em 1983 fez escala em Lisboa onde discursou.
A primeira visita, de 12 a 15 de Maio de 1982, ocorreu um ano após o atentado de que foi vítima em 13 de Maio de 1981. Nessa visita o Papa João Paulo II depositou a bala do atentado sofrido no ano anterior em plena Praça de São Pedro no altar de Nossa Senhora de Fátima. Ainda hoje a mesma bala se encontra na coroa de Nossa Senhora de Fátima no Santuário de Fátima. Em 14 de Maio visitou o Santuário de Nossa Senhora da Conceição, Padroeira de Portugal, em Vila Viçosa. Na manhã de 15 de Maio visitou o Santuário de Nossa Senhora do Sameiro, em Braga, e à tarde viajou de helicóptero até o Porto, onde presidiu a uma missa celebrada junto à câmara municipal, na avenida dos Aliados.
As palavras que o Papa proferiu na Capelinha quando da primeira visita a Fátima, em 1982, estão gravadas na estátua de João Paulo II que se encontra na praça exterior, junto à nova Igreja da Santíssima Trindade.
De 5 a 13 de Maio de 1991 esteve nos Açores, na Madeira, Lisboa, e novamente em Fátima.
A sua última visita, em que beatificou os videntes de Fátima Jacinta e Francisco, teve lugar em 12 e 13 de Maio de 2000, em Fátima, onde esteve presente a Irmã Lúcia de Jesus.

Foi um dos líderes que mais viajou na história, tendo visitado 129 países durante o seu pontificado. Não conseguiu visitar nem a China, nem a Rússia!

Três anos depois de ter sido eleito Papa, é vítima de grave atentado na Praça de São Pedro, no dia 13 de Maio de 1981, por parte do turco Ali Agca; o atentado contra o papa terá sido decidido pelo ditador comunista Leonid Brejnev e organizado pelos serviços militares soviéticos e os serviços búlgaros teriam servido de "cobertura", enquanto que a Stasi, da RDA, teria sido encarregada da "desinformação".
Coincidentemente, os tiros disparados contra o Papa foram feitos no dia 13 de maio. Nesta data, em 1917, deu-se a 1ª. Aparição de Nossa Senhora na Cova da Iria (Fátima) aos 3 pastorinhos (Lúcia, Francisco e Jacinta). O Pontífice sempre afirmou que a Virgem Maria teria "desviado as balas" e salvo a sua vida nesse dia.FÁTIMA ficará para sempre ligada a João Paulo II, já que, de acordo com fontes da Igreja, o chamado "terceiro segredo de Fátima" terá sido a revelação aos 3 pastorinhos do atentado de que o Papa foi vítima.

Um ano depois, a 13 de Maio de 1982 e já recuperado, João Paulo II visita pela primeira vez o Santuário de Nossa Senhora de Fátima para agradecer à Virgem o ter salvo, e sofre novo atentado, desta vez feito pelo padre espanhol Juan Fernandez Khron, mas que não conseguiu os seus intentos. O Santo Padre ofereceu uma das balas que o atingiu em Roma, ao Santuário. Essa bala foi posteriormente colocada na coroa da Virgem, onde permanece até hoje.

A saúde de João Paulo II foi motivo de preocupação para os muitos milhões de católicos em todo o Mundo. O histórico clínico daquele que foi apelidado de "Atleta de Deus", devido á sua extraordinária compleição física, tem ínicio nos anos 1940, quando é atropelado em Cracóvia por um caminhão militar alemão, sofrendo um fractura de crânio. A 12 de Julho de 1982, sofre nova intervenção de quatro horas na Policlínica Gemelli, para remoção de um tumor benigno do
cólon (com as dimensões de uma laranja) e da vesícula biliar. A 11 de Novembro de 1993 sofre uma queda durante uma audiência no Vaticano, com fractura de uma omoplata, vindo a ser operado na mesma Policlínica. Em 1994 sofre nova queda, quando saía do banho no seu aposento privado, com fratura no fémur direito. É-lhe implantada uma prótese de titânio em substituição da cabeça do fémur. Ainda nos anos 1990, começa a manifestar sintomas de Parkinson, que se
acentuam cada vez mais: tremor da mão esquerda, coluna curvada, olhar ausente. A 8 de Outubro de 1996 ingressa uma vez mais na Gemelli, para remoção do apêndice. Em Março de 2002 é-lhe diagnosticada uma artrose no joelho direito, o que o obriga a deslocar-se numa cadeira de rodas especial, que utiliza para presidir às celebrações e outros actos. Em Setembro de 2003, durante a visita à Eslováquia, já são visíveis as dificuldades de João Paulo II para respirar e mover-se. Em Setembro do mesmo ano, tem que anular uma audiência geral devido a oclusão intestinal. A 10 de Fevereiro de 2005, na sequência de um processo gripal, padece de laringo-traqueíte aguda, pelo que volta à Gemelli. A 24 de Fevereiro de 2005 é submetido a uma traqueostomia, com o fim de facilitar a respiração.

Seis anos após seu falecimento, sua beatificação foi proclamada pelo Papa Bento XVI, no dia 1º de maio de 2011, em cerimónia realizada no Vaticano.(O milagre que deu origem à beatificação foi a cura milagrosa da religiosa francesa Marie Simon-Pierre, que o Vaticano acredita ter sido curada da doença de Parkinson, a mesma doença que vitimou João Paulo II).

Foi canonizado no dia 27 de Abril de 2014, na Basílica de S. Pedro, em Roma, pelo Papa FRANCISCO, na presença do Papa Emérito BENTO XVI, e em conjunto com a canonização do Papa JOÃO XXIII.


A celebração do seu dia litúrgico é a 22 de outubro (hoje).

(Créditos: Wikipédia/blogues/joseph1)

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Dia de S. LUCAS - Evangelista, Apóstolo e Mártir (pela Fé)...



São Lucas

São Lucas, evangelista e patrono dos pintores e médicos, é o autor do terceiro livro dos evangelhos que tem o seu nome e do Actos dos Apóstolos. É considerado um Apóstolo, mas não pertence à escolha dos "12" feita por Jesus, e que estiveram na ÚLTIMA CEIA.

Um médico, São Lucas, é tido como sendo um grego pagão da Antiópia (antiga Síria, moderna Turquia). Que era medico é confirmado por uma passagem em Colossians (4:14) na qual São Paulo de Tarso descreve Lucas como "amado medico". Um convertido na nova fé, ele acompanhou São Paulo na sua segunda jornada missionária em torno dos anos 51 d.C. e permaneceu 6 anos em Philippi, na Grécia e foi na terceira jornada com Paulo, que incluiu o famoso naufrágio às costas de Malta. Ele permaneceu com Paulo durante a sua prisão.Paulo escreveu três vezes sobre Lucas no Novo Testamento: em Colosians, em Timoteo e em Philomon. É possível deduzir a presença de Lucas com Paulo nas jornadas missionárias pelas várias passagens no "Actos dos Apóstolos" (16:10-17; 20:5-21:18; 27:1-28:16). Em 66 d.C., Lucas voltou para a Grécia onde se acredita que veio a falecer com a idade de 84 anos "repleto do Espirito Santo". Vários "Actos" relatam que foi martirizado, embora outros acreditem que isto seriam lendas não confiáveis. Ele é tido como tendo visitado a Virgem Maria e acredita-se que ele teria pintado vários quadros da Virgem Maria, em especial, o lindo quadro conhecido como o de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Seu trabalho estaria preservado em Roma na "Santa Maria Magiore", embora as datas das pinturas sejam bem depois dos tempos apostólicos. O seu evangelho definidamente foi escrito para os gentios.

Um dos aspectos mais interessantes de Lucas é que, freqüentemente, fazia a justaposição de um história de um homem com a de uma mulher. Por exemplo, a cura dos demoníacos (Lu 4:31-37) é seguida da cura da sogra de Pedro (4:39-39) , o escravo do centurião é curado(7:1-11) e o filho da viuva de Nain é curado, o Geranese demoníaco é curado (8:26-39) seguido pela cura da filha de Jairus e da mulher com hemorragia (8:40-56).

Lucas também menciona as mulheres que assistiam Jesus no seu ministério (8:1-3) Assim diferente de todos os outros evangelistas São Lucas descreve um Jesus que se preocupa com o cuidado e a salvação das mulheres. Talvez por isso, provavelmente Lucas teria aprendido muito a respeito de Jesus com a Virgem Maria. Sómente ele e Mateus descrevem elementos obscuros ou escondidos da vida privada de Jesus(?), antes de Seu ministério público.

Ainda, ao mencionar a sogra de Pedro, ele deixa claro e de maneira natural que Pedro era casado.
Lucas enfatiza a misericórdia e o amor de Deus para com a humanidade. Ele é o único que descreve a parábola da ovelha desgarrada, do Bom Samaritano, do filho pródigo, de Dives e Lázaro. Ele é também o único que descreve o perdão de Jesus a Maria Madalena (Luc7:47), a promessa ao bom ladrão e sua oração para seus executores. Ele é também o único evangelista a registrar a "Ave Maria", o "Magnificat", o "Benedictus", e o "Nunc Dimittis" que são todos usados na Liturgia das Horas(orações da noite, tarde e manhã).Lucas enfatiza o chamado para a oração, a pobreza, a pureza de coração, o quais teriam um apelo especifico aos gentios.

Lucas também escreveu os "Actos dos Apóstolos" que é também conhecido com "Actos do Espirito Santo". É uma continuação do que conta em seu evangelho, embora os Actos talvez tenham sido escritos primeiro. De acordo com São Euzébio e São Jerônimo, os Actos foram escritos durante a prisão de São Paulo, embora Santo Irineu já pense que foram escritos após a morte de São Paulo, lá pelos anos 66 DC . Euzébio diz que o evangelho foi escrito antes da morte de Paulo, Jerônimo diz que foi depois, e a tradição antiga diz que foi escrito pouco antes da morte de Lucas, quase no século segundo.
O evangelho teria sido escrito entre 70 e 85 d.C., possivelmente na Grécia .Os Actos dos Apóstolos detalham a igreja nos tempos de 35 a 63 d.C., demonstrando um estilo de prosa soberbo, e um estilo de quem presenciou a fé.


Certas passagens dos Actos, escrito na primeira pessoa do plural, são usualmente usadas para indicar que o escritor estava com São Paulo em parte da sua segunda jornada missionária e sem dúvida na viagem que ambos fizeram a Itália e estavam juntos quando o navio naufragou ao largo da costa de Malta (Acts 16:10ff:20:5ff 27-28). São Paulo diz nas suas cartas quando preso: "Lucas é a minha única companhia".
Durante o martírio de Paulo, Lucas nunca saiu do seu lado.
Lucas sem dúvida conversava muito com a mãe de Jesus e com São João.

As suas relíquias foram trasladadas para Constantinopla e Pádua.

De acordo com a Igreja Católica Ortodoxa Grega, São Lucas sempre andava com uma pintura de Nossa Senhora com ele, e ela foi o instrumento de varias conversões. Na verdade ele foi um grande artista e grande escritor, e suas narrativas inspiraram grandes escritores e grandes mestres da arte, mas as pinturas existente da Virgem, as quais ele teria pintado...(?), são trabalhos de datas bem mais recentes. Não obstante, alguns julgam que a pintura de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro teria sido pintada por ele.

Pinturas excepcionais de S.Lucas são as de Roger van Weyden na Pinacoteca de Munique, na Alemanha, a de Jean Grossaert em Praga e a de Rafael na Academia de São Lucas em Roma.

Na arte litúrgica da igreja ele é mostrado com um machado e as vezes mostrado pintando o retrato da Virgem Maria.

São Lucas era o mais culto dos quatros Evangelistas; tinha o dom da narração e sabia representar ao vivo as suas personagens e, como médico, sabia dar realce ao lado característico.

Se se aplicam aos quatro evangelistas as representações simbólicas mencionadas pelo profeta Ezequiel, São Lucas é representado pelo boi, como emblema dos sacrifícios, pois ele é o evangelista que mais insiste no sacerdócio de Jesus Cristo.

A sua festa litúrgica é celebrada HOJE, dia 18 de outubro.

(Créditos:Blog Cademeusanto/Net/Wik./Joseph1)

ORLANDO DOS SANTOS TOMÉ - Um "Anjo" que andou 19 anos na Terra...




Faz hoje 48 anos que partiu um "Anjo", um "Santo", um "Irmão"...

Orlando Tomé, nasceu na Beira (Moçambique) no dia 25 de Maio de 1944, tendo falecido devido a um acidente de viação no dia 18 de Outubro de 1963. Tinha 19 anos. Era uma jóia de moço! Passava a vida entre a Beira e Gondola, dado ser familiar de ferroviários. Vou falar dele porque com ele convivi algum tempo.

Iniciámos os nossos estudos, Eu, o ORLANDO e o CARLOS GUILHERME, no Liceu Pero de Anaya, na cidade da Beira, sita em Moçambique ( antiga Província Portuguesa). Durante uns anos acompanhámos a vida uns dos outros para além dos estudos.

Enquanto eu jogava Hóquei em Patins e fazia Teatro Amador, o ORLANDO e o Carlos andavam metidos em cantorias! O ORLANDO tinha muito jeito para o Rock e o Carlos para o canto lírico (Tenor). Acabaram por ir parar a um Concurso para apurar a melhor voz e já não me recordo de quem ganhou, mas lembro-me que ficaram nos 2 primeiros lugares, o ORLANDO com uma canção do Elvis Presley e o Carlos cantando, do Mário Lanza, a célebre "Granada". Foi um Show!...

O ORLANDO e o Carlos Guilherme continuaram a estudar.

E...como eu digo no meu "Postal de Recordação" (que a mãe distribuiu por todos os familiares e amigos) e que não se consegue ler, mas que a seguir transcreverei, tudo se desmoronou para o ORLANDO num dia 18 de Outubro...



POSTAL DE RECORDAÇÃO

PARA TI, AMIGO!

PARA TI,
ORLANDO DOS SANTOS TOMÉ
que colega meu
foste,
Que passaste
parte da vida
comigo,
Que soubeste
COMPREENDER, VENCER e ULTRAPASSAR...
os momentos difíceis
e de maior amargura...

PARA TI,
que usufruias a alegria
de viver...
e p´ra quem
a tristeza,
não tinha voz positiva...

PARA TI,
que estudavas
para te compreender
e para
nos compreender melhor...
para que mais tarde,
não se sabia quando?!...
Pudesses saber quem eras?!...
e quem éramos...

PARA TI,
que numa maldita tarde,
entraste...
num automóvel,
e ele...
"traiçoeiro",
te traçou o trágico fim,
em Hilton - África do Sul,
ainda estando tu,
"na flor da idade"...
"das ilusões"...
"e dos ideais"...

PARA TI,
que o mereces,
vai
o Eterno desejo
do sempre sincero Amigo: VIEIRA

Descansa EM PAZ.

Vila de Nova Lusitânia, 23 de Outubro de 1963.
José Bento Vieira

...Quando se dirigia para a África do Sul, onde estudava, a viatura onde seguia com mais colegas (sendo um deles o Soares), perto de Hilton, teve um brutal acidente de que resultou 1 morto e 4 feridos com bastante gravidade. O único passageiro que não apresentava nenhuma fractura, parecendo mais que estava a "dormir", chamava-se ORLANDO e estava "morto"!... Os restantes colegas, andaram meses e meses a submeterem-se a operações, acabando todos por se salvar e continuaram as suas vidas. O condutor, que ficou todo partido...salvou-se!

Pelos depoimentos de todos que o conheciam e que com ele conviviam, muito em especial na Beira, tratava-se de um jovem fora do comum, tanto no trato como na sua postura perante a vida e perante as relações com os outros. Era um jovem sem vícios, adorado por todos. De tal forma era isto verdade que, sobretudo após a sua morte, e tendo conhecimento de alguns pormenores que a sua mãe contava, em especial o facto de ele gostar muito de flores "ROXAS", as pessoas começaram a rezar por ele e mais tarde a ORAR a ele, com base numa oração que a sua mãe pediu para lhe escreverem e que passou a circular de mão em mão.
















Essa Oração, trago-a sempre comigo e rezo-a todos os dias. Hoje irei à Vieira de Leiria, visitar o "meu Amigo" e Orar a ele, levando-lhe flores ROXAS.

ORAÇÃO ao "Santo" ORLANDO TOMÉ:

*****ORLANDO, que o Senhor Deus que está contigo, te guie e abençoe as tuas mãos suaves, para que, com a sua Benção Divina, com a ajuda de Maria Santíssima e de todos os Anjos e Santos do Céu, possas curar as doenças graves dos que sofrem sem esperança, proteger a nossa juventude e as nossas famílias, suavizar as nossas dores e tristezas, guiar-nos nos espinhosos caminhos da vida.
*****Rogamos-te, querido ORLANDO, que oiças as nossas preces e que elas sejam dignas de serem atendidas pelo Santíssimo Sacramento.

*****Suba a Vós, Senhor, a nossa Oração.


...E passaram a acontecer curas e protecções que as pessoas contavam, dizendo que haviam Orado ao ORLANDO e pedido as coisas mais diversas e que haviam sido atendidas!...e passaram a colocar sobre a sua urna vestidos de noivas, pernas de cera, pés de cera, mãos de cera, as mais variadas coisas, sempre acompanhadas por ramos de flores ROXAS.

Desconheço se a Igreja teve conhecimento destes casos, pois eu, pouco tempo depois, saí da Beira e nunca mais vi os pais dele, Sr. António e D. Olímpia, que faleceram poucos anos depois, um a seguir ao outro, provàvelmente, do desgosto tremendo que tinha sido a perda daquele maravilhoso filho..."um Anjo"!...

Os restos mortais da família Tomé, incluindo o ORLANDO, vieram para Portugal e estão, em Jazigo familiar, no cemitério da Vieira de Leiria.



Notas Finais: a) - O ORLANDO pertencia à família de Tomé Feteira da Vieira de Leiria.
.....................b) - O Carlos Guilherme veio para Portugal há 40 anos e é hoje um cantor lírico (Tenor) sobejamente conhecido, tendo editado um CD em dueto com a cantora Anabela; para além disso, se ainda não se Reformou, é professor de Matemática.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Ritmo KUDURO....para aliviar o STRESS!!!!!....(2010)




Canção: Danza Kuduro

Intérpretes: Don Omar feat. Lucenzo (2010)


Nota do YouTube:

Danza Kuduro è un brano musicale scritto da Don Omar e cantato con la collaborazione del cantante francese di ascendenze portoghesi Lucenzo. Si tratta del primo singolo estratto dall'album di Don Omar il cui titolo è Meet the Orphans. Fa anche parte della colonna sonora del film Fast & Furious 5. La base di Danza Kuduro è tratta da Vem dançar kuduro (Vieni a ballare il Kuduro) scritta dal solito Lucenzo e del rapper americano Big Ali. Ebbene; questo singolo raggiunse al tempo, attraverso un percorso non velocissimo ma costante, una certa notorietà in tutto il mondo, arrivando fino alle orecchie di Don Omar che pensò bene di contattare Lucenzo per fargli incidere di nuovo questa canzone, cambiandogli il titolo in Danza Kuduro, come è diventata famosa anche in Italia.

(créditos: YouTube)

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Beata ALEXANDRINA DE BALASAR - Dia litúrgico



Alexandrina Maria da Costa, mais conhecida como Beata Alexandrina de Balasar, declarada beata pela Igreja Católica a 25 de Abril de 2004, nasceu no lugar de Gresufes, freguesia de Balasar (Póvoa de Varzim), em Portugal, no dia 30 de Março de 1904, e faleceu no lugar do Calvário, da mesma freguesia, em 13 de Outubro de 1955.

Para poder frequentar a escola primária, a Alexandrina mudou-se em 1911 para o meio urbano da Póvoa de Varzim, onde viveu na pensão de um marceneiro, na Rua da Junqueira. Ao fim de dezoito meses, regressou à freguesia natal, para o lugar do Calvário, freguesia esta de Santa Eulália de Balasar onde, desde o tempo da sua quarta avó materna Tereza Maria da Costa Carneira - bisneta do Morgado Pedro Carneiro da Gram, é a terra onde viveu toda a sua família.

Começou a trabalhar cedo na lavoura, como era usual na altura. Era uma menina vigorosa, a ponto de afirmar na Autobiografia que a equiparavam aos homens no que diz respeito ao rendimento do trabalho. Aos 12 anos adoeceu, provavelmente de febre tifóide, ficando a sua saúde, a partir desse momento, algo comprometida.

Com 14 anos, no dia de Sábado Santo (antes da Páscoa) de 1918, estando a trabalhar em costura com a sua irmã Deolinda e outra menina, deu um salto do quarto onde estava para se defender de agressores que invadiram a casa, numa atitude semelhante à de Santa Maria Goretti que morreu em defesa da sua virgindade.

Até aos seus 19 anos ainda se conseguia movimentar sofrivelmente, tendo gosto em ir à igreja. Contudo, a paralisia foi-se agravando até 14 de Abril de 1925, data em que ficou, definitivamente, de cama, "durante trinta anos".

A sua intenção inicial era tornar-se missionária e, por isso, orava à virgem Maria para que ficasse curada. Em 1928, chegou à conclusão de que a sua vocação era compartilhar misticamente o sofrimento de Cristo, oferecendo-se então como vítima pelos pecadores.

De 3 de Outubro de 1938 a 24 de Março de 1942, todas as sextas-feiras, alegou viver os sofrimentos da Paixão de Cristo: superando a paralisia, descia da cama e, dando mostras de sofrimento físico, repetia, por três horas e meia, as etapas da Via Sacra. Existe um registo filmado de um destes êxtases e um circunstanciado relato de um outro, publicado pelo Pe. José Alves Terças nas páginas de "A Paixão Dolorosa" (este escrito, ilustrado com alguns desenhos, pôs pela primeira vez a Alexandrina nas bocas do mundo, para grande mágoa sua).

O padre jesuíta Mariano Pinho, seu director de 1933 a 1942, exortou-a a ditar as suas vivências místicas. A sua obra escrita (autobiografia, cartas, diário) enche cerca de 5 000 páginas.

Em 1936, por intermédio do mesmo director, fez vários pedidos à Santa Sé no sentido de que o mundo fosse consagrado ao Imaculado Coração de Maria, o que fez despertar o interesse do Vaticano pelo seu caso (houve, mesmo, contactos com o Arcebispo de Braga). A 31 de Outubro de 1942, o Papa Pio XII satisfez esse desejo, numa mensagem transmitida a partir de Fátima (celebravam-se os 25 anos das Aparições), repetindo-se este acto na Basílica de São Pedro no dia 8 de Dezembro do mesmo ano.

A partir 27 de Março de 1942 é alegado que deixou de se alimentar nos seguintes 13 anos de vida, vivendo exclusivamente da comunhão diária.

Para verificar a inédia, em 1943, foi internada no Refúgio de Paralisia Infantil, na Foz do Douro. Foi aí submetida à vigilância de um grupo de médicos, dirigidos pelo Dr. Henrique Gomes de Araújo, membro da Sociedade Portuguesa de Química e da Real Academia de Medicina de Madrid, por um período de 40 dias. No final, asseguraram que era "absolutamente certo" que durante aquele tempo não tinha comido, bebido, defecado ou urinado.

O mesmo Dr. Henrique Gomes de Araújo, a quem o Dr. Azevedo pedira "o estudo das faculdades mentais da doente", descreveu-a nestes termos:

«A expressão de Alexandrina é viva, perfeita, afectuosa, boa e acariciadora; atitude sincera, sem pretensões, natural.
Não há nela ascetismo, nada untuoso, nem voz tímida, melíflua, rítmica; não é exaltada nem fácil a dar conselhos.
Fala de modo natural, inteligente, mesmo subtil; responde sem hesitações, até com convicção, sempre em harmonia com a sua estrutura psíquica e a construção sólida de juízos bem delineados em si e pelo ambiente, mas sempre, repetimo-lo, com ar de espontânea bondade que o clima místico que desde há tempos a circunda e que, parece, não foi por ela provocado, não modificaram.»

Sobretudo nos anos finais da sua vida, começou a desenvolver-se em torno da Alexandrina um fenómeno de popularidade, que levou muita gente em peregrinação até ao seu leito em busca de aconselhamento espiritual.

A beatificação de Alexandrina Maria da Costa assentou numa cura ocorrida em Estrasburgo com uma emigrante oriunda da freguesia de Esmeriz, Vila Nova de Famalicão; esta cura foi declarada inexplicável à luz dos actuais conhecimentos da medicina.

(Créditos: Wikipédia,Net-Google,Joseph 1)

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Beato JOÃO XXIII - (Papa)...(o 1º. a ler a 3ª. parte do Segredo de Fátima)...



“Ser bom com todos e sempre”.
Beato João XXIII


Celebra-se hoje a festa litúrgica em sua honra.

...Nasceu no dia 25 de Novembro de 1881 em Sotto il Monte, diocese e província de Bérgamo (Itália), e nesse mesmo dia foi baptizado com o nome de Angelo Giuseppe; foi o quarto de treze irmãos, nascidos numa família de camponeses e de tipo patriarcal. Ao seu tio Xavier, ele mesmo atribuirá a sua primeira e fundamental formação religiosa. O clima religioso da família e a fervorosa vida paroquial foram a primeira escola de vida cristã, que marcou a sua fisionomia espiritual.

Ingressou no Seminário de Bérgamo, onde estudou até ao segundo ano de teologia. Ali começou a redigir os seus escritos espirituais, que depois foram recolhidos no “Diário da alma”. No dia 1 de Março de 1896, o seu director espiritual admitiu-o na ordem franciscana secular, cuja regra professou a 23 de Maio de 1897.

De 1901 a 1905 foi aluno do Pontifício Seminário Romano, graças a uma bolsa de estudos da diocese de Bérgamo. Neste tempo prestou, além disso, um ano de serviço militar. Recebeu a Ordenação sacerdotal a 10 de Agosto de 1904, em Roma, e no ano seguinte foi nomeado secretário do novo Bispo de Bérgamo, D. Giacomo Maria R. Tedeschi, acompanhando-o nas várias visitas pastorais e colaborando em múltiplas iniciativas apostólicas: sínodo, redacção do boletim diocesano, peregrinações, obras sociais. Às vezes era também professor de história eclesiástica, patrologia e apologética. Foi também Assistente da Acção Católica Feminina, colaborador no diário católico de Bérgamo e pregador muito solicitado, pela sua eloquência elegante, profunda e eficaz.

Naqueles anos aprofundou-se no estudo de três grandes pastores: São Carlos Borromeu (de quem publicou as Actas das visitas realizadas na diocese de Bérgamo em 1575), São Francisco de Sales e o então Beato Gregório Barbarigo. Após a morte de D. Giacomo Tedeschi, em 1914, o Padre Roncalli prosseguiu o seu ministério sacerdotal dedicado ao magistério no Seminário e ao apostolado, sobretudo entre os membros das associações católicas.

Em 1915, quando a Itália entrou em guerra, foi chamado como sargento sanitário e nomeado capelão militar dos soldados feridos que regressavam da linha de combate. No fim da guerra abriu a “Casa do estudante” e trabalhou na pastoral dos jovens estudantes. Em 1919 foi nomeado director espiritual do Seminário.

Em 1921 teve início a segunda parte da sua vida, dedicada ao serviço da Santa Igreja. Tendo sido chamado a Roma por Bento XV como presidente nacional do Conselho das Obras Pontifícias para a Propagação da Fé, percorreu muitas dioceses da Itália organizando círculos missionários.

Em 1925, Pio XI nomeou-o Visitador Apostólico para a Bulgária e elevou-o à dignidade episcopal da Sede titular de Areopolis.

Tendo recebido a Ordenação episcopal a 19 de Março de 1925, em Roma, iniciou o seu ministério na Bulgária, onde permaneceu até 1935. Visitou as comunidades católicas e cultivou relações respeitosas com as demais comunidades cristãs. Actuou com grande solicitude e caridade, aliviando os sofrimentos causados pelo terremoto de 1928. Suportou em silêncio as incompreensões e dificuldades de um ministério marcado pela táctica pastoral de pequenos passos. Consolidou a sua confiança em Jesus crucificado e a sua entrega a Ele.

Em 1935 foi nomeado Delegado Apostólico na Turquia e Grécia: era um vasto campo de trabalho. A Igreja tinha uma presença activa em muitos âmbitos da jovem república, que se estava a renovar e a organizar. Mons. Roncalli trabalhou com intensidade ao serviço dos católicos e destacou-se pela sua maneira de dialogar e pelo trato respeitoso com os ortodoxos e os muçulmanos. Quando irrompeu a segunda guerra mundial ele encontrava-se na Grécia, que ficou devastada pelos combates. Procurou dar notícias sobre os prisioneiros de guerra e salvou muitos judeus com a “permissão de trânsito” fornecida pela Delegação Apostólica. Em 1944 Pio XII nomeou-o Núncio Apostólico em Paris.

Durante os últimos meses do conflito mundial, e uma vez restabelecida a paz, ajudou os prisioneiros de guerra e trabalhou pela normalização da vida eclesial na França. Visitou os grandes santuários franceses e participou nas festas populares e nas manifestações religiosas mais significativas. Foi um observador atento, prudente e repleto de confiança nas novas iniciativas pastorais do episcopado e do clero na França. Distinguiu-se sempre pela busca da simplicidade evangélica, inclusive nos assuntos diplomáticos mais complexos. Procurou agir sempre como sacerdote em todas as situações, animado por uma piedade sincera, que se transformava todos os dias em prolongado tempo a orar e a meditar.

Em 1953 foi criado Cardeal e enviado a Veneza como Patriarca, realizando ali um pastoreio sábio e empreendedor e dedicando-se totalmente ao cuidado das almas, seguindo o exemplo dos seus santos predecessores: São Lourenço Giustiniani, primeiro Patriarca de Veneza, e São Pio X.

Depois da morte de Pio XII, foi eleito Sumo Pontífice a 28 de Outubro de 1958 e assumiu o nome de João XXIII. O seu pontificado, que durou menos de cinco anos, apresentou-o ao mundo como uma autêntica imagem de bom Pastor. Manso e atento, empreendedor e corajoso, simples e cordial, praticou cristãmente as obras de misericórdia corporais e espirituais, visitando os encarcerados e os doentes, recebendo homens de todas as nações e crenças e cultivando um extraordinário sentimento de paternidade para com todos. O seu magistério foi muito apreciado, sobretudo com as Encíclicas “Pacem in terris” e “Mater et magistra“.

Foi o primeiro Papa a ler a carta escrita pela Irmã Lúcia, a mais velha dos 3 Pastorinhos da Cova da Iria e que contém a terceira parte do Segredo de Fátima (1917); Não divulgou o conteúdo da mesma.

Convocou o Sínodo romano, instituiu uma Comissão para a revisão do Código de Direito Canónico e convocou o Concílio Ecuménico Vaticano II. Visitou muitas paróquias da Diocese de Roma, sobretudo as dos bairros mais novos. O povo viu nele um reflexo da bondade de Deus e chamou-o “o Papa da bondade”. Sustentava-o um profundo espírito de oração, e a sua pessoa, iniciadora duma grande renovação na Igreja, irradiava a paz própria de quem confia sempre no Senhor.

[O Papa JOÃO XXIII faleceu na tarde do dia 3 de Junho de 1963, com 81 anos].
*
(Créditos Biografia dos Santos/Net/Joseph 1)