sábado, 28 de janeiro de 2012

S. TOMÁS DE AQUINO - Filósofo Medieval, Presbítero e Doutor da Igreja...



S. TOMÁS DE AQUINO, O.P.


Tomás de Aquino OP (Roccasecca, 1225 — Fossanova, 7 de março 1274) foi um padre dominicano, filósofo, teólogo, distinto expoente da escolástica, proclamado santo e cognominado Doctor Communis ou Doctor Angelicus pela Igreja Católica.

Tomás nasceu em Aquino por volta de 1225, de acordo com alguns autores no castelo do pai Conde Landulf de Aquino, localizado em Roccasecca, no mesmo Condado de Aquino (Reino da Sicília, no atual Lácio). Por meio de sua mãe, a condessa Teodora de Theate, Tomás era ligado à dinastia Hohenstaufen do Sacro Império Romano-Germânico. O irmão de Landulf, Sinibald, era abade da original abadia beneditina em Monte Cassino. Enquanto os demais filhos da família seguiram uma carreira militar, a família pretendida que Tomás seguisse seu tio na abadia; isto teria sido um caminho normal para a carreira do filho mais novo de uma família da nobreza sulista italiana.

Aos cinco anos, Tomás começou a sua instrução inicial em Monte Cassino, mas depois do conflito militar que ocorreu entre o imperador Frederico II e o papa Gregório IX na abadia no início de 1239, Landulf e Teodora matricularam Tomás na studium generale (universidade) criada recentemente por Frederico II em Nápoles. Foi lá que Tomás provavelmente foi introduzido nas obras de Aristóteles, Averróis e Maimônides, todos os que influenciariam a sua filosofia teológica. Foi igualmente durante os seus estudos em Nápoles que Tomás sofreu a influência de João de São Juliano, um pregador dominicano em Nápoles que fazia parte do esforço activo intentado pela ordem dominicana para recrutar seguidores devotos. Nesta época o seu professor de aritmética, geometria, astronomia e música era Pedro de Ibérnia. Aos 19 anos, contra a vontade da família, entrou na ordem fundada por Domingos de Gusmão. Estudou filosofia em Nápoles e depois em Paris, onde se dedicou ao ensino e ao estudo de questões filosóficas e teológicas. Estudou teologia em Colônia e em Paris e tornou-se discípulo de Santo Alberto Magno que o "descobriu" e se impressionou com a sua inteligência. Por este tempo foi apelidado de "boi mudo". Dele disse Santo Alberto Magno: "Quando este boi mugir, o mundo inteiro ouvirá o seu mugido."

Foi mestre na Universidade de Paris no reinado de Luís IX de França. Morreu com 49 anos, na Abadia de Fossanova, quando se dirigia para Lião a fim de participar do Concílio de Lião, a pedido do Papa.

Ponto chave do seu pensamento genial:

Com o uso da razão é possível demonstrar a existência de Deus, e para isto propõe as 5 vias de demonstração:

Primeira via
Primeiro motor imóvel: tudo o que se move é movido por alguém, é impossível uma cadeia infinita de motores provocando o movimento dos movidos, pois de contrário nunca se chegaria ao movimento presente, logo há que ter um primeiro motor que deu início ao movimento existente e que por ninguém foi movido.

Segunda via
Causa primeira: decorre da relação "causa-e-efeito" que se observa nas coisas criadas. É necessário que haja uma causa primeira que por ninguém tenha sido causada, pois a todo efeito é atribuída uma causa, do contrário não haveria nenhum efeito pois cada causa pediria uma outra numa sequência infinita.

Terceira via
Ser necessário: existem seres que podem ser ou não ser (contingentes), mas nem todos os seres podem ser desnecessários se não o mundo não existiria, logo é preciso que haja um ser que fundamente a existência dos seres contingentes e que não tenha a sua existência fundada em nenhum outro ser.

Quarta via
Ser perfeito: verifica-se que há graus de perfeição nos seres, uns são mais perfeitos que outros, qualquer graduação pressupõe um parâmetro máximo, logo deve existir um ser que tenha este padrão máximo de perfeição e que é a causa da perfeição dos demais seres.

Quinta via
Inteligência ordenadora: existe uma ordem no universo que é facilmente verificada, ora toda ordem é fruto de uma inteligência, não se chega à ordem pelo acaso e nem pelo caos, logo há um ser inteligente que dispôs o universo na forma ordenada.

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A Ordem do Universo(resumo):


“Ora, a origem do universo por criação supõe uma causa e uma ordem, pois do acaso não poderia sair nenhuma causa e do caos nenhuma ordem. Portanto, o universo só pode ter sua origem por causalidade, na medida em que se lhe exige uma causa para o seu ser, enquanto este ser lhe imprime uma ordem e um fim. Conclui-se apontando para a necessidade de pensar um universo que tem por origem alguma causa que obviamente lhe seja anterior e mais perfeita do que ele, a ponto de ser capaz de lhe dar o ser como perfeição e providenciar tudo quanto seja necessário para o seu governo. Desta maneira, a causa que lhe deu o ser não só já existia antes que o universo viesse a ser, senão que também deu o ser segundo uma ordem, que é conveniente a todo ser, como efeito proporcional à causa. Tudo isso leva a concluir que o universo é temporal e teve a sua origem por uma causalidade que aponta para a doutrina da criação. Toda a explícita complexidade do universo segue-se de uma ordem implícita existente na matéria que o compõe. Para Tomás o universo é um todo ordenado que não exclui nada que lhe seja materialmente semelhante’ . Este todo resulta de uma ordem implicada entre as partes. Trata-se de uma totalidade que é uma unidade na diversidade das partes, que revela uma hierarquia e uma harmonia entre as partes, portanto uma beleza. Para além de uma ruptura entre a filosofia e a ciência em nossos dias, a Cosmologia tomista é actual, não por partir dos princípios da ciência do seu tempo, muitos deles revistos hoje, mas porque apresenta um sistema de conceitos metafísicos que são plenamente compatíveis com as teorias científicas contemporâneas. A origem e a natureza do universo, que conciliam a fé e razão”.

Cronologia

1225 - Tomás de Aquino nasce no castelo de Roccasecca.
1226 - Morte de Francisco de Assis.
1230 - Tomás inicia seus estudos na Abadia de Montecassino.
1240 - Alberto magno começa a ensinar em Paris e a comentar Aristóteles.
1241 - Morte do papa Gregório IX
1244 - Fundação da Universidade de Roma. Tomás entra para a Ordem dos Dominicanos.
1245 - Estuda em Paris até 1248, sob a orientação de Alberto Magno.
1248 - Alberto Magno funda, em Colônia, uma faculdade de teologia. Tomás continua seus estudos em Colônia até 1259.
1252 - Leciona em Paris até 1259.
1257 - Robert de Sorbon funda um colégio na Universidade de Paris.
1259 - Escreve o Comentário sobre as sentenças e a Suma contra os gentios. Leciona na Itália, até 1268, em Agnani, Orvieto, Roma e Viterbo.
1261 - Início do pontificado de Urbano IV.
1265 - Clemente IV ascende ao trono papal. Nasce Dante Alighieri. Tomás redige a Suma Teológica, até 1273.
1266 - (?) Nasce Duns Scot.
1268 - Morte de Clemente IV. Interregno pontifical.
1269 - Ensina em Paris até 1272.
1271 - Eleição de Gregório X.
1274 - Tomás falece a 7 de março, em Fossanova.
1323 - É canonizado pelo papa João XXII.

O seu dia litúrgico é celebrado hoje, dia 28 de Janeiro.

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P.S. - Para falar de S. Tomás de Aquino, do seu pensamento e da sua obra, serão precisos muitos POSTs, pelo que, mais tarde, voltarei ao tema.

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(Créditos:www.aquinate.net,Wikipédia, Google)

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

EUSÉBIO da Silva Ferreira - O "Pantera Negra"...faz hoje 70 anos!...



Eusébio





Eusébio da Silva Ferreira - (Lourenço Marques, 25 de Janeiro de 1942), conhecido simplesmente por Eusébio, é um ex-futebolista português nascido em Lourenço Marques (Moçambique); casado com uma ginasta, de nome Flora, e pai de 2 filhas, Carla e Sandra.

É considerado um dos melhores futebolistas de todos os tempos pela IFFHS, especialistas e fãs
.

Eusébio ajudou a Selecção Nacional Portuguesa a alcançar o terceiro lugar no Campeonato do Mundo de 1966, sendo o maior marcador da competição (recebendo a Bota de Ouro), com nove golos (seis dos quais foram marcados em Goodison Park) e tendo recebido a Bola de Bronze, por ter sido considerado o terceiro melhor jogador do Mundial 66(????)- É do conhecimento público tudo o que se passou neste Mundial feito para a Inglaterra, que jogava em casa, ser a Campeã do Mundo. Portugal havia eliminado o Brasil (o Favorito, e que incluia PELÉ), a Hungria e a Coreia do Norte...(Os penaltys roubados no "jogo das lágrimas" das meias-finais, que dariam a ida à final a Portugal), a mudança de locais de jogo, etc...Ficou tudo célebre, até o CHORO DE RAIVA de Eusébio, cujas fotos correram MUNDO).


Ganhou a Bola de Ouro em 1965
e ficou em segundo lugar na atribuição da mesma em 1962 e 1966. Eusébio jogou pelo Benfica 15 dos seus 22 anos como jogador de futebol, sendo associado principalmente ao clube português, e é o melhor marcador de sempre da equipa, com 638 golos em 614 jogos oficiais. No Benfica ganhou 11 Campeonatos Nacionais (1960-1961, 1962-1963, 1963-1964, 1964-1965, 1966-1967, 1967-1968, 1968-1969, 1970-1971, 1971-1972, 1972-1973 e 1974-1975), 5 Taças de Portugal (1961-1962, 1963-1964, 1968-1969, 1969-1970 e 1971-1972), 1 Taça dos Campeões Europeus (1961-1962) e ajudou a alcançar mais três finais da Taça dos Campeões Europeus (1962-1963, 1964-1965 e 1967-1968). Foi o maior marcador da Taça dos Campeões Europeus em 1965, 1966 e 1968. Ganhou ainda a Bola de Prata sete vezes (recorde nacional) em 1964, 1965, 1966, 1967, 1968, 1970 e 1973. Foi o primeiro jogador a ganhar a Bota de Ouro, em 1968, façanha que mais tarde repetiu em 1973.

Todavia, ao longo da sua carreira, o total de golos marcados é de 1.137.



2ª. Taça dos Campeões Europeus: 1961/1962:

Constituição da equipa:

- Costa Pereira (G.R.), Mário João, Ângelo Martins, Germano, Fernando Cruz, Cavém e o quinteto maravilha: José Augusto, Eusébio, José Águas, Mário Coluna e António Simões.



Apelidado de O Pantera Negra, A Pérola Negra ou O Rei em Portugal, Eusébio marcou 733 golos em 745 jogos oficiais na sua carreira. Era conhecido pela sua velocidade e pelo seu poderoso remate preciso de pé direito, tornando-o num excelente goleador prolífico. É considerado o melhor futebolista de sempre do Benfica e de Portugal e um dos primeiros avançados de classe mundial africanos. Apesar de ter nascido em Moçambique, Eusébio só poderia jogar pela Selecção Portuguesa, como Matateu e Mário Coluna, entre outros, antes dele, já que o país africano era considerado um território ultramarino de Portugal e os seus habitantes eram considerados portugueses.

O nome de Eusébio aparece muitas vezes nas listas e votações de melhores jogadores de futebol de sempre feitas pelos críticos de futebol e fãs. Foi eleito o nono melhor jogador de futebol do século XX numa pesquisa realizada pela IFFHS, faz parte da lista dos 50 melhores jogadores de todos os tempos do Planète Foot, ficou no 8º lugar da lista "Os melhores do século XX" elaborada pela revista Placar e foi eleito o décimo melhor jogador de futebol do século XX numa pesquisa realizada pela revista World Soccer. Pelé nomeou Eusébio como um dos 125 melhores jogadores de futebol vivos na sua lista FIFA 100, elaborada em 2004. Eusébio ficou em sétimo lugar na votação online para o Jubileu de Ouro da UEFA. Em Novembro de 2003, para comemorar o Jubileu da UEFA, foi escolhido como o jogador de ouro de Portugal pela Federação Portuguesa de Futebol como o seu melhor jogador dos últimos 50 anos.

Desde que se retirou, Eusébio tem sido um embaixador de futebol e é um dos rostos mais conhecidos do desporto. Eusébio é muitas vezes elogiado pelo seu conhecido fair-play e humildade, até mesmo pelos adversários. Foram realizadas várias homenagens por parte da FIFA, da UEFA, da Federação Portuguesa de Futebol e do Benfica em sua honra. O ex-jogador do Benfica, da Selecção Portuguesa, e amigo, António Simões, reconhece a sua influência no Benfica e disse: "Com Eusébio talvez pudéssemos ser tri-campeões europeus, sem ele talvez pudéssemos ganhar o campeonato”.

Infância e juventude

Eusébio nasceu no bairro de Mafalala, em Maputo (na época Lourenço Marques), em Moçambique (ex colônia portuguesa), a 25 de Janeiro de 1942, filho de Laurindo António da Silva Ferreira, ferroviário, branco, natural de Angola e, de Elisa Anissabeni, uma negra moçambicana.
Foi o quarto filho do casal. Criado numa sociedade extremamente pobre, costumava faltar às aulas para jogar descalço futebol com os seus amigos em campos improvisados e utilizando bolas de futebol improvisadas. O seu pai morreu com tétano, quando Eusébio tinha 8 anos de idade, de modo que Elisa tomou quase exclusivamente cuidado parental do jovem Eusébio.

Mais tarde, Eusébio procurou inscrever-se no clube O Desportivo, mas não foi aceite, por ter um problema no joelho. A vontade de jogar futebol falou mais alto do que o clubismo, por isso, dirigiu-se ao Sporting Lourenço Marques. Tendo sido aceite nesta filial moçambicana do clube leonino de Lisboa, Eusébio jogou de leão ao peito até à sua ida para Portugal. Antes disso, chegou a ser indicado à equipa brasileira do São Paulo, após o ex-jogador do clube José Carlos Bauer, que havia participado nos Campeonatos Mundiais de 1950 e 1954, observá-lo em Lourenço Marques, em 1960. O Tricolor Paulista, entretanto, desdenhou do investimento. Bauer então conversou com Béla Guttmann, que fora seu treinador no São Paulo, sobre o jovem. Guttmann já treinava o Benfica na época.

O negócio da transferência do menino de 18 anos ficou então marcado pela polémica, devido à luta que houve entre os dois rivais de Lisboa para conseguir o passe do rapaz. O Sporting tinha tudo acordado com Eusébio e com o Sporting Lourenço Marques. No entanto, os responsáveis benfiquistas, sabendo tratar-se de um diamante em bruto, foram buscar o jogador ao Aeroporto, encaminhando-o para a Luz. Desta forma, Eusébio acabou por assinar pelo Benfica, embora o seu destino sempre tivesse sido o Sporting, quando ainda corria o ano de 1960. Logo na primeira época de camisola vermelha vestida, o "Pantera Negra" ajudou o Benfica a conquistar o seu último troféu europeu e a sua segunda Taça dos Campeões Europeus consecutiva, acabando de vez com a hegemonia do Real Madrid.

A 17 de Dezembro de 1960 chegou a Lisboa. Eusébio jogava na filial leonina de Lourenço Marques quando um funcionário do Benfica tratou da sua transferência para as águias. Colocou o Eusébio num avião sob um nome falso (Ruth Malosso - que pertence a uma cidadã portuguesa) e avisou os leões de que o jogador tinha partido para Lisboa de barco. Na capital, Eusébio era esperado por dirigentes da turma da Luz e alguns jornalistas.

O Sporting Clube de Portugal não desistiu e voltou à carga, duplicando a oferta do Benfica, que acabou por pagar à mãe de Eusébio, Elisa Anissabene, 250 contos pela transferência. Os encarnados esconderam o rapaz de 18 anos numa unidade hoteleira em Lagos, Algarve, evitando que ele fosse comprado pelo Sporting, e assim seguraram o reforço.

Menos de uma semana passou e Eusébio regressou à capital e já era jogador do Benfica.

Estreou-se no Estádio da Luz a 23 de Maio de 1961
, num jogo amigável contra o Atlético em que marcou 3 dos quatro golos do Benfica. As peripécias que se sucederam desde a sua chegada atrasaram a assinatura do contrato, o que iria impedir de estar presente em Berna, na noite do primeiro triunfo europeu do Benfica. A sua fama internacional vem do jogo da segunda final europeia do Benfica em 1962, contra o Real Madrid. Não só marcou dois golos como fez uma exibição de luxo com as características que o iriam tornar famoso: a velocidade estonteante e o remate fortíssimo.

A France Footbal considera-o o segundo melhor jogador do mundo, em 1962
. Os convites para jogar no estrangeiro obviamente surgiram. A Juventus oferece-lhe 16.000 contos, em 1964, numa altura em que ganhava 300 contos no Benfica. A tentação era tão grande que o governo de então o envia para a tropa, não permitindo que se venda um tesouro nacional deste tamanho. O Benfica acabaria por lhe aumentar o salário para 4.000 contos. No mundial de 1966 em Inglaterra, torna-se definitivamente uma estrela mundial, um digno rival de Pelé. O epíteto de "Pantera Negra" vai correr o mundo. A facilidade em marcar golos torna-o no melhor marcador do mundial com 9 golos, ajudando a levar Portugal ao terceiro lugar. Após o mundial, os italianos fazem uma nova oferta a Eusébio: 90.000 contos. Quando parecia que desta vez nem o governo poderia impedi-lo de aceitar, surge a notícia de que os clubes italianos deixam de poder contratar jogadores estrangeiros.


A carreira de Eusébio foi recheada de lesões, tendo sido operado 6 vezes ao joelho esquerdo e 1 vez ao direito. Nunca deixou de jogar, mesmo em condições dolorosas, até porque sabia que o Benfica dependia muito dele e que os espectadores não aceitariam bem a sua ausência. Realizaram-lhe uma festa de despedida, em Setembro de 1973, mas continuou ainda a jogar até 1979.

O seu último jogo com a camisa do Benfica foi no dia 18 de Junho de 1975, frente à selecção africana, em Casablanca.


Nome completo: Eusébio da Silva Ferreira

Apelido: Pantera Negra, King

Anos e Clubes Profissionais:

1957–1960 - Sporting de Lourenço Marques
1960–1975 - Sport Lisboa e Benfica
1976–1977 - Beira Mar Futebol Clube
1977–1978 - União de Tomar F. C.
1979–1980 - USA - Búffalo Stallions (Fim da carreira)
Nos últimos 5 anos da sua carreira andou pelos States e por Portugal.

No estrangeiro (USA), jogou na North American Soccer League (NASL), por três equipas diferentes, de 1975 a 1977: Boston Minutemen (1975), Toronto Metros-Croatia (1976, e Las Vegas Quicksilvers (1977). O seu maior sucesso na NASL foi em 1976, com Toronto Metros-Croatia. Eusébio marcou na vitória por 3-0 no 76 Soccer Bowl para ganhar o título da NASL. No mesmo ano, disputou dez jogos pelo Monterrey no campeonato mexicano.

Na temporada seguinte (1977), assinou pelos Las Vegas Quicksilvers. Acabaria por ser um final muito decepcionante da carreira de Eusébio. Por esta altura, as lesões tinham magoado o "Pantera Negra", e ele estava constantemente a receber tratamento médico enquanto jogava pelos Las Vegas Quicksilver. Durante a temporada, ele só conseguiu marcar dois golos.

Apesar de os joelhos lhe terem roubado a capacidade de continuar na NASL, Eusébio queria continuar a jogar futebol. Encontrou uma casa em 1978 com os New Jersey Americans da segunda linha American Soccer League (ASL). Foi forçado a aposentar-se de vez no final da temporada. Eusébio jogou cinco jogos pelos Buffalo Stallions durante a temporada 1979-1980 da Major Indoor Soccer League.

Selecção Nacional:

Selecção de Portugal - 64 internacionalizações e (41 - golos marcados)

Estreou-se na Selecção Nacional Portuguesa a 8 de Outubro de 1961.
A sua última internacionalização foi a 19 de Outubro de 1973.

Em Outubro de 1963, foi seleccionado para representar a equipa da FIFA no "Aniversário de Ouro" da "Football Association" no Estádio de Wembley. Eusébio aposentou-se em 1979 e actualmente faz parte da comissão técnica da Selecção Nacional Portuguesa.

Hoje em dia também é famoso pelas entradas e saídas constantes em hospitais, por causa de alguns vícios, das cabidelas e dos tremoços!...

Prémios individuais:

Futebolista Europeu do Ano (1): 1965
Futebolista Europeu do Ano de Prata (2): 1962, 1966
All-Star Team do Campeonato do Mundo (1): 1966
Futebolista Português do Ano (2): 1970, 1973
BBC Overseas Sports Personality of the Year (1): 1966

Prémios especiais
:

Grã-Ordem da Cruz do Infante D. Henrique
Ordem da Grã-Cruz do Mérito
Prémio de carreira Bola de Ouro Portuguesa
(além de outros)...



FRASE de hoje: "Sou um simples jogador da bola" (Eusébio).

VIVA O REI (KING)!....

sábado, 21 de janeiro de 2012

Santa Inês - Virgem e mártir



SANTA INÊS

Santa Inês (Roma, 304 - Roma 317) é uma Virgem Mártir, venerada como Santa pela Igreja Católica Apostólica Romana e por outras denominações cristãs. É a padroeira da castidade, dos jardineiros, moças, noivos, vítimas de violação e virgens. A sua memória litúrgica comemora-se a 21 de Janeiro (Hoje).

Viveu em Roma, onde foi martirizada em 304. Nobre, descendia da poderosa família Cláudia e desde pequena foi educada pelos pais na fé cristã. Cresceu virtuosa e decidiu consagrar a sua pureza a Deus, resistindo às investidas dos jovens mais ricos da nobreza romana, desejosos de seu amor.

Tinha 13 anos quando foi cobiçada, por sua extraordinária beleza, riqueza e virtude, pelo jovem Fúlvio, filho do Prefeito de Roma, Simprônio. Como o rejeitou, Inês foi levada a julgamento e obrigada a manter o fogo sagrado aceso de um templo dedicado à Vesta, deusa romana do lar e do fogo, o que se recusou a fazer, dizendo: "Se recusei seu filho, que é um homem vivo, como pode pensar que eu aceite prestar honras a uma estátua que nada significa para mim? Meu esposo não é desta terra" (Jesus Cristo). "Sou jovem, é verdade, mas a fé não se mede pelos anos e sim pelos sentimentos. Deus mede a alma, não a idade. Quanto aos deuses, podem até ficar furiosos, que eu não os temo. Meu Deus é amor." Por isso foi condenada a ser exposta nua num prostíbulo no Circo Agnolo (hoje praça Navona, onde se ergue a Basílica de Santa Inês in Agone). Diz a história que, introduzida no local da desonra, uma luz celestial a protegeu e ninguém ousou aproximar-se dela. Seus cabelos cresceram maravilhosamente cobrindo seu corpo. Ao ser defendida por um anjo guardião, um dos seus lascivos pretendentes caiu morto, mas a santa, apiedada, orou a Deus e o ressuscitou. Temeroso, o Prefeito Simprônio passou o caso ao seu cruel substituto, Aspásio. Após novo interrogatório, a menina foi condenada a morrer queimada. As chamas também não a tocaram, voltando-se contra seus algozes e matando muitos deles. Foi por fim decapitada, a mando do vice-prefeito de Roma, Aspásio.

Seus pais sepultaram o seu corpo num terreno próximo da Via Nomentana, onde a princesa Constantina, filha do imperador Constantino mandou erguer a majestosa basílica de Santa Inês Fora dos Muros, palco de grandes milagres por intermédio da santa virgem.

A história conta que oito dias depois da morte, apareceu em grande glória aos pais que rezavam em seu túmulo, segurando um cordeirinho branco e cercada de muitas virgens e anjos e anunciou-lhes a sua grande felicidade no céu.

É também conhecida como Santa Inês de Roma ou Santa Agnes. Centenas de igrejas foram nomeadas em sua honra. A mais célebre está em Roma, Sant'Agnese fuori le mura. Exames forenses realizados no crânio da jovem que se encontrava no tesouro de relíquias do "Sancta Sanctorum" da Basílica de Latrão recentemente comprovam que se trata realmente de uma menina de 13 anos. Hoje, a cabeça de Santa Inês encontra-se na Igreja de Santa Inês em Agonia (Sant'Agnese in Agone), localizada na Praça Navona, em Roma.

Nos quadros é representada frequentemente com um cordeiro junto a si, até porque o seu nome provém do latim "agnus" (cordeiro) e um lírio, símbolo da pureza.

(Créditos: Wikipédia/Google)

sábado, 14 de janeiro de 2012

HANS KLOK - Ilusionismo fantástico...


video


Hans Klok & The Divas of Magic, fazem, em 5 minutos, 10 TRUQUES de Ilusionismo.

Fantastic!...


quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

CASAMENTO de indianos...dura há 86 anos!!!!...



Vida longa! Casal de indianos completa 86 anos casados!

Bodas de hortênsia. Poucos casais conseguem completá-las, mas a façanha de estar casados há 86 anos foi conseguida pelo casal de indianos Karan e Kartari Chand com 106 e 99 anos respectivamente. Casados desde 1925, moram no Reino Unido. O conselho para que a relação – e a vida – dure tantos anos dado por Karan é simplesmente “desfrutar a vida".

Talvez se trate do casal mais antigo do mundo, mas isso não importa para os dois. "Bater recordes não é importante. Importante é vivermos juntos como família e respeitar os valores uns dos outros", afirma a mulher. Kartari admite que é necessário cuidar da saúde mas segundo ela, ainda continuam a comer o que gostam e a manter alguns costumes, como ir ao templo e chegar a casa e brincar, o que, para a idade dos dois, até que não "estão mal"...

Já Karam parece não estar assim tão voltado para certos cuidados quanto a esposa. Segundo ele, mesmo aos 106 anos, afirma que ainda fuma um cigarro antes de jantar e que mantém o costume de tomar úisque ou brandy pelo menos três vezes por semana.

O casamento foi como manda a tradição indiana, por isso Karam Chand e Kartari casaram-se cedo e por um acordo entre as famílias, numa cerimônia tradicional indiana em 1925, quando ambos ainda moravam na India. Ao fazer as bodas de esmeralda, ou seja, com 40 anos de casados, a família mudou-se para Bradford em West Yorkshire, no Reino Unido onde moram até hoje com o filho mais novo, Satpal, a nora e quatro netos. Satpal é o mais jovem de 8 filhos. Os Chand têm ainda 27 netos e 23 bisnetos.

Vida longa aos Chand!...


[Créditos:Com informações do Daily Mail Online (Daniela Novais)]


sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Hoje é Dia dos REIS MAGOS!...



Festeja-se hoje, 6 de Janeiro, o Dia de REIS (Reis Magos), mais conhecido na liturgia católica como o dia da Epifania. A palavra "Epifania" vem do grego e significa (manifestação), assinalando para os CRENTES o reconhecimento do Jovem JESUS como DEUS-Menino.
O Dia de Reis, chegou mesmo a ser, noutros tempos, um dia mais festejado do que o próprio NATAL, dada a sua ligação a festejos vários, sobretudo nos Países Latinos e está indissoluvelmente ligado ao Bolo-Rei e às tradicionais bagas de romã.
Em Itália e Espanha, por exemplo, os presentes de Natal são dados hoje, visto ser hoje o dia das ofertas que os Reis GASPAR, BALTAZAR e BELCHIOR, vieram trazer ao Menino, ofertas trazidas do Oriente, tendo os Reis chegado a Belém, montados em camelos e guiados por uma Estrela.

Esta veneração aos Reis provém duma tradição surgida no Séc. VIII, quando a Igreja Católica considerou Santos os 3 Reis Magos.

Embora a história diga que os três viajaram juntos, cada um saiu de uma localidade: Baltazar deixou a África levando mirra (arbusto donde se extrai resina para a preparação de medicamentos); Gaspar saiu da Índia levando incenso; e Belchior (ou Melchior) partiu da Europa levando ouro.

Nesse dia, é comum que os católicos relembrem a chegada dos reis com uma rosca ou bolo. A tradição do bolo foi criada pelo rei da França Luis XIV, o Rei Sol, e acabou se difundindo para Portugal, Espanha, Brasil e México. À época, o rei pediu que fosse escondida uma fava dentro da massa; quem a encontrasse deveria servir o mesmo bolo ou rosca no ano seguinte.

Belchior (ou Melchior) seria o representante da raça branca (europeia) e descenderia de Jafé; Gaspar representaria a raça amarela (asiática) e seria descendente de Sem; por fim, Baltasar representaria todos os de raça negra (africana) e descenderia de Cam. Estavam assim representadas todas as raças bíblicas (e as únicas conhecidas na altura: os semitas, os jafetitas e camitas. Pode então dizer-se que a adoração dos Reis Magos ao Menino Jesus simboliza a homenagem de todos os homens na Terra ao Rei dos reis, mesmo os representantes do tronos, senhores da Terra, curvam-se perante Cristo, reconhecendo assim a sua divina realeza.

Nota: Jafé, Sem e Cam são os 3 filhos de Noé, que segundo o Antigo testamento representavam as 3 partes de mundo e as 3 raças que o povoavam naquele tempo.

Talvez fossem astrólogos ou astrônomos, pois, segundo consta, viram uma estrela e foram, por isso, até a região onde nascera Jesus, dito o Cristo. Assim os magos sabendo que se tratava do nascimento de um Rei, foram ao palácio do cruel rei Herodes em Jerusalém na Judéia. Perguntaram eles ao rei sobre a criança. Este disse nada saber. Herodes alarmou-se e sentiu-se ameaçado, e pediu aos magos que, se o encontrassem, falassem a ele, pois iria adorá-lo também, embora suas intenções fossem a de matá-lo. Até que os magos chegassem ao local onde estava o menino, já havia se passado algum tempo, por causa da distância percorridas, assim a tradição atribuiu à visitação dos Magos ao dia 6 de janeiro.

"Entrando na casa, viram o menino (Jesus), com Maria sua mãe. Prostando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra." (Mt 2, 11).

"Sendo por divina advertência prevenidos em sonho a não voltarem à presença de Herodes, regressaram por outro caminho a sua terra" (Mt 2, 12).

Nada mais a Escritura diz sobre essa história cheia de poesia, não havendo também quaisquer outros documentos históricos sobre eles. Certo é que Herodes mandou matar todas as crianças até aos 2 anos de idade, contando assim apanhar o Messias-Menino, o que tem levado a supor que os Reis Magos, que fizeram longas viagens, terão visitado o Menino quando ele já tinha cerca de 2 anos, e não quando o Menino nasceu.

Em Portugal cantam-se as Janeiras!
E acabam os festejos natalícios!

(Créditos: Wikipédia, blogs vários, Bíblia, Google)