segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

KOSOVO, o mais novo estado do mundo.












Kosovo celebra independência unilateral
17-02-2008
13:50:00

Numa das principais artérias da cidade de Pristina, a Rua Madre Teresa, circulam milhares de pessoas de sorriso estampado no rosto.

“Somos um estado independente, livre e soberano”, anunciou o Presidente do Parlamento Kosovar, Jakup Krasniqi, aos deputados, depois destes terem aprovado por unanimidade e aclamação a independência unilateral.


Os estabelecimentos comerciais associam-se às festividades. Um café junto ao edifício das Nações Unidas exibe uma tarja com a inscrição: "Congratulations independence" (“Parabéns independência”).
A ideia mais original, a que pelo menos motiva maior atenção de quem passa, pertence, no entanto, a uma loja de fotografia. Num expositor colocado quase no centro da rua é possível ler a seguinte frase em albanês: "Gezuar pavaresine" (Feliz independência).
A originalidade reside no facto dos caracteres serem constituídos com as fotografias daqueles que ajudaram, segundo este proprietário, a tornar a independência possível.
Entre eles, estão os retratos de Hashim Tachi, o guerrilheiro do UÇK (Exército de Libertação do Kosovo), hoje primeiro-ministro do governo, de Bill Clinton, de Madeleine Albright, ex-secretária de Estado norte-americana, e de Ibrahim Rugova, ex-presidente da província e líder histórico da causa independentista albanesa no Kosovo.
São as excepções. A maioria das lojas opta por exibir nas vitrinas bandeiras de diferentes dimensões à medida do entusiasmo. Não a bandeira do Kosovo, que aguarda ainda aprovação no parlamento, mas a bandeira albanesa. Em muitos casos, lado a lado com a bandeira dos EUA e, em menor número, a bandeira da União Europeia.
Esta é também uma oportunidade de negócio. Às pequenas bancas em madeira espalhadas por toda a cidade, onde é possível comprar tabaco, guloseimas, telemóveis de marcas e feitios variados, juntam-se agora, os mesmos estabelecimentos improvisados, com a oferta de cachecóis, bandeiras e bonés.
A cidade está toda enfeitada, em especial, com símbolos nacionais albaneses. Também algumas lojas de roupa aproveitam para tentar vender um pouco mais ainda que a preços reduzidos. Num destes estabelecimentos anunciam-se reduções até noventa por cento. Explica a gerente que quer ver toda a gente bem vestida neste dia da independência.
Para os que dominam o inglês, estes dias são de potencial trabalho num país marcado por uma alta taxa de desemprego (entre 40 e 45%, segundo as estimativas).
À porta do Grande Hotel de Pristina, repleto à semelhança da maioria das unidades hoteleiras da cidade, muitos jovens repetem a pergunta: precisa de intérprete? Estão na cidade centenas de jornalistas de todo mundo. Até ao final do dia 16, o número de acreditações já ultrapassava as seiscentas.
Problema maior, o trânsito. Nestes dias, caótico. Há automobilistas que percorrem vezes sem conta o mesmo percurso. Exibem pequenas bandeiras a fazer lembrar as viaturas dos chefes de estado.
Buzinam insistentemente ao mesmo tempo que, através das janelas, dão sonoros gritos de júbilo. A tal ponto que deixam intrigado quem passa. Um jornalista pede a um destes condutores para parar o carro. Pergunta-lhe, assustado, com receio de ter perdido a notícia, se a independência já foi declarada. O condutor responde:
- Foi. Hoje, Domingo!

Dezenas de milhares de kosovares festejaram nas ruas a Declaração Unilateral de Independência do Kosovo. Nós nunca perdemos a Fé no sonho de que um dia estaríamos ao lado das nações livres do mundo, e hoje estamos, declarou o Primeiro-Ministro do Kosovo.

A província era administrada pela ONU desde 1999.


Pesquisa Net/Joseph/24h

5 comentários:

manuela disse...

Esses era escusado, só vêem trazer problemas.
O tempo o dirá.

Quanto ao susto, devo-lhe dizer caro amigo Joseph que já assisti a trovoadas bem piores no interior do país, secas e molhadas.
Aqui em Lisboa o Problema não é a trovoada mas sim a má construção ambiental.
Se já foi para os lados de trás-os-montes, saberá o que é trovoadas.

Onde eu moro fica num alto e só o que prejudicou foi não se poder sair pois estava tudo cercado de água, mas dava para ir só que a pé.
O carro ficou á porta pois o trãnsito era muito.
Quanto ao seu email, devo dizer que eu não estava a brincar o texto vinha mesmo cheio de erros.
Ora veja:

Olį

Agradeēo sinceramente os parabéns e votos de felicidade ontem enviados, na passagem do meu aniversįrio, e espero nćo me esquecer
para que, ą medida que cada um (a) de vós for fazendo anos eu possa retribuir da mesma forma carinhosa como o fizeram comigo.

(E nćo é que me comeram o bolo todo !!!!!!.... Restou muito pouco.)

Beijinhos e braēos para todos,

JOSEPH.

Isto foi o que recebi.

Pode crer.

Beijos

Manuela

elvira carvalho disse...

E depois disto, quem é que pode levar a mal à Galiza, à Catalunha, e a tantos outros separatistas que andam por aí? Não é que teem o dobro das condições e razões para quererem a independência?
Um abraço

Amigo, tem mais um prémio no Sexta.
Passe por lá quando puder.
Um abraço

Retalhoz disse...

Magnifica música, linda, linda, linda e com tanto significado...que não deixa de estar muito bem enquadrada enste post, uma vez que se pretendem pontes efectivas e eficazes entre todos os habitantes do kosovo, pontes de passividade e acção para um desenvolvimento sustentável.

Serenos sorrisos retalhados

Serenidade disse...

em cima sou eu - Serenidade...

sorry

serenos sorrisos

Mario Sergio disse...

muito bacana