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quarta-feira, 25 de julho de 2012

São TIAGO MAIOR - Apóstolo dos 12, o 1º. a ser martirizado.




Santiago Maior, também chamado Santiago, o Grande, Santiago Filho do Trovão, Santiago de Compostela e São Tiago Apóstolo, o Maior, nasceu em Betsaida, na Galileia em data desconhecida e morreu no ano 42 ou 44 d.C., em Jerusalém; Este apóstolo do Senhor, era filho de Zebedeu e de Salomé e irmão do apóstolo João, o Evangelista. Era pescador tal como seu irmão, Pedro (Simão Pedro) e o irmão deste André, os primeiros 4 apóstolos que Jesus “chamou” para serem discípulos d´Ele.

Dentre os doze apóstolos, São Tiago foi um grande amigo de Nosso Senhor fazendo parte daquele grupo
mais íntimo de Jesus [formado por Pedro (Simão Pedro), Tiago Maior e João Evangelista] testemunhando, assim, milagres e acontecimentos como a cura da sogra de Pedro, e a Transfiguração de Jesus, entre outros.

No entanto, foi sómente após a vinda do Espírito Santo em Pentecostes que São Tiago correspondeu concrectamente aos desígnios de Deus. Procurou viver com fidelidade o seu discipulado. A sua actividade apostólica decorreu sobretudo na Judeia, na Samaria e em Espanha. No livro dos Actos dos Apóstolos, vem o belo testemunho de São Tiago,
o primeiro dentre os doze apóstolos a derramar o próprio sangue pela causa do Evangelho:

"Por aquele tempo, o rei Herodes Agripa I, tomou medidas visando maltratar alguns membros da Igreja. Mandou matar à espada Tiago, irmão de João, por decapitação"
(Act 12,1-2).

…Muitos são os que crêem que Santiago tenha visitado a província romana da Hispania e pregado a doutrina cristã, logo após o episódio de Pentecostes. Na cidade de Saragoça, teria presenciado uma aparição de Maria, mãe de Jesus, que ainda vivia. Tal aparição, em cima de um pilar, originou o culto de Nossa Senhora do Pilar. Devido ao insucesso em evangelizar os pagãos da Península Ibérica, Tiago teria regressado à Judeia, onde foi martirizado. Os locais que terá passado em Portugal em vida incluem Braga, Guimarães e Rates, assim como em vários locais da Galiza, na Espanha...

Segundo uma tradição, antes de ser martirizado, São Tiago abraçou um carcereiro desejando-lhe "a Paz de Cristo". Este gesto converteu o carcereiro que, assumindo a fé em Jesus, foi martirizado juntamente com o apóstolo.


…“ O corpo de São Tiago Maior foi sepultado secretamente num bosque chamado Libredón. Assim, o local permaneceu oculto durante oito séculos. Uma certa noite, o ermitão Pelayo observou um fenômeno que ocorria neste bosque: uma chuva de estrelas  derramava-se sobre um mesmo ponto do Libredón, proporcionando uma luminosidade intensa. Tomando conhecimento das ocorrências, o Bispo de Iria Flavia, Teodomiro, ordenou que fossem feitas escavações no local”…
No dia 25 de Julho de (provàvelmente) 813 d.C., foi encontrada uma arca de mármore com os restos do apóstolo Tiago Maior.

O dia 25 de Julho é o dia litúrgico de Santiago Maior
, e foi estipulado com base na descoberta do seu túmulo, e não no dia da sua morte, como normalmente acontece.

Existe ainda outra tradição sobre os lugares em que São Tiago passou, levando a Boa Nova do Reino. Dentre estes lugares, sobressai a Espanha onde, a partir do Século IX, teve início a devoção a São Tiago de Compostela.                                                                   

É venerado pela Igreja Católica, Igreja Anglicana e Igrejas Orientais.


Tem como principal templo, a Catedral de Santiago de Compostela, na Galiza, em Espanha.
É o Padroeiro de Espanha e de muitos outros Países.
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Joseph 1
Créditos:(Cançãonova/Slideshare.net/Wikipédia/Google)

quarta-feira, 4 de julho de 2012

S. TOMÉ - Apóstolo dos 12, Mártir e Dídimo.


Hoje, dia 3 de Julho, é o Dia Litúrgico de S. TOMÉ - Apóstolo

(em construção)

terça-feira, 22 de maio de 2012

Santa RITA de CÁSSIA - Religiosa e Estigmatizada.



Santa Rita de Cássia, nascida Rita Lotti (N: Roccaporena, 1381 — F: Cássia, 22 de maio de 1457), foi uma monja agostiniana da diocese de Espoleto, Itália. Foi beatificada em 1627 pelo Papa Urbano VIII e canonizada em 1900, pelo Papa Leão XIII. 

Nascida de devotos pais, Antonio Mancini e Amata Ferri Lotti, que se conheciam como os "Pacificadores de Jesus Cristo", pois os chamavam para apaziguar brigas entre vizinhos era filha única, e foi mãe, viúva, religiosa e estigmatizada. Nasceu em Maio do ano 1381, um ano depois da morte de Santa Catarina de Siena, e foi baptizada com o nome de Margherita. A casa natal de Santa Rita está perto de Cássia, entre as montanhas, a umas quarenta milhas de Assis, na Úmbria, região do centro da Itália que mais santos tinha dado à Igreja (São Benedito, Santa Escolástica, São Francisco, Santa Clara, Santa Ângela, São Gabriel, Santa Clara de Montefalco, São Valentim e muitos mais). 

Sua vida começou em tempo de guerras, terremotos, conquistas e rebeliões. Países invadiam países, cidades atacavam as cidades vizinhas, vizinhos lutavam com os vizinhos, irmão contra irmão. Os problemas do mundo pareciam maiores que a política e os governos eram capazes de resolver. 

Eles não necessitavam de discursos poderosos nem discussões diplomáticas, somente apelavam a Jesus. Sentiam que somente assim se podem apaziguar as almas. Apesar da idade avançada de Amata (62 anos), nem por isso deixavam de confiar em Deus e foi assim que Deus, acredita-se, atendeu às suas preces: conta a história que um anjo apareceu a ela e lhe revelou que daria à luz uma menina que seria a admiração de todos, escolhida por Deus para manifestar a todos os seus prodígios. 

Seus pais, sem ter aprendido a ler ou escrever, ensinaram a Rita desde menina tudo acerca de Jesus, a Virgem Maria e os mais conhecidos santos. Rita, igual a Santa Catarina de Siena, nunca foi à escola para aprender a escrever ou a ler (A Santa Catarina foi, conforme se crê, dada a graça de ler milagrosamente por Jesus Cristo); para Santa Rita seu único livro era o crucifixo. 

Ela queria ser religiosa durante toda sua vida, mas seus pais, Antônio e Amata, avançados em idade, escolheram para ela um esposo, Paolo Ferdinando Mancini, que, embora pertencendo a uma ilustre família, não terá sido uma decisão muito sábia. Mas Rita obedeceu. Os católicos crêem que quis Deus assim dar-nos nela o exemplo de uma admirável esposa, cheia de virtude, ainda nas mais difíceis circunstâncias. 

Tinha 16 anos quando se casou. Depois do matrimônio, seu esposo demonstrou ser bebedor, mulherengo e abusador. Ela padeceu no longo período de dezoito anos que viveu com seu esposo. Muitas vezes bebeu o "cálice da amargura" até a última gota, incontáveis foram os actos de paciência e resignação que praticou, as lágrimas ardentes que derramou. Injuriada sem motivo, não tinha uma palavra de ressentimento; espancada, não se queixava e era tão obediente que nem à igreja ia sem a permissão de seu brutal marido. 

A mansidão, a docilidade e a prudência da esposa, porém, suavizaram aquela rude impetuosidade, conseguindo transformar em manso cordeiro aquele leão furioso. Com que eloquência ensinava às suas vizinhas casadas o modo de manter a paz e a harmonia com seus esposos. Elas, admiradas por nunca terem visto divergências em casa de Rita, iam com frequência consolar-se com ela e expor os dissabores e ultrajes que recebiam de seus maridos.
À imitação de Santa Mônica, Rita lhes respondia: "Lembrai que, desde o momento em que recebemos nossos esposos, como maridos, aceitamo-los como nossos donos e senhores, e assim lhes devemos amor, obediência e respeito, pois isso significa ser casadas! Notai que não tem menos culpa a mulher que fala mal de seu marido do que o marido que, com incorreto proceder, dá ensejo à mulher para que fale mal". Por isso, não permitia que em sua presença se murmurasse dos defeitos alheios. Por esse meio conseguiu desterrar de muitos o péssimo costume de falar mal dos outros. 

Encontrou sua fortaleza em Jesus Cristo, em uma vida de oração, sofrimento e silêncio. Tiveram dois gêmeos, os quais herdaram o temperamento do pai. Rita se preocupou e orou por eles. Depois de vinte anos de matrimônio e oração por parte de Rita, o esposo se converteu, pediu-lhe perdão e lhe prometeu mudar sua forma de ser. Rita perdoou e ele deixou sua antiga vida de pecado. Passava o tempo com Rita nos caminhos de Deus. 

Isso não durou muito, porque, enquanto seu esposo havia se reformado, não foi assim com seus antigos amigos e inimigos. Uma noite, Paolo não chegou em casa. Antes de sua conversão, isso não teria sido estranho, mas no Paolo reformado isso não era normal. Rita sabia que algo havia ocorrido. No dia seguinte, encontraram-no assassinado (havia sido apunhalado até à morte).
Sua pena foi aumentada quando seus dois filhos, Gian Giacomo e Paolo Maria, que eram maiores, juraram vingar a morte de seu pai. As súplicas não conseguiram dissuadi-los. Foi então que Santa Rita compreendeu que mais vale salvar a alma que viver muito tempo: rogou ao Senhor que salvasse as almas de seus dois filhos e que tirasse suas vidas antes que se perdessem para a eternidade por cometer um pecado mortal. O Senhor aparentemente respondeu a suas orações: os dois padeceram de uma enfermidade fatal (provávelmente ceifados pela peste). Durante o tempo de enfermidade, a mãe lhes falou docemente de amor e do perdão. Antes de morrer, conseguiram perdoar aos assassinos de seu pai. Rita esteve convencida de que eles estavam com seu pai no céu. 

Ao estar sozinha, não se deixou vencer pela tristeza e pelo sofrimento. Santa Rita quis entrar no convento com as irmãs agostinianas, mas não era fácil conseguir. Não queriam uma mulher que havia estado casada. A morte violenta de seu esposo deixou uma sombra de dúvida. Ela se voltou de novo a Jesus em oração. Ocorreu então o que se crê como um milagre. Uma noite, enquanto Rita dormia profundamente, ouviu que a chamavam: "Rita, Rita, Rita!" Isso ocorreu três vezes, na terceira vez Rita abriu a porta e ali estavam Santo Agostinho, São Nicolau Tolentino e São João Batista, de qual ela havia sido devota desde muito menina. 

Eles lhe pediram que os seguissem. Depois de correr pelas ruas de Roccaporena, no pico de Scoglio, onde Rita sempre ia orar, sentiu que a levantaram no ar e a empurravam suavemente. Encontrou-se acima do monastério de Santa Maria Madalena em Cássia. Então caiu em êxtase. Quando saiu do êxtase, encontrou-se dentro do monastério, embora todas as portas estivessem trancadas. Ante aquele milagre, as monjas agostinianas não lhe puderam negar entrada.
Finalmente aceita na ordem, consta que ali teria plantado uma roseira (ainda existente), que todos os anos dá flores em pleno inverno. É admitida e faz a profissão nesse mesmo ano de 1417, e ali passa quarenta anos de consagração a Deus. 

Durante seu primeiro ano, Rita foi posta à prova por suas superioras. Foi-lhe dada a passagem da Escritura do jovem rico para que meditasse. Um dia, Rita foi posta à prova por sua Madre Superiora. Para colocar à prova a obediência da noviça, a superiora do convento ordenou-lhe que regasse de manhã e à tarde um galho seco, provavelmente um ramo de videira ressequido e já destinado ao fogo. Rita não ofereceu dificuldade alguma e de manhã e de tarde, com admirável simplicidade, cumpria essa tarefa, enquanto as irmãs a observavam com irônico sorriso. Isso durou cerca de um ano, segundo algumas biografias da santa. 

Rita o fez obedientemente e de boa maneira. Uma manhã, a planta se havia convertido em uma videira com flores e deu uvas que se usaram para o vinho sacramental. Desde esse dia segue dando uvas. 

Rita meditava muitas horas na paixão de Cristo, meditava nos insultos, nos desprezos, nas ingratidões que sofreu em seu caminho ao Calvário. Durante a Quaresma do ano 1443, foi a Cássia um pregador chamado Santiago de Monte Brandone, que deu um sermão sobre a paixão de Cristo que tocou tanto a Rita que, a seu retorno ao monastério, pediu fervorosamente ao Senhor ser participante de seus sofrimentos na cruz. 

Dum modo especial exercitava-se na contemplação dos mistérios da Paixão e Morte de Jesus, a tanto chegou o seu amor na consideração das dores de Jesus que, um dia, prostrada aos pés do Crucificado, pediu amorosamente ao Senhor que lhe fizesse sentir um pouco daquela imensa dor que ele havia sofrido pregado na cruz. Conforme a história, da coroa que cingia a cabeça da imagem do Redentor, desprendeu-se um espinho, que se cravou na fronte da santa, causando-lhe intensíssimas dores até à morte. 

Aquela ferida era, na verdade, um “estigma”, fonte de celestiais doçuras para a Santa, mas, ao mesmo tempo, de desgosto para as religiosas, que não podiam suportar a vista daquela repugnante ferida, vendo-se, por esse motivo, obrigada a viver isolada de suas amadas irmãs. A santa aceitou isso como um novo favor do céu, ficando, assim, livre para tratar mais intimamente com Deus. Ali redobrou as suas penitências, os seus jejuns e as suas orações, esforçando-se em unir-se mais estreitamente com Jesus, seu celestial esposo. A maioria dos santos que têm recebido esse dom exalam uma fragrância celestial. A chaga de Santa Rita, sem dúvida, exalava um odor pútrido, pelo que devia afastar-se das pessoas. Por quinze anos viveu sozinha, longe de suas irmãs monjas. O Senhor lhe deu uma trégua quando quis ir a Roma para o primeiro ano santo. Desapareceu o “estigma” de sua cabeça durante o tempo que durou a peregrinação. Tão pronto quanto chegou de novo a casa, o estigma voltou a aparecer e teve que se afastar de novo das irmãs. 

Os últimos anos de sua vida foram de expiação. Uma enfermidade grave e dolorosa a deixou imóvel sobre sua humilde cama de palha durante quatro anos. Ela observou como seu corpo se consumia com paz e confiança em Deus. Durante a enfermidade, a pedido seu trouxeram-lhe 1 ROSA e 2 FIGOS que haviam brotado de maneira prodigiosa no frio inverno em sua horta de Roccaporena. Ela aceitou tudo sorrindo como um dom de Deus. 


O roseiral de Santa Rita

Santa Rita percorreu o caminho da perfeição, a via purgativa, a iluminativa e a unitiva. Conheceu o sofrimento e em tudo cresceu em caridade e confiança em Deus. O crucifixo foi seu melhor mestre. "Chegou o tempo, minhas queridas irmãs, de sair deste mundo. Deus assim o quer. Muito vos ofendi por não vos ter amado e obedecido como era de minha obrigação, com toda minha alma vos peço perdão de todas as negligências e descuidos. Reconheço que vos tenho molestado por causa desta ferida da fronte, rogo-vos que tenhais piedade das minhas fragilidades. Perdoai minhas ignorâncias e rogai a Deus por mim, para que minha alma alcance a paz e a misericórdia da clemência divina." No convento, só se ouviam os soluços das freiras, mas o sino começou a tocar aparentemente sozinho, anunciando a sua partida deste mundo. Era o dia 22 de maio de 1457 e contava a santa 76 anos de idade. Era o fim de uma vida cheia de sofrimentos. As religiosas pensavam com horror no odor fétido de sua chaga, mas o seu rosto pálido começou a tomar viva cor, a ferida cicatrizou-se e de seu corpo começou a exalar um delicioso perfume. 

Uma das religiosas, Catarina Mancini, que tinha um braço paralítico, quis abraçá-la e assim o fez porque o seu braço ficou curado pela santa. As freiras revestiram o corpo com o hábito de sua ordem e o transportaram para a capela interior do mosteiro. A ferida do estigma na fronte desapareceu e em lugar apareceu uma mancha vermelha como um rubi, a qual tinha uma deliciosa fragrância. 

Devia ter sido velada no convento, mas pela multidão tão grande se necessitou da igreja. Permaneceu ali e a fragrância nunca desapareceu, permanece até aos dias actuais e a todos encanta. Por isso, nunca a enterraram. O ataúde de madeira que tinha originalmente, e onde foi velada por abelhas negras, foi trocado por um de cristal e ficou exposto para veneração dos fiéis desde então. Multidões, todavia, acodem em peregrinação a honrar a Santa e pedir sua intercessão ante seu corpo que permanece INCORRUPTO

A Basílica-Santuário de Santa Rita guarda o corpo da Santa. É o lugar da mais intensa participação e devoção dos peregrinos que se dirigem a Cássia para orar junto dos seus restos mortais. Ao lado está o Mosteiro de Santa Rita. 

O 1º. Milagre: 

O 1º. Milagre atribuído a Santa Rita, terá sido quando os pais, que eram camponeses, a deixaram num berçário à sombra de uma árvore. Vieram algumas abelhas brancas que se aproximaram da boca da menina para lhe daitar mel ou lhe matar a sede. Enquanto as abelhas zumbiam à volta da pequenita, passou perto um camponês que se havia aleijado com uma foice. Ia para a cidade com a mão a sangrar, quando viu o enxame perto da menina. Alarmado pôs-se a agitar os braços para afastar as abelhas. A menina sorriu para ele e as abelhas pareciam dançar. A surpresa foi quando o ferido se apercebeu que a sua mão já não sangrava e se tinha curado naquela altura. 

Outros milagres: 

Em Pergola, lugarejo da Úmbria, havia uma casa pertencente a uma das mais ilustres famílias da Itália, que, pela grande devoção que tinha a Santa Rita, fazia-lhe todos os anos a festa na igreja de Santo Agostinho. Estavam casados há mais de dezoito anos, mas viviam tristes porque não tinham filhos. Recorreram a Santa Rita com fervorosas súplicas, para que lhes alcançasse de Deus o que lhe pediam. O Senhor atendeu a suas orações, dando-lhes dois filhos, que foram a consolação dos pais e a honra da família. 

Na cidade de Valença, no ano de 1688, Santa Rita restituiu a visão a uma menina cega de nascimento, no fim de uma novena que os pais da criança lhe fizeram. 

A Bernardino, filho de Tibério, restituiu Santa Rita a visão de um dos olhos, que tinha perdido por causa de uma ferida: entrando no sepulcro da santa, saiu livre do mal de que padecia. 

Uma mulher nobre, chamada Mateia de César, natural de Rocha, que era surda-muda desde a sua primeira idade, fez uma promessa a Santa Rita. Passou a ouvir e logo falou.

Francisca, natural de Fucella, surda de cinco anos, pela intercessão de Santa Rita, conseguiu ouvir, após lhe rezar três Ave-Marias. No ano de 1457, um homem, natural de Ocone, tremendamente aflito de pedras nos rins, recorreu a Santa Rita e logo se viu livre de tão penoso mal. 

A mãe da menina Josefa Maria prometeu a Santa Rita vestir-lhe um hábito igual ao da santa se a livrasse de um terrível mal do coração. Concedeu-lhe a santa imediatamente a graça. 

Não é menor a graça que recebeu uma criança chamada Ana, cuja garganta foi atravessada por um alfinete, que lhe impedia a respiração. Sendo-lhe aplicada com grande fé uma estampa da santa , no mesmo tempo expeliu o alfinete pela boca. 

Lúcia tinha um filho de pés e mãos entrevados havia muitos anos: untou-os com azeite da lâmpada de Santa Rita e invocou o seu patrocínio; levantou-se o menino completamente são. 

No grande terremoto que sofreram alguns lugares da Itália, em 12 de maio de 1730, contam que o corpo de Santa Rita levantou-se da urna em que estava e, suspenso no ar por espaço de várias horas, reprimiu o golpe do espantoso terremoto, que na cidade de Cássia não passou de ameaça. Esse fato foi confirmado pelo bispo do lugar e divulgado por toda a Europa. 

Outro espantoso facto ocorrido foi quando o superior da Ordem Agostiniana foi visitar o corpo de Santa Rita e o corpo se levantou da urna, suspenso no ar, em sinal de respeito ao superior da ordem. 
*
Essas maravilhas e outras muitas estão arroladas no processo de beatificação de Santa Rita de Cássia, também conhecida como a “Santa das Rosas”, a “Santa dos Impossíveis”,a “Santa das Curas”, etc. 

Oração de Santa Rita de Cássia
 (oração especial para causas impossíveis) 

Ó Poderosa e gloriosa Santa Rita, eis a vossos pés uma alma desamparada que, necessitando de auxílio, a vós recorre com a doce esperança de ser atendida por vós que tem o título de santa dos casos impossíveis e desesperados. Ó cara santa, interessai-vos pela minha causa, intercedei junto a Deus para que me conceda a graça de que tanto necessito (faça o pedido). Não permitais que tenha de me afastar de vossos pés sem ser atendido. Se houver em mim algum obstáculo que me impeça de alcançar a graça que imploro, auxiliai-me para que o afaste. Envolvei o meu pedido em vossos preciosos méritos e apresentai-o a vosso celeste esposo, Jesus, em união com a vossa prece. Ó Santa Rita, eu ponho em vós toda a minha confiança. Por vosso intermédio, espero tranqüilamente a graça que vos peço. Santa Rita, advogada dos impossíveis, rogai por nós. 

O seu dia litúrgico é a 22 de Maio (dia da sua morte), ou seja, (hoje). 

Créditos:(Stefano Dell´Orto,Wikipédia,Google,Joseph 1)

domingo, 13 de maio de 2012

Hoje é Dia de Nª. Srª. de FÁTIMA - Comemoração da 1ª. Aparição aos Pastorinhos LÚCIA, FRANCISCO e JACINTA em 1917.


Peregrinos hoje no Santuário (13-05-2012)

Celebra-se HOJE o 95º. Aniversário da 1ª. Aparição de Nossa Senhora de FÁTIMA, aos 3 Pastorinhos, JACINTA MARTO, FRANCISCO MARTO e LÚCIA DE JESUS, no local denominado Cova da Iria, cujos terrenos eram pertença dos pais de LÚCIA, que era prima dos irmãos Jacinta e Francisco. Estas crianças tinham, respectivamente, 7, 9 e 10 anos.

Esta Aparição deu-se a um Domingo, por volta das 13.30 horas. Quando os Pastorinhos tocavam as ovelhas de regresso à estrada, apareceu sobre uma azinheira grande “uma Senhora mais brilhante que o Sol, vestida toda de branco, espargindo luz mais clara e intensa que um copo de cristal cheio d´água cristalina, atravessado pelos raios do Sol mais ardente”. A Senhora profere:“não tenhais medo. Eu não vos faço mal”.


Neste instante, Lúcia começa a manifestar-se a guia do grupo. Interroga a Aparição no seu modo simples de falar:”De onde é Vossemecê?”. A Senhora diz:”Sou do Céu”. Lúcia:”E que é que Vossemecê me quer?”. A Aparição:”Vim para vos pedir que venhais aqui seis meses seguidos, no dia 13, a esta mesma hora. Depois vos direi quem sou e o que quero”.

E ocorreu um diálogo entre a Senhora e os 3 Pastorinhos, estes sempre dentro da Luz projectada por Ela. Lúcia falava, porque Lúcia era a única que falava, via e ouvia a Senhora; a Jacinta só via e ouvia e o Francisco só via.

Findo o diálogo (…….), a Senhora afasta as mãos, até aqui erguidas em prece. Antes de se afastar para Nascente, por um caminho de Luz Esplendorosa que a Sua própria irradiação vai rasgando, pede a Lúcia:”Rezem o Terço todos os dias, para alcançarem a Paz para o mundo e o fim da guerra”. (Decorria neste tempo a 1ª. Guerra Mundial que terminaria a 11 de Novembro de 1918 com a aceitação alemã do armistício imposto pelas potências aliadas. “A guerra terminou”, declarou o Marechal Foch. Morreram 9 milhões de pessoas, entre elas muitos Portugueses.).


 

Antes da Aparição de 1917, a pastora Lúcia e seus primos Francisco e Jacinta foram protagonistas de visões celestiais, aquilo que intitularam de presságios dos acontecimentos da Cova da Iria. Em 1915, Lúcia e mais 3 pastorinhas, Maria Justino, Teresa e Rosa Matias, tiveram 3 visões de uma figura como se fosse uma estátua de neve, no lugar “Monte do Cabeço”. Em 1916, na Primavera, no Verão e no Outono, Lúcia e os primos Francisco e Jacinta, vêem um Anjo, que lhes diz:”Não temais. Sou o Anjo da Paz”. Na Primavera viram o Anjo na Loca do Cabeço, no Verão junto à casa da Lúcia, e no Outono num olival chamado Prégueira, junto aos Valinhos. Ficaram a conhecer a Oração do Anjo: “Meu Deus! Eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-Vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam”.

Há padres e outras pessoas que não acreditam na veracidade das Aparições da Cova da Iria. E dizem os maiores disparates que lhes vêm à cabeça. Esquecem-se que, por exemplo, a JACINTA que morreu em Lisboa, foi sepultada no jazigo da família do Barão de Alvaiázere no Cemitério de Ourém, e quando foi para ser trasladada para Fátima, em Novembro de 1935 (15 anos depois da sua morte), na presença das entidades competentes, foi verificado por uma comissão de médicos que o seu rosto estava INCORRUPTO. A 1 de Maio de 1951, os seus restos mortais vão para a capela lateral esquerda da Basílica do Santuário de Fátima. A cerimónia foi novamente antecedida de exumação e verificação do corpo. Uma vez mais, o rosto da JACINTA encontrava-se INCORRUPTO, ou seja, após 31 anos sobre a data da sua morte, em 1920.

Ainda para esses Ateus(?), Agnósticos(?), que disparatam quando falam, convém lembrar que FÁTIMA não estava ligada a SALAZAR, que não governava o País, nem a grupos religiosos! E a pergunta que se coloca é: Porque é que FÁTIMA “tem que ser uma aldrabice” na boca desses senhores, e as mais de 70 Aparições de Nossa Senhora, pelos mais variados locais e Países, podem ser “verdadeiras”?


Alguém põe em dúvidas as Aparições no Ano 39 ao Apóstolo Santiago, em Saragoça? No ano 352 ao Papa Libério em Roma? No ano 1.208 a S. Domingos de Gusmão na França? No ano 1.432 a Joaneta Varoli em Caravaggio, na Itália? No ano 1.531 a São Juan Diego, em Guadalupe, no México? No ano 1.830 a Santa Catarina Labouré em Paris? No ano 1.858 a Santa Bernardette Soubirous em Lourdes, na França (a quem apareceu 18 vezes?)? No ano 1.981 a 5 adolescentes e a uma criança, ou seja a: Ivanka Ivanković, Mirjana Dragićević, Vicka Ivanković, Marija Pavlović, Ivan Dragićević e o pequeno Jakov Čolo em Medjugorje na Bósnia-Herzegovina?

Hoje é Dia da Mãe em muitos Países, e poderá ser também nos nossos corações! Basta que o queiramos!...Afinal Dia da Mãe é todos os dias!...

Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós!...

Avé-Maria!...


Créditos: (Jacinta Marto, a novíssima profetisa/DN-Aparições de Fátima/Wikipédia/Joseph 1).

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Santos FELIPE e TIAGO MENOR - Apóstolos e Mártires.



São FELIPE 

S. Felipe e S. Tiago Menor (O Justo) eram discípulos de Jesus Cristo, tendo pertencido ao grupo dos Doze Apóstolos que conviveram directamente com o Mestre e foram os responsáveis pela disseminação de sua palavra e pela construção da Igreja Católica. 

 S. FELIPE, era casado, tinha 2 filhas e era natural de Betsaida, na Galileia, local onde aconteceu o famoso episódio da revelação de Jesus como Messias, para os Doze. O evangelho de S. João apresenta-nos o apóstolo como aquele que respondeu prontamente ao chamado de Jesus e passou a segui-lo. Felipe era simples, quase ingênuo, e demonstra claramente essas características nas diversas ocasiões em que é citado nos evangelhos. Acredita-se que, no início da Igreja, tenha evangelizado na Frígia, região da Ásia Menor, vindo a morrer em Hierápolis.

Foi S. Felipe que, no dia da multiplicação dos pães, perguntou a Jesus onde havia de arranjar comida para tanta gente. 

 Escritores competentes entendem, que algumas filhas de São Felipe se casaram e que o pai, depois de ter pregado na Judéia, se dirigiu à Cesaréia. Reza mais a história que Felipe foi crucificado e apedrejado em Hierápolis, na Frígia, e sepultado com duas filhas. A morte deste Apóstolo não deve ter sido antes do ano 80, porque foi neste ano, que seu discípulo, São Policarpo, se converteu à religião de Cristo (toma-se assim como certo que terá sido no ano 80). 

As relíquias de São Felipe estão guardadas numa Igreja de Roma, que é consagrada a São Felipe e São Tiago Menor (O Justo). 

Um braço, que existia em Constantinopla, no ano de 1204, foi transportado para Florença. 



São TIAGO MENOR (O Justo) 

S.TIAGO, conhecido como o Menor para o diferenciar do outro apóstolo com o mesmo nome, era filho de Alfeu e de Maria e primo de Jesus. Os apóstolos S. Judas Tadeu e S. Simão eram seus irmãos. São Paulo chama-o "irmão de Nosso Senhor", por causa do parentesco próximo com Jesus Cristo. 

De quão alta estima gozava da parte de Nosso Senhor, se prova por ter Jesus Cristo distinguido São Tiago, com uma aparição particular depois da gloriosa Ressurreição. Antes de subir ao céu, Jesus Cristo deu ao Apóstolo o Dom da ciência, como recompensa pela sua santidade. Segundo São Jerônimo e Epifânio, Nosso Senhor, antes de subir ao céu, teria recomendado a São Tiago a Igreja de Jerusalém. Certamente por esse motivo os Apóstolos, antes da separação, deixaram São Tiago como primeiro Bispo de Jerusalém. 

S. Tiago também nos deixou uma epístola dedicada a todas as igrejas que surgiam nessa região.

A tradição conta que S. Tiago foi martirizado por apedrejamento e decapitado por ordem do Rei Herodes Agripa I, em Jerusalém, em 10 de Abril do ano 62, quando S. Tiago Menor tinha 96 anos. Suas últimas palavras foram: "Pai, perdoai-lhes, porque não sabem o que fazem".

O corpo foi sepultado no lugar do martírio e, após oito anos, Jerusalém foi destruída.

Os Judeus reconheceram nisso o castigo de Deus, tendo o corpo em 572 sido transferido para Constantinopla, e  encontra-se hoje  na Igreja "Dodeci Apostoli", em Roma. 

Uma curiosidade: a tradição histórica conta que as relíquias dos dois santos foram enterradas juntas, no mesmo dia, na Igreja dos Santos Apóstolos, em Roma. Por este motivo, as festas que celebravam a vida de ambos passaram a ser comemoradas no mesmo dia, como uma só festa.

Santificando minha vida: Uma frase tirada da Epístola de S. Tiago, para nossa reflexão: "Todo o dom precioso e toda a dádiva perfeita vêm do alto e descem do Pai das luzes, no qual não há mudança nem sombra de variação." (Tg 1-17)

  O dia litúrgico destes dois Santos Mártires e Apóstolos comemora-se a 3 de Maio.(Hoje)

 Créditos: (Blogs: amaivos/SantosSanctorum/Wikipédia/Google/Outros)

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Dia de S. TEOTÓNIO - Presbítero e 1º. Santo Português.


 
São Teotónio (D. Telo) (N: Ganfei, Valença do Minho, 1082 - F: Coimbra, 18 de Fevereiro de 1162) foi um religioso (presbítero)  português do século XII, tendo sido canonizado pela Igreja Católica.


Formado em teologia e filosofia em Coimbra e Viseu, tornou-se prior da Sé desta última cidade em 1112. Foi em peregrinação a Jerusalém, e ao regressar quiseram-lhe oferecer o bispado de Viseu, o que recusou. 

Tornou-se um dos aliados do jovem infante Afonso Henriques na sua luta contra a mãe, Teresa de Leão, dizendo a lenda que teria chegado a excomungá-la. Teve assim acção directa no nascimento e nos primeiros anos de Portugal.  Mais tarde, seria conselheiro do então já rei Afonso I de Portugal. 

Entretanto, foi de novo em peregrinação à Terra Santa, onde quis ficar; regressou porém a Portugal (1132), desta feita a Coimbra, onde foi um dos co-fundadores, juntamente com outros onze religiosos, do Mosteiro de Santa Cruz (adoptando a regra dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho), do qual se tornou prior. Esta viria a ser uma das mais importantes casas monásticas durante a Primeira Dinastia.
Em 1152, renunciou ao priorado de Santa Cruz; em 1153 o Papa Adriano IV quis fazê-lo bispo de Coimbra, o que uma vez mais recusou.

Morreu em 18 de Fevereiro de 1162, que é ainda hoje o dia em que é celebrado pela Igreja Católica. Foi sepultado numa capela da igreja monástica que ajudou a fundar, mesmo ao lado do local onde o primeiro rei de Portugal se fez sepultar. 

Em 1163, um ano depois da sua morte, o Papa Alexandre III canonizou-o; São Teotónio tornava-se assim o primeiro santo português a subir ao altar, sendo recordado sobretudo por ter sido um reformador da vida religiosa nessa Nação nascente que então era Portugal; o seu culto foi espalhado pelos agostinianos um pouco por todo o Mundo. É o santo padroeiro da cidade de Viseu e da respectiva diocese; é ainda padroeiro da vila de Valença, sua terra natal. É também o Santo que dá nome a um colégio situado em Coimbra, chamado Colégio de São Teotónio. 

No concelho de Odemira, a mais extensa freguesia do país recebeu também o nome deste santo. Desta vila, São Teotónio é também o santo padroeiro, sendo as festividades religiosas realizadas anualmente no dia 18 de Fevereiro.
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Final da Homilia do Bispo de Viseu, na comemoração dos 850 anos da morte de S. Teotónio:

São Teotónio,

nosso celeste Padroeiro, sê o guia da tua e nossa Igreja de Viseu, no Sínodo que estamos a realizar! Intercede por nós e pela nossa fidelidade aos teus exemplos, no seguimento da vontade de Deus e na entrega à missão pastoral! São Teotónio, roga a Deus por nós! AMEN. 

Viseu, 18 de fevereiro de 2012

D. Ilídio Leandro, bispo em Viseu

(Créditos: Wikipédia/Google/Agência Ecclésia)

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

S.Paulo Miki e os seus 24 companheiros - Mártires...






São Paulo Miki
(Tsunokuni, Japão, 1562 ou 1564 - Nagasaki, 5 de fevereiro de 1597) foi um religioso (Jesuíta) e mártir católico do Japão. 


Paulo Miki era filho de um renomado militar, membro de uma família samurai da província de Harima, foi catequista, ingressou na Companhia de Jesus ordenando-se sacerdote, e ficou conhecido como excelente pregador e orador. 

A fé cristã chegou ao Japão em 1549, por intermédio de São Francisco Xavier que começou a  trabalhar sozinho. Cerca de 20 anos depois de sua morte a comunidade já contava com mais de 20 mil pessoas. Desde 1587 a religião cristã estava proibida no Japão, mas entretanto estava a ser  tolerada até a conquista das Filipinas pelos espanhóis em 1594, facto que fez os dirigentes japoneses ligarem o cristianismo ao colonialismo europeu, o que determinou o início da perseguição aos cristãos. 

São Paulo Miki e os seus 24 companheiros foram feitos prisioneiros pelos soldados de Toyotomi Hideyoshi, senhor feudal que unificou o Japão, submetidos a torturas e depois, crucificados em Nagasaki, em 1597, na colina Nishizaka. Seis deles eram missionários franciscanos, três eram jesuítas, 15 eram da Ordem Terceira de São Francisco. Havia entre eles três adolescentes, de 11 a 15 anos de idade. 

Então os quatro carrascos começaram a tirar as espadas daquelas bainhas que costumam usar os japoneses. Ao verem o seu aspecto terrível todos os fiéis gritaram «Jesus, Maria», e soltaram um grito de tristeza que chegou ao céu. E os carrascos, com dois golpes, em pouco tempo os mataram a todos. Morreram cantando o Te Deum

Antes de morrer, São Paulo Miki ainda discursou dizendo: que ninguém poderia duvidar de sua sinceridade e fé e muito menos de que o único caminho para a salvação é através de Jesus Cristo. Sobre este episódio diz o Cardeal Ratzinger: Os relatos sobre o martírio dos primeiros cristãos japoneses assemelham-se de maneira surpreendente ao que sabemos sobre as testemunhas da fé da Igreja primitiva. Não havia neles a menor sombra de fanatismo. Também não percebemos o menor indício de ódio, nem de desespero, nem qualquer dúvida sobre se não teriam apostado num falso Deus, mas apenas uma enorme certeza e uma serena alegria. (Da homilia na memória de São Paulo Miki e companheiros mártires, no Seminário da Santíssima Trindade, Dallas, Texas, 6 de fevereiro de 1991).

Os mártires foram canonizados em 1862 pelo Papa Pio IX. 

O dia litúrgico destes "25 Mártires" foi ontem, dia 6 de Fevereiro.

sábado, 28 de janeiro de 2012

S. TOMÁS DE AQUINO - Filósofo Medieval, Presbítero e Doutor da Igreja...



S. TOMÁS DE AQUINO, O.P.


Tomás de Aquino OP (Roccasecca, 1225 — Fossanova, 7 de março 1274) foi um padre dominicano, filósofo, teólogo, distinto expoente da escolástica, proclamado santo e cognominado Doctor Communis ou Doctor Angelicus pela Igreja Católica.

Tomás nasceu em Aquino por volta de 1225, de acordo com alguns autores no castelo do pai Conde Landulf de Aquino, localizado em Roccasecca, no mesmo Condado de Aquino (Reino da Sicília, no atual Lácio). Por meio de sua mãe, a condessa Teodora de Theate, Tomás era ligado à dinastia Hohenstaufen do Sacro Império Romano-Germânico. O irmão de Landulf, Sinibald, era abade da original abadia beneditina em Monte Cassino. Enquanto os demais filhos da família seguiram uma carreira militar, a família pretendida que Tomás seguisse seu tio na abadia; isto teria sido um caminho normal para a carreira do filho mais novo de uma família da nobreza sulista italiana.

Aos cinco anos, Tomás começou a sua instrução inicial em Monte Cassino, mas depois do conflito militar que ocorreu entre o imperador Frederico II e o papa Gregório IX na abadia no início de 1239, Landulf e Teodora matricularam Tomás na studium generale (universidade) criada recentemente por Frederico II em Nápoles. Foi lá que Tomás provavelmente foi introduzido nas obras de Aristóteles, Averróis e Maimônides, todos os que influenciariam a sua filosofia teológica. Foi igualmente durante os seus estudos em Nápoles que Tomás sofreu a influência de João de São Juliano, um pregador dominicano em Nápoles que fazia parte do esforço activo intentado pela ordem dominicana para recrutar seguidores devotos. Nesta época o seu professor de aritmética, geometria, astronomia e música era Pedro de Ibérnia. Aos 19 anos, contra a vontade da família, entrou na ordem fundada por Domingos de Gusmão. Estudou filosofia em Nápoles e depois em Paris, onde se dedicou ao ensino e ao estudo de questões filosóficas e teológicas. Estudou teologia em Colônia e em Paris e tornou-se discípulo de Santo Alberto Magno que o "descobriu" e se impressionou com a sua inteligência. Por este tempo foi apelidado de "boi mudo". Dele disse Santo Alberto Magno: "Quando este boi mugir, o mundo inteiro ouvirá o seu mugido."

Foi mestre na Universidade de Paris no reinado de Luís IX de França. Morreu com 49 anos, na Abadia de Fossanova, quando se dirigia para Lião a fim de participar do Concílio de Lião, a pedido do Papa.

Ponto chave do seu pensamento genial:

Com o uso da razão é possível demonstrar a existência de Deus, e para isto propõe as 5 vias de demonstração:

Primeira via
Primeiro motor imóvel: tudo o que se move é movido por alguém, é impossível uma cadeia infinita de motores provocando o movimento dos movidos, pois de contrário nunca se chegaria ao movimento presente, logo há que ter um primeiro motor que deu início ao movimento existente e que por ninguém foi movido.

Segunda via
Causa primeira: decorre da relação "causa-e-efeito" que se observa nas coisas criadas. É necessário que haja uma causa primeira que por ninguém tenha sido causada, pois a todo efeito é atribuída uma causa, do contrário não haveria nenhum efeito pois cada causa pediria uma outra numa sequência infinita.

Terceira via
Ser necessário: existem seres que podem ser ou não ser (contingentes), mas nem todos os seres podem ser desnecessários se não o mundo não existiria, logo é preciso que haja um ser que fundamente a existência dos seres contingentes e que não tenha a sua existência fundada em nenhum outro ser.

Quarta via
Ser perfeito: verifica-se que há graus de perfeição nos seres, uns são mais perfeitos que outros, qualquer graduação pressupõe um parâmetro máximo, logo deve existir um ser que tenha este padrão máximo de perfeição e que é a causa da perfeição dos demais seres.

Quinta via
Inteligência ordenadora: existe uma ordem no universo que é facilmente verificada, ora toda ordem é fruto de uma inteligência, não se chega à ordem pelo acaso e nem pelo caos, logo há um ser inteligente que dispôs o universo na forma ordenada.

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A Ordem do Universo(resumo):


“Ora, a origem do universo por criação supõe uma causa e uma ordem, pois do acaso não poderia sair nenhuma causa e do caos nenhuma ordem. Portanto, o universo só pode ter sua origem por causalidade, na medida em que se lhe exige uma causa para o seu ser, enquanto este ser lhe imprime uma ordem e um fim. Conclui-se apontando para a necessidade de pensar um universo que tem por origem alguma causa que obviamente lhe seja anterior e mais perfeita do que ele, a ponto de ser capaz de lhe dar o ser como perfeição e providenciar tudo quanto seja necessário para o seu governo. Desta maneira, a causa que lhe deu o ser não só já existia antes que o universo viesse a ser, senão que também deu o ser segundo uma ordem, que é conveniente a todo ser, como efeito proporcional à causa. Tudo isso leva a concluir que o universo é temporal e teve a sua origem por uma causalidade que aponta para a doutrina da criação. Toda a explícita complexidade do universo segue-se de uma ordem implícita existente na matéria que o compõe. Para Tomás o universo é um todo ordenado que não exclui nada que lhe seja materialmente semelhante’ . Este todo resulta de uma ordem implicada entre as partes. Trata-se de uma totalidade que é uma unidade na diversidade das partes, que revela uma hierarquia e uma harmonia entre as partes, portanto uma beleza. Para além de uma ruptura entre a filosofia e a ciência em nossos dias, a Cosmologia tomista é actual, não por partir dos princípios da ciência do seu tempo, muitos deles revistos hoje, mas porque apresenta um sistema de conceitos metafísicos que são plenamente compatíveis com as teorias científicas contemporâneas. A origem e a natureza do universo, que conciliam a fé e razão”.

Cronologia

1225 - Tomás de Aquino nasce no castelo de Roccasecca.
1226 - Morte de Francisco de Assis.
1230 - Tomás inicia seus estudos na Abadia de Montecassino.
1240 - Alberto magno começa a ensinar em Paris e a comentar Aristóteles.
1241 - Morte do papa Gregório IX
1244 - Fundação da Universidade de Roma. Tomás entra para a Ordem dos Dominicanos.
1245 - Estuda em Paris até 1248, sob a orientação de Alberto Magno.
1248 - Alberto Magno funda, em Colônia, uma faculdade de teologia. Tomás continua seus estudos em Colônia até 1259.
1252 - Leciona em Paris até 1259.
1257 - Robert de Sorbon funda um colégio na Universidade de Paris.
1259 - Escreve o Comentário sobre as sentenças e a Suma contra os gentios. Leciona na Itália, até 1268, em Agnani, Orvieto, Roma e Viterbo.
1261 - Início do pontificado de Urbano IV.
1265 - Clemente IV ascende ao trono papal. Nasce Dante Alighieri. Tomás redige a Suma Teológica, até 1273.
1266 - (?) Nasce Duns Scot.
1268 - Morte de Clemente IV. Interregno pontifical.
1269 - Ensina em Paris até 1272.
1271 - Eleição de Gregório X.
1274 - Tomás falece a 7 de março, em Fossanova.
1323 - É canonizado pelo papa João XXII.

O seu dia litúrgico é celebrado hoje, dia 28 de Janeiro.

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P.S. - Para falar de S. Tomás de Aquino, do seu pensamento e da sua obra, serão precisos muitos POSTs, pelo que, mais tarde, voltarei ao tema.

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(Créditos:www.aquinate.net,Wikipédia, Google)

sábado, 21 de janeiro de 2012

Santa Inês - Virgem e mártir



SANTA INÊS

Santa Inês (Roma, 304 - Roma 317) é uma Virgem Mártir, venerada como Santa pela Igreja Católica Apostólica Romana e por outras denominações cristãs. É a padroeira da castidade, dos jardineiros, moças, noivos, vítimas de violação e virgens. A sua memória litúrgica comemora-se a 21 de Janeiro (Hoje).

Viveu em Roma, onde foi martirizada em 304. Nobre, descendia da poderosa família Cláudia e desde pequena foi educada pelos pais na fé cristã. Cresceu virtuosa e decidiu consagrar a sua pureza a Deus, resistindo às investidas dos jovens mais ricos da nobreza romana, desejosos de seu amor.

Tinha 13 anos quando foi cobiçada, por sua extraordinária beleza, riqueza e virtude, pelo jovem Fúlvio, filho do Prefeito de Roma, Simprônio. Como o rejeitou, Inês foi levada a julgamento e obrigada a manter o fogo sagrado aceso de um templo dedicado à Vesta, deusa romana do lar e do fogo, o que se recusou a fazer, dizendo: "Se recusei seu filho, que é um homem vivo, como pode pensar que eu aceite prestar honras a uma estátua que nada significa para mim? Meu esposo não é desta terra" (Jesus Cristo). "Sou jovem, é verdade, mas a fé não se mede pelos anos e sim pelos sentimentos. Deus mede a alma, não a idade. Quanto aos deuses, podem até ficar furiosos, que eu não os temo. Meu Deus é amor." Por isso foi condenada a ser exposta nua num prostíbulo no Circo Agnolo (hoje praça Navona, onde se ergue a Basílica de Santa Inês in Agone). Diz a história que, introduzida no local da desonra, uma luz celestial a protegeu e ninguém ousou aproximar-se dela. Seus cabelos cresceram maravilhosamente cobrindo seu corpo. Ao ser defendida por um anjo guardião, um dos seus lascivos pretendentes caiu morto, mas a santa, apiedada, orou a Deus e o ressuscitou. Temeroso, o Prefeito Simprônio passou o caso ao seu cruel substituto, Aspásio. Após novo interrogatório, a menina foi condenada a morrer queimada. As chamas também não a tocaram, voltando-se contra seus algozes e matando muitos deles. Foi por fim decapitada, a mando do vice-prefeito de Roma, Aspásio.

Seus pais sepultaram o seu corpo num terreno próximo da Via Nomentana, onde a princesa Constantina, filha do imperador Constantino mandou erguer a majestosa basílica de Santa Inês Fora dos Muros, palco de grandes milagres por intermédio da santa virgem.

A história conta que oito dias depois da morte, apareceu em grande glória aos pais que rezavam em seu túmulo, segurando um cordeirinho branco e cercada de muitas virgens e anjos e anunciou-lhes a sua grande felicidade no céu.

É também conhecida como Santa Inês de Roma ou Santa Agnes. Centenas de igrejas foram nomeadas em sua honra. A mais célebre está em Roma, Sant'Agnese fuori le mura. Exames forenses realizados no crânio da jovem que se encontrava no tesouro de relíquias do "Sancta Sanctorum" da Basílica de Latrão recentemente comprovam que se trata realmente de uma menina de 13 anos. Hoje, a cabeça de Santa Inês encontra-se na Igreja de Santa Inês em Agonia (Sant'Agnese in Agone), localizada na Praça Navona, em Roma.

Nos quadros é representada frequentemente com um cordeiro junto a si, até porque o seu nome provém do latim "agnus" (cordeiro) e um lírio, símbolo da pureza.

(Créditos: Wikipédia/Google)

sábado, 31 de dezembro de 2011

S. Silvestre I - Papa (Bispo "Isapóstolo")...



S. Silvestre I

S. Silvestre, nasceu em Roma e seus pais foram RUFINO e JUSTA; desconhece-se a data do seu nascimento. Depois da morte de Melquíades, São Silvestre foi nomeado Bispo de Roma, ocupando este cargo durante 21 anos. Foi Papa de 31 de janeiro de 314 a 31 de dezembro de 335. Foi no Papado de Silvestre I que se iniciou a construção da Basílica de São Pedro no Monte Vaticano, em Roma, sob um cemitério pagão. Também iniciou a construção da Basílica de São Paulo extra muro e a Basílica de S. João, também em Roma.

Este Papa dos inícios da nossa Igreja era um homem piedoso e santo, mas de personalidade pouco marcada. São Silvestre I apagou-se ao lado de um Imperador culto e ousado como Constantino, o qual, mais que servi-lo se terá antes servido dele, da sua simplicidade e humanidade, agindo por vezes como verdadeiro Bispo da Igreja, sobretudo no Oriente, onde recebe o nome de "Isapóstolo", isto é, igual aos apóstolos.

E na realidade, nos assuntos externos da Igreja, o Imperador considerava-se acima dos próprios Bispos, o Bispo dos Bispos, com inevitáveis intromissões nos próprios assuntos internos, uma vez que, com a sua mentalidade ainda pagã, não estava capacitado para entender e aceitar um poder espiritual diferente e acima do civil ou político.

E talvez São Silvestre, na sua simplicidade, tivesse sido o Papa ideal para a circunstância. Outro Papa mais exigente, mais cioso da sua autoridade, teria irritado a megalomania de Constantino, perdendo a sua proteção. Ainda estava muito viva a lembrança dos horrores por que passara a Igreja no reinado de Diocleciano, e São Silvestre, testemunha dessa perseguição que ameaçou subverter por completo a Igreja, terá preferido agradecer este dom inesperado da protecção imperial e agir com moderação e prudência.

Constantino terá certamente exorbitado. Mas isso ter-se-á devido ao desejo de manter a paz no Império, ameaçada por dissenções ideológicas da Igreja, como na questão do donatismo que, apesar de já condenado no pontificado anterior, se vê de novo discutido, em 316, por iniciativa sua.

Dois anos depois, gerou-se nova agitação doutrinária mais perigosa, com origem na pregação de Ario, sacerdote alexandrino que negava a divindade da segunda Pessoa e, consequentemente, o mistério da Santíssima Trindade. Constantino, inteirado da agitação doutrinária, manda mais uma vez convocar os Bispos do Império para dirimirem a questão. Sabemos pelo Liber Pontificalis, por Eusébio e Santo Atanásio, que o Papa dá o seu acordo, e envia, como representantes seus, Ósio, Bispo de Córdova, acompanhado por dois presbíteros.

Ele, como dignidade suprema, não se imiscuiria nas disputas, reservando-se a aprovação do veredito final. Além disso, não convinha parecer demasiado submisso ao Imperador.

Foi o primeiro Concílio Ecumênico (universal) que reuniu em Niceia, no ano 325, mais de 300 Bispos, com o próprio Imperador a presidir em lugar de honra. Os Padres conciliares não tiveram dificuldade em fazer prevalecer a doutrina recebida dos Apóstolos sobre a divindade de Cristo, proposta energicamente pelo Bispo de Alexandria, Santo Atanásio. A heresia de Ario foi condenada sem hesitação e a ortodoxia trinitária ficou exarada no chamado Símbolo Niceno ou Credo, ratificado por S. Silvestre.

Constantino, satisfeito com a união estabelecida, parte no ano seguinte para as margens do Bósforo onde, em 330, inaugura Constantinopla, a que seria a nova capital do Império, eixo nevrálgico entre o Oriente e o Ocidente, até à sua queda em poder dos turcos otomanos, em 1453.

Data dessa altura a chamada doação constantiniana, mediante a qual o Imperador entrega à Igreja, na pessoa de S. Silvestre, a Domus Faustae, Casa de Fausta, sua esposa, ou palácio imperial de Latrão (residência papal até Leão XI), junto ao qual se ergueria uma grandiosa basílica de cinco naves, dedicada a Cristo Salvador e mais tarde a S. João Baptista e S. João Evangelista (futura e actual catedral episcopal de Roma, S. João de Latrão). Mais tarde, doaria igualmente a própria cidade.

Depois de um longo pontificado, cheio de acontecimentos e transformações profundas na vida da Igreja, morre S. Silvestre I no último dia do ano 335, dia em que a Igreja venera a sua memória. Sepultado no cemitério de Priscila, os seus restos mortais seriam transladados por Paulo I (757-767) para a igreja erguida em sua memória.

(Este Papa nada tem a ver com as corridas de S. Silvestre, simplesmente utilizaram o seu nome por ser no dia 31 de Dezembro que se comemora o seu dia litúrgico).

(Créditos: Cancaonova.com/Google)


sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Dia da SAGRADA FAMÍLIA: Jesus, Maria e José...



A Festa da Sagrada Família é uma celebração litúrgica na Igreja Católica Romana em honra de Jesus de Nazaré, Sua mãe, a Virgem Maria, e Seu pai adoptivo, São José, como uma família exemplar, servindo assim de exemplo para todos aqueles que constituem a sua família seguindo os rituais católicos.

A Festa da Sagrada Família é comemorada no domingo seguinte, a seguir ao Natal, a menos que o domingo seja o dia 1 de janeiro, e, nesse caso é comemorada a 30 de dezembro, conforme calendário de 1969 (ver no fim).


A veneração da Sagrada Família foi formalmente iniciada no século 17 por Dom François de Laval , um bispo canadense que fundou uma Confraria .

A festa da Sagrada Família foi instituída pelo Papa Leão XIII em 1893 no domingo dentro da Oitava da Epifania (festa dos Santos Reis Magos) , ou seja, no domingo entre 6 a 13 de janeiro,(ver Calendário Geral Romano de 1962).

Esta festa nunca foi um dia santo de preceito , mas quando a sua celebração caiu para um domingo, passou a haver a obrigação de assistir à missa nesse dia.

No calendário promulgado em 1969, a festa foi transferida para o domingo dentro da Oitava do Natal , entre o Natal e o Dia de Ano Novo (ambos exclusivos), ou quando não houver domingo dentro da Oitava (se ambos dia de Natal e Solenidade de Santa Maria , Mãe de Deus são domingos), é realizada em 30 de dezembro, uma sexta-feira nesses anos. (Em outras palavras, a festa é no mesmo dia como a Missa Tridentina rito do domingo dentro da Oitava do Natal.)

(Créditos: Wikipédia/Google).

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Dia de S. João (Evangelista) - Apóstolo



S. JOÃO Evangelista

S. João (Apóstolo e Evangelista) é o único dos 12 Apóstolos escolhidos por Jesus Cristo que não é MÁRTIR (na morte)!...Foi o único que assistiu à morte de Jesus e foi a ele que Jesus pediu para proteger sua Mãe, a Virgem Maria, dado que seu Pai Adoptivo, S. JOSÉ, havia falecido há cerca de 3 ou 4 anos.(*)

(*) - Tudo o que se sabe sobre o marido de Maria e pai adoptivo de Jesus vem das Escrituras e isso tem parecido muito pouco para aqueles que criaram lendas sobre ele.
Consta que se casou com Maria aos 30 anos de idade e, por seu carácter, foi escolhido a dedo por Deus para guardar a virgindade da Virgem Maria. É quase certo que morreu aos 60 anos de idade, no ano 30 d.C., aquando do início da vida pública de seu Filho Jesus Cristo.


S. João (Evangelista) ou Apóstolo João, filho de Zebedeu e Salomé, irmão de Tiago (Maior), foi capaz de capturar imagens com excelente literária de pensamentos sublimes de Deus. Homem de elevação espiritual, é considerada a águia que sobe às alturas vertiginosas do mistério trinitário: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus".

São João, profeta, foi um dos doze apóstolos de Jesus e além do Evangelho segundo João, também escreveu as três epístolas de João (1, 2, e 3) e o livro do Apocalipse. Há que se destacar aqui a existência de uma controvérsia sobre o verdadeiro autor do Apocalipse, mas uma tradição representada por São Justino e amplamente difundida no século II (Ireneu de Lyon, Clemente de Alexandria, Tertuliano, o Cânone Muratori), identifica o autor como sendo o apóstolo João, o autor do quarto evangelho. Mas até o século V as igrejas da Síria, Capadócia e mesmo da Palestina não pareciam ter incluído o apocalipse no cânon das escrituras, prova de que não o consideraram como obra do apóstolo. Apresenta inegável parentesco com os escritos joaninos, mas também se distingue claramente deles pela sua linguagem, seu estilo e pelos seus pontos de vista teológicos (referentes, sobretudo à parúsia de Cristo), comentário de introdução ao apocalipse na Bíblia de Jerusalém.

João seria o mais novo dos 12 discípulos, tinha provavelmente cerca de vinte e quatro anos de idade à altura do seu chamado por Jesus. Consta que seria solteiro e vivia com os seus pais em Betsaida. Era pescador de profissão, consertava as redes de pesca. Trabalhava junto com seu irmão Tiago Maior, e em provável sociedade com André e Pedro.

As heranças deixadas nos escritos de João, demonstram uma personalidade extraordinária. De acordo com as descrições ele seria imaginativo nas suas comparações, pensativo e introspectivo nas suas dissertações e pouco falador como discípulo. É notório o seu amadurecimento na fé através da evolução da sua escrita.

Foi manifesta nos livros da Bíblia a admiração de João por Jesus. Jesus chamou-lhe o "Filho do Trovão" e posteriormente ele foi considerado o “Discípulo Amado”. Também ele e seu irmão, Tiago (Maior), pedem para ficar um ao lado direito, outro ao lado esquerdo de Jesus quando estiverem no céu, além de serem baptizados no mesmo baptismo de Jesus, tendo por isso sido levemente repreendidos por Jesus e causado certa inveja entre os demais apóstolos.

Segundo os registros do "Novo testamento", João foi o apóstolo que seguiu com Jesus, na noite em que foi preso e foi corajoso ao ponto de acompanhar o seu Mestre até à morte na cruz.


A História conta que João esteve presente, e ao alcance de Jesus, até a última hora , e foi-lhe entregue a missão de tomar conta de Maria, a mãe de Jesus. (Na visão Protestante, a Bíblia indica que Jesus não era filho único de Maria Mt 12.46; Mt 13.55, porém seria o mais velho e por isso teria a responsabilidade de cuidar de sua mãe após a morte de José).No entanto, no Evangelho Segundo São Mateus está escrito: "Nisso aproximou-se a mãe dos filhos de Zebedeu com seus filhos e prostrou-se diante de Jesus para lhe fazer uma súplica" (Mt 20,20), parece claro que esta mãe não é Maria, mãe de Jesus, mas outra pessoa, pois, então, o evangelista não escreveria "a mãe dos filhos de Zebedeu", e sim algo como "sua mãe".

Já a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa sustentam que Cristo não tinha irmãos carnais pois no aramaico, antigo idioma utilizado por Jesus, as palavras que designavam irmãos eram utilizadas indistintamente para primos e outros parentes, devendo ser frisado que Jesus falava aramaico, mas os evangelhos foram escritos em grego, idioma mais rico, o que pode ter gerado esta confusão, no momento da tradução.

Mais tarde João esteve fortemente ligado a Pedro nas actividades iniciais do movimento cristão, tornando-se um dos principais sustentáculos da Igreja de Jerusalém. Foi o principal apoio de Pedro, no Dia de Pentecostes. É tradição constante e ininterrupta que pregou na Ásia Menor, especialmente em Éfeso, onde teria encerrado o ministério com morte em idade muito avançada. João viajou muito, trabalhou incessantemente e, depois de tornar-se dirigente das igrejas da Ásia, ainda orientou o seu colaborador, Natan, na redação do chamado “evangelho segundo João”, aproximadamente no ano 90 d.C. .

Paulo na sua Carta aos Gálatas, fala de Pedro, Tiago e João ", como os pilares" da Igreja.

Depois da morte e martírio de Apóstolo Tiago, o Justo, ou Tiago Menor, João teria se dirigido à Ásia Menor, onde dirigiu a importante e influente comunidade cristã de Éfeso, fundada por Paulo anos antes. João esteve várias vezes na prisão, foi torturado e exilado para a Ilha de Patmos, por um período de cerca de quatro anos.
Em Patmos, ilha no leste do Mar Egeu, local onde fez o seu exílio, João escreveu o Livro da Revelação do Apocalipse (**). Acredita-se que este Livro da Revelação contém os fragmentos que sobreviveram de uma grande revelação, da qual se perderam grandes partes e outras partes foram retiradas, depois que João o escrevera. Apenas uma parte fragmentada foi preservada. Por outro lado, alguns teólogos e exegetas afirmam que o caráter fragmentário deste livro resulta de outros dois livros de Apocalipse que foram unidos, resultando no que conhecemos hoje, sendo que um deles já estaria escrito desde o tempo de Nero. Entretanto, o cruel imperador Domiciano foi assassinado e o manso imperador Nerva chegou ao poder em Roma.

(**)Em Apocalipse João diz que ele foi perseguido e relegado para a ilha de Patmos pela "palavra de Deus e do testemunho de Jesus Cristo." Segundo a tradição, João viveu em Éfeso com a Virgem, sob o domínio de Domiciano foi jogado em um caldeirão de óleo fervente, do que saiu ileso, mas com a glória de ter-lhe dado também o seu "testemunho".

De todos os doze apóstolos, João Zebedeu finalmente tornou-se o mais destacado teólogo. Ele morreu de morte natural, em Éfeso, entre os anos 98 d.C e 103 d.C., quando tinha cerca de 90 anos. Segundo bispo Polícrates de Éfeso em 190 d.C. (atestada por Eusébio de Cesareia na sua História Eclesiástica, 5, 24), o Apóstolo "dormiu" (faleceu) em Éfeso, durante o Império de Trajano.

Controvérsias são suscitadas baseadas nos próprios textos bíblicos que afirmam que este discípulo não passou pela morte, segundo a interpretação de alguns. Com efeito é possível ler: Em verdade vos digo que alguns há, dos que aqui se encontram, que de maneira nenhuma passarão pela morte até que vejam vir o Filho do Homem no seu Reino. (Mateus 16,28)

De outra parte está também escrito nos Evangelhos: Então, Pedro, voltando-se, viu que também o ia seguindo o discípulo a quem Jesus amava, o qual na ceia, dado que estava ao lado de Jesus, se reclinara sobre o Seu peito e perguntara: "Senhor, quem é o traidor?" Vendo-o, pois, Pedro perguntou a Jesus: "E quanto a este?" Respondeu-lhe Jesus: "Se eu quero que ele permaneça até que eu venha, que te importa? Quanto a ti, segue-me." Então, se tornou corrente entre os irmãos o dito de que aquele discípulo não morreria. Ora, "Jesus não dissera que tal discípulo não morreria", mas: "Se eu quero que ele permaneça até que eu venha, que te importa?" (João 21,18-25)

Interpretações teológicas, contudo, resolvem essa dificuldade bíblica como Jesus afirmando que ele deveria permanecer vivo até a Revelação final do cânon bíblico, o Apocalipse. A partir daí, sua morte ocorrería naturalmente, no tempo devido. Ora isto, físicamente, é IMPOSSÍVEL!...JOÃO estará vivo...mas no Céu junto de Jesus.


(Créditos:/traposcacosevelharias/elsantodeldia/Wikipédia/Google)


segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

S. Estêvão - Diácono e Protomártir da Igreja...



SANTO ESTÊVÃO - O Primeiro Mártir do Cristianismo

Santo Estêvão (Estefan) é considerado santo por algumas das denominações cristãs (católica, ortodoxa e a anglicana). É celebrado em 26 de Dezembro no Ocidente e em 27 de Dezembro no Oriente por tais denominações. Ele também está listado entre os Setenta Discípulos.

Segundo os Actos dos Apóstolos (6:5), Estêvão foi um dos sete primeiros diáconos da igreja nascente, logo após a morte e Ressurreição de Jesus, pregando os ensinamentos de Cristo e convertendo tanto judeus como gentios. Segundo Étienne Trocmé, Estevão pertencia a um grupo de cristãos que pregavam uma mensagem mais radical, um grupo que ficou conhecido como os Helenistas, já que os seus membros tinham nomes gregos e eram educados na cultura grega e que separou do grupo dos doze apóstolos. Também eram conhecidos como o grupo dos 7. Santo Estêvão dá uma prova de grande pregador, com o dom de descrever o poder da graça e o poder de fazer milagres.

Entre os anos 34 a 40 d.C. foi detido pelas autoridades judaicas. Seu martírio foi contado nos Actos (6-7) e ocorreu porque ele acabou tendo uma posição proeminente como pregador e trouxe a inimizade de um grupo de judeus em Jerusalém. Levado a presença de Sanhedrin ele defendeu-se com paixão e eloquência (Actos 7:2-53) mas não fez nada para suavizar a ira dos seu inimigos. Foi arrastado para fora da cidade e apedrejado até a morte (Act, 8) de acordo com a Lei Moisaica.

Entre os presentes na execução, estaria Paulo de Tarso, o futuro São Paulo, ainda durante os seus dias de perseguidor de cristãos.

As últimas palavras de Santo Estêvão terão sido:"Senhor não lhes imputeis este pecado".

O seu nome vem do grego(Stephanós), o qual se traduz para aramaico como Kelil, significando coroa - e Santo Estêvão é, de resto, representado com a coroa de martírio da cristandade, recordando assim o facto de se tratar do primeiro cristão a morrer pela sua fé - o protomártir.

Durante os primeiros século do cristianismo, o túmulo de Estêvão achou-se perdido, até que em 415 (talvez pela crescente pressão dos peregrinos que se deslocavam à Terra Santa), um certo padre, de nome Luciano, terá dito ter tido uma revelação onírica de onde se encontrava a tumba do mártir, algures na povoação de Caphar Gamala, a alguns quilómetros a Norte de Jerusalém. Foi enterrado como um homem devoto e sua morte teria sido muito lamentada. Uma Igreja foi construída em sua honra perto em Damasco, pela imperatriz Eudoxia (455-460).

Gregório de Tours afirmou mais tarde que foi por intercessão de Santo Estêvão, que um oratório a ele dedicado, na cidade de Metz, onde se guardavam relíquias do santo, foi o único local da cidade que escapou ao incêndio que os Hunos lhe deitaram, no dia de Páscoa de 451.

O culto de Santo Estêvão encontra-se associado à festa dos rapazes nas aldeias de Trás-os-Montes, integradas no ciclo de festividades do Solstício do Inverno, no período que decorre do dia 24 de Dezembro ao dia 6 de Janeiro, e que no passado pagão terão sido dedicadas ao culto do Sol, num ritual em que intervêm os caretos, as máscaras tradicionais do extremo nordeste de Portugal .

(Créditos: Wikipédia/Blog spedeus/Google)