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quarta-feira, 4 de julho de 2012

S. TOMÉ - Apóstolo dos 12, Mártir e Dídimo.


Hoje, dia 3 de Julho, é o Dia Litúrgico de S. TOMÉ - Apóstolo

(em construção)

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Santa JOANA D´ARC - Virgem, Guerreira e Mártir.





Santa Joana d'Arc,  (em francês Jeanne d'Arc), nasceu em Domrémy-la-Pucelle, a 6 de janeiro de 1412 — e morreu (queimada viva) em Ruão- Alta Normandia, a 30 de maio de 1431).  Por vezes chamada de donzela de Orléans, era filha de Jacques d'Arc e Isabelle Romée e é a santa padroeira da França desde 1922. Foi uma heroína da Guerra dos Cem Anos, durante a qual tomou partido pelos Armagnacs, na longa luta contra os borguinhões e seus aliados ingleses.
Descendente de camponeses, gente modesta e analfabeta, foi uma mártir francesa Beatificada em 1909, em Roma por São Pio X, e Canonizada a 16 de Maio de 1920, em Roma, pelo Papa Bento XV, quase cinco séculos depois de ter sido queimada viva.

Filha de Jacques d'Arc e Isabelle Romée, tinha mais quatro irmãos: Jacques, Catherine, Jean e Pierre, sendo ela a mais nova dos irmãos. Sua mãe lhe ensinou todos os afazeres de uma menina da época, como fiar e costurar. Joana também era muito religiosa e frequentemente fugia do campo para ir orar na igreja de sua cidade.

Durante o seu julgamento, Joana afirmou que desde os treze anos ouvia vozes divinas. Segundo ela, a primeira vez que escutou a voz, ela vinha da direcção da igreja e acompanhada de claridade e uma sensação de medo. Dizia que às vezes não a entendia muito bem e que as ouvia duas ou três vezes por semana. Entre as mensagens que ela entendeu estavam conselhos para frequentar a igreja, que deveria ir a Paris e que deveria levantar o domínio que havia na cidade de Orléans. Posteriormente ela identificaria as vozes como sendo do arcanjo São Miguel, Santa Catarina de Alexandria e Santa Margarida.


Desde que o Duque da Normandia, Guilherme, o Conquistador, se apoderou da Inglaterra em 1066, os monarcas Ingleses passaram a controlar extensas terras no território francês. Com o tempo, passaram a ter vários ducados franceses: Aquitânia, Gasconha, Poitou, Normandia, entre outros. Os duques, apesar de vassalos do rei francês, acabaram tornando-se seus rivais.


Quando a França tentou recuperar os territórios perdidos para a Inglaterra, originou-se um dos mais longos e sangrentos conflitos da história da humanidade: a Guerra dos Cem A
nos, que durou na realidade 116 anos, e que provocou milhões de mortes e a destruição de quase toda a França setentrional.

O início da guerra aconteceu em 1337. Os interesses mais que evidentes de unificar as coroas concretizaram-se na morte do rei francês Carlos IV em 1328. Filipe VI, sucessor graças à lei sálica (Carlos IV não tinha descendentes masculinos), proclamou-se rei da França em 27 de maio de 1328.
Felipe VI reclamou em 1337 o feudo da Gasconha ao rei inglês Eduardo III, e no dia 1 de novembro este responde plantando-se às portas de Paris frente ao bispo de Lincoln, declarando que ele era o candidato adequado para ocupar o trono francês.

A Inglaterra ganharia batalhas como Crécy (1346) e Poitiers (1356). Uma grave enfermidade do rei francês originou uma luta pelo poder entre seu primo João I de Borgonha ou João sem Medo, e o irmão de Carlos VI, Luís de Orléans.

No dia 23 de novembro de 1407, nas ruas de Paris e por ordem do borguinhão, cometeu-se o assassinato do armagnac Luís de Orléans. A família real francesa estava dividida entre os que davam suporte ao duque de Borgonha (borguinhões) e os que o davam ao de Orléans e depois a Carlos VII, Delfim de França (armagnacs ligados à causa de Orléans e à morte de Luís). Com o assassinato do armagnac, ambos os bandos se enfrentaram numa guerra civil, onde buscaram o apoio dos ingleses. Os partidários do Duque de Orléans, en 1414, viram recusada uma proposta pelos ingleses, que finalmente pactuaram com os borguinhões.

Com a morte de Carlos VI, em 1422, Henrique VI da Inglaterra foi coroado rei francês, mas os armagnacs não desistiram e mantiveram-se fiéis ao filho do rei, Carlos VII, coroando-o também em 1422.

Aos 16 anos, Joana foi a Vaucouleurs, cidade vizinha a Domrèmy. Recorreu a Robert de Baudricourt, capitão da guarnição armagnac estabelecida em Vaucouleurs para lhe ceder uma escolta até Chinon, onde estava o delfim, já que teria que atravessar todo o território hostil defendido pelos aliados ingleses e borguinhões. Quase um ano depois, Baudricourt aceitou enviá-la escoltada até ao delfim. A escolta iniciou-se aproximadamente em 13 de fevereiro de 1429. Entre os seis homens que a acompanharam estavam Poulengy e Jean Nouillompont (conhecido como Jean de Metz). Jean esteve presente em todas as batalhas posteriores de Joana d'Arc.

Portando roupas masculinas até sua morte, Joana atravessou as terras dominadas por Borguinhões, chegando a Chinon, onde finalmente se iria encontrar com Carlos VII, após uma apresentação de uma carta enviada por Baudricourt. Chegando a Chinon, Joana já dispunha de uma grande popularidade, porém o delfim tinha ainda desconfianças sobre a moça. Decidiram passá-la por algumas provas. Segundo a lenda, com medo de apresentar o delfim diante de uma desconhecida que talvez pudesse matá-lo, eles decidiram ocultar Carlos VII  numa sala cheia de nobres, ao recebê-la. Joana então teria reconhecido o rei disfarçado entre os nobres sem que jamais o tivesse visto antes. Joana teria ido até ao verdadeiro rei, se curvado e dito: "Senhor, vim conduzir os seus exércitos à victória".

Sozinha na presença do rei, ela convenceu-o a lhe entregar um exército com o intuito de libertar Orléans. Porém, o rei ainda a fez passar por provas diante dos teólogos reais. As autoridades eclesiásticas em Poitiers submeteram-na a um interrogatório, averiguaram sua virgindade e suas intenções.

Convencido do discurso de Joana, o rei entrega-lhe nas mãos uma espada, um estandarte e o comando das tropas francesas, para seguir rumo à libertação da cidade de Orléans, que havia sido invadida e tomada pelos ingleses havia oito meses.

Munida de uma bandeira branca, Joana chega a Orléans em 29 de abril de 1429. Comandando um exército de 4000 homens ela consegue a vitória sobre os invasores no dia 9 de maio de 1429. O episódio é conhecido como a Libertação de Orléans (e na França como a Siège d'Orléans). Os franceses já haviam tentado defender Orléans mas não obtiveram sucesso.

Existem histórias paralelas a esta que informam que a figura de Joana era diferente. Ela teria chegado para a batalha  num cavalo branco, com armadura de aço, e segurando um estandarte com a cruz de Cristo, circunscrita com o nome de Jesus e Maria. Segundo esta outra versão, Joana teria sido apenas arrastada pelo fascínio sobrenatural de seus sonhos e proposta de missão a cumprir segundo a vontade divina e sem saber nada sobre arte de guerra comandou os soldados rudes, com ar angelical, e na sua presença ninguém se atrevia a dizer ou praticar inconveniências. Ela apresentava-se extremamente disciplinada.

Após a libertação de Orléans, os ingleses pensaram que os franceses iriam tentar reconquistar Paris ou a Normandia, e ao invés disto, Joana convenceu o Delfim a iniciar uma campanha sobre o rio Loire. Isso já era uma estratégia de Joana para conduzir o Delfim a Ruão.

Joana dirigiu-se a vários pontos fortificados sobre pontes do rio Loire. Em 11 e 12 de junho de 1429 venceu a batalha de Jargeau. No dia 15 de junho foi a vez da batalha de Meung-sur-Loire. A terceira victória foi na batalha de Beaugency, nos dias 16 e 17 de junho do mesmo ano. Um dia após sua última victória dirigiu-se a Patay, onde sua participação foi pouca


A batalha de Patay, única batalha em campo aberto, já se desenrolou sem a presença de Joana'D arc.
Cerca de um mês após a sua victória sobre os ingleses em Orléans, ela conduziu o rei Carlos VII à cidade de Reims, onde este foi coroado a 17 de julho. A victória de Joana d'Arc e a coroação do rei acabaram por reacender as esperanças dos franceses de se libertarem do domínio inglês e representaram a viragem da guerra.

O caminho até Reims era considerado difícil, já que várias cidades estavam sob o domínio dos borguinhões. Porém, a fama de Joana tinha-se estendido por boa parte do território e fez com que o exército armagnac do delfim fosse temido. Assim, Joana passou sem problemas por sucessivas cidades como Gien, Saint Fargeau, Mézilles, Auxerre, Saint Florentin e Saint Paul.

Desde Gien, foram enviados convites a diversas autoridades para assistir à consagração do delfim. Em Auxerre chegou-se a pensar em resistência por parte de uma pequena tropa inimiga que se encontrava na cidade. Após três dias de negociação foi possível por lá passar sem qualquer problema. O mesmo aconteceu em Troyes, onde as negociações duraram cinco dias. A chegada a Ruão foi em 16 de julho.

Sabe-se que o dia da consagração definitiva do rei francês em Ruão foi em 17 de julho e não foi a cerimônia mais esplêndida do momento, já que as circunstâncias da guerra impediam que o fosse. Joana assistiu à consagração de uma posição privilegiada, acompanhada do seu estandarte.
Teoricamente Joana já não tinha nada mais que fazer no exército já que havia cumprido a sua promessa perfeitamente, havia cumprido correctamente as ordens que as vozes lhe haviam dado. Mas ela, como muitos outros, viu que enquanto a cidade de Paris estivesse tomada pelas tropas inglesas, dificilmente o novo rei poderia ter claramente o controle do reino de França.

No mesmo dia da coroação, chegaram emissários do Duque de Borgonha e  iniciaram-se as negociações para se chegar à paz, ou a uma trégua, que foi finalmente o que se pactuou. Não foi a paz que Joana desejava, mas pelo menos houve paz durante quinze dias. Entretanto a trégua não foi gratuita, já que houve interesses políticos por detrás desta. Carlos VII necessitava tomar Paris para exercer a sua autoridade de rei mas não queria criar uma imagem ruim com uma conquista violenta de terras que passariam a ser seu domínio. Foi isto que o que motivou a aceitar a trégua com o Duque de Borgonha. Foi uma necessidade de ganhar tempo.

Durante a trégua, Carlos VII levou o seu exército até Île-de-France (região francesa que abriga Paris). Houve algumas confrontações entre os armagnacs e a aliança inglesa com os borguinhões. Os ingleses abandonaram Paris dirigindo-se a Ruão (ou Rouen em francês). Restava então derrotar os borguinhões que ainda ficaram em Paris e na região.

Joana foi ferida por uma flecha durante uma tentativa de entrar em Paris. Isto acelerou a decisão do rei em bater em retirada no dia 10 de setembro. Com a paragem o rei francês não expressava a intenção de abandonar definitivamente a luta, mas optava por pensar e defender a opção de conquistar a victória mediante a paz, tratados e outras oportunidades no futuro.

Na primavera de 1430, Joana d'Arc retomou a campanha militar e passou a tentar libertar a cidade de Compiègne, onde acabou sendo dominada e capturada pelos borguinhões, aliados dos ingleses, em 1430.
Foi presa em 23 de Maio do mesmo ano. Entre os dias 23 e 27 foi conduzida à Beaulieu-lès-Fontaines. Joana foi entrevistada entre os dias 27 e 28 pelo próprio Duque de Borgonha, Felipe, o Belo. Naquele momento Joana era propriedade do Duque de Luxemburgo. Joana foi levada ao Castelo de Beaurevoir, onde permaneceu todo o verão, enquanto o duque de Luxemburgo negociava a sua venda. Ao vendê-la aos ingleses, Joana foi transferida para Ruão.

A infanta D. Isabel, filha de D. João I e duquesa de Borgonha (e em cuja honra foi criada por Filipe, o Bom a Ordem do Tosão de Ouro, em Janeiro de 1430, por ocasião da chegada de Isabel ao ducado), poderá ter sido a impulsionadora da perseguição a Joana D'Arc. Não só como Infanta de Portugal, aliada da Inglaterra e de Borgonha, mas porque Joana D'Arc a submetera a cerco quando chegara a Borgonha para se casar com Filipe, o Bom. Implacável (como se vê pela sua atitude perante o seu irmão D. Henrique, o "traidor" da Alfarrobeira), não desisitiu enquanto Joana D'Arc não pagou pela insolência com a própria vida.

Joana foi presa numa cela escura e vigiada por cinco homens. Em contraste com o bom tratamento que recebera na sua primeira prisão, Joana agora vivia os seus piores tempos.

O processo contra Joana teve início no dia 9 de janeiro de 1431, sendo chefiado pelo bispo de Beauvais, Pierre Cauchon. Foi um processo que passaria à posteridade e que converteria Joana em heroína nacional, pelo modo como se desenvolveu e trouxe o final da jovem, e da lenda que ainda nos dias de hoje mescla realidade com fantasia.

Dez sessões foram feitas sem a presença da acusada, apenas com a apresentação de provas, que resultaram na acusação de heresia e assassinato.

No dia 21 de fevereiro Joana foi ouvida pela primeira vez. A princípio ela negou-se a fazer o juramento da verdade, mas logo o fez. Joana foi interrogada sobre as vozes que ouvia, sobre a igreja militante, sobre os seus trajes masculinos. No dia 27 e 28 de março, Thomas de Courcelles fez a leitura dos 70 artigos da acusação de Joana, e que depois foram resumidos a 12, mais precisamente no dia 5 de abril. Estes artigos sustentavam a acusação formal para a Donzela buscando a sua condenação.

No mesmo dia 5, Joana começou a perder saúde por causa de ingestão de alimentos venenosos que a fez vomitar. Isto alertou Cauchon e os ingleses, que lhe trouxeram um médico. Queriam mantê-la viva, principalmente os ingleses, porque planeavam executá-la.
Durante a visita do médico, Jean d’Estivet acusou Joana de ter ingerido os alimentos envenenados conscientemente para cometer suicídio. No dia 18 de abril, quando finalmente ela se viu em perigo de morte, pediu para se confessar.

Os ingleses impacientaram-se com a demora do julgamento. O Conde de Warwick disse a Cauchon que o processo estava demorando muito. Até o primeiro proprietário de Joana, Jean de Luxemburgo, apresentou-se a Joana fazendo-lhe a proposta de pagar pela sua liberdade se ela prometesse não atacar mais os ingleses. A partir do dia 23 de maio, as coisas se aceleraram, e no dia 29 de maio ela foi condenada por heresia.

Joana D´Arc  foi queimada viva em 30 de maio de 1431, com apenas dezenove anos. A cerimónia de execução aconteceu na Praça do Velho Mercado (Place du Vieux Marché), às 9 horas, em Ruão.


Antes da execução ela confessou-se com Jean Totmouille e Martin Ladvenu, que lhe administraram os sacramentos da Comunhão. Entrou, vestida de branco, na praça cheia de gente, e foi colocada na plataforma montada para a sua execução. Após lerem o seu veredicto, Joana foi queimada viva. Suas cinzas foram jogadas no rio Sena, para que não se tornassem objecto de veneração pública. 

Era o fim da heroína francesa.

No ano de 1456, Joana D’arc foi considerada inocente pelo Papa Calisto III. O processo que a condenou a morte foi invalidado e ela virou Santa. E foi proclamada Mártir pela Pátria e da Fé.

O seu dia litúrgico comemora-se a 30 de Maio (hoje).

Créditos: (Wikipédia, Google, Outras fontes, Joseph 1)

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Santos FELIPE e TIAGO MENOR - Apóstolos e Mártires.



São FELIPE 

S. Felipe e S. Tiago Menor (O Justo) eram discípulos de Jesus Cristo, tendo pertencido ao grupo dos Doze Apóstolos que conviveram directamente com o Mestre e foram os responsáveis pela disseminação de sua palavra e pela construção da Igreja Católica. 

 S. FELIPE, era casado, tinha 2 filhas e era natural de Betsaida, na Galileia, local onde aconteceu o famoso episódio da revelação de Jesus como Messias, para os Doze. O evangelho de S. João apresenta-nos o apóstolo como aquele que respondeu prontamente ao chamado de Jesus e passou a segui-lo. Felipe era simples, quase ingênuo, e demonstra claramente essas características nas diversas ocasiões em que é citado nos evangelhos. Acredita-se que, no início da Igreja, tenha evangelizado na Frígia, região da Ásia Menor, vindo a morrer em Hierápolis.

Foi S. Felipe que, no dia da multiplicação dos pães, perguntou a Jesus onde havia de arranjar comida para tanta gente. 

 Escritores competentes entendem, que algumas filhas de São Felipe se casaram e que o pai, depois de ter pregado na Judéia, se dirigiu à Cesaréia. Reza mais a história que Felipe foi crucificado e apedrejado em Hierápolis, na Frígia, e sepultado com duas filhas. A morte deste Apóstolo não deve ter sido antes do ano 80, porque foi neste ano, que seu discípulo, São Policarpo, se converteu à religião de Cristo (toma-se assim como certo que terá sido no ano 80). 

As relíquias de São Felipe estão guardadas numa Igreja de Roma, que é consagrada a São Felipe e São Tiago Menor (O Justo). 

Um braço, que existia em Constantinopla, no ano de 1204, foi transportado para Florença. 



São TIAGO MENOR (O Justo) 

S.TIAGO, conhecido como o Menor para o diferenciar do outro apóstolo com o mesmo nome, era filho de Alfeu e de Maria e primo de Jesus. Os apóstolos S. Judas Tadeu e S. Simão eram seus irmãos. São Paulo chama-o "irmão de Nosso Senhor", por causa do parentesco próximo com Jesus Cristo. 

De quão alta estima gozava da parte de Nosso Senhor, se prova por ter Jesus Cristo distinguido São Tiago, com uma aparição particular depois da gloriosa Ressurreição. Antes de subir ao céu, Jesus Cristo deu ao Apóstolo o Dom da ciência, como recompensa pela sua santidade. Segundo São Jerônimo e Epifânio, Nosso Senhor, antes de subir ao céu, teria recomendado a São Tiago a Igreja de Jerusalém. Certamente por esse motivo os Apóstolos, antes da separação, deixaram São Tiago como primeiro Bispo de Jerusalém. 

S. Tiago também nos deixou uma epístola dedicada a todas as igrejas que surgiam nessa região.

A tradição conta que S. Tiago foi martirizado por apedrejamento e decapitado por ordem do Rei Herodes Agripa I, em Jerusalém, em 10 de Abril do ano 62, quando S. Tiago Menor tinha 96 anos. Suas últimas palavras foram: "Pai, perdoai-lhes, porque não sabem o que fazem".

O corpo foi sepultado no lugar do martírio e, após oito anos, Jerusalém foi destruída.

Os Judeus reconheceram nisso o castigo de Deus, tendo o corpo em 572 sido transferido para Constantinopla, e  encontra-se hoje  na Igreja "Dodeci Apostoli", em Roma. 

Uma curiosidade: a tradição histórica conta que as relíquias dos dois santos foram enterradas juntas, no mesmo dia, na Igreja dos Santos Apóstolos, em Roma. Por este motivo, as festas que celebravam a vida de ambos passaram a ser comemoradas no mesmo dia, como uma só festa.

Santificando minha vida: Uma frase tirada da Epístola de S. Tiago, para nossa reflexão: "Todo o dom precioso e toda a dádiva perfeita vêm do alto e descem do Pai das luzes, no qual não há mudança nem sombra de variação." (Tg 1-17)

  O dia litúrgico destes dois Santos Mártires e Apóstolos comemora-se a 3 de Maio.(Hoje)

 Créditos: (Blogs: amaivos/SantosSanctorum/Wikipédia/Google/Outros)

quarta-feira, 25 de abril de 2012

S. MARCOS - Apóstolo, Evangelista e Mártir.




...Hoje é dia de São Marcos, Apóstolo, Evangelista e Mártir ; nasceu cerca do ano 10 a.c. em Cirene, e morreu em Alexandria no dia 25 de Abril do ano 68 d.C.) e é o autor do mais antigo dos 4 Evangelhos. Ele é considerado o fundador da Igreja de Alexandria, uma das principais sedes do Cristianismo primitivo. 

Tanto quanto se sabe, e segundo as últimas conclusões, S. Marcos terá escrito o Evangelho que lhe é atribuído, segundo as palavras e narrações ditas a ele por S. Pedro, de quem era discípulo. O evangelho tem origem romana embora tenha sido escrito em grego, entre os anos 65 e 70 d.C. (nossa era). 

A tradição cristã  identifica-o com João Marcos, mencionado como companheiro de São Paulo nos Actos dos Apóstolos, e que posteriormente ter-se-ia tornado um discípulo de Simão Pedro (São Pedro). Uma tradição anterior, relatada já no século II-III d.C.  por Hipólito (obra espúria;”Sobre os Setenta Apóstolos”) distingue os dois. De acordo com ele, Marcos, o evangelista, de 2 Timóteo 4:11 é diferente de João Marcos (de Actos 12:12-25, Actos 13:5-13 e Actos 15:37) e de Marcos, primo de Barnabé (de Colossenses 4:10 e Filemon 24:1). Todos eles pertenceriam aos "Setenta Discípulos" que foram enviados por Jesus para a Judeia, para pregarem o evangelho (veja Lucas 10:1-16). 

De acordo com Eusébio de Cesareia (Hist. Ecl. II.9.1-4), Herodes Agripa I no seu primeiro de governo sob toda a Judeia (41 d.C.) matou Tiago, filho de Zebedeu, e prendeu Pedro, planeando matá-lo após a Páscoa judaica. Pedro foi salvo milagrosamente por anjos e escapou do reino de Herodes (Actos 12:1-19). Depois de muitas viagens pela Ásia Menor e pela Síria, ele chegou a Roma no segundo ano do imperador Cláudio (42 d.C.). No caminho, Pedro encontrou Marcos, o evangelista, e restaurou a sua fé (após ele ter deixado Jesus, em João 6:44-66), e tomou-o como companheiro de viagem e intérprete. A pregação de Pedro na cidade teve tanto sucesso que ele foi presenteado pelos habitantes da cidade com uma estátua e, a pedido da população, Marcos escreveu os sermões de Pedro, compondo assim o Evangelho segundo Marcos (Hist. Ecl. II 15 e 16) antes de partir para Alexandria no terceiro ano de Cláudio (43 d.C.)
Lá, fundou a Igreja de Alexandria, sendo seu Patriarca. Tornou-se assim o primeiro bispo de Alexandria e tem a honra de ser também o fundador do Cristianismo na África. 

Ainda de acordo com Eusébio (Hist. Ecl. II 24.1), o sucessor de Marcos como bispo de Alexandria foi Aniano, no oitavo ano do imperador Nero (62-63 d.C.), provavelmente (mas não certamente) por conta de sua morte. 

Muita confusão já se criou por conta de mistura de Marcos, o evangelista, com João Marcos e o Marcos, primo de Barnabé. Esta mistura acabou provocando uma diminuição de importância de Barnabé, de um verdadeiro "Filho do Conforto" para um que favorece seus parentes sobre outros princípios. Foi para a casa de Maria, mãe de João Marcos, que Pedro retornou após ser libertado da prisão. Esta casa era o local de encontro dos primeiros cristãos, "muitos" dos quais estavam ali rezando na noite em que ele foi libertado (Actos 12:12-17). A mistura com João Marcos levou a diversas especulações. Uma o identifica como o homem que carregou água para a casa onde a Última Ceia foi realizada (Marcos 14:13). Já outra o identifica como sendo o jovem que correu nu quando Jesus foi preso (Marcos 14:51-52). E elas podem até ser verdadeiras para João Marcos, uma vez que era na sua casa que se localizava o quarto superior (das reuniões), mas é improvável que tenha qualquer relação com o evangelista. 

Os coptas ainda defendem que Marcos era um dos servos nas Bodas de Caná, o que despejou a água que Jesus transformou em vinho (João 2:1-11) 

Em Alexandria, na Páscoa do ano de 68, São Marcos teria sido martirizado pelos pagãos que adoravam os deuses gregos. Uma tradição diz que lhe amarraram uma corda ao pescoço e o arrastaram pelas ruas. Outra diz que ele foi morto no altar, quando celebrava a Eucaristia. 

Em 828, os seus restos mortais foram roubados da Alexandria por mercadores venezianos, pois já temiam que elas fossem violadas por vândalos, no fervor do repentino crescimento do islamismo. Eles teriam coberto as relíquias com carne de porco para que os muçulmanos não inspeccionassem a carga. Em Veneza construíram a Basílica de São Marcos, onde ainda hoje as relíquias se encontram. 


 Basílica de S. Marcos em Veneza

Em junho de 1968, Papa Cirilo VI de Alexandria enviou uma delegação não oficial a Roma para receber uma relíquia de São Marcos do Papa Paulo VI. A relíquia era um pequeno pedaço de osso que havia sido presenteado ao Papa romano pelo Cardeal Urbani, Patriarca de Veneza. O Papa Paulo disse que o resto das relíquias do santo permanecerão na cidade. 

O seu dia litúrgico é celebrado a 25 de Abril, dia do seu martírio e morte. 

Créditos;(O blog de Yosheh., Wikipédia, Google, Outros)

segunda-feira, 23 de abril de 2012

S. JORGE - Padre, Militar e Mártir.



Hoje é dia de S. Jorge, padre, militar e mártir. São Jorge nasceu em Capadócia (actual Turquia) no ano 275 d.C. – e terá morrido em 23 de abril de 303 d.C, com apenas 28 anos de idade; foi, de acordo com a tradição, um padre e soldado romano no exército do imperador Diocleciano, venerado como mártir cristão. Na hagiografia, São Jorge é um dos santos mais venerados no catolicismo (tanto na Igreja Católica Romana e na Igreja Ortodoxa como também na Comunhão Anglicana). Também é venerado em diversos cultos das religiões afro-brasileiras, onde é sincretizado na forma de Ogum (Religião de Umbanda). É imortalizado no “conto” (*) em que mata o dragão e também é um dos Catorze santos auxiliares. Considerado como um dos mais proeminentes santos militares, sua memória é celebrada HOJE. No entanto, em Israel, é venerado a 3 de novembro, data em que se comemora a reconstrução da igreja dedicada a ele na Lida (Israel), onde se encontram suas relíquias, erguida a mando do imperador romano Constantino I.

É Santo Padroeiro em diversas partes do mundo: Inglaterra, Portugal, Geórgia, Catalunha, Lituânia, da cidade de Moscovo e, extra-oficialmente, da cidade do Rio de Janeiro (título oficialmente atribuído a São Sebastião), além de ser padroeiro dos Escoteiros, e da Cavalaria do Exército Brasileiro.

Ainda criança, mudou-se para a Palestina com sua mãe após seu pai morrer numa batalha. Sua mãe, ela própria originária da Palestina, Lida, possuía muitos bens e o educou com esmero. Ao atingir a adolescência, Jorge entrou para a carreira das armas, por ser a que mais satisfazia à sua natural índole combativa. Logo foi promovido a capitão do exército romano devido a sua dedicação e habilidade — qualidades que levaram o imperador a lhe conferir o título de conde da Capadócia. Aos 23 anos passou a residir na corte imperial em Nicomédia, exercendo a função de Tribuno Militar.

Nessa altura a sua mãe faleceu e ele, tomando grande parte nas riquezas que lhe ficaram, foi para a corte do Imperador. Jorge, ao ver que havia tanta crueldade contra os cristãos, pareceu-lhe ser a altura conveniente para alcançar a verdadeira salvação e distribuiu com diligência toda a riqueza que tinha aos pobres.

O imperador Diocleciano tinha planos para matar todos os cristãos e no dia marcado para o senado confirmar o decreto imperial, Jorge levantou-se no meio da reunião declarando-se espantado com aquela decisão, e afirmou que os romanos deviam converter-se ao cristianismo.

Todos ficaram atônitos ao ouvirem estas palavras de um membro da suprema corte romana, defendendo com grande ousadia a fé em Jesus Cristo. Indagado por um cônsul sobre a origem dessa ousadia, Jorge prontamente respondeu-lhe que era por causa da Verdade. O tal cônsul, não satisfeito, quis saber: "O que é a Verdade?". Jorge respondeu-lhe: "A Verdade é meu Senhor Jesus Cristo, a quem vós perseguis, e eu sou servo de meu redentor Jesus Cristo, e Nele confiando me pus no meio de vós para dar testemunho da Verdade." 

Como Jorge se mantinha fiel ao cristianismo, o imperador tentou fazê-lo desistir da fé torturando-o de vários modos. E, após cada tortura, era levado perante o imperador, que lhe perguntava se renegaria a Jesus para adorar os ídolos. Todavia, Jorge reafirmava sua fé, tendo seu martírio aos poucos ganho notoriedade e muitos romanos tomando as dores daquele jovem soldado, inclusivé a mulher do imperador, converteram-se ao cristianismo.


Finalmente, Diocleciano, não tendo êxito, mandou degolá-lo no dia 23 de abril de 303, em Nicomédia (Ásia Menor). 


Pensa-se que os Cruzados ingleses que ajudaram o Rei Dom Afonso Henriques a conquistar Lisboa, em 1147 terão sido os primeiros a trazer a devoção a São Jorge para Portugal. No entanto, só no reinado de Dom Afonso IV de Portugal é que o uso de "São Jorge!" como grito de batalha se tornou regra, substituindo o anterior "Sant'Iago!".

O Santo Dom Nuno Álvares Pereira, Condestável do Reino, considerava São Jorge o responsável pela vitória portuguesa na batalha de Aljubarrota. O Rei Dom João I de Portugal era também um devoto do Santo, e foi no seu reinado que São Jorge substituiu Santiago como padroeiro de Portugal. Em 1387, ordenou que a sua imagem a cavalo fosse transportada na procissão do corpo de Cristo. Assim, séculos mais tarde, chegaria ao Brasil.


Castelo de S. Jorge, em Lisboa

* Lenda do dragão e da princesa (CONTO): 

Baladas medievais contam que Jorge era filho de Lorde Albert de Coventry. Sua mãe morreu ao dá-lo à luz e o recém nascido Jorge foi roubado pela Dama do Bosque para que pudesse, mais tarde, fazer proezas com suas armas. O corpo de Jorge possuia três marcas: um dragão em seu peito, uma jarreira em volta de uma das pernas e uma cruz vermelho-sangue no braço. Ao crescer e adquirir a idade adulta, ele primeiro lutou contra os sarracenos e, depois de viajar durante muitos meses por terra e mar, foi para Sylén, uma cidade da Líbia.

Nesta cidade, Jorge encontrou um pobre eremita que lhe disse que toda a cidade estava em sofrimento, pois lá existia um enorme dragão cujo hálito venenoso podia matar toda uma cidade, e cuja pele não poderia ser perfurada nem por lança e nem por espada. O eremita lhe disse que todos os dias o dragão exigia o sacrifício de uma bela donzela e que todas as meninas da cidade haviam sido mortas, só restando a filha do rei, Sabra, que seria sacrificada no dia seguinte ou dada em casamento ao campeão que matasse o dragão.

Ao ouvir a história, Jorge ficou determinado em salvar a princesa. Ele passou a noite na cabana do eremita e quando amanheceu partiu para o vale onde o dragão morava. Ao chegar lá, viu um pequeno cortejo de mulheres lideradas por uma bela moça vestindo trajes de pura seda árabe. Era a princesa, que estava sendo conduzida pelas mulheres para o local do sacrifício. São Jorge se colocou na frente das mulheres com seu cavalo e, com bravas palavras, convenceu a princesa a voltar para casa.

O dragão, ao ver Jorge, sai de sua caverna, rosnando tão alto quanto o som de trovões. Mas Jorge não sente medo e enterra a sua lança na garganta do monstro, matando-o. Como o rei do Marrocos e do Egipto não queria ver sua filha casada com um cristão, envia São Jorge para a Pérsia e ordena que seus homens o matem. Jorge livra-se do perigo e leva Sabra para a Inglaterra, onde se casa e vive feliz com ela até o dia de sua morte, na cidade de Coventry.

De acordo com a outra versão, Jorge acampou com sua armada romana próximo a Salone, na Líbia. Lá existia um gigantesco crocodilo alado que estava devorando os habitantes da cidade, que buscaram refúgio nas muralhas desta. Ninguém podia entrar ou sair da cidade, pois o enorme crocodilo alado se posicionava em frente a estas. O hálito da criatura era tão venenoso que pessoas próximas podiam morrer envenenadas. Com o intuito de manter a besta longe da cidade, a cada dia ovelhas eram oferecidas à fera até estas terminarem e logo crianças passaram a ser sacrificadas.

O sacrifício caiu então sobre a filha do rei, Sabra, uma menina de quatorze anos. Vestida como se fosse para o seu próprio casamento, a menina deixou a muralha da cidade e ficou à espera da criatura. Jorge, o tribuno, ao ficar sabendo da história, decidiu pôr fim ao episódio, montou o seu cavalo branco e foi até ao reino resgatá-la. Jorge foi até o reino resgatá-la, mas antes fez o rei jurar que se a trouxesse de volta, ele e todos os seus súbditos se converteriam ao cristianismo. Após tal juramento, Jorge partiu atrás da princesa e do "dragão". Ao encontrar a fera, Jorge atingiu-a com a sua lança, mas esta se despedaçou ao ir de encontro à pele do monstro e, com o impacto, São Jorge caiu de seu cavalo. Ao cair, ele rolou o seu corpo, até uma árvore de laranjeira, onde ficou protegido por ela do veneno do dragão até recuperar as suas forças.

Ao ficar pronto para lutar novamente, Jorge acertou na cabeça do dragão com a sua poderosa espada Ascalon. O dragão derramou então o veneno sobre ele, dividindo a sua armadura em dois pedaços. Uma vez mais, Jorge busca a protecção da laranjeira e em seguida, crava a sua espada sob a asa do dragão, onde não havia escamas, de modo que a besta caiu muito ferida aos seus pés. Jorge amarrou uma corda no pescoço da fera e arrastou-a para a cidade, trazendo a princesa consigo. A princesa, conduzindo o dragão como um cordeiro, voltou para a segurança das muralhas da cidade. Lá, Jorge cortou a cabeça da fera na frente de todos e as pessoas de toda cidade se tornaram cristãs.

O dragão (o demônio) simbolizaria a idolatria destruída com as armas da Fé. Já a donzela que o santo defendeu representaria a província da qual ele extirpou as heresias.


Créditos:(Wikipédia, Google, Outros)

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

S.Paulo Miki e os seus 24 companheiros - Mártires...






São Paulo Miki
(Tsunokuni, Japão, 1562 ou 1564 - Nagasaki, 5 de fevereiro de 1597) foi um religioso (Jesuíta) e mártir católico do Japão. 


Paulo Miki era filho de um renomado militar, membro de uma família samurai da província de Harima, foi catequista, ingressou na Companhia de Jesus ordenando-se sacerdote, e ficou conhecido como excelente pregador e orador. 

A fé cristã chegou ao Japão em 1549, por intermédio de São Francisco Xavier que começou a  trabalhar sozinho. Cerca de 20 anos depois de sua morte a comunidade já contava com mais de 20 mil pessoas. Desde 1587 a religião cristã estava proibida no Japão, mas entretanto estava a ser  tolerada até a conquista das Filipinas pelos espanhóis em 1594, facto que fez os dirigentes japoneses ligarem o cristianismo ao colonialismo europeu, o que determinou o início da perseguição aos cristãos. 

São Paulo Miki e os seus 24 companheiros foram feitos prisioneiros pelos soldados de Toyotomi Hideyoshi, senhor feudal que unificou o Japão, submetidos a torturas e depois, crucificados em Nagasaki, em 1597, na colina Nishizaka. Seis deles eram missionários franciscanos, três eram jesuítas, 15 eram da Ordem Terceira de São Francisco. Havia entre eles três adolescentes, de 11 a 15 anos de idade. 

Então os quatro carrascos começaram a tirar as espadas daquelas bainhas que costumam usar os japoneses. Ao verem o seu aspecto terrível todos os fiéis gritaram «Jesus, Maria», e soltaram um grito de tristeza que chegou ao céu. E os carrascos, com dois golpes, em pouco tempo os mataram a todos. Morreram cantando o Te Deum

Antes de morrer, São Paulo Miki ainda discursou dizendo: que ninguém poderia duvidar de sua sinceridade e fé e muito menos de que o único caminho para a salvação é através de Jesus Cristo. Sobre este episódio diz o Cardeal Ratzinger: Os relatos sobre o martírio dos primeiros cristãos japoneses assemelham-se de maneira surpreendente ao que sabemos sobre as testemunhas da fé da Igreja primitiva. Não havia neles a menor sombra de fanatismo. Também não percebemos o menor indício de ódio, nem de desespero, nem qualquer dúvida sobre se não teriam apostado num falso Deus, mas apenas uma enorme certeza e uma serena alegria. (Da homilia na memória de São Paulo Miki e companheiros mártires, no Seminário da Santíssima Trindade, Dallas, Texas, 6 de fevereiro de 1991).

Os mártires foram canonizados em 1862 pelo Papa Pio IX. 

O dia litúrgico destes "25 Mártires" foi ontem, dia 6 de Fevereiro.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Santa Inês - Virgem e mártir



SANTA INÊS

Santa Inês (Roma, 304 - Roma 317) é uma Virgem Mártir, venerada como Santa pela Igreja Católica Apostólica Romana e por outras denominações cristãs. É a padroeira da castidade, dos jardineiros, moças, noivos, vítimas de violação e virgens. A sua memória litúrgica comemora-se a 21 de Janeiro (Hoje).

Viveu em Roma, onde foi martirizada em 304. Nobre, descendia da poderosa família Cláudia e desde pequena foi educada pelos pais na fé cristã. Cresceu virtuosa e decidiu consagrar a sua pureza a Deus, resistindo às investidas dos jovens mais ricos da nobreza romana, desejosos de seu amor.

Tinha 13 anos quando foi cobiçada, por sua extraordinária beleza, riqueza e virtude, pelo jovem Fúlvio, filho do Prefeito de Roma, Simprônio. Como o rejeitou, Inês foi levada a julgamento e obrigada a manter o fogo sagrado aceso de um templo dedicado à Vesta, deusa romana do lar e do fogo, o que se recusou a fazer, dizendo: "Se recusei seu filho, que é um homem vivo, como pode pensar que eu aceite prestar honras a uma estátua que nada significa para mim? Meu esposo não é desta terra" (Jesus Cristo). "Sou jovem, é verdade, mas a fé não se mede pelos anos e sim pelos sentimentos. Deus mede a alma, não a idade. Quanto aos deuses, podem até ficar furiosos, que eu não os temo. Meu Deus é amor." Por isso foi condenada a ser exposta nua num prostíbulo no Circo Agnolo (hoje praça Navona, onde se ergue a Basílica de Santa Inês in Agone). Diz a história que, introduzida no local da desonra, uma luz celestial a protegeu e ninguém ousou aproximar-se dela. Seus cabelos cresceram maravilhosamente cobrindo seu corpo. Ao ser defendida por um anjo guardião, um dos seus lascivos pretendentes caiu morto, mas a santa, apiedada, orou a Deus e o ressuscitou. Temeroso, o Prefeito Simprônio passou o caso ao seu cruel substituto, Aspásio. Após novo interrogatório, a menina foi condenada a morrer queimada. As chamas também não a tocaram, voltando-se contra seus algozes e matando muitos deles. Foi por fim decapitada, a mando do vice-prefeito de Roma, Aspásio.

Seus pais sepultaram o seu corpo num terreno próximo da Via Nomentana, onde a princesa Constantina, filha do imperador Constantino mandou erguer a majestosa basílica de Santa Inês Fora dos Muros, palco de grandes milagres por intermédio da santa virgem.

A história conta que oito dias depois da morte, apareceu em grande glória aos pais que rezavam em seu túmulo, segurando um cordeirinho branco e cercada de muitas virgens e anjos e anunciou-lhes a sua grande felicidade no céu.

É também conhecida como Santa Inês de Roma ou Santa Agnes. Centenas de igrejas foram nomeadas em sua honra. A mais célebre está em Roma, Sant'Agnese fuori le mura. Exames forenses realizados no crânio da jovem que se encontrava no tesouro de relíquias do "Sancta Sanctorum" da Basílica de Latrão recentemente comprovam que se trata realmente de uma menina de 13 anos. Hoje, a cabeça de Santa Inês encontra-se na Igreja de Santa Inês em Agonia (Sant'Agnese in Agone), localizada na Praça Navona, em Roma.

Nos quadros é representada frequentemente com um cordeiro junto a si, até porque o seu nome provém do latim "agnus" (cordeiro) e um lírio, símbolo da pureza.

(Créditos: Wikipédia/Google)

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

S. Estêvão - Diácono e Protomártir da Igreja...



SANTO ESTÊVÃO - O Primeiro Mártir do Cristianismo

Santo Estêvão (Estefan) é considerado santo por algumas das denominações cristãs (católica, ortodoxa e a anglicana). É celebrado em 26 de Dezembro no Ocidente e em 27 de Dezembro no Oriente por tais denominações. Ele também está listado entre os Setenta Discípulos.

Segundo os Actos dos Apóstolos (6:5), Estêvão foi um dos sete primeiros diáconos da igreja nascente, logo após a morte e Ressurreição de Jesus, pregando os ensinamentos de Cristo e convertendo tanto judeus como gentios. Segundo Étienne Trocmé, Estevão pertencia a um grupo de cristãos que pregavam uma mensagem mais radical, um grupo que ficou conhecido como os Helenistas, já que os seus membros tinham nomes gregos e eram educados na cultura grega e que separou do grupo dos doze apóstolos. Também eram conhecidos como o grupo dos 7. Santo Estêvão dá uma prova de grande pregador, com o dom de descrever o poder da graça e o poder de fazer milagres.

Entre os anos 34 a 40 d.C. foi detido pelas autoridades judaicas. Seu martírio foi contado nos Actos (6-7) e ocorreu porque ele acabou tendo uma posição proeminente como pregador e trouxe a inimizade de um grupo de judeus em Jerusalém. Levado a presença de Sanhedrin ele defendeu-se com paixão e eloquência (Actos 7:2-53) mas não fez nada para suavizar a ira dos seu inimigos. Foi arrastado para fora da cidade e apedrejado até a morte (Act, 8) de acordo com a Lei Moisaica.

Entre os presentes na execução, estaria Paulo de Tarso, o futuro São Paulo, ainda durante os seus dias de perseguidor de cristãos.

As últimas palavras de Santo Estêvão terão sido:"Senhor não lhes imputeis este pecado".

O seu nome vem do grego(Stephanós), o qual se traduz para aramaico como Kelil, significando coroa - e Santo Estêvão é, de resto, representado com a coroa de martírio da cristandade, recordando assim o facto de se tratar do primeiro cristão a morrer pela sua fé - o protomártir.

Durante os primeiros século do cristianismo, o túmulo de Estêvão achou-se perdido, até que em 415 (talvez pela crescente pressão dos peregrinos que se deslocavam à Terra Santa), um certo padre, de nome Luciano, terá dito ter tido uma revelação onírica de onde se encontrava a tumba do mártir, algures na povoação de Caphar Gamala, a alguns quilómetros a Norte de Jerusalém. Foi enterrado como um homem devoto e sua morte teria sido muito lamentada. Uma Igreja foi construída em sua honra perto em Damasco, pela imperatriz Eudoxia (455-460).

Gregório de Tours afirmou mais tarde que foi por intercessão de Santo Estêvão, que um oratório a ele dedicado, na cidade de Metz, onde se guardavam relíquias do santo, foi o único local da cidade que escapou ao incêndio que os Hunos lhe deitaram, no dia de Páscoa de 451.

O culto de Santo Estêvão encontra-se associado à festa dos rapazes nas aldeias de Trás-os-Montes, integradas no ciclo de festividades do Solstício do Inverno, no período que decorre do dia 24 de Dezembro ao dia 6 de Janeiro, e que no passado pagão terão sido dedicadas ao culto do Sol, num ritual em que intervêm os caretos, as máscaras tradicionais do extremo nordeste de Portugal .

(Créditos: Wikipédia/Blog spedeus/Google)


quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Dia de S. ANDRÉ - Apóstolo e Mártir...



S. ANDRÉ (Andreas; século I d.C.), conhecido na tradição ortodoxa como Protocletos,

(o "primeiro [a ser]
chamado")
,

foi um APÓSTOLO CRISTÃO, irmão de São Pedro.


O Novo Testamento regista que Santo André era irmão de São Pedro, pelo que se pode concluir que ele também era filho de Jonas, ou João (Mateus 16:17; João 1:42). Nasceu em Betsaida, às margens do Mar da Galileia (João 1:44). Tanto ele quanto seu irmão Pedro eram pescadores, por profissão, e segundo a tradição Jesus teria-os chamado para serem seus discípulos dizendo que faria deles "pescadores de homens". André também teria ocupado a mesma casa que Jesus, no início da vida pública deste, em Cafarnaum. (Marcos 1:21-29) .

O Evangelho segundo João conta que André era um discípulo de João Baptista, cujo testemunho levou o próprio André e João, o Evangelista, a seguirem Jesus (João 1:35-40). André imediatamente reconheceu Jesus como o Messias, e apressou-se a apresentá-lo a seu irmão (João 1:41). A partir daí os dois irmãos se tornaram discípulos fiéis de Jesus. Numa ocasião posterior, antes do derradeiro chamado ao apostolado, passaram a ser companheiros mais íntimos, e abandonaram todos os seus pertences para seguir Jesus (Lucas 5:11; Mateus 4:19-20; Marcos 1:17-18).

André é mencionado nos evangelhos como estando presente em diversas ocasiões de importância, como um dos discípulos mais próximos de Jesus (Marcos 13:3; João 6:8, João 12:22); os Actos dos Apóstolos apenas o mencionam uma única vez (Actos 1:13).

Eusébio de Cesareia, citando Orígenes, conta que André pregou na Ásia Menor e na Cítia, ao longo do mar Negro, chegando até o rio Volga e Kiev - daí que se tenha tornado padroeiro da Romênia e da Rússia. De acordo com a tradição, teria fundado a sede de Bizâncio (Constantinopla), em 38 d.C., e instaurado Estácio como bispo. Esta diocese iria posteriormente transformar-se no Patriarcado de Constantinopla, do qual André é reconhecido como santo padroeiro.


André teria sofrido o martírio através da crucifixão, em Patras (Patrae), na Aquéia (Grécia) no ano 60 d.C. Segundo a tradição, André teria sido crucificado numa cruz do tipo conhecido como Crux decussata ("cruz em forma de 'x'"), comumente conhecida como "cruz de Santo André", e que isto teria sido feito a pedido dele próprio, que se julgava indigno de ser crucificado no mesmo tipo de cruz que havia sido usada para crucificar Cristo.

O destino de suas relíquias varia de acordo com as diversas tradições de sua lenda; seus ossos, inicialmente em Patras, cidade da qual Santo André é o patrono, teriam sido levados para Constantinopla, por decreto imperial, onde foram exibidas num triunfo magnífico em 3 de março de 357, quando chegaram à capital do Império Romano do Oriente, até seu lugar de repouso final, na Igreja dos Apóstolos. Durante a Quarta Cruzada (1203/1204) foram roubadas pelos cruzados - supostamente para protegê-los dos turcos. A cabeça do santo, considerada um dos tesouros da Basílica de São Pedro, seria um presente do déspota bizantino Tomás Paleólogo ao papa Pio II, em 1461. Recentemente, por decisão do papa Paulo VI, em 1964, as relíquias que ainda eram mantidas no Vaticano, que consistiam de um dedo, parte do topo do crânio e pequenos pedaços da cruz, foram enviadas de volta a Patras - onde são mantidas na Igreja de Santo André, num santuário especial, e reverenciados anualmente a 30 de novembro - acto que foi visto como um gesto de reaproximação entre as igrejas Romana e Ortodoxa. Uma tradição escocesa afirma que as relíquias teriam sido levadas para o país, mais especificamente a cidade que leva o seu nome, Saint Andrews; a bandeira da Escócia apresentaria a sua cruz, que, após a união da Escócia com a Inglaterra, também passaria a fazer parte da bandeira do Reino Unido.


Relicário contendo restos de Santo André, em Patras.

Dia litúrgico de S. André - 30 de Novembro (Hoje).

(Créditos: Wikipédia/Google)

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Dia de S. Simão (o zelador ou o cananeu) e S. Judas Tadeu - Apóstolos, Santos e mártires...



Celebra-se hoje o dia litúrgico dos Santos SIMÃO (O Zelador ou O Cananeu) e JUDAS TADEU, 2 dos 12 Apóstolos que Jesus escolheu e que estiveram presentes na Última Ceia. (Foram 2 de 5 irmãos, todos primos de Jesus).



S. SIMÃO:

Simão era filho de Alphaeus - Alfeu (Cleophas) e de Maria Cleophas. Cleophas era irmão de São José e Maria Cleophas irmã da Virgem Maria. Nasceu em Caná, na Galileia, Palestina. Logo, Simão era primo de Jesus. Dos 12 Apóstolos, tirando Judas Iscariotes, é o mais desconhecido...

Alfeu, era também conhecido por Cleophas, ou Alfeu e Cleophas eram 2 homens distintos? É que, a serem 2 pessoas, Simão será só meio irmão de Judas, dado que Simão é filho de Alfeu e Maria, mas Tadeu seria filho de Cleophas e de Maria. (???)


Estudiosos sustentam que José era viúvo quando foi escolhido para se casar com a Virgem Maria e ser o pai de Jesus; e tinha vários filhos sendo um deles de nome Simão.(Judas, Justus, Tiago e Simão e as filhas Assia e Lídia).(???). Nada disto se confirma.

A palavra grega Cananeu e a palavra Zelote, derivada do aramaico, significam a mesma coisa: "zeloso". Supõe-se por esse apelido que Simão pertencia à seita judaica conhecida como zelotes.

O momento no qual se ocorreu o chamamento de Simão para se unir aos apóstolos não é muito claro na Bíblia. Sabe-se apenas que foi convidado ao mesmo tempo que André, Simão Pedro, Tiago-Maior e João (o Evangelista), [filhos de Zebedeu e de Maria Salomé], Judas Iscariotes e Judas Tadeu.

Não se sabe ao certo qual teria sido o ministério de Simão posteriormente. Algumas tradições o colocam como grande auxiliador no estabelecimento do cristianismo no Egipto, juntamente com São Marcos e São Filipe e na Síria. Sua pregação era bem parecida com a dos outros quatro Apóstolos que foram para o Oriente, tida por alguns como ascética e judaica, tal como aquelas preservadas na Epístola canônica de Judas.

Também chamado de Canaanite, ele era um dos apóstolos e foi mencionado varias vezes no Novo Testamento. Conhecido como o Zeloso (Luc 6:15 e Actos1:13) por sua dura obediência à lei dos judeus, Simão foi um dos primeiros discípulos de Jesus. Foi bispo em Jerusalém, após Tiago.

É dito ainda que foi avisado por um anjo da destruição Jerusalém em 66 d.C. e levou os cristãos para a cidade de Pella e lá ficaram até seu retorno seguro em 70 d.C. . Euzebius e Epiphanius asseguram que a Igreja floresceu em Pella e multidões de judeus foram convertidos pelo grande número de prodígios e milagres de São Simão.

Segundo a tradição durante as perseguições de Atticus sob as ordens do Imperador Trajano, Simão foi preso torturado e crucificado e teria 102 ou 120 anos na época. Atticus e os executores teriam expressado admiração pela força e fé de Simão durante o seu martírio. Teria sido morto na Pérsia(?). Encontrou o martírio na cruz ou, segundo outras tradições menos seguras, pela fogueira, na Armênia(?). Mas a tradição católica diz que Simão foi martirizado sendo cortado ao meio vivo por um serrote.

(Outra versão inclui a assertiva de que ele teria morrido calmamente em Edessa, com 106 anos e governado a igreja durante 43 anos).(???).

Na arte litúrgica da Igreja ele é representado segurando um peixe ou uma serra ou com em um barco segurando um remo.



S. JUDAS TADEU:

São Judas Tadeu, nasceu em Caná de Galiléia, na Palestina, e também era filho de Alfeu (Cleophas) que morreu martirizado, ( Cleophas era irmão de São José) e de Maria Cleophas,( irmã de Nossa Senhora) assim era também primo de Jesus e diziam que se parecia muito com Ele.

Era conhecido também por Judas Thadeus ou Judas Lebeus.

Alguns especialistas acham que São Simão, o apóstolo, era o noivo do casamento no qual Jesus transformou a água em vinho (Bodas de Canã). São Judas assistiu de perto ao milagre e estudiosos dizem que isto foi a causa de Judas Tadeu se tornar um seguidor quase fanático de Jesus. Lucas também chama Judas o "Zelote"(o fanático) (Luc 6:15). Outros escolares acham que o "zelote" seria zeloso e não fanático devido ao fervor com que São Judas Tadeu seguia a lei judaica e mais tarde os ensinamentos de Jesus.

Porém, conforme conta o historiador Eusébio, Judas Tadeu teria sido o esposo nas núpcias de Caná (bodas de Caná), isso explicaria a presença de Maria e de Jesus.(???). Tudo leva a crer que isto não é verdade e que o noivo seria S. Simão (O zelote), seu irmão.

Ele é o autor do menor dos livros do Novo Testamento :
"A carta de Judas"; embora no versículo 17 desta carta, deixa uma dúvida de que talvez os apóstolos de Jesus já haviam morrido.
A carta de Judas foi escrita por um homem apaixonado e preocupado com a pureza da fé cristã e a boa reputação do povo cristão. O escritor diz que ele planeava escrever um carta diferente, mas ouvindo os pontos de vista errados de falsos professores da comunidade cristã ele urgentemente escreveu esta carta para alertar a Igreja para se acautelar contra eles.

Na arte litúrgica da Igreja São Judas Tadeu é mostrado como um homem de meia idade com uma serra ou um livro ou um barco. Algumas vezes ele é mostrado segurando um remo e algumas vezes um peixe.

Ele é venerado como um dos mais populares santos da Igreja e é considerado o patrono das causas perdidas.

O atributo de São Judas é a maçã. Ele também é geralmente mostrado nos ícones com uma chama à volta da cabeça, que representa a sua presença durante o Pentecostes, quando ele recebeu o Espírito Santo juntamente com os outros Doze apóstolos. Outro atributo comum é ver Judas Tadeu segurando uma imagem de Jesus Cristo, a imagem de Edessa. Em algumas ocorrências, ele pode ser visto segurando um rolo ou um livro (supostamente a Epístola de Judas) ou uma régua de carpinteiro.

Um de seus irmãos, Tiago, também foi chamado por Jesus para ser apóstolo. Era chamado de Tiago Menor para diferenciar do outro apóstolo Tiago que, por ser mais velho que o primeiro, era chamado de Maior.

O relacionamento da família de Judas Tadeu com o próprio Jesus Cristo, pelo que se consegue perceber na Bíblia é o seguinte: Alfeu (Cleofas) era um dos discípulos a quem Jesus apareceu no caminho de Emaús, no dia da ressurreição. Maria Cleofas, uma das piedosas mulheres que tinham seguido a Jesus desde a Galiléia e permaneceram ao pé da cruz, no Calvário, junto com Maria Santíssima .

Eram 5 irmãos: Tiago Menor foi um dos doze apóstolos, que se tomou o primeiro bispo de Jerusalém. José, apenas conhecido como o Justo. Simão foi o segundo bispo de Jerusalém, após Tiago. E Maria Salomé, a única irmã, foi mãe dos apóstolos Tiago Maior e João evangelista.

É de se supor que houve muita convivência de Judas Tadeu com o primo e os tios. Essa fraterna convivência, além do parentesco, pode ter levado são Marcos a citar Judas e os irmãos como irmãos de Jesus (Mc 6,3).(???) Nada disto se confirma.

São Jerônimo nos assegura que o Apóstolo pregou e evangelizou Edessa, bem como em toda Mesopotâmia (Pérsia).

No ano 70 d.C., foi martirizado de modo cruel, violento e desumano; morrendo a golpes de machado, desferidos por sacerdotes pagãos, por se recusar a prestar culto à deusa Diana.

A tradição ocidental baseada nos contos apócrifos da "Paixão de Simão e Judas" diz que após pregarem no Egipto, Simão juntou-se a Judas e foram em missões para a Pérsia. Lendas do século sexto descrevem o martírio de ambos Simão e Judas na cidade de Sufian(Siani); (...embora a tradição oriental diga que Simão morreu pacificamente em Edessa)(???).

Devido ao seu martírio, São Judas Tadeu é representado em suas imagens/estátuas segurando um livro, simbolizando a palavra que anunciou, e uma machadinha, o instrumento de seu martírio, embora também se encontrem escritos que ele terá sido morto e depois serrado.


Suas relíquias atualmente são veneradas na Basílica de São Pedro, em Roma. Sua festa litúrgica celebra-se, todos os anos, na provável data de sua morte: 28 de outubro de 70 (d.C.).



(Créditos: Wikipédia,blog cademeusanto.com.br, Biodosantos, Google, Joseph1, outros)

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Dia de S. MATEUS - Apóstolo, Evangelista e Mártir.




...S.Mateus Evangelista é, pelo relato dos Padres da Igreja, o autor do Evangelho de Mateus e um dos Doze Apóstolos presentes na ÚLTIMA CEIA. Filho de Alfeu, nasceu em (?), em Cafarnaum (?) e veio a morrer no ano 72 d.C.(?) em Hierápolis ou Etiópia.(Há dúvidas quanto à natureza da morte: se natural ou martirizado. As Igrejas Católica e Ortodoxa dizem que ele foi mártir!)*. Era o mais instruído dos "12"Apóstolos escolhidos por JESUS.

*Do ponto de vista cristão e dentro do contexto do Novo Testamento pode-se dizer que mártir é aquele que preferiu morrer a renunciar à sua fé, por defender a veracidade do que consiste "a Palavra de Deus" entregando a própria vida para este fim, para que a essência desta verdade fosse preservada.

Durante a ocupação romana, que se iniciou em 63 a.C. com a conquista de Pompeu, Mateus colectava impostos do povo hebreu para Herodes Antipas, o tetrarca da Galileia. Sua colectoria estava localizada em Cafarnaum. Judeus que enriqueciam desta maneira eram desprezados e considerados párias. Porém, como um colector de impostos, ele deve ter alfabetizado em aramaico (ainda que provavelmente não em grego e nem em latim).

Foi neste cenário, perto de onde hoje está Almagor, que Jesus convidou Mateus para ser um dos Doze Apóstolos. Após o chamado, Mateus convidou Jesus para um banquete em sua casa. Ao ver isto, os escribas e os fariseus criticaram Jesus por cear com colectores de impostos e pecadores. A provocação fez Jesus responder, «Não vim chamar os justos, mas os pecadores ao arrependimento.» (Lucas 5:29).

O ministério de Mateus no Novo Testamento é bastante complexo de atestar. Quando ele é mencionado, é geralmente junto com Tomé. Como discípulo, ele seguiu Cristo e foi uma das testemunhas da Ressurreição e da Ascensão. Depois, Mateus, Maria, Tiago e outros seguidores próximos a Jesus recolheram-se ao cenáculo em Jerusalém. Na mesma época, Tiago sucedeu a Jesus como líder da igreja de Jerusalém.

Eles permaneceram nas redondezas de Jerusalém e proclamaram que Jesus, filho de José, era o Messias prometido nas profecias. Acredita-se que estes primeiros cristãos judeus eram chamados de nazarenos. É quase certo que Mateus era um deles, uma vez que tanto o Novo Testamento quanto o "Talmud"(Registo das Discussões Rabínicas) assim atestam.

Orígenes afirma que o primeiro evangelho foi escrito por Mateus. Este evangelho foi escrito em hebraico em Jerusalém para ser utilizado por cristãos-judeus e traduzido para o grego, embora esta tradução não tenha sobrevivido. Uma cópia do original hebraico era mantido na Biblioteca Teológica de Cesareia Marítima. A comunidade nazarena transcreveu uma cópia para Jerónimo, que a utilizou em sua obra De Viris Illustribus. O Evangelho de Mateus era então chamado de "Evangelho dos Hebreus" ou, às vezes, "Evangelho dos Apóstolos" e acredita-se que ele foi o original "Mateus grego" encontrado na Bíblia.

Há teorias várias, entre elas..."o evangelho canônico de Mateus foi escrito em grego por alguém que não foi testemunha ocular e cujo nome é desconhecido para nós e que dependia de fontes como o Evangelho de Marcos"...(Raymond E. Brown)

O seu principal Templo é a Catedral de Salerno, em Itália. É venerado pelos Católicos, Ortodoxos, Anglicanos e Luteranos, no dia de HOJE.

(Net/Bíblia/Ev.S.Mateus)