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quarta-feira, 11 de julho de 2012

S. BENTO - Abade e Patrono da Europa.




S. BENTO, nasceu em Núrsia (Umbria) – Itália no no dia 24 de Março do ano 480, e previu o dia da sua morte; Morreu numa Quinta-Feira Santa, “DE PÉ” com as mãos levantadas aos Céus, e os lábios pronunciando uma última oração, no dia 21 de Março do ano 547. (aos 67 anos de idade); era filho de uma família nobre e, por isso, foi enviado para Roma, para estudar.

Depressa, contudo, deixou esta cidade por causa da imoralidade reinante e refugiou-se numa gruta existente num vale, perto de Subiaco. Ali se consagrou exclusivamente ao silêncio e à oração. Ao fim de poucos anos era grande a fama da sua santidade. A pedido dos religiosos e duns monges, tomou o cargo de Abade  dum mosteiro ali perto mas exigia a todos o caminho da perfeição. Os tíbios monges, arrependidos da escolha, decidiram matá-lo COLOCANDO VENENO NO SEU VINHO.
O Santo ao traçar um grande Sinal da Cruz sobre a taça de cristal que lhe foi apresentada, esta DESPEDAÇOU-SE. Compreendendo bem o que isso significava, Bento abandonou no mesmo dia o mosteiro e regressou à sua gruta.

Atraídos pelo brilho das suas virtudes e fama dos seus milagres, muitos varões foram para junto da sua gruta para viverem sob sua direcção. Ao todo, São Bento acabou por erigir doze mosteiros, escolhendo 1 abade para cada um. “Estava fundada a ORDEM BENEDITINA”.

Sentindo-se moralmente perseguido, Bento retirou de Subiaco e dirigiu-se a Cassino, perto de Nápoles. Havia lá um templo pagão no qual camponeses da região rendiam culto a Apolo. S. Bento destruiu o ídolo e ergueu ali uma igreja com um oratório a S. João Baptista e outro a S. Martinho de Tours, de quem era grande devoto.

Depois deu início à construção do famoso mosteiro de MONTE CASSINO, cujo único arquitecto foi o próprio Bento  e os construtores os monges. Bispos, abades, princípes e homens de todas as classes visitavam o Santo, quer para lhe pedir um conselho, quer pela amizade e estima que tinham por ele.
Enquanto erguia o edifício do novo mosteiro, São Bento erigia interiormente a Obra Beneditina sobre uma base mais firme que a rocha, escrevendo sua inspirada e famosíssima Regra dos Monges. Com o seu conhecido lema “Ora et labora” (Reza e trabalha), a Regra tem o mérito de harmonizar no monge a oração e a acção.

A Ordem de São Bento teve um extraordinário surto de desenvolvimento a patir do Séc. X com a fundação da Abadia de Cluny. No seu apogeu 17 mil Mosteiros estavam subordinados a ela. Nações inteiras foram convertidas à Fé Cristã pelos discípulos do Santo Patriarca. Muitas famosas Universidades – Paris, Cambridge, Bolonha, Oviedo, Salamanca, Salzburgo – nasceram como desdobramento de colégios beneditinos.

São atribuídos a S. Bento numerosos milagres, os quais estão incluídos na clássica obra do Papa São Gregório Magno, datada de 593. Destacam-se 4:

-O pão envenenado lançado longe por um corvo
-A Ressurreição de um morto.
-A taça de cristal quebrada com o sinal da cruz (descrito acima).
-O pão envenenado e o corvo.



São Bento é venerado em Portugal no Santuário de São Bento da Porta Aberta, no Alto da Caniçada, que foi erguido a partir de 1614. Também está ligado aos Monges Beneditenses o Santuário de Nossa Senhora da Abadia, sito a 4 kms. do Mosteiro de Santa Maria do Bouro, todos sitos no GERÊS.

Séculos mais tarde, o Papa PIO XII chamou S. Bento de “PAI DA EUROPA”; e desta mesma o constituiu o Papa PAULO VI, Patrono, em 1964, no dia 11 de Julho.

É considerado um dos maiores Santos das Igrejas Católica, Ortodoxa, Luterana e Anglicana, tendo sido canonizado em 1220.

Reconhecendo a importância fundamental deste Santo na difusão do Cristianismo na Europa e na conservação da sua unidade, o Cardeal Ratzinger escolheu o nome de BENTO quando foi eleito papa (BENTO XVI).

O Dia Litúrgico de S. Bento é hoje, na data da sua elevação a Patrono (Padroeiro) da EUROPA.

(Créditos: Wikipédia/LivrodeS.Bento/Outros).

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Dia de S. TEOTÓNIO - Presbítero e 1º. Santo Português.


 
São Teotónio (D. Telo) (N: Ganfei, Valença do Minho, 1082 - F: Coimbra, 18 de Fevereiro de 1162) foi um religioso (presbítero)  português do século XII, tendo sido canonizado pela Igreja Católica.


Formado em teologia e filosofia em Coimbra e Viseu, tornou-se prior da Sé desta última cidade em 1112. Foi em peregrinação a Jerusalém, e ao regressar quiseram-lhe oferecer o bispado de Viseu, o que recusou. 

Tornou-se um dos aliados do jovem infante Afonso Henriques na sua luta contra a mãe, Teresa de Leão, dizendo a lenda que teria chegado a excomungá-la. Teve assim acção directa no nascimento e nos primeiros anos de Portugal.  Mais tarde, seria conselheiro do então já rei Afonso I de Portugal. 

Entretanto, foi de novo em peregrinação à Terra Santa, onde quis ficar; regressou porém a Portugal (1132), desta feita a Coimbra, onde foi um dos co-fundadores, juntamente com outros onze religiosos, do Mosteiro de Santa Cruz (adoptando a regra dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho), do qual se tornou prior. Esta viria a ser uma das mais importantes casas monásticas durante a Primeira Dinastia.
Em 1152, renunciou ao priorado de Santa Cruz; em 1153 o Papa Adriano IV quis fazê-lo bispo de Coimbra, o que uma vez mais recusou.

Morreu em 18 de Fevereiro de 1162, que é ainda hoje o dia em que é celebrado pela Igreja Católica. Foi sepultado numa capela da igreja monástica que ajudou a fundar, mesmo ao lado do local onde o primeiro rei de Portugal se fez sepultar. 

Em 1163, um ano depois da sua morte, o Papa Alexandre III canonizou-o; São Teotónio tornava-se assim o primeiro santo português a subir ao altar, sendo recordado sobretudo por ter sido um reformador da vida religiosa nessa Nação nascente que então era Portugal; o seu culto foi espalhado pelos agostinianos um pouco por todo o Mundo. É o santo padroeiro da cidade de Viseu e da respectiva diocese; é ainda padroeiro da vila de Valença, sua terra natal. É também o Santo que dá nome a um colégio situado em Coimbra, chamado Colégio de São Teotónio. 

No concelho de Odemira, a mais extensa freguesia do país recebeu também o nome deste santo. Desta vila, São Teotónio é também o santo padroeiro, sendo as festividades religiosas realizadas anualmente no dia 18 de Fevereiro.
 *
Final da Homilia do Bispo de Viseu, na comemoração dos 850 anos da morte de S. Teotónio:

São Teotónio,

nosso celeste Padroeiro, sê o guia da tua e nossa Igreja de Viseu, no Sínodo que estamos a realizar! Intercede por nós e pela nossa fidelidade aos teus exemplos, no seguimento da vontade de Deus e na entrega à missão pastoral! São Teotónio, roga a Deus por nós! AMEN. 

Viseu, 18 de fevereiro de 2012

D. Ilídio Leandro, bispo em Viseu

(Créditos: Wikipédia/Google/Agência Ecclésia)

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

S.Paulo Miki e os seus 24 companheiros - Mártires...






São Paulo Miki
(Tsunokuni, Japão, 1562 ou 1564 - Nagasaki, 5 de fevereiro de 1597) foi um religioso (Jesuíta) e mártir católico do Japão. 


Paulo Miki era filho de um renomado militar, membro de uma família samurai da província de Harima, foi catequista, ingressou na Companhia de Jesus ordenando-se sacerdote, e ficou conhecido como excelente pregador e orador. 

A fé cristã chegou ao Japão em 1549, por intermédio de São Francisco Xavier que começou a  trabalhar sozinho. Cerca de 20 anos depois de sua morte a comunidade já contava com mais de 20 mil pessoas. Desde 1587 a religião cristã estava proibida no Japão, mas entretanto estava a ser  tolerada até a conquista das Filipinas pelos espanhóis em 1594, facto que fez os dirigentes japoneses ligarem o cristianismo ao colonialismo europeu, o que determinou o início da perseguição aos cristãos. 

São Paulo Miki e os seus 24 companheiros foram feitos prisioneiros pelos soldados de Toyotomi Hideyoshi, senhor feudal que unificou o Japão, submetidos a torturas e depois, crucificados em Nagasaki, em 1597, na colina Nishizaka. Seis deles eram missionários franciscanos, três eram jesuítas, 15 eram da Ordem Terceira de São Francisco. Havia entre eles três adolescentes, de 11 a 15 anos de idade. 

Então os quatro carrascos começaram a tirar as espadas daquelas bainhas que costumam usar os japoneses. Ao verem o seu aspecto terrível todos os fiéis gritaram «Jesus, Maria», e soltaram um grito de tristeza que chegou ao céu. E os carrascos, com dois golpes, em pouco tempo os mataram a todos. Morreram cantando o Te Deum

Antes de morrer, São Paulo Miki ainda discursou dizendo: que ninguém poderia duvidar de sua sinceridade e fé e muito menos de que o único caminho para a salvação é através de Jesus Cristo. Sobre este episódio diz o Cardeal Ratzinger: Os relatos sobre o martírio dos primeiros cristãos japoneses assemelham-se de maneira surpreendente ao que sabemos sobre as testemunhas da fé da Igreja primitiva. Não havia neles a menor sombra de fanatismo. Também não percebemos o menor indício de ódio, nem de desespero, nem qualquer dúvida sobre se não teriam apostado num falso Deus, mas apenas uma enorme certeza e uma serena alegria. (Da homilia na memória de São Paulo Miki e companheiros mártires, no Seminário da Santíssima Trindade, Dallas, Texas, 6 de fevereiro de 1991).

Os mártires foram canonizados em 1862 pelo Papa Pio IX. 

O dia litúrgico destes "25 Mártires" foi ontem, dia 6 de Fevereiro.

sábado, 28 de janeiro de 2012

S. TOMÁS DE AQUINO - Filósofo Medieval, Presbítero e Doutor da Igreja...



S. TOMÁS DE AQUINO, O.P.


Tomás de Aquino OP (Roccasecca, 1225 — Fossanova, 7 de março 1274) foi um padre dominicano, filósofo, teólogo, distinto expoente da escolástica, proclamado santo e cognominado Doctor Communis ou Doctor Angelicus pela Igreja Católica.

Tomás nasceu em Aquino por volta de 1225, de acordo com alguns autores no castelo do pai Conde Landulf de Aquino, localizado em Roccasecca, no mesmo Condado de Aquino (Reino da Sicília, no atual Lácio). Por meio de sua mãe, a condessa Teodora de Theate, Tomás era ligado à dinastia Hohenstaufen do Sacro Império Romano-Germânico. O irmão de Landulf, Sinibald, era abade da original abadia beneditina em Monte Cassino. Enquanto os demais filhos da família seguiram uma carreira militar, a família pretendida que Tomás seguisse seu tio na abadia; isto teria sido um caminho normal para a carreira do filho mais novo de uma família da nobreza sulista italiana.

Aos cinco anos, Tomás começou a sua instrução inicial em Monte Cassino, mas depois do conflito militar que ocorreu entre o imperador Frederico II e o papa Gregório IX na abadia no início de 1239, Landulf e Teodora matricularam Tomás na studium generale (universidade) criada recentemente por Frederico II em Nápoles. Foi lá que Tomás provavelmente foi introduzido nas obras de Aristóteles, Averróis e Maimônides, todos os que influenciariam a sua filosofia teológica. Foi igualmente durante os seus estudos em Nápoles que Tomás sofreu a influência de João de São Juliano, um pregador dominicano em Nápoles que fazia parte do esforço activo intentado pela ordem dominicana para recrutar seguidores devotos. Nesta época o seu professor de aritmética, geometria, astronomia e música era Pedro de Ibérnia. Aos 19 anos, contra a vontade da família, entrou na ordem fundada por Domingos de Gusmão. Estudou filosofia em Nápoles e depois em Paris, onde se dedicou ao ensino e ao estudo de questões filosóficas e teológicas. Estudou teologia em Colônia e em Paris e tornou-se discípulo de Santo Alberto Magno que o "descobriu" e se impressionou com a sua inteligência. Por este tempo foi apelidado de "boi mudo". Dele disse Santo Alberto Magno: "Quando este boi mugir, o mundo inteiro ouvirá o seu mugido."

Foi mestre na Universidade de Paris no reinado de Luís IX de França. Morreu com 49 anos, na Abadia de Fossanova, quando se dirigia para Lião a fim de participar do Concílio de Lião, a pedido do Papa.

Ponto chave do seu pensamento genial:

Com o uso da razão é possível demonstrar a existência de Deus, e para isto propõe as 5 vias de demonstração:

Primeira via
Primeiro motor imóvel: tudo o que se move é movido por alguém, é impossível uma cadeia infinita de motores provocando o movimento dos movidos, pois de contrário nunca se chegaria ao movimento presente, logo há que ter um primeiro motor que deu início ao movimento existente e que por ninguém foi movido.

Segunda via
Causa primeira: decorre da relação "causa-e-efeito" que se observa nas coisas criadas. É necessário que haja uma causa primeira que por ninguém tenha sido causada, pois a todo efeito é atribuída uma causa, do contrário não haveria nenhum efeito pois cada causa pediria uma outra numa sequência infinita.

Terceira via
Ser necessário: existem seres que podem ser ou não ser (contingentes), mas nem todos os seres podem ser desnecessários se não o mundo não existiria, logo é preciso que haja um ser que fundamente a existência dos seres contingentes e que não tenha a sua existência fundada em nenhum outro ser.

Quarta via
Ser perfeito: verifica-se que há graus de perfeição nos seres, uns são mais perfeitos que outros, qualquer graduação pressupõe um parâmetro máximo, logo deve existir um ser que tenha este padrão máximo de perfeição e que é a causa da perfeição dos demais seres.

Quinta via
Inteligência ordenadora: existe uma ordem no universo que é facilmente verificada, ora toda ordem é fruto de uma inteligência, não se chega à ordem pelo acaso e nem pelo caos, logo há um ser inteligente que dispôs o universo na forma ordenada.

*
A Ordem do Universo(resumo):


“Ora, a origem do universo por criação supõe uma causa e uma ordem, pois do acaso não poderia sair nenhuma causa e do caos nenhuma ordem. Portanto, o universo só pode ter sua origem por causalidade, na medida em que se lhe exige uma causa para o seu ser, enquanto este ser lhe imprime uma ordem e um fim. Conclui-se apontando para a necessidade de pensar um universo que tem por origem alguma causa que obviamente lhe seja anterior e mais perfeita do que ele, a ponto de ser capaz de lhe dar o ser como perfeição e providenciar tudo quanto seja necessário para o seu governo. Desta maneira, a causa que lhe deu o ser não só já existia antes que o universo viesse a ser, senão que também deu o ser segundo uma ordem, que é conveniente a todo ser, como efeito proporcional à causa. Tudo isso leva a concluir que o universo é temporal e teve a sua origem por uma causalidade que aponta para a doutrina da criação. Toda a explícita complexidade do universo segue-se de uma ordem implícita existente na matéria que o compõe. Para Tomás o universo é um todo ordenado que não exclui nada que lhe seja materialmente semelhante’ . Este todo resulta de uma ordem implicada entre as partes. Trata-se de uma totalidade que é uma unidade na diversidade das partes, que revela uma hierarquia e uma harmonia entre as partes, portanto uma beleza. Para além de uma ruptura entre a filosofia e a ciência em nossos dias, a Cosmologia tomista é actual, não por partir dos princípios da ciência do seu tempo, muitos deles revistos hoje, mas porque apresenta um sistema de conceitos metafísicos que são plenamente compatíveis com as teorias científicas contemporâneas. A origem e a natureza do universo, que conciliam a fé e razão”.

Cronologia

1225 - Tomás de Aquino nasce no castelo de Roccasecca.
1226 - Morte de Francisco de Assis.
1230 - Tomás inicia seus estudos na Abadia de Montecassino.
1240 - Alberto magno começa a ensinar em Paris e a comentar Aristóteles.
1241 - Morte do papa Gregório IX
1244 - Fundação da Universidade de Roma. Tomás entra para a Ordem dos Dominicanos.
1245 - Estuda em Paris até 1248, sob a orientação de Alberto Magno.
1248 - Alberto Magno funda, em Colônia, uma faculdade de teologia. Tomás continua seus estudos em Colônia até 1259.
1252 - Leciona em Paris até 1259.
1257 - Robert de Sorbon funda um colégio na Universidade de Paris.
1259 - Escreve o Comentário sobre as sentenças e a Suma contra os gentios. Leciona na Itália, até 1268, em Agnani, Orvieto, Roma e Viterbo.
1261 - Início do pontificado de Urbano IV.
1265 - Clemente IV ascende ao trono papal. Nasce Dante Alighieri. Tomás redige a Suma Teológica, até 1273.
1266 - (?) Nasce Duns Scot.
1268 - Morte de Clemente IV. Interregno pontifical.
1269 - Ensina em Paris até 1272.
1271 - Eleição de Gregório X.
1274 - Tomás falece a 7 de março, em Fossanova.
1323 - É canonizado pelo papa João XXII.

O seu dia litúrgico é celebrado hoje, dia 28 de Janeiro.

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P.S. - Para falar de S. Tomás de Aquino, do seu pensamento e da sua obra, serão precisos muitos POSTs, pelo que, mais tarde, voltarei ao tema.

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(Créditos:www.aquinate.net,Wikipédia, Google)

sábado, 21 de janeiro de 2012

Santa Inês - Virgem e mártir



SANTA INÊS

Santa Inês (Roma, 304 - Roma 317) é uma Virgem Mártir, venerada como Santa pela Igreja Católica Apostólica Romana e por outras denominações cristãs. É a padroeira da castidade, dos jardineiros, moças, noivos, vítimas de violação e virgens. A sua memória litúrgica comemora-se a 21 de Janeiro (Hoje).

Viveu em Roma, onde foi martirizada em 304. Nobre, descendia da poderosa família Cláudia e desde pequena foi educada pelos pais na fé cristã. Cresceu virtuosa e decidiu consagrar a sua pureza a Deus, resistindo às investidas dos jovens mais ricos da nobreza romana, desejosos de seu amor.

Tinha 13 anos quando foi cobiçada, por sua extraordinária beleza, riqueza e virtude, pelo jovem Fúlvio, filho do Prefeito de Roma, Simprônio. Como o rejeitou, Inês foi levada a julgamento e obrigada a manter o fogo sagrado aceso de um templo dedicado à Vesta, deusa romana do lar e do fogo, o que se recusou a fazer, dizendo: "Se recusei seu filho, que é um homem vivo, como pode pensar que eu aceite prestar honras a uma estátua que nada significa para mim? Meu esposo não é desta terra" (Jesus Cristo). "Sou jovem, é verdade, mas a fé não se mede pelos anos e sim pelos sentimentos. Deus mede a alma, não a idade. Quanto aos deuses, podem até ficar furiosos, que eu não os temo. Meu Deus é amor." Por isso foi condenada a ser exposta nua num prostíbulo no Circo Agnolo (hoje praça Navona, onde se ergue a Basílica de Santa Inês in Agone). Diz a história que, introduzida no local da desonra, uma luz celestial a protegeu e ninguém ousou aproximar-se dela. Seus cabelos cresceram maravilhosamente cobrindo seu corpo. Ao ser defendida por um anjo guardião, um dos seus lascivos pretendentes caiu morto, mas a santa, apiedada, orou a Deus e o ressuscitou. Temeroso, o Prefeito Simprônio passou o caso ao seu cruel substituto, Aspásio. Após novo interrogatório, a menina foi condenada a morrer queimada. As chamas também não a tocaram, voltando-se contra seus algozes e matando muitos deles. Foi por fim decapitada, a mando do vice-prefeito de Roma, Aspásio.

Seus pais sepultaram o seu corpo num terreno próximo da Via Nomentana, onde a princesa Constantina, filha do imperador Constantino mandou erguer a majestosa basílica de Santa Inês Fora dos Muros, palco de grandes milagres por intermédio da santa virgem.

A história conta que oito dias depois da morte, apareceu em grande glória aos pais que rezavam em seu túmulo, segurando um cordeirinho branco e cercada de muitas virgens e anjos e anunciou-lhes a sua grande felicidade no céu.

É também conhecida como Santa Inês de Roma ou Santa Agnes. Centenas de igrejas foram nomeadas em sua honra. A mais célebre está em Roma, Sant'Agnese fuori le mura. Exames forenses realizados no crânio da jovem que se encontrava no tesouro de relíquias do "Sancta Sanctorum" da Basílica de Latrão recentemente comprovam que se trata realmente de uma menina de 13 anos. Hoje, a cabeça de Santa Inês encontra-se na Igreja de Santa Inês em Agonia (Sant'Agnese in Agone), localizada na Praça Navona, em Roma.

Nos quadros é representada frequentemente com um cordeiro junto a si, até porque o seu nome provém do latim "agnus" (cordeiro) e um lírio, símbolo da pureza.

(Créditos: Wikipédia/Google)

sábado, 31 de dezembro de 2011

S. Silvestre I - Papa (Bispo "Isapóstolo")...



S. Silvestre I

S. Silvestre, nasceu em Roma e seus pais foram RUFINO e JUSTA; desconhece-se a data do seu nascimento. Depois da morte de Melquíades, São Silvestre foi nomeado Bispo de Roma, ocupando este cargo durante 21 anos. Foi Papa de 31 de janeiro de 314 a 31 de dezembro de 335. Foi no Papado de Silvestre I que se iniciou a construção da Basílica de São Pedro no Monte Vaticano, em Roma, sob um cemitério pagão. Também iniciou a construção da Basílica de São Paulo extra muro e a Basílica de S. João, também em Roma.

Este Papa dos inícios da nossa Igreja era um homem piedoso e santo, mas de personalidade pouco marcada. São Silvestre I apagou-se ao lado de um Imperador culto e ousado como Constantino, o qual, mais que servi-lo se terá antes servido dele, da sua simplicidade e humanidade, agindo por vezes como verdadeiro Bispo da Igreja, sobretudo no Oriente, onde recebe o nome de "Isapóstolo", isto é, igual aos apóstolos.

E na realidade, nos assuntos externos da Igreja, o Imperador considerava-se acima dos próprios Bispos, o Bispo dos Bispos, com inevitáveis intromissões nos próprios assuntos internos, uma vez que, com a sua mentalidade ainda pagã, não estava capacitado para entender e aceitar um poder espiritual diferente e acima do civil ou político.

E talvez São Silvestre, na sua simplicidade, tivesse sido o Papa ideal para a circunstância. Outro Papa mais exigente, mais cioso da sua autoridade, teria irritado a megalomania de Constantino, perdendo a sua proteção. Ainda estava muito viva a lembrança dos horrores por que passara a Igreja no reinado de Diocleciano, e São Silvestre, testemunha dessa perseguição que ameaçou subverter por completo a Igreja, terá preferido agradecer este dom inesperado da protecção imperial e agir com moderação e prudência.

Constantino terá certamente exorbitado. Mas isso ter-se-á devido ao desejo de manter a paz no Império, ameaçada por dissenções ideológicas da Igreja, como na questão do donatismo que, apesar de já condenado no pontificado anterior, se vê de novo discutido, em 316, por iniciativa sua.

Dois anos depois, gerou-se nova agitação doutrinária mais perigosa, com origem na pregação de Ario, sacerdote alexandrino que negava a divindade da segunda Pessoa e, consequentemente, o mistério da Santíssima Trindade. Constantino, inteirado da agitação doutrinária, manda mais uma vez convocar os Bispos do Império para dirimirem a questão. Sabemos pelo Liber Pontificalis, por Eusébio e Santo Atanásio, que o Papa dá o seu acordo, e envia, como representantes seus, Ósio, Bispo de Córdova, acompanhado por dois presbíteros.

Ele, como dignidade suprema, não se imiscuiria nas disputas, reservando-se a aprovação do veredito final. Além disso, não convinha parecer demasiado submisso ao Imperador.

Foi o primeiro Concílio Ecumênico (universal) que reuniu em Niceia, no ano 325, mais de 300 Bispos, com o próprio Imperador a presidir em lugar de honra. Os Padres conciliares não tiveram dificuldade em fazer prevalecer a doutrina recebida dos Apóstolos sobre a divindade de Cristo, proposta energicamente pelo Bispo de Alexandria, Santo Atanásio. A heresia de Ario foi condenada sem hesitação e a ortodoxia trinitária ficou exarada no chamado Símbolo Niceno ou Credo, ratificado por S. Silvestre.

Constantino, satisfeito com a união estabelecida, parte no ano seguinte para as margens do Bósforo onde, em 330, inaugura Constantinopla, a que seria a nova capital do Império, eixo nevrálgico entre o Oriente e o Ocidente, até à sua queda em poder dos turcos otomanos, em 1453.

Data dessa altura a chamada doação constantiniana, mediante a qual o Imperador entrega à Igreja, na pessoa de S. Silvestre, a Domus Faustae, Casa de Fausta, sua esposa, ou palácio imperial de Latrão (residência papal até Leão XI), junto ao qual se ergueria uma grandiosa basílica de cinco naves, dedicada a Cristo Salvador e mais tarde a S. João Baptista e S. João Evangelista (futura e actual catedral episcopal de Roma, S. João de Latrão). Mais tarde, doaria igualmente a própria cidade.

Depois de um longo pontificado, cheio de acontecimentos e transformações profundas na vida da Igreja, morre S. Silvestre I no último dia do ano 335, dia em que a Igreja venera a sua memória. Sepultado no cemitério de Priscila, os seus restos mortais seriam transladados por Paulo I (757-767) para a igreja erguida em sua memória.

(Este Papa nada tem a ver com as corridas de S. Silvestre, simplesmente utilizaram o seu nome por ser no dia 31 de Dezembro que se comemora o seu dia litúrgico).

(Créditos: Cancaonova.com/Google)


segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

S. Estêvão - Diácono e Protomártir da Igreja...



SANTO ESTÊVÃO - O Primeiro Mártir do Cristianismo

Santo Estêvão (Estefan) é considerado santo por algumas das denominações cristãs (católica, ortodoxa e a anglicana). É celebrado em 26 de Dezembro no Ocidente e em 27 de Dezembro no Oriente por tais denominações. Ele também está listado entre os Setenta Discípulos.

Segundo os Actos dos Apóstolos (6:5), Estêvão foi um dos sete primeiros diáconos da igreja nascente, logo após a morte e Ressurreição de Jesus, pregando os ensinamentos de Cristo e convertendo tanto judeus como gentios. Segundo Étienne Trocmé, Estevão pertencia a um grupo de cristãos que pregavam uma mensagem mais radical, um grupo que ficou conhecido como os Helenistas, já que os seus membros tinham nomes gregos e eram educados na cultura grega e que separou do grupo dos doze apóstolos. Também eram conhecidos como o grupo dos 7. Santo Estêvão dá uma prova de grande pregador, com o dom de descrever o poder da graça e o poder de fazer milagres.

Entre os anos 34 a 40 d.C. foi detido pelas autoridades judaicas. Seu martírio foi contado nos Actos (6-7) e ocorreu porque ele acabou tendo uma posição proeminente como pregador e trouxe a inimizade de um grupo de judeus em Jerusalém. Levado a presença de Sanhedrin ele defendeu-se com paixão e eloquência (Actos 7:2-53) mas não fez nada para suavizar a ira dos seu inimigos. Foi arrastado para fora da cidade e apedrejado até a morte (Act, 8) de acordo com a Lei Moisaica.

Entre os presentes na execução, estaria Paulo de Tarso, o futuro São Paulo, ainda durante os seus dias de perseguidor de cristãos.

As últimas palavras de Santo Estêvão terão sido:"Senhor não lhes imputeis este pecado".

O seu nome vem do grego(Stephanós), o qual se traduz para aramaico como Kelil, significando coroa - e Santo Estêvão é, de resto, representado com a coroa de martírio da cristandade, recordando assim o facto de se tratar do primeiro cristão a morrer pela sua fé - o protomártir.

Durante os primeiros século do cristianismo, o túmulo de Estêvão achou-se perdido, até que em 415 (talvez pela crescente pressão dos peregrinos que se deslocavam à Terra Santa), um certo padre, de nome Luciano, terá dito ter tido uma revelação onírica de onde se encontrava a tumba do mártir, algures na povoação de Caphar Gamala, a alguns quilómetros a Norte de Jerusalém. Foi enterrado como um homem devoto e sua morte teria sido muito lamentada. Uma Igreja foi construída em sua honra perto em Damasco, pela imperatriz Eudoxia (455-460).

Gregório de Tours afirmou mais tarde que foi por intercessão de Santo Estêvão, que um oratório a ele dedicado, na cidade de Metz, onde se guardavam relíquias do santo, foi o único local da cidade que escapou ao incêndio que os Hunos lhe deitaram, no dia de Páscoa de 451.

O culto de Santo Estêvão encontra-se associado à festa dos rapazes nas aldeias de Trás-os-Montes, integradas no ciclo de festividades do Solstício do Inverno, no período que decorre do dia 24 de Dezembro ao dia 6 de Janeiro, e que no passado pagão terão sido dedicadas ao culto do Sol, num ritual em que intervêm os caretos, as máscaras tradicionais do extremo nordeste de Portugal .

(Créditos: Wikipédia/Blog spedeus/Google)


sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Dia de S. Simão (o zelador ou o cananeu) e S. Judas Tadeu - Apóstolos, Santos e mártires...



Celebra-se hoje o dia litúrgico dos Santos SIMÃO (O Zelador ou O Cananeu) e JUDAS TADEU, 2 dos 12 Apóstolos que Jesus escolheu e que estiveram presentes na Última Ceia. (Foram 2 de 5 irmãos, todos primos de Jesus).



S. SIMÃO:

Simão era filho de Alphaeus - Alfeu (Cleophas) e de Maria Cleophas. Cleophas era irmão de São José e Maria Cleophas irmã da Virgem Maria. Nasceu em Caná, na Galileia, Palestina. Logo, Simão era primo de Jesus. Dos 12 Apóstolos, tirando Judas Iscariotes, é o mais desconhecido...

Alfeu, era também conhecido por Cleophas, ou Alfeu e Cleophas eram 2 homens distintos? É que, a serem 2 pessoas, Simão será só meio irmão de Judas, dado que Simão é filho de Alfeu e Maria, mas Tadeu seria filho de Cleophas e de Maria. (???)


Estudiosos sustentam que José era viúvo quando foi escolhido para se casar com a Virgem Maria e ser o pai de Jesus; e tinha vários filhos sendo um deles de nome Simão.(Judas, Justus, Tiago e Simão e as filhas Assia e Lídia).(???). Nada disto se confirma.

A palavra grega Cananeu e a palavra Zelote, derivada do aramaico, significam a mesma coisa: "zeloso". Supõe-se por esse apelido que Simão pertencia à seita judaica conhecida como zelotes.

O momento no qual se ocorreu o chamamento de Simão para se unir aos apóstolos não é muito claro na Bíblia. Sabe-se apenas que foi convidado ao mesmo tempo que André, Simão Pedro, Tiago-Maior e João (o Evangelista), [filhos de Zebedeu e de Maria Salomé], Judas Iscariotes e Judas Tadeu.

Não se sabe ao certo qual teria sido o ministério de Simão posteriormente. Algumas tradições o colocam como grande auxiliador no estabelecimento do cristianismo no Egipto, juntamente com São Marcos e São Filipe e na Síria. Sua pregação era bem parecida com a dos outros quatro Apóstolos que foram para o Oriente, tida por alguns como ascética e judaica, tal como aquelas preservadas na Epístola canônica de Judas.

Também chamado de Canaanite, ele era um dos apóstolos e foi mencionado varias vezes no Novo Testamento. Conhecido como o Zeloso (Luc 6:15 e Actos1:13) por sua dura obediência à lei dos judeus, Simão foi um dos primeiros discípulos de Jesus. Foi bispo em Jerusalém, após Tiago.

É dito ainda que foi avisado por um anjo da destruição Jerusalém em 66 d.C. e levou os cristãos para a cidade de Pella e lá ficaram até seu retorno seguro em 70 d.C. . Euzebius e Epiphanius asseguram que a Igreja floresceu em Pella e multidões de judeus foram convertidos pelo grande número de prodígios e milagres de São Simão.

Segundo a tradição durante as perseguições de Atticus sob as ordens do Imperador Trajano, Simão foi preso torturado e crucificado e teria 102 ou 120 anos na época. Atticus e os executores teriam expressado admiração pela força e fé de Simão durante o seu martírio. Teria sido morto na Pérsia(?). Encontrou o martírio na cruz ou, segundo outras tradições menos seguras, pela fogueira, na Armênia(?). Mas a tradição católica diz que Simão foi martirizado sendo cortado ao meio vivo por um serrote.

(Outra versão inclui a assertiva de que ele teria morrido calmamente em Edessa, com 106 anos e governado a igreja durante 43 anos).(???).

Na arte litúrgica da Igreja ele é representado segurando um peixe ou uma serra ou com em um barco segurando um remo.



S. JUDAS TADEU:

São Judas Tadeu, nasceu em Caná de Galiléia, na Palestina, e também era filho de Alfeu (Cleophas) que morreu martirizado, ( Cleophas era irmão de São José) e de Maria Cleophas,( irmã de Nossa Senhora) assim era também primo de Jesus e diziam que se parecia muito com Ele.

Era conhecido também por Judas Thadeus ou Judas Lebeus.

Alguns especialistas acham que São Simão, o apóstolo, era o noivo do casamento no qual Jesus transformou a água em vinho (Bodas de Canã). São Judas assistiu de perto ao milagre e estudiosos dizem que isto foi a causa de Judas Tadeu se tornar um seguidor quase fanático de Jesus. Lucas também chama Judas o "Zelote"(o fanático) (Luc 6:15). Outros escolares acham que o "zelote" seria zeloso e não fanático devido ao fervor com que São Judas Tadeu seguia a lei judaica e mais tarde os ensinamentos de Jesus.

Porém, conforme conta o historiador Eusébio, Judas Tadeu teria sido o esposo nas núpcias de Caná (bodas de Caná), isso explicaria a presença de Maria e de Jesus.(???). Tudo leva a crer que isto não é verdade e que o noivo seria S. Simão (O zelote), seu irmão.

Ele é o autor do menor dos livros do Novo Testamento :
"A carta de Judas"; embora no versículo 17 desta carta, deixa uma dúvida de que talvez os apóstolos de Jesus já haviam morrido.
A carta de Judas foi escrita por um homem apaixonado e preocupado com a pureza da fé cristã e a boa reputação do povo cristão. O escritor diz que ele planeava escrever um carta diferente, mas ouvindo os pontos de vista errados de falsos professores da comunidade cristã ele urgentemente escreveu esta carta para alertar a Igreja para se acautelar contra eles.

Na arte litúrgica da Igreja São Judas Tadeu é mostrado como um homem de meia idade com uma serra ou um livro ou um barco. Algumas vezes ele é mostrado segurando um remo e algumas vezes um peixe.

Ele é venerado como um dos mais populares santos da Igreja e é considerado o patrono das causas perdidas.

O atributo de São Judas é a maçã. Ele também é geralmente mostrado nos ícones com uma chama à volta da cabeça, que representa a sua presença durante o Pentecostes, quando ele recebeu o Espírito Santo juntamente com os outros Doze apóstolos. Outro atributo comum é ver Judas Tadeu segurando uma imagem de Jesus Cristo, a imagem de Edessa. Em algumas ocorrências, ele pode ser visto segurando um rolo ou um livro (supostamente a Epístola de Judas) ou uma régua de carpinteiro.

Um de seus irmãos, Tiago, também foi chamado por Jesus para ser apóstolo. Era chamado de Tiago Menor para diferenciar do outro apóstolo Tiago que, por ser mais velho que o primeiro, era chamado de Maior.

O relacionamento da família de Judas Tadeu com o próprio Jesus Cristo, pelo que se consegue perceber na Bíblia é o seguinte: Alfeu (Cleofas) era um dos discípulos a quem Jesus apareceu no caminho de Emaús, no dia da ressurreição. Maria Cleofas, uma das piedosas mulheres que tinham seguido a Jesus desde a Galiléia e permaneceram ao pé da cruz, no Calvário, junto com Maria Santíssima .

Eram 5 irmãos: Tiago Menor foi um dos doze apóstolos, que se tomou o primeiro bispo de Jerusalém. José, apenas conhecido como o Justo. Simão foi o segundo bispo de Jerusalém, após Tiago. E Maria Salomé, a única irmã, foi mãe dos apóstolos Tiago Maior e João evangelista.

É de se supor que houve muita convivência de Judas Tadeu com o primo e os tios. Essa fraterna convivência, além do parentesco, pode ter levado são Marcos a citar Judas e os irmãos como irmãos de Jesus (Mc 6,3).(???) Nada disto se confirma.

São Jerônimo nos assegura que o Apóstolo pregou e evangelizou Edessa, bem como em toda Mesopotâmia (Pérsia).

No ano 70 d.C., foi martirizado de modo cruel, violento e desumano; morrendo a golpes de machado, desferidos por sacerdotes pagãos, por se recusar a prestar culto à deusa Diana.

A tradição ocidental baseada nos contos apócrifos da "Paixão de Simão e Judas" diz que após pregarem no Egipto, Simão juntou-se a Judas e foram em missões para a Pérsia. Lendas do século sexto descrevem o martírio de ambos Simão e Judas na cidade de Sufian(Siani); (...embora a tradição oriental diga que Simão morreu pacificamente em Edessa)(???).

Devido ao seu martírio, São Judas Tadeu é representado em suas imagens/estátuas segurando um livro, simbolizando a palavra que anunciou, e uma machadinha, o instrumento de seu martírio, embora também se encontrem escritos que ele terá sido morto e depois serrado.


Suas relíquias atualmente são veneradas na Basílica de São Pedro, em Roma. Sua festa litúrgica celebra-se, todos os anos, na provável data de sua morte: 28 de outubro de 70 (d.C.).



(Créditos: Wikipédia,blog cademeusanto.com.br, Biodosantos, Google, Joseph1, outros)

sábado, 22 de outubro de 2011

Dia de S. JOÃO PAULO II - O "Papa peregrino"...



S. João Paulo II, nascido com o nome de Karol Józef Wojtyła (18 de Maio de 1920 – 2 de Abril de 2005), foi papa e líder mundial da Igreja Católica Apostólica Romana e Soberano da Cidade do Vaticano de 16 de Outubro de 1978 até a sua morte. Teve o terceiro maior pontificado documentado da história(26 anos); o papa São Pedro reinou trinta e quatro anos, e o Papa Pio IX reinou trinta e um. Foi o único Papa eslavo e polaco até a sua morte, e o primeiro Papa não-italiano desde o holandês Papa Adriano VI em 1522.

Karol Józef Wojtyła nasceu em Wadowice, uma pequena localidade ao sul da Polónia, a 50 quilómetros de Cracóvia; filho de um tenente do exército dos Habsburgos, de quem herdou o nome, também chamado Karol Wojtyła. O seu irmão José, ao formar-se em engenharia civil, transformou-se na esperança de sustento da família, uma vez que o soldo do tenente Wojtyła era insuficiente para tal. Chegou a trabalhar numa mina como pedreiro! Simultâneamente era um excelente jogador de futebol e amava os desportos radicais.

Aos 9 anos perdeu a mãe, Emília Kaczorowsky e em 1931, morreria o irmão, de escarlatina. Karol perderia o pai poucos dias antes de completar 22 anos. Nesta altura a Polónia enfrentava, juntamente com grande parte da Europa, as consequências das invasões alemã e soviética da Segunda Guerra Mundial. Assistiu, portanto, ao assassinato de vários dos seus amigos e colegas.
Poema que dedicou ao pai em 1941:

"Sei que sou pequeno
mas há outros menores que eu.
Ele escolheu-me, Ele lança-me as cinzas,
Ele pode fazer isso - mas por quê?
Por que faz isso comigo?
Ele é o provedor".

Em 1942 decide aceder ao chamamento que já sentia há uns tempos e ingressou no Seminário. Em 1946 era Sacerdote; Bispo em 1958; Arcebispo em 1964 e Cardeal em 1967, com 47 anos.

Foi sempre o melhor aluno nas escolas e Universidades por onde passou. Sabia falar os seguintes idiomas: italiano, francês, alemão, inglês, espanhol, português, ucraniano, russo, servo-croata, esperanto, grego clássico e latim, além do polaco, sua língua nativa.

Como parte de sua ênfase especial na vocação universal à santidade, beatificou 1 340 pessoas e canonizou 483 santos, quantidade maior que todos os seus predecessores durante os últimos cinco séculos. Em 2 de abril de 2005, faleceu devido à sua saúde débil e ao agravamento da doença de Parkinson. Em 19 de Dezembro de 2009 João Paulo II foi proclamado "Venerável" pelo seu sucessor papal, o Papa Bento XVI.

João Paulo II visitou Portugal 4 vezes: em 1982, 1991 e 2000 foram visitas apostólicas e em 1983 fez escala em Lisboa onde discursou.
A primeira visita, de 12 a 15 de Maio de 1982, ocorreu um ano após o atentado de que foi vítima em 13 de Maio de 1981. Nessa visita o Papa João Paulo II depositou a bala do atentado sofrido no ano anterior em plena Praça de São Pedro no altar de Nossa Senhora de Fátima. Ainda hoje a mesma bala se encontra na coroa de Nossa Senhora de Fátima no Santuário de Fátima. Em 14 de Maio visitou o Santuário de Nossa Senhora da Conceição, Padroeira de Portugal, em Vila Viçosa. Na manhã de 15 de Maio visitou o Santuário de Nossa Senhora do Sameiro, em Braga, e à tarde viajou de helicóptero até o Porto, onde presidiu a uma missa celebrada junto à câmara municipal, na avenida dos Aliados.
As palavras que o Papa proferiu na Capelinha quando da primeira visita a Fátima, em 1982, estão gravadas na estátua de João Paulo II que se encontra na praça exterior, junto à nova Igreja da Santíssima Trindade.
De 5 a 13 de Maio de 1991 esteve nos Açores, na Madeira, Lisboa, e novamente em Fátima.
A sua última visita, em que beatificou os videntes de Fátima Jacinta e Francisco, teve lugar em 12 e 13 de Maio de 2000, em Fátima, onde esteve presente a Irmã Lúcia de Jesus.

Foi um dos líderes que mais viajou na história, tendo visitado 129 países durante o seu pontificado. Não conseguiu visitar nem a China, nem a Rússia!

Três anos depois de ter sido eleito Papa, é vítima de grave atentado na Praça de São Pedro, no dia 13 de Maio de 1981, por parte do turco Ali Agca; o atentado contra o papa terá sido decidido pelo ditador comunista Leonid Brejnev e organizado pelos serviços militares soviéticos e os serviços búlgaros teriam servido de "cobertura", enquanto que a Stasi, da RDA, teria sido encarregada da "desinformação".
Coincidentemente, os tiros disparados contra o Papa foram feitos no dia 13 de maio. Nesta data, em 1917, deu-se a 1ª. Aparição de Nossa Senhora na Cova da Iria (Fátima) aos 3 pastorinhos (Lúcia, Francisco e Jacinta). O Pontífice sempre afirmou que a Virgem Maria teria "desviado as balas" e salvo a sua vida nesse dia.FÁTIMA ficará para sempre ligada a João Paulo II, já que, de acordo com fontes da Igreja, o chamado "terceiro segredo de Fátima" terá sido a revelação aos 3 pastorinhos do atentado de que o Papa foi vítima.

Um ano depois, a 13 de Maio de 1982 e já recuperado, João Paulo II visita pela primeira vez o Santuário de Nossa Senhora de Fátima para agradecer à Virgem o ter salvo, e sofre novo atentado, desta vez feito pelo padre espanhol Juan Fernandez Khron, mas que não conseguiu os seus intentos. O Santo Padre ofereceu uma das balas que o atingiu em Roma, ao Santuário. Essa bala foi posteriormente colocada na coroa da Virgem, onde permanece até hoje.

A saúde de João Paulo II foi motivo de preocupação para os muitos milhões de católicos em todo o Mundo. O histórico clínico daquele que foi apelidado de "Atleta de Deus", devido á sua extraordinária compleição física, tem ínicio nos anos 1940, quando é atropelado em Cracóvia por um caminhão militar alemão, sofrendo um fractura de crânio. A 12 de Julho de 1982, sofre nova intervenção de quatro horas na Policlínica Gemelli, para remoção de um tumor benigno do
cólon (com as dimensões de uma laranja) e da vesícula biliar. A 11 de Novembro de 1993 sofre uma queda durante uma audiência no Vaticano, com fractura de uma omoplata, vindo a ser operado na mesma Policlínica. Em 1994 sofre nova queda, quando saía do banho no seu aposento privado, com fratura no fémur direito. É-lhe implantada uma prótese de titânio em substituição da cabeça do fémur. Ainda nos anos 1990, começa a manifestar sintomas de Parkinson, que se
acentuam cada vez mais: tremor da mão esquerda, coluna curvada, olhar ausente. A 8 de Outubro de 1996 ingressa uma vez mais na Gemelli, para remoção do apêndice. Em Março de 2002 é-lhe diagnosticada uma artrose no joelho direito, o que o obriga a deslocar-se numa cadeira de rodas especial, que utiliza para presidir às celebrações e outros actos. Em Setembro de 2003, durante a visita à Eslováquia, já são visíveis as dificuldades de João Paulo II para respirar e mover-se. Em Setembro do mesmo ano, tem que anular uma audiência geral devido a oclusão intestinal. A 10 de Fevereiro de 2005, na sequência de um processo gripal, padece de laringo-traqueíte aguda, pelo que volta à Gemelli. A 24 de Fevereiro de 2005 é submetido a uma traqueostomia, com o fim de facilitar a respiração.

Seis anos após seu falecimento, sua beatificação foi proclamada pelo Papa Bento XVI, no dia 1º de maio de 2011, em cerimónia realizada no Vaticano.(O milagre que deu origem à beatificação foi a cura milagrosa da religiosa francesa Marie Simon-Pierre, que o Vaticano acredita ter sido curada da doença de Parkinson, a mesma doença que vitimou João Paulo II).

Foi canonizado no dia 27 de Abril de 2014, na Basílica de S. Pedro, em Roma, pelo Papa FRANCISCO, na presença do Papa Emérito BENTO XVI, e em conjunto com a canonização do Papa JOÃO XXIII.


A celebração do seu dia litúrgico é a 22 de outubro (hoje).

(Créditos: Wikipédia/blogues/joseph1)

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Dia de S. LUCAS - Evangelista, Apóstolo e Mártir (pela Fé)...



São Lucas

São Lucas, evangelista e patrono dos pintores e médicos, é o autor do terceiro livro dos evangelhos que tem o seu nome e do Actos dos Apóstolos. É considerado um Apóstolo, mas não pertence à escolha dos "12" feita por Jesus, e que estiveram na ÚLTIMA CEIA.

Um médico, São Lucas, é tido como sendo um grego pagão da Antiópia (antiga Síria, moderna Turquia). Que era medico é confirmado por uma passagem em Colossians (4:14) na qual São Paulo de Tarso descreve Lucas como "amado medico". Um convertido na nova fé, ele acompanhou São Paulo na sua segunda jornada missionária em torno dos anos 51 d.C. e permaneceu 6 anos em Philippi, na Grécia e foi na terceira jornada com Paulo, que incluiu o famoso naufrágio às costas de Malta. Ele permaneceu com Paulo durante a sua prisão.Paulo escreveu três vezes sobre Lucas no Novo Testamento: em Colosians, em Timoteo e em Philomon. É possível deduzir a presença de Lucas com Paulo nas jornadas missionárias pelas várias passagens no "Actos dos Apóstolos" (16:10-17; 20:5-21:18; 27:1-28:16). Em 66 d.C., Lucas voltou para a Grécia onde se acredita que veio a falecer com a idade de 84 anos "repleto do Espirito Santo". Vários "Actos" relatam que foi martirizado, embora outros acreditem que isto seriam lendas não confiáveis. Ele é tido como tendo visitado a Virgem Maria e acredita-se que ele teria pintado vários quadros da Virgem Maria, em especial, o lindo quadro conhecido como o de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Seu trabalho estaria preservado em Roma na "Santa Maria Magiore", embora as datas das pinturas sejam bem depois dos tempos apostólicos. O seu evangelho definidamente foi escrito para os gentios.

Um dos aspectos mais interessantes de Lucas é que, freqüentemente, fazia a justaposição de um história de um homem com a de uma mulher. Por exemplo, a cura dos demoníacos (Lu 4:31-37) é seguida da cura da sogra de Pedro (4:39-39) , o escravo do centurião é curado(7:1-11) e o filho da viuva de Nain é curado, o Geranese demoníaco é curado (8:26-39) seguido pela cura da filha de Jairus e da mulher com hemorragia (8:40-56).

Lucas também menciona as mulheres que assistiam Jesus no seu ministério (8:1-3) Assim diferente de todos os outros evangelistas São Lucas descreve um Jesus que se preocupa com o cuidado e a salvação das mulheres. Talvez por isso, provavelmente Lucas teria aprendido muito a respeito de Jesus com a Virgem Maria. Sómente ele e Mateus descrevem elementos obscuros ou escondidos da vida privada de Jesus(?), antes de Seu ministério público.

Ainda, ao mencionar a sogra de Pedro, ele deixa claro e de maneira natural que Pedro era casado.
Lucas enfatiza a misericórdia e o amor de Deus para com a humanidade. Ele é o único que descreve a parábola da ovelha desgarrada, do Bom Samaritano, do filho pródigo, de Dives e Lázaro. Ele é também o único que descreve o perdão de Jesus a Maria Madalena (Luc7:47), a promessa ao bom ladrão e sua oração para seus executores. Ele é também o único evangelista a registrar a "Ave Maria", o "Magnificat", o "Benedictus", e o "Nunc Dimittis" que são todos usados na Liturgia das Horas(orações da noite, tarde e manhã).Lucas enfatiza o chamado para a oração, a pobreza, a pureza de coração, o quais teriam um apelo especifico aos gentios.

Lucas também escreveu os "Actos dos Apóstolos" que é também conhecido com "Actos do Espirito Santo". É uma continuação do que conta em seu evangelho, embora os Actos talvez tenham sido escritos primeiro. De acordo com São Euzébio e São Jerônimo, os Actos foram escritos durante a prisão de São Paulo, embora Santo Irineu já pense que foram escritos após a morte de São Paulo, lá pelos anos 66 DC . Euzébio diz que o evangelho foi escrito antes da morte de Paulo, Jerônimo diz que foi depois, e a tradição antiga diz que foi escrito pouco antes da morte de Lucas, quase no século segundo.
O evangelho teria sido escrito entre 70 e 85 d.C., possivelmente na Grécia .Os Actos dos Apóstolos detalham a igreja nos tempos de 35 a 63 d.C., demonstrando um estilo de prosa soberbo, e um estilo de quem presenciou a fé.


Certas passagens dos Actos, escrito na primeira pessoa do plural, são usualmente usadas para indicar que o escritor estava com São Paulo em parte da sua segunda jornada missionária e sem dúvida na viagem que ambos fizeram a Itália e estavam juntos quando o navio naufragou ao largo da costa de Malta (Acts 16:10ff:20:5ff 27-28). São Paulo diz nas suas cartas quando preso: "Lucas é a minha única companhia".
Durante o martírio de Paulo, Lucas nunca saiu do seu lado.
Lucas sem dúvida conversava muito com a mãe de Jesus e com São João.

As suas relíquias foram trasladadas para Constantinopla e Pádua.

De acordo com a Igreja Católica Ortodoxa Grega, São Lucas sempre andava com uma pintura de Nossa Senhora com ele, e ela foi o instrumento de varias conversões. Na verdade ele foi um grande artista e grande escritor, e suas narrativas inspiraram grandes escritores e grandes mestres da arte, mas as pinturas existente da Virgem, as quais ele teria pintado...(?), são trabalhos de datas bem mais recentes. Não obstante, alguns julgam que a pintura de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro teria sido pintada por ele.

Pinturas excepcionais de S.Lucas são as de Roger van Weyden na Pinacoteca de Munique, na Alemanha, a de Jean Grossaert em Praga e a de Rafael na Academia de São Lucas em Roma.

Na arte litúrgica da igreja ele é mostrado com um machado e as vezes mostrado pintando o retrato da Virgem Maria.

São Lucas era o mais culto dos quatros Evangelistas; tinha o dom da narração e sabia representar ao vivo as suas personagens e, como médico, sabia dar realce ao lado característico.

Se se aplicam aos quatro evangelistas as representações simbólicas mencionadas pelo profeta Ezequiel, São Lucas é representado pelo boi, como emblema dos sacrifícios, pois ele é o evangelista que mais insiste no sacerdócio de Jesus Cristo.

A sua festa litúrgica é celebrada HOJE, dia 18 de outubro.

(Créditos:Blog Cademeusanto/Net/Wik./Joseph1)