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quinta-feira, 3 de maio de 2012

Santos FELIPE e TIAGO MENOR - Apóstolos e Mártires.



São FELIPE 

S. Felipe e S. Tiago Menor (O Justo) eram discípulos de Jesus Cristo, tendo pertencido ao grupo dos Doze Apóstolos que conviveram directamente com o Mestre e foram os responsáveis pela disseminação de sua palavra e pela construção da Igreja Católica. 

 S. FELIPE, era casado, tinha 2 filhas e era natural de Betsaida, na Galileia, local onde aconteceu o famoso episódio da revelação de Jesus como Messias, para os Doze. O evangelho de S. João apresenta-nos o apóstolo como aquele que respondeu prontamente ao chamado de Jesus e passou a segui-lo. Felipe era simples, quase ingênuo, e demonstra claramente essas características nas diversas ocasiões em que é citado nos evangelhos. Acredita-se que, no início da Igreja, tenha evangelizado na Frígia, região da Ásia Menor, vindo a morrer em Hierápolis.

Foi S. Felipe que, no dia da multiplicação dos pães, perguntou a Jesus onde havia de arranjar comida para tanta gente. 

 Escritores competentes entendem, que algumas filhas de São Felipe se casaram e que o pai, depois de ter pregado na Judéia, se dirigiu à Cesaréia. Reza mais a história que Felipe foi crucificado e apedrejado em Hierápolis, na Frígia, e sepultado com duas filhas. A morte deste Apóstolo não deve ter sido antes do ano 80, porque foi neste ano, que seu discípulo, São Policarpo, se converteu à religião de Cristo (toma-se assim como certo que terá sido no ano 80). 

As relíquias de São Felipe estão guardadas numa Igreja de Roma, que é consagrada a São Felipe e São Tiago Menor (O Justo). 

Um braço, que existia em Constantinopla, no ano de 1204, foi transportado para Florença. 



São TIAGO MENOR (O Justo) 

S.TIAGO, conhecido como o Menor para o diferenciar do outro apóstolo com o mesmo nome, era filho de Alfeu e de Maria e primo de Jesus. Os apóstolos S. Judas Tadeu e S. Simão eram seus irmãos. São Paulo chama-o "irmão de Nosso Senhor", por causa do parentesco próximo com Jesus Cristo. 

De quão alta estima gozava da parte de Nosso Senhor, se prova por ter Jesus Cristo distinguido São Tiago, com uma aparição particular depois da gloriosa Ressurreição. Antes de subir ao céu, Jesus Cristo deu ao Apóstolo o Dom da ciência, como recompensa pela sua santidade. Segundo São Jerônimo e Epifânio, Nosso Senhor, antes de subir ao céu, teria recomendado a São Tiago a Igreja de Jerusalém. Certamente por esse motivo os Apóstolos, antes da separação, deixaram São Tiago como primeiro Bispo de Jerusalém. 

S. Tiago também nos deixou uma epístola dedicada a todas as igrejas que surgiam nessa região.

A tradição conta que S. Tiago foi martirizado por apedrejamento e decapitado por ordem do Rei Herodes Agripa I, em Jerusalém, em 10 de Abril do ano 62, quando S. Tiago Menor tinha 96 anos. Suas últimas palavras foram: "Pai, perdoai-lhes, porque não sabem o que fazem".

O corpo foi sepultado no lugar do martírio e, após oito anos, Jerusalém foi destruída.

Os Judeus reconheceram nisso o castigo de Deus, tendo o corpo em 572 sido transferido para Constantinopla, e  encontra-se hoje  na Igreja "Dodeci Apostoli", em Roma. 

Uma curiosidade: a tradição histórica conta que as relíquias dos dois santos foram enterradas juntas, no mesmo dia, na Igreja dos Santos Apóstolos, em Roma. Por este motivo, as festas que celebravam a vida de ambos passaram a ser comemoradas no mesmo dia, como uma só festa.

Santificando minha vida: Uma frase tirada da Epístola de S. Tiago, para nossa reflexão: "Todo o dom precioso e toda a dádiva perfeita vêm do alto e descem do Pai das luzes, no qual não há mudança nem sombra de variação." (Tg 1-17)

  O dia litúrgico destes dois Santos Mártires e Apóstolos comemora-se a 3 de Maio.(Hoje)

 Créditos: (Blogs: amaivos/SantosSanctorum/Wikipédia/Google/Outros)

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

S.Paulo Miki e os seus 24 companheiros - Mártires...






São Paulo Miki
(Tsunokuni, Japão, 1562 ou 1564 - Nagasaki, 5 de fevereiro de 1597) foi um religioso (Jesuíta) e mártir católico do Japão. 


Paulo Miki era filho de um renomado militar, membro de uma família samurai da província de Harima, foi catequista, ingressou na Companhia de Jesus ordenando-se sacerdote, e ficou conhecido como excelente pregador e orador. 

A fé cristã chegou ao Japão em 1549, por intermédio de São Francisco Xavier que começou a  trabalhar sozinho. Cerca de 20 anos depois de sua morte a comunidade já contava com mais de 20 mil pessoas. Desde 1587 a religião cristã estava proibida no Japão, mas entretanto estava a ser  tolerada até a conquista das Filipinas pelos espanhóis em 1594, facto que fez os dirigentes japoneses ligarem o cristianismo ao colonialismo europeu, o que determinou o início da perseguição aos cristãos. 

São Paulo Miki e os seus 24 companheiros foram feitos prisioneiros pelos soldados de Toyotomi Hideyoshi, senhor feudal que unificou o Japão, submetidos a torturas e depois, crucificados em Nagasaki, em 1597, na colina Nishizaka. Seis deles eram missionários franciscanos, três eram jesuítas, 15 eram da Ordem Terceira de São Francisco. Havia entre eles três adolescentes, de 11 a 15 anos de idade. 

Então os quatro carrascos começaram a tirar as espadas daquelas bainhas que costumam usar os japoneses. Ao verem o seu aspecto terrível todos os fiéis gritaram «Jesus, Maria», e soltaram um grito de tristeza que chegou ao céu. E os carrascos, com dois golpes, em pouco tempo os mataram a todos. Morreram cantando o Te Deum

Antes de morrer, São Paulo Miki ainda discursou dizendo: que ninguém poderia duvidar de sua sinceridade e fé e muito menos de que o único caminho para a salvação é através de Jesus Cristo. Sobre este episódio diz o Cardeal Ratzinger: Os relatos sobre o martírio dos primeiros cristãos japoneses assemelham-se de maneira surpreendente ao que sabemos sobre as testemunhas da fé da Igreja primitiva. Não havia neles a menor sombra de fanatismo. Também não percebemos o menor indício de ódio, nem de desespero, nem qualquer dúvida sobre se não teriam apostado num falso Deus, mas apenas uma enorme certeza e uma serena alegria. (Da homilia na memória de São Paulo Miki e companheiros mártires, no Seminário da Santíssima Trindade, Dallas, Texas, 6 de fevereiro de 1991).

Os mártires foram canonizados em 1862 pelo Papa Pio IX. 

O dia litúrgico destes "25 Mártires" foi ontem, dia 6 de Fevereiro.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Semana Santa: PAIXÃO DO SENHOR...



A Sexta-Feira Santa, ou 'Sexta-Feira da Paixão', é a Sexta-Feira antes do Domingo de Páscoa. É a data em que os cristãos lembram o julgamento, paixão, crucificação, morte e sepultura de Jesus Cristo, através de diversos ritos religiosos.

Segundo a tradição cristã, a ressurreição de Cristo aconteceu no domingo seguinte ao dia 14 de Nisã, no calendário hebraico. A mesma tradição refere ser esse o terceiro dia desde a morte. Assim, contando a partir do domingo, e sabendo que o costume judaico, tal como o romano, contava o primeiro e o último dia, chega-se à
sexta-feira como dia da morte de Cristo.

Na Igreja Católica, este dia pertence ao Tríduo pascal, o mais importante período do ano litúrgico. A Igreja celebra e contempla a paixão e morte de Cristo, pelo que é o único dia em que não se celebra, em absoluto, a Eucaristia. Por ser um dia em que se contempla de modo especial Cristo crucificado, as regras litúrgicas prescrevem que neste dia e no seguinte (Sábado Santo) se venere o crucifixo com o gesto da genuflexão, ou seja, de joelhos.

No entanto, mesmo sem a celebração da missa, tem lugar, no rito romano, uma celebração litúrgica própria deste dia. Tal celebração tem alguma semelhança com a celebração da Eucaristia, na sua estrutura, mas difere essencialmente desta pelo facto de não ter Oração eucarística, a mais importante parte da missa católica.


(Net)

sexta-feira, 2 de abril de 2010

TEMPO SANTO - SEXTA-FEIRA SANTA - IV





Hoje, Sexta-feira Santa a Igreja celebra o Mistério da morte de Jesus na cruz.


Ao contrário do que podemos imaginar, não é um dia de tristeza nem de pranto, mas de profunda reflexão acerca do caríssimo preço que Nosso Senhor pagou pela salvação de toda humanidade: oferecendo o dom maior, a própria vida.

Jesus foi presente ao tribunal romano, presidido pelo governador Pôncio Pilatos, e perante a intransigência dos membros do tribunal e da multidão, mandou vir água e, lavando as mãos, disse:"Estou inocente do sangue deste Justo; isso é convosco". E o povo respondeu:"Que o Seu sangue caia sobre nós e sobre os nossos filhos"! O malfeitor Barrabás foi então solto e Jesus entregue para ser açoitado, lhe ser colocada uma coroa de espinhos, despojado das suas vestes, e entregue uma cruz para levar para um lugar chamado Gólgota, cruz que haveria de ser transportada também por Simão, um homem de Cirene. Depois de terem crucificado JESUS, puseram-lhe um escrito por cima da cabeça dizendo "Esté é Jesus, o Rei dos Judeus".
Por volta das três horas da tarde, as trevas envolveram toda a terra e Jesus clamou em alta voz: "Meu Deus, Meu Deus, porque Me abandonaste?" E clamando segunda vez, expirou.

Do alto da cruz, a redenção deixou de ser promessa e se tornou realidade. Rompeu-se o bloqueio entre o céu e a terra. Nossa comunhão com Deus, destruída pelo pecado, foi restabelecida pelo sangue derramado de Jesus. Podemos dizer com São João da Cruz: “Na cruz, quando sofria o maior abandono sensível, Cristo realizou a maior obra que superou os grandes milagres e prodígios operados em toda a sua vida: a reconciliação do gênero humano com Deus, pela graça”.
O sacrifício da cruz recuperou para todos nós o Paraíso (eternidade), outrora perdido, por causa de nossos pecados. Portanto, a cruz que era considerada objeto de maldição (cf. Gl 3,13), tornou-se o trono da glória do Filho de Deus e instrumento de salvação.


Também, a morte de Jesus na cruz revelou a condição do homem pecador como ser-para-a-morte. Todos pecaram! A humanidade sem Deus é uma humanidade condenada à morte. Essa imagem de Jesus Crucificado é a imagem final da humanidade, se ela não se converter e permanecer em seu caminho.
Jesus, assumindo nossa dor, experimenta-a na sua mais profunda e crua realidade. Ele sofreu aquilo que na verdade cada pecador deveria padecer. Porém, ao gritar sua angústia, Ele invocou o Pai, chamando-o de: “Meu Deus”, expressando assim, a própria confiança e certeza de que, apesar de todas as aparências, o Pai não está longe, nem surdo.
Diante da súplica de Jesus, o Pai não o livrou da morte, mas o conduziu à suprema vitória. Por essa vitória, Cristo estabeleceu seu Reino de Amor, revelou a salvação a todos povos: “Embora sendo Filho, aprendeu sofrendo o que é obedecer, e já consumado, chegou a ser causa de salvação eterna para todos os que lhe obedecem” (Hb 5,8-9).


Nesta perspectiva, podemos refletir sobre o nosso sofrimento, a nossa cruz! Esta é condição para seguirmos Jesus, Ele mesmo dá um sentido redentor à cruz, quando afirma: “Quem quiser seguir-me negue a si mesmo, carregue sua cruz e me siga” (Mc 8,34).
Então, ser discípulo de Jesus Cristo consiste em percorrer o seu caminho, isto é, não desprezar os próprios sofrimentos. Seremos vitoriosos no Senhor! Muitas vezes, questionamos os porquês destes sofrimentos. Jesus lhes deu um sentido, aplicando-os a serviço do Pai e em prol da humanidade: “Cristo padeceu por vós, deixando-vos um exemplo, para que sigais suas pegadas” (1Pd 2,21).
Portanto, sigamos sem medo, sem reservas os passos de Nosso Senhor e que a celebração da sua Paixão nos ajude a compreender que a dor e o sofrimento não são o fim de tudo, mas o itinerário que nos remete às alegria eternas da Ressurreição.

Ninguém sabe o que aconteceu depois a Poncio Pilatos, embora haja escritos que afirmam que ele, quatro anos depois, se terá suicidado.

OREMOS!

Fontes: Net, Boletim Diocesano, Bíblia, Outros.