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sábado, 18 de fevereiro de 2012

Dia de S. TEOTÓNIO - Presbítero e 1º. Santo Português.


 
São Teotónio (D. Telo) (N: Ganfei, Valença do Minho, 1082 - F: Coimbra, 18 de Fevereiro de 1162) foi um religioso (presbítero)  português do século XII, tendo sido canonizado pela Igreja Católica.


Formado em teologia e filosofia em Coimbra e Viseu, tornou-se prior da Sé desta última cidade em 1112. Foi em peregrinação a Jerusalém, e ao regressar quiseram-lhe oferecer o bispado de Viseu, o que recusou. 

Tornou-se um dos aliados do jovem infante Afonso Henriques na sua luta contra a mãe, Teresa de Leão, dizendo a lenda que teria chegado a excomungá-la. Teve assim acção directa no nascimento e nos primeiros anos de Portugal.  Mais tarde, seria conselheiro do então já rei Afonso I de Portugal. 

Entretanto, foi de novo em peregrinação à Terra Santa, onde quis ficar; regressou porém a Portugal (1132), desta feita a Coimbra, onde foi um dos co-fundadores, juntamente com outros onze religiosos, do Mosteiro de Santa Cruz (adoptando a regra dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho), do qual se tornou prior. Esta viria a ser uma das mais importantes casas monásticas durante a Primeira Dinastia.
Em 1152, renunciou ao priorado de Santa Cruz; em 1153 o Papa Adriano IV quis fazê-lo bispo de Coimbra, o que uma vez mais recusou.

Morreu em 18 de Fevereiro de 1162, que é ainda hoje o dia em que é celebrado pela Igreja Católica. Foi sepultado numa capela da igreja monástica que ajudou a fundar, mesmo ao lado do local onde o primeiro rei de Portugal se fez sepultar. 

Em 1163, um ano depois da sua morte, o Papa Alexandre III canonizou-o; São Teotónio tornava-se assim o primeiro santo português a subir ao altar, sendo recordado sobretudo por ter sido um reformador da vida religiosa nessa Nação nascente que então era Portugal; o seu culto foi espalhado pelos agostinianos um pouco por todo o Mundo. É o santo padroeiro da cidade de Viseu e da respectiva diocese; é ainda padroeiro da vila de Valença, sua terra natal. É também o Santo que dá nome a um colégio situado em Coimbra, chamado Colégio de São Teotónio. 

No concelho de Odemira, a mais extensa freguesia do país recebeu também o nome deste santo. Desta vila, São Teotónio é também o santo padroeiro, sendo as festividades religiosas realizadas anualmente no dia 18 de Fevereiro.
 *
Final da Homilia do Bispo de Viseu, na comemoração dos 850 anos da morte de S. Teotónio:

São Teotónio,

nosso celeste Padroeiro, sê o guia da tua e nossa Igreja de Viseu, no Sínodo que estamos a realizar! Intercede por nós e pela nossa fidelidade aos teus exemplos, no seguimento da vontade de Deus e na entrega à missão pastoral! São Teotónio, roga a Deus por nós! AMEN. 

Viseu, 18 de fevereiro de 2012

D. Ilídio Leandro, bispo em Viseu

(Créditos: Wikipédia/Google/Agência Ecclésia)

sábado, 31 de dezembro de 2011

S. Silvestre I - Papa (Bispo "Isapóstolo")...



S. Silvestre I

S. Silvestre, nasceu em Roma e seus pais foram RUFINO e JUSTA; desconhece-se a data do seu nascimento. Depois da morte de Melquíades, São Silvestre foi nomeado Bispo de Roma, ocupando este cargo durante 21 anos. Foi Papa de 31 de janeiro de 314 a 31 de dezembro de 335. Foi no Papado de Silvestre I que se iniciou a construção da Basílica de São Pedro no Monte Vaticano, em Roma, sob um cemitério pagão. Também iniciou a construção da Basílica de São Paulo extra muro e a Basílica de S. João, também em Roma.

Este Papa dos inícios da nossa Igreja era um homem piedoso e santo, mas de personalidade pouco marcada. São Silvestre I apagou-se ao lado de um Imperador culto e ousado como Constantino, o qual, mais que servi-lo se terá antes servido dele, da sua simplicidade e humanidade, agindo por vezes como verdadeiro Bispo da Igreja, sobretudo no Oriente, onde recebe o nome de "Isapóstolo", isto é, igual aos apóstolos.

E na realidade, nos assuntos externos da Igreja, o Imperador considerava-se acima dos próprios Bispos, o Bispo dos Bispos, com inevitáveis intromissões nos próprios assuntos internos, uma vez que, com a sua mentalidade ainda pagã, não estava capacitado para entender e aceitar um poder espiritual diferente e acima do civil ou político.

E talvez São Silvestre, na sua simplicidade, tivesse sido o Papa ideal para a circunstância. Outro Papa mais exigente, mais cioso da sua autoridade, teria irritado a megalomania de Constantino, perdendo a sua proteção. Ainda estava muito viva a lembrança dos horrores por que passara a Igreja no reinado de Diocleciano, e São Silvestre, testemunha dessa perseguição que ameaçou subverter por completo a Igreja, terá preferido agradecer este dom inesperado da protecção imperial e agir com moderação e prudência.

Constantino terá certamente exorbitado. Mas isso ter-se-á devido ao desejo de manter a paz no Império, ameaçada por dissenções ideológicas da Igreja, como na questão do donatismo que, apesar de já condenado no pontificado anterior, se vê de novo discutido, em 316, por iniciativa sua.

Dois anos depois, gerou-se nova agitação doutrinária mais perigosa, com origem na pregação de Ario, sacerdote alexandrino que negava a divindade da segunda Pessoa e, consequentemente, o mistério da Santíssima Trindade. Constantino, inteirado da agitação doutrinária, manda mais uma vez convocar os Bispos do Império para dirimirem a questão. Sabemos pelo Liber Pontificalis, por Eusébio e Santo Atanásio, que o Papa dá o seu acordo, e envia, como representantes seus, Ósio, Bispo de Córdova, acompanhado por dois presbíteros.

Ele, como dignidade suprema, não se imiscuiria nas disputas, reservando-se a aprovação do veredito final. Além disso, não convinha parecer demasiado submisso ao Imperador.

Foi o primeiro Concílio Ecumênico (universal) que reuniu em Niceia, no ano 325, mais de 300 Bispos, com o próprio Imperador a presidir em lugar de honra. Os Padres conciliares não tiveram dificuldade em fazer prevalecer a doutrina recebida dos Apóstolos sobre a divindade de Cristo, proposta energicamente pelo Bispo de Alexandria, Santo Atanásio. A heresia de Ario foi condenada sem hesitação e a ortodoxia trinitária ficou exarada no chamado Símbolo Niceno ou Credo, ratificado por S. Silvestre.

Constantino, satisfeito com a união estabelecida, parte no ano seguinte para as margens do Bósforo onde, em 330, inaugura Constantinopla, a que seria a nova capital do Império, eixo nevrálgico entre o Oriente e o Ocidente, até à sua queda em poder dos turcos otomanos, em 1453.

Data dessa altura a chamada doação constantiniana, mediante a qual o Imperador entrega à Igreja, na pessoa de S. Silvestre, a Domus Faustae, Casa de Fausta, sua esposa, ou palácio imperial de Latrão (residência papal até Leão XI), junto ao qual se ergueria uma grandiosa basílica de cinco naves, dedicada a Cristo Salvador e mais tarde a S. João Baptista e S. João Evangelista (futura e actual catedral episcopal de Roma, S. João de Latrão). Mais tarde, doaria igualmente a própria cidade.

Depois de um longo pontificado, cheio de acontecimentos e transformações profundas na vida da Igreja, morre S. Silvestre I no último dia do ano 335, dia em que a Igreja venera a sua memória. Sepultado no cemitério de Priscila, os seus restos mortais seriam transladados por Paulo I (757-767) para a igreja erguida em sua memória.

(Este Papa nada tem a ver com as corridas de S. Silvestre, simplesmente utilizaram o seu nome por ser no dia 31 de Dezembro que se comemora o seu dia litúrgico).

(Créditos: Cancaonova.com/Google)


quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

S. David (Davi) - Rei de Israel (1.040 a.C - 970 a.C.)...




Monarca Santo, Profeta, Reformador, Poeta, Músico Espiritual, Receptor de Salmos.

De acordo com Gênesis 46:12 e Ruth 4:18-22 , David é o décimo primeiro descendente da geração de Judá , o quarto filho do patriarca Jacó (Israel). A linha genealógica é a seguinte: (1) Judá → (2) Perez → (3) Hezrom → (4) Ram → (5) Aminadabe → (6) Naassom → (7) Salmon → (8) Boaz (marido de Ruth ) → (9) Obed → (10) Jesse → (11) David.

David nasceu em Belém , no território da Tribo de Judah, cerca do ano 1.040 a,C. . Seu pai chamava-se Jessé . Sua mãe não é mencionada na Bíblia, mas o Talmud(e) identifica-a como Nitzevet, filha de Adael. David tinha sete irmãos e era o mais novo de todos eles.

Ele tinha oito esposas: Michal , a segunda filha do rei Saul , Ainoã, a jizreelita; Abigail , o carmelita, anteriormente mulher de Nabal ; Maaca , filha de Talmai , rei de Gesur ; Hagite ; Abital ; Eglá , e Bate-Seba , anteriormente a mulher de Urias, o hitita .

O Livro de Crónicas lista os 20 filhos de Davi por várias esposas e concubinas . Em Hebron, ele teve seis filhos: Amnom , de Ainoã, Daniel , por Abigail; Absalão , por Maaca; Adonias , por Hagite; Sefatias , por Abital; e Itreão , de Eglá. Através de Bate-Seba, os seus filhos foram: Samua, Sobabe , Nathan , e Salomão (seu sucessor no Reino de Israel). Os seus filhos nascidos em Jerusalém por outras esposas incluíam: Ibar ; Elisua; Elifelete ; Nogah; Nefegue; Jafia , Elisama, e Eliada . Jerimote , que não é mencionado em nenhuma das genealogias, é mencionado como outro dos filhos de Davi. Também teve pelo menos uma filha, Tamar por Maaca, que foi estuprada por Amnon, seu meio-irmão. Este estupro levou à morte de Amnom. Absalão, seu irmão, espera dois anos, e então vinga a sua irmã, enviando os seus servos para matar Amnon numa festa para que ele tinha convidado todos os filhos do rei.

*Samuel, instruído por Deus vai secretamente até a casa de Jessé para ungir um novo rei para Israel. Apesar de David ser o mais novo de seus sete irmãos ele foi o escolhido por Deus para ser ungido. A bíblia relata que nessa época um "mau espírito" atormentava Saul e seus servos buscaram alguém que soubesse tocar lira para que Saul se acalmasse. Saul se afeiçoou por David e fez dele seu escudeiro. Mais tarde quando o exército filisteu se reuniu para enfrentar os israelitas, um gigante chamado Golias desafiou o exército israelita a enviar um homem para enfrentá-lo, no entanto, os israelitas tiveram medo do gigante. David, indignando-se da vergonha que Golias trazia a Deus e a todo exército de Israel com suas palavras, decidiu enfrentá-lo. Saul ofereceu a sua armadura a David, no entanto ele recusou por não se ter treinado no combate com armadura e ser de pequena estatura em comparação à armadura (a Bíblia relata que Saul era particularmente alto dizendo que seus ombros sobressaíam acima do resto do povo), então Davi enfrentou Golias munido apenas de uma funda e algumas pedras. Logo no começo da batalha Davi acertou-lhe na testa com uma pedrada e, com Golias caído, arrancou-lhe a cabeça com a sua própria espada*.

David ou Davi, foi o segundo monarca do reino unificado de Israel, de acordo com a Bíblia hebraica. (O primeiro havia sido Saul). Foi retratado como um rei bondoso, embora dotado de alguns defeitos, bem como um guerreiro, músico e poeta talentoso, recebendo tradicionalmente crédito por alguns dos salmos presentes no Livro de Salmos.

O célebre arqueólogo americano Edwin Thiele estabeleceu a sua data de nascimento por volta de 1040 a.C., e a sua morte em 970 a.C., tendo reinado sobre Judá de 1010 a 1003 a.C., e sobre o reino unificado de Israel de 1003 a 970 a.C. Os livros bíblicos de Samuel, I Reis e I Crônicas são a única fonte de informação disponível sobre a sua vida e o seu reinado, embora a Estela de Tel Dan (estela negra de basalto descoberta em escavações a norte da Galileia) registre a existência, em meados do século IX a.C., de uma dinastia real judaica chamada de "Casa de David".

A vida de David é particularmente importante para a cultura judaica, cristã e islâmica. No judaísmo David, ou Melekh David ("Rei Davi"), é o Rei de Israel e do povo judaico; um descendente directo seu será o Mashiach, o Messias judaico. No cristianismo David é mencionado como um ancestral do pai adoptivo de Jesus, José, e no islamismo é conhecido como Daud, um profeta e rei de uma nação. Destacou-se na luta dos israelitas contra os filisteus. Tornou-se rei, sucedendo a Saul e conquistou Jerusalém, que transformou em capital do Reino Unido de Israel. Foi substituído por seu filho o Rei Salomão.

Um dia, David, filho de Absalão, revoltou-se contra seu pai, e foram para uma batalha no bosque de Efraim . Absalão é preso pelos cabelos nos ramos de um carvalho e Davi geral Joab mata-o. Quando a notícia da victória é trazida a David, o Rei, ele não se alegrou, mas em voz abalada e com tristeza, disse: " Meu filho Absalão, meu filho, meu filho Absalão! Que eu tivesse morrido por ti, Absalão, meu filho, meu filho! "

Quando David envelheceu e ficou acamado, Adonias , seu filho mais velho sobrevivente e herdeiro natural, declara-se rei. Bate-Seba, esposa favorita de Davi, e Natã, o profeta , temendo que eles fossem mortos por Adonias, vão falar com David para obter o seu acordo de que Salomão , filho de Bate-Seba, é que deve sentar-se no trono. E assim os planos de Adonias colapsam, e Salomão torna-se rei. É a Salomão que Davi dá suas instruções finais, incluindo a sua promessa de que a linha de Salomão e David vai herdar o trono de Judá para sempre, e faz um pedido a Salomão, para este matar os seus inimigos mais antigos em seu nome. David morre e é enterrado na cidade de Davi , depois de ter governado Israel durante 40 anos, sete em Hebron e 33 em Jerusalém, onde faleceu.

Seu nome é citado 1.139 vezes na Bíblia.

(Eu te amo, ó Senhor , minha força. O SENHOR é a minha rocha, a minha fortaleza e o meu libertador; meu Deus é o meu rochedo, em quem me refugio. Ele é o meu escudo, a força da minha salvação, minha fortaleza. Eu chamo ao Senhor, que é digno de louvor, e sou salvo dos meus inimigos.
- Salmo 18:1-3 (NVI).)

O seu dia litúrgico é a 29 de Dezembro, no Ocidente (Portugal)...

(Um resumo, para o dia de hoje, duma vida muito longa...)

(Créditos:Wikipédia/Google/Bíblia)


domingo, 24 de abril de 2011

DOMINGO DE PÁSCOA - Dia da RESSURREIÇÃO DE JESUS CRISTO...! ...(ALELUIA!...)...




A Páscoa (do hebraico Pessach, significando passagem através do grego Πάσχα) é um evento religioso cristão, e a maior e a mais importante festa da Cristandade. Na Páscoa os cristãos celebram a Ressurreição de Jesus Cristo depois da sua morte por crucificação (na Sexta-Feira Santa) que teria ocorrido nesta época do ano em 30 ou 33 da Era Comum.


Depois de morrer na cruz, o corpo de Jesus foi colocado em um sepulcro, onde ali permaneceu por três dias, até à sua ressurreição. É o dia santo mais importante da religião cristã. Muitos costumes ligados ao período pascal originam-se dos festivais pagãos da primavera. Outros vêm da celebração do Pessach, ou Passover, a Páscoa judaica, que é uma das mais importantes festas do calendário judaico, celebrada por 8 dias e onde é comemorado o êxodo dos israelitas do Egipto, da escravidão para a liberdade. Um ritual de passagem, assim como a "passagem" de Cristo, da morte para a vida.


Os espanhóis chamam a festa de Pascua, os italianos de Pasqua, os franceses de Pâques, os ingleses de Easter e os alemães de Ostern.

Tradições pagãs na Páscoa


Na Páscoa, é comum a prática de pintar ovos cozidos, decorando-os com desenhos e formas abstratas. Em grande parte dos países ainda é um costume comum, embora que em outros, os ovos tenham sido substítuidos por ovos de chocolate. No entanto, o costume não é citado na Bíblia. Portanto, este costume é uma alusão a antigos rituais pagãos. Ishtar ou Astarte é a deusa da fertilidade e do renascimento na mitologia anglo-saxã, na mitologia nórdica e mitologia germânica. A primavera, lebres e ovos pintados com runas eram os símbolos da fertilidade e renovação a ela associados. A lebre (e não o coelho) era seu símbolo. Suas sacerdotisas eram ditas capazes de prever o futuro observando as entranhas de uma lebre sacrificada. A lebre de Eostre pode ser vista na Lua cheia e, portanto, era naturalmente associada à Lua e às deusas lunares da fertilidade. De seus cultos pagãos originou-se a Páscoa (Easter, em inglês e Ostern em alemão), que foi absorvida e misturada pelas comemorações judaico-cristãs. Os antigos povos nórdicos comemoravam o festival de Eostre no dia 30 de Março. Eostre ou Ostera (no alemão mais antigo) significa “a Deusa da Aurora” (ou, novamente, o planeta Vênus). É uma deusa anglo-saxã, teutônica, da Primavera, da Ressurreição e do Renascimento. Ela deu nome ao Shabbat Pagão, que celebra o renascimento chamado de Ostara.



ALELUIA!...

(Net)

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Semana Santa: PAIXÃO DO SENHOR...



A Sexta-Feira Santa, ou 'Sexta-Feira da Paixão', é a Sexta-Feira antes do Domingo de Páscoa. É a data em que os cristãos lembram o julgamento, paixão, crucificação, morte e sepultura de Jesus Cristo, através de diversos ritos religiosos.

Segundo a tradição cristã, a ressurreição de Cristo aconteceu no domingo seguinte ao dia 14 de Nisã, no calendário hebraico. A mesma tradição refere ser esse o terceiro dia desde a morte. Assim, contando a partir do domingo, e sabendo que o costume judaico, tal como o romano, contava o primeiro e o último dia, chega-se à
sexta-feira como dia da morte de Cristo.

Na Igreja Católica, este dia pertence ao Tríduo pascal, o mais importante período do ano litúrgico. A Igreja celebra e contempla a paixão e morte de Cristo, pelo que é o único dia em que não se celebra, em absoluto, a Eucaristia. Por ser um dia em que se contempla de modo especial Cristo crucificado, as regras litúrgicas prescrevem que neste dia e no seguinte (Sábado Santo) se venere o crucifixo com o gesto da genuflexão, ou seja, de joelhos.

No entanto, mesmo sem a celebração da missa, tem lugar, no rito romano, uma celebração litúrgica própria deste dia. Tal celebração tem alguma semelhança com a celebração da Eucaristia, na sua estrutura, mas difere essencialmente desta pelo facto de não ter Oração eucarística, a mais importante parte da missa católica.


(Net)

domingo, 17 de abril de 2011

DOMINGO DE RAMOS - Início da Semana Santa (Tempo Pascal)


Hoje, celebra-se o "DOMINGO DE RAMOS"


O Domingo de Ramos é a festa litúrgica que celebra a entrada de Jesus Cristo na cidade de Jerusalém. É também a abertura da Semana Santa. Neste dia, são comuns procissões em que os fiéis levam consigo ramos de oliveira ou palmeira, o que originou o nome da celebração. Segundo os Evangelhos, Jesus foi para Jerusalém para celebrar a Páscoa Judaica com os(discípulos). Entrou na cidade como um Rei, mas sentado num jumentinho - o simbolo da humildade - e foi aclamado pela população como o Messias, o Rei de Israel. A multidão o aclamava: "Hossana ao Filho de David!" Isto aconteceu alguns dias antes da sua Paixão, Morte e Ressurreição.


História


A procissão do Domingo de Ramos surgiu depois que um grupo de cristãos da Etéria fez uma peregrinação a Jerusalém e, ao retornar, procedeu na sua região da mesma forma que havia feito nos lugares santos, lembrando os momentos da Semana Santa. O costume passou a ser utilizado gradualmente por outras igrejas e, ao final da Idade Média, foi incorporado aos rituais da Semana Santa....


O Ritual


A celebração do Domingo de Ramos começa numa capela ou igreja afastada de onde será rezada a Missa. Os ramos que os fiéis levam consigo são abençoados pelo sacerdote. Então, este proclama o Evangelho da entrada de Jesus em Jerusalém, e inicia-se a procissão com algumas orações próprias da festa, rumo à igreja principal ou matriz.

Durante a procissão, os fiéis entoam a antífona:


"Hossana ao Filho de David!

Hossana ao Filho de David!

Bendito o que vem em nome do Senhor!

Rei de Israel, Hossana nas alturas!"


(net)

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Foi há 92 Anos que faleceu FRANCISCO MARTO, um dos 3 Pastorinhos de FÁTIMA(Cova da Iria)...


No dia 4 de Abril de 1919, faleceu Francisco Marto, pastorinho de Fátima, vitimado pela pneumónica, que o atacou, e durante 5 meses não o largou. Faleceu na sua casa, em Aljustrel, tendo sido sepultado no dia seguinte no Cemitério Paroquial de Fátima. Algumas pessoas e sua prima a Irmã LÚCIA de JESUS, acompanharam o cortejo fúnebre; sua irmã JACINTA, doente, não pode estar presente. A suavidade da morte de FRANCISCO impressionou as pessoas presentes em especial seus pais que afirmam que, "sorriu para os mesmos", na hora da partida.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Faz hoje anos que nasceu a Irmã LÚCIA - a mais velha dos 3 Pastorinhos da COVA DA IRIA (Fátima)...


Faz hoje 104 anos, que nasceu na aldeia de Aljustrel, a Irmã Lúcia, a mais velha dos 3 Pastorinhos da Cova da Iria, Freguesia de Fátima, Concelho de Vila Nova de Ourém, hoje OURÉM.

Na certidão de baptismo está o dia 22, mas Lúcia de Jesus diz que aquele dia está errado e que nasceu a 28 de Março.

(Ver post anterior sobre este assunto, postado no dia 22).

terça-feira, 22 de março de 2011

Faz hoje(?) anos que nasceu LÚCIA ROSA DOS SANTOS - a mais velha dos 3 Pastorinhos da COVA DA IRIA (Fátima).(?)...






Azinheira onde Nª.Senhora APARECEU













Quarto de LÚCIA e irmã Carolina









LÚCIA é a da direita.


Faz hoje(?) 104 anos, que nasceu na aldeia de Aljustrel, a Irmã Lúcia, a mais velha dos 3 Pastorinhos da Cova da Iria, Freguesia de Fátima, Concelho de Vila Nova de Ourém, hoje OURÉM.

Filha de António dos Santos e Maria Rosa, era a mais nova de 7 irmãos.

As Aparições começaram a 13 de Maio de 1917. As crianças (LÚCIA, com 10 anos e seus primos JACINTA e FRANCISCO MARTO) brincavam na construção de uma pequena parede de pedras na Cova da Iria, no meio das azinheiras, quando viram um clarão, que lhes pareceu ser um relâmpago.


Mas antes desse facto, em 1916, um Anjo apareceu no poço do quintal da casa de Lúcia, preparando-os para as futuras visões. O Poço do Arneiro é preservado ainda hoje, bem pintado, monitorado e aberto à visitação pública. Sobre ele, há imagens do Anjo com as crianças.

Nossa Senhora de Fátima APARECEU-LHEs e deixou a LÚCIA uma mensagem para transmitir no fututo. E vieram mais APARIÇÕES mas as mensagens eram quase sempre as mesmas...até que a 17 de Outubro se deu o "MILAGRE DO SOL".

Em 17 de Junho de 1921, o bispo de Leiria D. José Alves Correia da Silva proporcionou a sua entrada no colégio das irmãs doroteias em Vilar, Porto, alegadamente para a proteger dos peregrinos e curiosos que acorriam cada vez mais à Cova da Iria e pretendiam falar com ela.

Nota da Wikipédia: 1. ↑ De acordo com as suas memórias, a data de 22 de Março, que aparece no seu registo de nascimento, não estaria correcta. Assim, o dia 28 é que é considerado o dia do seu nascimento.

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A devido tempo falarei mais sobre a História das Aparições de Fátima, já que há vozes discordantes dos factos verificados. O Padre(?)Mário de Oliveira na sua obra(?) FÁTIMA NUNCA MAIS, João Ílharco na sua obra(?) FÁTIMA DESMASCARADA, etc., todos com as suas teorias negativas e ofensivas sobre o que realmente aconteceu.
É que a história das Aparições não se resume a FÁTIMA, a SALAZAR, Á RÚSSIA, à IGREJA, como muitos "iluminados" querem fazer crer às pessoas. Hei-de falar de França e doutros países, ...muito antes de SALAZAR e CEREJEIRA pensarem sequer em ser "PODER"...nem sequer eram nascidos...

NUNCA GOSTEI DE ATEUS...


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domingo, 20 de fevereiro de 2011

Beata JACINTA MARTO - Comemora-se hoje, dia 20, o 91º. aniversário da sua morte!...

...Comemora-se hoje, o 91º. aniversário da morte da Pastorinha JACINTA, já beatificada,.....





(pendente)

A Pastorinha LÚCIA faleceu há 6 anos.....

.....Faleceu a 13 do corrente......




(Pendente)

quinta-feira, 13 de maio de 2010

O PAPA BENTO XVI em Fátima.....




...Sua Santidade o PAPA BENTO XVI, presidiu hoje às cerimónias comemorativas do 93º. aniversário da Aparição da Virgem Santíssima aos Pastorinhos Jacinta, Francisco e Lúcia, no dia 13 de Maio de 1917, no lugar da Cova da Iria, hoje FÁTIMA.
...Choveu bastante mas, à hora da missa, estava um tempo radioso, tendo estado dentro do recinto do Santuário cerca de meio milhão de peregrinos, portugueses e estrangeiros, não sendo mais dado que o Santuário agora é mais pequeno devido às obras que foram efectuadas com a edificação da nova Igreja.

...Não achei correcto que o PAPA não tivesse deixado acabar a Procissão do Adeus, e tivesse ido para a Catedral encontrar-se com D. Duarte e família... e rezar aos 3 Pastorinhos juntos dos seus túmulos.
...Todos os peregrinos sabem que o momento alto desta Procissão é a colocação da Imagem de Nossa Senhora no Seu Trono (tronco), dentro da Capelinha das Aparições.
...Pois é!...

(...o Amor que se sacrificar pelos outros, mas que não sacrifique os outros...)...[Papa Bento XVI, hoje]

Youtube/joseph.13.05.2010

terça-feira, 11 de maio de 2010

OS PARVOS DO COSTUME...





...O PAPA BENTO XVI chega hoje a Portugal e um bando de meninas e meninos prepara-se para distribuir 28 mil preservativos à entrada das missas no Terreiro do Paço, em Lisboa, e na Avenida dos Aliados, no Porto.
...É evidente que o referido bando excluiu FÁTIMA por motivos mais do que óbvios.
...A caridade cristã e a inteligência aconselham que ninguém responda a estas miseráveis provocações.
...Mas como o povo católico que vai estar no Santuário no dia 13 é muito mais genuíno nas suas manifestações de Fé e de revolta, percebe-se que o tal bando de inúteis tenha eliminado FÁTIMA do seu roteiro folclórico.
...É que DEUS, na sua infinita misericórdia, de certo perdoaria algumas "arrochadas" bem dadas nos parvos do costume.
...Só se perdiam as que caíssem no chão.

Fonte:António Ribeiro Ferreira,Jornalista,CManhã.10.05.2010/

quinta-feira, 1 de abril de 2010

TEMPO SANTO - A ÚLTIMA CEIA - III



Celebra-se HOJE o dia da Última Ceia (também chamada de "Ceia do Senhor" ou "Ceia Mística") que foi a última refeição compartilhada por Jesus com os doze apóstolos antes de Sua morte e ressurreição. A Última Ceia tem sido objeto de várias pinturas, sendo a mais famosa o afresco de Leonardo da Vinci em Milão, pintada em 1498 (imagem acima).

Durante a Última Ceia, e em referência específica ao tomar o pão e o vinho, Jesus contou aos seus discípulos, "Façam isso em memória de mim", (1 Coríntios 11:23–26). Outros eventos e diálogos foram gravados nos Evangelhos Sinóticos e no de São João. Todas as igrejas cristãs interpretam o descrito como a instituição da Eucaristia.

O vaso que era usado para servir o vinho ficou conhecido também como o "Cálice Sagrado", e tem sido um dos supostos objetos da literatura do "Santo Graal" na mitologia cristã.

A Última Ceia ocorreu na véspera da morte de Jesus. O Novo Testamento narra que Jesus pegou no pão em suas mãos, deu graças e disse aos Seus discípulos: "Este é o meu corpo que será entregue a vós". Do mesmo modo, ao fim da ceia, Ele pegou o cálice em suas mãos, levantou ao alto e disse aos seus discípulos: "este é o meu sangue, o sangue da vida que será derramado por vós."

De acordo com os Evangelhos canônicos, durante a refeição, Jesus revelou que um dos seus Apóstolos iria traí-lo e que seria Judas. Apesar das afirmações de cada apóstolo dizendo que não seria um deles, Jesus é descrito reiterando que seria uma das pessoas que estavam presentes, e prolonga-se a dizer "Ai do que trair o Filho do homem! Seria melhor para ele se não tivesse sido nascido" (Marcos 14:20-21).

Só no Evangelho de Mateus (Mateus 26:23-26:25), e no Evangelho de João (João 13:26-13:27) Judas Iscariotes é especificamente apontado. Este é o momento retratado na pintura de Leonardo da Vinci "A Última Ceia" (tela acima).

Há dúvidas quanto ao local exacto onde decorreu a Última Ceia, embora se saiba que foi em Jerusalém, ou nos seus arredores.

Oremos!

Fontes: Bíblia, Wikipédia, Google.

sábado, 27 de março de 2010

TEMPO SANTO - DOMINGO DE RAMOS - II


***Celebra-se amanhã, Domingo, dia 28, o Domingo de Ramos que abre por excelência a SEMANA SANTA. ***

Relembramos e celebramos a entrada triunfal de Jesus Cristo em Jerusalém, poucos dias antes de sofrer a Paixão, Morte e Ressurreição.

Este domingo é chamado assim porque o povo cortou ramos de árvores, ramagens e folhas de palmeiras para cobrir o chão onde Jesus passava montado num jumento. Com folhas de palmeiras nas mãos, o povo o aclamava “Rei dos Judeus”, “Hosana ao Filho de Davi”, “Salve o Messias”... E assim, Jesus entra triunfante em Jerusalém despertando nos sacerdotes e mestres da lei muita inveja, desconfiança, medo de perder o poder. Começa então uma trama para condenar Jesus à morte e morte de cruz.

O povo o aclama cheio de alegria e esperança, pois Jesus como o profeta de Nazaré da Galiléia, o Messias, o Libertador, certamente para eles, iria libertá-los da escravidão política e econômica imposta cruelmente pelos romanos naquela época e, religiosa que massacrava a todos com rigores excessivos e absurdos.

Mas, essa mesma multidão, poucos dias depois, manipulada pelas autoridades religiosas, o acusaria de impostor, de blasfemador, de falso messias. E incitada pelos sacerdotes e mestres da lei, exigiria de Pôncio Pilatos, governador romano da província, que o condenasse à morte.

Por isso, na celebração do Domingo de Ramos, proclamamos dois evangelhos: o primeiro, que narra a entrada festiva de Jesus em Jerusalém fortemente aclamado pelo povo; depois o Evangelho da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, onde são relatados os acontecimentos do julgamento de Cristo. Julgamento injusto com testemunhas compradas e com o firme propósito de condená-lo à morte. Antes porém, da sua condenação, Jesus passa por humilhações, cusparadas, bofetadas, é chicoteado impiedosamente por chicotes romanos que produziam no supliciado, profundos cortes com grande perda de sangue. Só depois de tudo isso que, com palavras é impossível descrever o que Jesus passou por amor a nós, é que Ele foi condenado à morte, pregado numa cruz.

O Domingo de Ramos pode ser chamado também de “Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor”, nele, a liturgia nos relembra e nos convida a celebrar esses acontecimentos da vida de Jesus que se entregou ao Pai como Vítima Perfeita e sem mancha para nos salvar da escravidão do pecado e da morte.

Crer nos acontecimentos da Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo, é crer no mistério central da nossa fé, é crer na vida que vence a morte, é vencer o mal, é também ressuscitar com Cristo e, com Ele Vivo e Vitorioso viver eternamente. É proclamar, como nos diz São Paulo: ‘“Jesus Cristo é o Senhor”, para a glória de Deus Pai’ (Fl 2, 11).

Fontes: Net/Joseph

quinta-feira, 25 de março de 2010

TEMPO SANTO - QUARESMA - I




Hoje a Igreja celebra a Anunciação do Senhor, a Encarnação do Filho de Deus.

É o Verbo Divino que assume a nossa natureza humana, “sujeitando-se” ao Tempo e ao Espaço.Hoje é o dia em que a eternidade entra no “nosso” Tempo.

Mas a Encarnação do Filho de Deus foi precedida pelo "fiat" (o "sim") de Maria.

Assim, esta é também e necessariamente uma festa mariana: “Fiat mihi secundum verbum tuum”

- “Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1, 38).

Cumpriu-se assim a profecia de Isaías do Antigo Testamento: "Por isso, o Senhor, por sua conta e risco, vos dará um sinal.

Foi o Arcanjo São Gabriel, que anunciou a Maria que iria ser Mãe...

Olhai: a jovem está grávida e vai dar à luz um filho, e há-de pôr-lhe o nome de Emanuel" (Is 7,14).
Meu Deus, quisestes que o vosso Verbo se fizesse homem no seio da Virgem Maria; dai-nos a graça de participar da Sua divindade, nós que O proclamamos, com o nosso coração, e à semelhança de São Tomé, “Meu Senhor e Meu Deus” !

terça-feira, 13 de maio de 2008

FÁTIMA - 13.05.2008



Hoje é dia 13 de Maio, dia de Nossa Senhora de Fátima e dos Pastorinhos Jacinta, Francisco e Lúcia; comemora-se hoje o 91º. ano do início das Aparições de Nsa. Sra. em 1917, na antiga Cova da Iria.

Que Nossa Senhora nos ilumine a todos, sem excepção, para que possamos vir a ter um mundo melhor, porque, sobretudo os valores, andam muito desacreditados.

AVÉ MARIA, cheia de graça, ...........

domingo, 23 de março de 2008

DOMINGO DE PÁSCOA - A Ressurreição....



Páscoa significa «passagem».

A origem desta festa perde-se na noite dos tempos. Inicialmente, era uma festa de pastores, que no início da primavera, imolavam um cordeiro do rebanho. Os hebreus transformaram esta festa pastoril no «memorial» da libertação do Egipto. Era imolado o cordeiro pascal, sinal da «passagem» de Deus, que faz passar o povo eleito da escravidão para a terra da liberdade.

Para os cristãos é a festa principal do ano litúrgico, em se «comemora» a morte de Cristo na Cruz e a Sua Ressurreição. É sempre «passagem», intervenção de Deus, que ressuscita o Filho, morto na Cruz, naquele extremo despojamento e aparente abandono. De algum modo, Deus rompe o silêncio, ressuscitando Jesus, que passa da morte à vida e da Paixão à Ressurreição: passa deste mundo para o Pai, para a esfera divina, também na Sua humanidade, agora gloriosa.

1. Este homem, que vós eliminastes, «suspendendo-O na Cruz, Deus ressuscitou-O ao terceiro dia e permitiu-Lhe manifestar-Se… a nós que comemos e bebemos com Ele, depois de ter ressuscitado dos mortos». É o testemunho dos Apóstolos, como escutámos na 1ª leitura.

Ninguém presenciou o momento da Ressurreição de Jesus. Não há – digamos assim - «vestígios históricos», que possam ser documentados pelos historiadores. A Ressurreição de Jesus é real, mas transcende a história. Só é acessível aos olhos da fé, baseada no testemunho apostólico. O que os Apóstolos testemunham é que encontraram o sepulcro vazio, naquela manhã de Páscoa e que o Ressuscitado «Se mostrou» a eles, em diversas ocasiões, até «subir ao céu», isto é, voltar para o mundo de Deus.

Como escutámos, no texto evangélico, «Maria Madalena foi de manhãzinha… ao sepulcro e viu a pedra retirada do sepulcro. Correu então e foi ter com Simão Pedro e com o outro discípulo que Jesus amava e disse-lhes: “levaram o Senhor do sepulcro e não sabemos onde O puseram”. Pedro partiu com o outro discípulo e foram ambos ao sepulcro». Simão Pedro «entrou no sepulcro e viu as ligaduras no chão e o sudário…, enrolado à parte. Entrou também o outro discípulo…: viu e acreditou».

«Viu» o quê? O sepulcro vazio e lembrou-se, então, do que dizia a Escritura, «segundo a qual Jesus devia ressuscitar dos mortos». «O discípulo que Jesus amava» - seja ele quem for historicamente – representa o discípulo ideal, que, com a intuição do amor, sabe descobrir os sinais da Ressurreição.

2. Ser cristão é acreditar em Jesus Ressuscitado. Como aconteceu com os Apóstolos, a nossa é uma fé pascal, no sentido de tem o seu fundamento na Ressurreição de Jesus: «Se Cristo não ressuscitou é vã a nossa fé» (2 Cor 15, 19) – diz-.nos S. Paulo. Mas Ele ressuscitou, comprovando a Sua pretensão de ser Filho de Deus e Salvador da humanidade.

A nossa é uma fé pascal, porque acreditamos na Ressurreição de Jesus como novo tipo da Sua presença no meio de nós: uma presença real, mas invisível: presença espiritual, porque se realiza por meio do Espírito Santo.

A nossa é uma fé pascal, também porque acreditamos que a Paixão é caminho de Ressurreição. Quem ressuscita é o Crucificado. Não há Ressurreição, sem Paixão. Nós, discípulos do Crucificado Ressuscitado, vivemos «o já» da Ressurreição, garantia da vitória final, no «ainda não» da Paixão, que é condição de vida.

3. Por isso a fé pascal é esperança certa. Não mera probabilidade. A Carta aos Hebreus define a fé como «garantia das coisas que se esperam e certeza das que não se vêem» (11, 1). Como afirma S. Paulo, sofremos como que dores de parto, até se manifestar a libertação total e definitiva. «Porque na esperança é que fomos salvos. Mas, a esperança que se vê não é esperança, pois aquilo que alguém vê, como é que o espera ainda? Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o esperamos» (Rm 8, 24).

O que não significa resignação, mas esperança activa, que é compromisso de quem acredita na vitória da vida e da história. O que aconteceu com a Cabeça do Corpo, acontecerá também com os membros do Corpo. N’Ele é regenerada a humanidade, na medida em que seguir os Seus «passos» do caminho sofrido da Paixão, cujo desenlace final é a Páscoa da Ressurreição, possibilidade divina das impossibilidades humanas.

É esta esperança, que celebramos na Festa da Páscoa, que é o Domingo, Dia do Senhor Ressuscitado. Faz, pois, todo o sentido que hoje, Domingo de Páscoa, troquemos uns com os outros votos de Festas Felizes, na alegria e esperança de Cristo Ressuscitado.

Boas Páscoas a todos!


+ D. António de Sousa Braga/Bispo/net

sábado, 22 de março de 2008

SÁBADO SANTO (Fim da Semana Santa)...



"Durante o Sábado santo a Igreja permanece junto ao sepulcro do Senhor, meditando sua paixão e sua morte, sua descida à mansão dos mortos e esperando na oração e no jejum sua ressurreição (Circ 73).

No dia do silêncio: a comunidade cristã vela junto ao sepulcro. Calam os sinos e os instrumentos. É ensaiado o aleluia, mas em voz baixa. É o dia para aprofundar. Para contemplar. O altar está despojado. O sacrário aberto e vazio.

A Cruz continua entronizada desde o dia anterior. Central, iluminada, com um pano vermelho com o louro da vitória. Deus morreu. Quis vencer com sua própria dor o mal da humanidade. É o dia da ausência. O Esposo nos foi arrebatado. Dia de dor, de repouso, de esperança, de solidão. O próprio Cristo está calado. Ele, que é Verbo, a Palavra, está calado. Depois de seu último grito da cruz "por que me abandonaste?", agora ele cala no sepulcro. Descansa: "consummantum est", "tudo está consumado". Mas este silêncio pode ser chamado de plenitude da palavra. O assombro é eloqüente. "Fulget crucis mysterium", "resplandece o mistério da Cruz".

O Sábado é o dia em que experimentamos o vazio. Se a fé, ungida de esperança, não visse no horizonte último desta realidade, cairíamos no desalento: "nós o experimentávamos… ", diziam os discípulos de Emaús.

É um dia de meditação e silêncio. Algo parecido à cena que nos descreve o livro de Jó, quando os amigos que foram visitá-lo, ao ver o seu estado, ficaram mudos, atônitos frente à sua imensa dor: "Sentaram-se no chão ao lado dele, sete dias e sete noites, sem dizer-lhe uma palavra, vendo como era atroz seu sofrimento" (Jó. 2, 13).

Ou seja, não é um dia vazio em que "não acontece nada". Nem uma duplicação da Sexta-feira. A grande lição é esta: Cristo está no sepulcro, desceu à mansão dos mortos, ao mais profundo em que pode ir uma pessoa. E junto a Ele, como sua Mãe Maria, está a Igreja, a esposa. Calada, como ele. O Sábado está no próprio coração do Tríduo Pascal. Entre a morte da Sexta-feira e a ressurreição do Domingo nos detemos no sepulcro. Um dia ponte, mas com personalidade. São três aspectos -não tanto momentos cronológicos- de um mesmo e único mistério, o mesmo da Páscoa de Jesus: morto, sepultado, ressuscitado:

"...se despojou de sua posição e tomou a condição de escravo…se rebaixou até se submeter inclusive à morte, quer dizer, conhecesse o estado de morte, o estado de separação entre sua alma e seu corpo, durante o tempo compreendido entre o momento em que Ele expirou na cruz e o momento em que ressuscitou. Este estado de Cristo morto é o mistério do sepulcro e da descida à mansão dos mortos. É o mistério do Sábado Santo em que Cristo depositado na tumba manifesta o grande repouso sabático de Deus depois de realizar a salvação dos homens, que estabelece na paz o universo inteiro".


Vigília Pascal:
A celebração hoje à noite, é uma Vigília em honra ao Senhor, segundo uma antiqüíssima tradição, (Ex. 12, 42), de maneira que os fiéis, seguindo a exortação do Evangelho (Lc. 12, 35 ss), tenham acesas as lâmpadas como os que aguardam a seu Senhor quando chega, para que, ao chegar, os encontre em vigília e os faça sentar em sua mesa.

Pesquisa e foto/net

sexta-feira, 21 de março de 2008

SEXTA-FEIRA SANTA - A Crucifixão de Jesus...



Hoje queremos acompanhar Cristo na Cruz. Recordo umas palavras de São Josemaria Escrivá, numa Sexta-Feira Santa. Convidava-nos a reviver pessoalmente as horas da Paixão: desde a agonia de Jesus no Horto das Oliveiras até à flagelação, a coroação de espinhos e a morte na Cruz. Dizia: atada a omnipotência de Deus por mão de homem levam o meu Jesus de um lado para outro, entre os insultos e os empurrões da multidão.

Cada um de nós há de ver-se no meio daquela multidão, porque foram os nossos pecados a causa da imensa dor que se abate sobre a alma e o corpo do Senhor. Sim: cada um de nós leva Cristo, convertido em objecto de troça, de uma a outra parte. Somos nós que, com os nossos pecados, reclamamos aos gritos a sua morte. E Ele, perfeito Deus e perfeito Homem, deixa-nos agir. Tinha-o predito o profeta Isaías:
maltratado, não abriu a sua boca; como cordeiro levado ao matadoiro, como ovelha muda ante dos tosquiadores.

É justo que sintamos a responsabilidade dos nossos pecados. É lógico que estejamos muito agradecidos a Jesus. É natural que procuremos a reparação, porque às nossas manifestações de desamor, Ele responde sempre com um amor total. Neste tempo da Semana Santa, vemos o Senhor mais próximo, mais semelhante aos seus irmãos os homens... Meditemos umas palavras de João Paulo II:
Quem crê em Jesus crucificado e ressuscitado leva a Cruz como um triunfo, como prova evidente de que Deus é amor... Mas a fé em Cristo nunca se pode dar por pressuposta. O mistério pascal, que reviveremos nos dias da Semana Santa, é sempre actual. (Homilia, 24-III-2002).

Peçamos a Jesus, nesta Semana Santa, que desperte na nossa alma a consciência de ser homens e mulheres verdadeiramente cristãos, para que vivamos face a Deus e, com Deus, face a todas as pessoas.

Não deixemos que o Senhor leve a Cruz sozinho. Acolhamos com alegria os pequenos sacrifícios diários.

Aproveitemos a capacidade de amar, que Deus nos concedeu, para concretizar propósitos, mas sem ficarmos num mero sentimentalismo. Digamos sinceramente: Senhor, nunca mais! Nunca mais! Peçamos com fé que nós e todas as pessoas da terra descubramos a necessidade de ter ódio ao pecado mortal e de repelir o pecado venial deliberado, que tantos sofrimentos causaram ao nosso Deus.

Que grande é o poder da Cruz! Quando Cristo é objecto de riso e de escárnio para todo o mundo; quando está no Madeiro sem desejar arrancar-se desses cravos; quando ninguém daria nem um centavo pela sua vida, o bom ladrão – um como nós – descobre o amor de Cristo agonizante, e pede perdão. Hoje estarás comigo no Paraíso. Que força tem o sofrimento, quando se aceita junto a Nosso Senhor! É capaz de tirar – das situações mais dolorosas – momentos de glória e de vida. Esse homem que se dirige a Cristo agonizante, encontra a remissão dos seus pecados, a felicidade para sempre.

Nós temos de fazer o mesmo. Se perdermos o medo da Cruz, se nos unirmos a Cristo na Cruz, receberemos a sua graça, a sua força, a sua eficácia. E encher-nos-emos de paz.

Ao pé da Cruz descobrimos Maria, Virgem fiel. Peçamos-lhe, nesta Sexta-Feira Santa, que nos empreste o seu amor e a sua força, para que também nós saibamos acompanhar Jesus. Dirigimo-nos a Ela com umas palavras de São Josemaria Escrivá, que ajudaram milhões de pessoas. Diz:
Minha Mãe (tua, porque és seu por muitos títulos), que o teu amor me prenda à Cruz do teu Filho; que não me falte a Fé, nem a valentia, nem a audácia, para cumprir a vontade do nosso Jesus.

(pesquisa net/Opus Dei/joseph)