sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Hoje é Dia dos REIS MAGOS!...



Festeja-se hoje, 6 de Janeiro, o Dia de REIS (Reis Magos), mais conhecido na liturgia católica como o dia da Epifania. A palavra "Epifania" vem do grego e significa (manifestação), assinalando para os CRENTES o reconhecimento do Jovem JESUS como DEUS-Menino.
O Dia de Reis, chegou mesmo a ser, noutros tempos, um dia mais festejado do que o próprio NATAL, dada a sua ligação a festejos vários, sobretudo nos Países Latinos e está indissoluvelmente ligado ao Bolo-Rei e às tradicionais bagas de romã.
Em Itália e Espanha, por exemplo, os presentes de Natal são dados hoje, visto ser hoje o dia das ofertas que os Reis GASPAR, BALTAZAR e BELCHIOR, vieram trazer ao Menino, ofertas trazidas do Oriente, tendo os Reis chegado a Belém, montados em camelos e guiados por uma Estrela.

Esta veneração aos Reis provém duma tradição surgida no Séc. VIII, quando a Igreja Católica considerou Santos os 3 Reis Magos.

Embora a história diga que os três viajaram juntos, cada um saiu de uma localidade: Baltazar deixou a África levando mirra (arbusto donde se extrai resina para a preparação de medicamentos); Gaspar saiu da Índia levando incenso; e Belchior (ou Melchior) partiu da Europa levando ouro.

Nesse dia, é comum que os católicos relembrem a chegada dos reis com uma rosca ou bolo. A tradição do bolo foi criada pelo rei da França Luis XIV, o Rei Sol, e acabou se difundindo para Portugal, Espanha, Brasil e México. À época, o rei pediu que fosse escondida uma fava dentro da massa; quem a encontrasse deveria servir o mesmo bolo ou rosca no ano seguinte.

Belchior (ou Melchior) seria o representante da raça branca (europeia) e descenderia de Jafé; Gaspar representaria a raça amarela (asiática) e seria descendente de Sem; por fim, Baltasar representaria todos os de raça negra (africana) e descenderia de Cam. Estavam assim representadas todas as raças bíblicas (e as únicas conhecidas na altura: os semitas, os jafetitas e camitas. Pode então dizer-se que a adoração dos Reis Magos ao Menino Jesus simboliza a homenagem de todos os homens na Terra ao Rei dos reis, mesmo os representantes do tronos, senhores da Terra, curvam-se perante Cristo, reconhecendo assim a sua divina realeza.

Nota: Jafé, Sem e Cam são os 3 filhos de Noé, que segundo o Antigo testamento representavam as 3 partes de mundo e as 3 raças que o povoavam naquele tempo.

Talvez fossem astrólogos ou astrônomos, pois, segundo consta, viram uma estrela e foram, por isso, até a região onde nascera Jesus, dito o Cristo. Assim os magos sabendo que se tratava do nascimento de um Rei, foram ao palácio do cruel rei Herodes em Jerusalém na Judéia. Perguntaram eles ao rei sobre a criança. Este disse nada saber. Herodes alarmou-se e sentiu-se ameaçado, e pediu aos magos que, se o encontrassem, falassem a ele, pois iria adorá-lo também, embora suas intenções fossem a de matá-lo. Até que os magos chegassem ao local onde estava o menino, já havia se passado algum tempo, por causa da distância percorridas, assim a tradição atribuiu à visitação dos Magos ao dia 6 de janeiro.

"Entrando na casa, viram o menino (Jesus), com Maria sua mãe. Prostando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra." (Mt 2, 11).

"Sendo por divina advertência prevenidos em sonho a não voltarem à presença de Herodes, regressaram por outro caminho a sua terra" (Mt 2, 12).

Nada mais a Escritura diz sobre essa história cheia de poesia, não havendo também quaisquer outros documentos históricos sobre eles. Certo é que Herodes mandou matar todas as crianças até aos 2 anos de idade, contando assim apanhar o Messias-Menino, o que tem levado a supor que os Reis Magos, que fizeram longas viagens, terão visitado o Menino quando ele já tinha cerca de 2 anos, e não quando o Menino nasceu.

Em Portugal cantam-se as Janeiras!
E acabam os festejos natalícios!

(Créditos: Wikipédia, blogs vários, Bíblia, Google)

sábado, 31 de dezembro de 2011

S. Silvestre I - Papa (Bispo "Isapóstolo")...



S. Silvestre I

S. Silvestre, nasceu em Roma e seus pais foram RUFINO e JUSTA; desconhece-se a data do seu nascimento. Depois da morte de Melquíades, São Silvestre foi nomeado Bispo de Roma, ocupando este cargo durante 21 anos. Foi Papa de 31 de janeiro de 314 a 31 de dezembro de 335. Foi no Papado de Silvestre I que se iniciou a construção da Basílica de São Pedro no Monte Vaticano, em Roma, sob um cemitério pagão. Também iniciou a construção da Basílica de São Paulo extra muro e a Basílica de S. João, também em Roma.

Este Papa dos inícios da nossa Igreja era um homem piedoso e santo, mas de personalidade pouco marcada. São Silvestre I apagou-se ao lado de um Imperador culto e ousado como Constantino, o qual, mais que servi-lo se terá antes servido dele, da sua simplicidade e humanidade, agindo por vezes como verdadeiro Bispo da Igreja, sobretudo no Oriente, onde recebe o nome de "Isapóstolo", isto é, igual aos apóstolos.

E na realidade, nos assuntos externos da Igreja, o Imperador considerava-se acima dos próprios Bispos, o Bispo dos Bispos, com inevitáveis intromissões nos próprios assuntos internos, uma vez que, com a sua mentalidade ainda pagã, não estava capacitado para entender e aceitar um poder espiritual diferente e acima do civil ou político.

E talvez São Silvestre, na sua simplicidade, tivesse sido o Papa ideal para a circunstância. Outro Papa mais exigente, mais cioso da sua autoridade, teria irritado a megalomania de Constantino, perdendo a sua proteção. Ainda estava muito viva a lembrança dos horrores por que passara a Igreja no reinado de Diocleciano, e São Silvestre, testemunha dessa perseguição que ameaçou subverter por completo a Igreja, terá preferido agradecer este dom inesperado da protecção imperial e agir com moderação e prudência.

Constantino terá certamente exorbitado. Mas isso ter-se-á devido ao desejo de manter a paz no Império, ameaçada por dissenções ideológicas da Igreja, como na questão do donatismo que, apesar de já condenado no pontificado anterior, se vê de novo discutido, em 316, por iniciativa sua.

Dois anos depois, gerou-se nova agitação doutrinária mais perigosa, com origem na pregação de Ario, sacerdote alexandrino que negava a divindade da segunda Pessoa e, consequentemente, o mistério da Santíssima Trindade. Constantino, inteirado da agitação doutrinária, manda mais uma vez convocar os Bispos do Império para dirimirem a questão. Sabemos pelo Liber Pontificalis, por Eusébio e Santo Atanásio, que o Papa dá o seu acordo, e envia, como representantes seus, Ósio, Bispo de Córdova, acompanhado por dois presbíteros.

Ele, como dignidade suprema, não se imiscuiria nas disputas, reservando-se a aprovação do veredito final. Além disso, não convinha parecer demasiado submisso ao Imperador.

Foi o primeiro Concílio Ecumênico (universal) que reuniu em Niceia, no ano 325, mais de 300 Bispos, com o próprio Imperador a presidir em lugar de honra. Os Padres conciliares não tiveram dificuldade em fazer prevalecer a doutrina recebida dos Apóstolos sobre a divindade de Cristo, proposta energicamente pelo Bispo de Alexandria, Santo Atanásio. A heresia de Ario foi condenada sem hesitação e a ortodoxia trinitária ficou exarada no chamado Símbolo Niceno ou Credo, ratificado por S. Silvestre.

Constantino, satisfeito com a união estabelecida, parte no ano seguinte para as margens do Bósforo onde, em 330, inaugura Constantinopla, a que seria a nova capital do Império, eixo nevrálgico entre o Oriente e o Ocidente, até à sua queda em poder dos turcos otomanos, em 1453.

Data dessa altura a chamada doação constantiniana, mediante a qual o Imperador entrega à Igreja, na pessoa de S. Silvestre, a Domus Faustae, Casa de Fausta, sua esposa, ou palácio imperial de Latrão (residência papal até Leão XI), junto ao qual se ergueria uma grandiosa basílica de cinco naves, dedicada a Cristo Salvador e mais tarde a S. João Baptista e S. João Evangelista (futura e actual catedral episcopal de Roma, S. João de Latrão). Mais tarde, doaria igualmente a própria cidade.

Depois de um longo pontificado, cheio de acontecimentos e transformações profundas na vida da Igreja, morre S. Silvestre I no último dia do ano 335, dia em que a Igreja venera a sua memória. Sepultado no cemitério de Priscila, os seus restos mortais seriam transladados por Paulo I (757-767) para a igreja erguida em sua memória.

(Este Papa nada tem a ver com as corridas de S. Silvestre, simplesmente utilizaram o seu nome por ser no dia 31 de Dezembro que se comemora o seu dia litúrgico).

(Créditos: Cancaonova.com/Google)


sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Dia da SAGRADA FAMÍLIA: Jesus, Maria e José...



A Festa da Sagrada Família é uma celebração litúrgica na Igreja Católica Romana em honra de Jesus de Nazaré, Sua mãe, a Virgem Maria, e Seu pai adoptivo, São José, como uma família exemplar, servindo assim de exemplo para todos aqueles que constituem a sua família seguindo os rituais católicos.

A Festa da Sagrada Família é comemorada no domingo seguinte, a seguir ao Natal, a menos que o domingo seja o dia 1 de janeiro, e, nesse caso é comemorada a 30 de dezembro, conforme calendário de 1969 (ver no fim).


A veneração da Sagrada Família foi formalmente iniciada no século 17 por Dom François de Laval , um bispo canadense que fundou uma Confraria .

A festa da Sagrada Família foi instituída pelo Papa Leão XIII em 1893 no domingo dentro da Oitava da Epifania (festa dos Santos Reis Magos) , ou seja, no domingo entre 6 a 13 de janeiro,(ver Calendário Geral Romano de 1962).

Esta festa nunca foi um dia santo de preceito , mas quando a sua celebração caiu para um domingo, passou a haver a obrigação de assistir à missa nesse dia.

No calendário promulgado em 1969, a festa foi transferida para o domingo dentro da Oitava do Natal , entre o Natal e o Dia de Ano Novo (ambos exclusivos), ou quando não houver domingo dentro da Oitava (se ambos dia de Natal e Solenidade de Santa Maria , Mãe de Deus são domingos), é realizada em 30 de dezembro, uma sexta-feira nesses anos. (Em outras palavras, a festa é no mesmo dia como a Missa Tridentina rito do domingo dentro da Oitava do Natal.)

(Créditos: Wikipédia/Google).

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

S. David (Davi) - Rei de Israel (1.040 a.C - 970 a.C.)...




Monarca Santo, Profeta, Reformador, Poeta, Músico Espiritual, Receptor de Salmos.

De acordo com Gênesis 46:12 e Ruth 4:18-22 , David é o décimo primeiro descendente da geração de Judá , o quarto filho do patriarca Jacó (Israel). A linha genealógica é a seguinte: (1) Judá → (2) Perez → (3) Hezrom → (4) Ram → (5) Aminadabe → (6) Naassom → (7) Salmon → (8) Boaz (marido de Ruth ) → (9) Obed → (10) Jesse → (11) David.

David nasceu em Belém , no território da Tribo de Judah, cerca do ano 1.040 a,C. . Seu pai chamava-se Jessé . Sua mãe não é mencionada na Bíblia, mas o Talmud(e) identifica-a como Nitzevet, filha de Adael. David tinha sete irmãos e era o mais novo de todos eles.

Ele tinha oito esposas: Michal , a segunda filha do rei Saul , Ainoã, a jizreelita; Abigail , o carmelita, anteriormente mulher de Nabal ; Maaca , filha de Talmai , rei de Gesur ; Hagite ; Abital ; Eglá , e Bate-Seba , anteriormente a mulher de Urias, o hitita .

O Livro de Crónicas lista os 20 filhos de Davi por várias esposas e concubinas . Em Hebron, ele teve seis filhos: Amnom , de Ainoã, Daniel , por Abigail; Absalão , por Maaca; Adonias , por Hagite; Sefatias , por Abital; e Itreão , de Eglá. Através de Bate-Seba, os seus filhos foram: Samua, Sobabe , Nathan , e Salomão (seu sucessor no Reino de Israel). Os seus filhos nascidos em Jerusalém por outras esposas incluíam: Ibar ; Elisua; Elifelete ; Nogah; Nefegue; Jafia , Elisama, e Eliada . Jerimote , que não é mencionado em nenhuma das genealogias, é mencionado como outro dos filhos de Davi. Também teve pelo menos uma filha, Tamar por Maaca, que foi estuprada por Amnon, seu meio-irmão. Este estupro levou à morte de Amnom. Absalão, seu irmão, espera dois anos, e então vinga a sua irmã, enviando os seus servos para matar Amnon numa festa para que ele tinha convidado todos os filhos do rei.

*Samuel, instruído por Deus vai secretamente até a casa de Jessé para ungir um novo rei para Israel. Apesar de David ser o mais novo de seus sete irmãos ele foi o escolhido por Deus para ser ungido. A bíblia relata que nessa época um "mau espírito" atormentava Saul e seus servos buscaram alguém que soubesse tocar lira para que Saul se acalmasse. Saul se afeiçoou por David e fez dele seu escudeiro. Mais tarde quando o exército filisteu se reuniu para enfrentar os israelitas, um gigante chamado Golias desafiou o exército israelita a enviar um homem para enfrentá-lo, no entanto, os israelitas tiveram medo do gigante. David, indignando-se da vergonha que Golias trazia a Deus e a todo exército de Israel com suas palavras, decidiu enfrentá-lo. Saul ofereceu a sua armadura a David, no entanto ele recusou por não se ter treinado no combate com armadura e ser de pequena estatura em comparação à armadura (a Bíblia relata que Saul era particularmente alto dizendo que seus ombros sobressaíam acima do resto do povo), então Davi enfrentou Golias munido apenas de uma funda e algumas pedras. Logo no começo da batalha Davi acertou-lhe na testa com uma pedrada e, com Golias caído, arrancou-lhe a cabeça com a sua própria espada*.

David ou Davi, foi o segundo monarca do reino unificado de Israel, de acordo com a Bíblia hebraica. (O primeiro havia sido Saul). Foi retratado como um rei bondoso, embora dotado de alguns defeitos, bem como um guerreiro, músico e poeta talentoso, recebendo tradicionalmente crédito por alguns dos salmos presentes no Livro de Salmos.

O célebre arqueólogo americano Edwin Thiele estabeleceu a sua data de nascimento por volta de 1040 a.C., e a sua morte em 970 a.C., tendo reinado sobre Judá de 1010 a 1003 a.C., e sobre o reino unificado de Israel de 1003 a 970 a.C. Os livros bíblicos de Samuel, I Reis e I Crônicas são a única fonte de informação disponível sobre a sua vida e o seu reinado, embora a Estela de Tel Dan (estela negra de basalto descoberta em escavações a norte da Galileia) registre a existência, em meados do século IX a.C., de uma dinastia real judaica chamada de "Casa de David".

A vida de David é particularmente importante para a cultura judaica, cristã e islâmica. No judaísmo David, ou Melekh David ("Rei Davi"), é o Rei de Israel e do povo judaico; um descendente directo seu será o Mashiach, o Messias judaico. No cristianismo David é mencionado como um ancestral do pai adoptivo de Jesus, José, e no islamismo é conhecido como Daud, um profeta e rei de uma nação. Destacou-se na luta dos israelitas contra os filisteus. Tornou-se rei, sucedendo a Saul e conquistou Jerusalém, que transformou em capital do Reino Unido de Israel. Foi substituído por seu filho o Rei Salomão.

Um dia, David, filho de Absalão, revoltou-se contra seu pai, e foram para uma batalha no bosque de Efraim . Absalão é preso pelos cabelos nos ramos de um carvalho e Davi geral Joab mata-o. Quando a notícia da victória é trazida a David, o Rei, ele não se alegrou, mas em voz abalada e com tristeza, disse: " Meu filho Absalão, meu filho, meu filho Absalão! Que eu tivesse morrido por ti, Absalão, meu filho, meu filho! "

Quando David envelheceu e ficou acamado, Adonias , seu filho mais velho sobrevivente e herdeiro natural, declara-se rei. Bate-Seba, esposa favorita de Davi, e Natã, o profeta , temendo que eles fossem mortos por Adonias, vão falar com David para obter o seu acordo de que Salomão , filho de Bate-Seba, é que deve sentar-se no trono. E assim os planos de Adonias colapsam, e Salomão torna-se rei. É a Salomão que Davi dá suas instruções finais, incluindo a sua promessa de que a linha de Salomão e David vai herdar o trono de Judá para sempre, e faz um pedido a Salomão, para este matar os seus inimigos mais antigos em seu nome. David morre e é enterrado na cidade de Davi , depois de ter governado Israel durante 40 anos, sete em Hebron e 33 em Jerusalém, onde faleceu.

Seu nome é citado 1.139 vezes na Bíblia.

(Eu te amo, ó Senhor , minha força. O SENHOR é a minha rocha, a minha fortaleza e o meu libertador; meu Deus é o meu rochedo, em quem me refugio. Ele é o meu escudo, a força da minha salvação, minha fortaleza. Eu chamo ao Senhor, que é digno de louvor, e sou salvo dos meus inimigos.
- Salmo 18:1-3 (NVI).)

O seu dia litúrgico é a 29 de Dezembro, no Ocidente (Portugal)...

(Um resumo, para o dia de hoje, duma vida muito longa...)

(Créditos:Wikipédia/Google/Bíblia)


terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Dia de S. João (Evangelista) - Apóstolo



S. JOÃO Evangelista

S. João (Apóstolo e Evangelista) é o único dos 12 Apóstolos escolhidos por Jesus Cristo que não é MÁRTIR (na morte)!...Foi o único que assistiu à morte de Jesus e foi a ele que Jesus pediu para proteger sua Mãe, a Virgem Maria, dado que seu Pai Adoptivo, S. JOSÉ, havia falecido há cerca de 3 ou 4 anos.(*)

(*) - Tudo o que se sabe sobre o marido de Maria e pai adoptivo de Jesus vem das Escrituras e isso tem parecido muito pouco para aqueles que criaram lendas sobre ele.
Consta que se casou com Maria aos 30 anos de idade e, por seu carácter, foi escolhido a dedo por Deus para guardar a virgindade da Virgem Maria. É quase certo que morreu aos 60 anos de idade, no ano 30 d.C., aquando do início da vida pública de seu Filho Jesus Cristo.


S. João (Evangelista) ou Apóstolo João, filho de Zebedeu e Salomé, irmão de Tiago (Maior), foi capaz de capturar imagens com excelente literária de pensamentos sublimes de Deus. Homem de elevação espiritual, é considerada a águia que sobe às alturas vertiginosas do mistério trinitário: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus".

São João, profeta, foi um dos doze apóstolos de Jesus e além do Evangelho segundo João, também escreveu as três epístolas de João (1, 2, e 3) e o livro do Apocalipse. Há que se destacar aqui a existência de uma controvérsia sobre o verdadeiro autor do Apocalipse, mas uma tradição representada por São Justino e amplamente difundida no século II (Ireneu de Lyon, Clemente de Alexandria, Tertuliano, o Cânone Muratori), identifica o autor como sendo o apóstolo João, o autor do quarto evangelho. Mas até o século V as igrejas da Síria, Capadócia e mesmo da Palestina não pareciam ter incluído o apocalipse no cânon das escrituras, prova de que não o consideraram como obra do apóstolo. Apresenta inegável parentesco com os escritos joaninos, mas também se distingue claramente deles pela sua linguagem, seu estilo e pelos seus pontos de vista teológicos (referentes, sobretudo à parúsia de Cristo), comentário de introdução ao apocalipse na Bíblia de Jerusalém.

João seria o mais novo dos 12 discípulos, tinha provavelmente cerca de vinte e quatro anos de idade à altura do seu chamado por Jesus. Consta que seria solteiro e vivia com os seus pais em Betsaida. Era pescador de profissão, consertava as redes de pesca. Trabalhava junto com seu irmão Tiago Maior, e em provável sociedade com André e Pedro.

As heranças deixadas nos escritos de João, demonstram uma personalidade extraordinária. De acordo com as descrições ele seria imaginativo nas suas comparações, pensativo e introspectivo nas suas dissertações e pouco falador como discípulo. É notório o seu amadurecimento na fé através da evolução da sua escrita.

Foi manifesta nos livros da Bíblia a admiração de João por Jesus. Jesus chamou-lhe o "Filho do Trovão" e posteriormente ele foi considerado o “Discípulo Amado”. Também ele e seu irmão, Tiago (Maior), pedem para ficar um ao lado direito, outro ao lado esquerdo de Jesus quando estiverem no céu, além de serem baptizados no mesmo baptismo de Jesus, tendo por isso sido levemente repreendidos por Jesus e causado certa inveja entre os demais apóstolos.

Segundo os registros do "Novo testamento", João foi o apóstolo que seguiu com Jesus, na noite em que foi preso e foi corajoso ao ponto de acompanhar o seu Mestre até à morte na cruz.


A História conta que João esteve presente, e ao alcance de Jesus, até a última hora , e foi-lhe entregue a missão de tomar conta de Maria, a mãe de Jesus. (Na visão Protestante, a Bíblia indica que Jesus não era filho único de Maria Mt 12.46; Mt 13.55, porém seria o mais velho e por isso teria a responsabilidade de cuidar de sua mãe após a morte de José).No entanto, no Evangelho Segundo São Mateus está escrito: "Nisso aproximou-se a mãe dos filhos de Zebedeu com seus filhos e prostrou-se diante de Jesus para lhe fazer uma súplica" (Mt 20,20), parece claro que esta mãe não é Maria, mãe de Jesus, mas outra pessoa, pois, então, o evangelista não escreveria "a mãe dos filhos de Zebedeu", e sim algo como "sua mãe".

Já a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa sustentam que Cristo não tinha irmãos carnais pois no aramaico, antigo idioma utilizado por Jesus, as palavras que designavam irmãos eram utilizadas indistintamente para primos e outros parentes, devendo ser frisado que Jesus falava aramaico, mas os evangelhos foram escritos em grego, idioma mais rico, o que pode ter gerado esta confusão, no momento da tradução.

Mais tarde João esteve fortemente ligado a Pedro nas actividades iniciais do movimento cristão, tornando-se um dos principais sustentáculos da Igreja de Jerusalém. Foi o principal apoio de Pedro, no Dia de Pentecostes. É tradição constante e ininterrupta que pregou na Ásia Menor, especialmente em Éfeso, onde teria encerrado o ministério com morte em idade muito avançada. João viajou muito, trabalhou incessantemente e, depois de tornar-se dirigente das igrejas da Ásia, ainda orientou o seu colaborador, Natan, na redação do chamado “evangelho segundo João”, aproximadamente no ano 90 d.C. .

Paulo na sua Carta aos Gálatas, fala de Pedro, Tiago e João ", como os pilares" da Igreja.

Depois da morte e martírio de Apóstolo Tiago, o Justo, ou Tiago Menor, João teria se dirigido à Ásia Menor, onde dirigiu a importante e influente comunidade cristã de Éfeso, fundada por Paulo anos antes. João esteve várias vezes na prisão, foi torturado e exilado para a Ilha de Patmos, por um período de cerca de quatro anos.
Em Patmos, ilha no leste do Mar Egeu, local onde fez o seu exílio, João escreveu o Livro da Revelação do Apocalipse (**). Acredita-se que este Livro da Revelação contém os fragmentos que sobreviveram de uma grande revelação, da qual se perderam grandes partes e outras partes foram retiradas, depois que João o escrevera. Apenas uma parte fragmentada foi preservada. Por outro lado, alguns teólogos e exegetas afirmam que o caráter fragmentário deste livro resulta de outros dois livros de Apocalipse que foram unidos, resultando no que conhecemos hoje, sendo que um deles já estaria escrito desde o tempo de Nero. Entretanto, o cruel imperador Domiciano foi assassinado e o manso imperador Nerva chegou ao poder em Roma.

(**)Em Apocalipse João diz que ele foi perseguido e relegado para a ilha de Patmos pela "palavra de Deus e do testemunho de Jesus Cristo." Segundo a tradição, João viveu em Éfeso com a Virgem, sob o domínio de Domiciano foi jogado em um caldeirão de óleo fervente, do que saiu ileso, mas com a glória de ter-lhe dado também o seu "testemunho".

De todos os doze apóstolos, João Zebedeu finalmente tornou-se o mais destacado teólogo. Ele morreu de morte natural, em Éfeso, entre os anos 98 d.C e 103 d.C., quando tinha cerca de 90 anos. Segundo bispo Polícrates de Éfeso em 190 d.C. (atestada por Eusébio de Cesareia na sua História Eclesiástica, 5, 24), o Apóstolo "dormiu" (faleceu) em Éfeso, durante o Império de Trajano.

Controvérsias são suscitadas baseadas nos próprios textos bíblicos que afirmam que este discípulo não passou pela morte, segundo a interpretação de alguns. Com efeito é possível ler: Em verdade vos digo que alguns há, dos que aqui se encontram, que de maneira nenhuma passarão pela morte até que vejam vir o Filho do Homem no seu Reino. (Mateus 16,28)

De outra parte está também escrito nos Evangelhos: Então, Pedro, voltando-se, viu que também o ia seguindo o discípulo a quem Jesus amava, o qual na ceia, dado que estava ao lado de Jesus, se reclinara sobre o Seu peito e perguntara: "Senhor, quem é o traidor?" Vendo-o, pois, Pedro perguntou a Jesus: "E quanto a este?" Respondeu-lhe Jesus: "Se eu quero que ele permaneça até que eu venha, que te importa? Quanto a ti, segue-me." Então, se tornou corrente entre os irmãos o dito de que aquele discípulo não morreria. Ora, "Jesus não dissera que tal discípulo não morreria", mas: "Se eu quero que ele permaneça até que eu venha, que te importa?" (João 21,18-25)

Interpretações teológicas, contudo, resolvem essa dificuldade bíblica como Jesus afirmando que ele deveria permanecer vivo até a Revelação final do cânon bíblico, o Apocalipse. A partir daí, sua morte ocorrería naturalmente, no tempo devido. Ora isto, físicamente, é IMPOSSÍVEL!...JOÃO estará vivo...mas no Céu junto de Jesus.


(Créditos:/traposcacosevelharias/elsantodeldia/Wikipédia/Google)


segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

S. Estêvão - Diácono e Protomártir da Igreja...



SANTO ESTÊVÃO - O Primeiro Mártir do Cristianismo

Santo Estêvão (Estefan) é considerado santo por algumas das denominações cristãs (católica, ortodoxa e a anglicana). É celebrado em 26 de Dezembro no Ocidente e em 27 de Dezembro no Oriente por tais denominações. Ele também está listado entre os Setenta Discípulos.

Segundo os Actos dos Apóstolos (6:5), Estêvão foi um dos sete primeiros diáconos da igreja nascente, logo após a morte e Ressurreição de Jesus, pregando os ensinamentos de Cristo e convertendo tanto judeus como gentios. Segundo Étienne Trocmé, Estevão pertencia a um grupo de cristãos que pregavam uma mensagem mais radical, um grupo que ficou conhecido como os Helenistas, já que os seus membros tinham nomes gregos e eram educados na cultura grega e que separou do grupo dos doze apóstolos. Também eram conhecidos como o grupo dos 7. Santo Estêvão dá uma prova de grande pregador, com o dom de descrever o poder da graça e o poder de fazer milagres.

Entre os anos 34 a 40 d.C. foi detido pelas autoridades judaicas. Seu martírio foi contado nos Actos (6-7) e ocorreu porque ele acabou tendo uma posição proeminente como pregador e trouxe a inimizade de um grupo de judeus em Jerusalém. Levado a presença de Sanhedrin ele defendeu-se com paixão e eloquência (Actos 7:2-53) mas não fez nada para suavizar a ira dos seu inimigos. Foi arrastado para fora da cidade e apedrejado até a morte (Act, 8) de acordo com a Lei Moisaica.

Entre os presentes na execução, estaria Paulo de Tarso, o futuro São Paulo, ainda durante os seus dias de perseguidor de cristãos.

As últimas palavras de Santo Estêvão terão sido:"Senhor não lhes imputeis este pecado".

O seu nome vem do grego(Stephanós), o qual se traduz para aramaico como Kelil, significando coroa - e Santo Estêvão é, de resto, representado com a coroa de martírio da cristandade, recordando assim o facto de se tratar do primeiro cristão a morrer pela sua fé - o protomártir.

Durante os primeiros século do cristianismo, o túmulo de Estêvão achou-se perdido, até que em 415 (talvez pela crescente pressão dos peregrinos que se deslocavam à Terra Santa), um certo padre, de nome Luciano, terá dito ter tido uma revelação onírica de onde se encontrava a tumba do mártir, algures na povoação de Caphar Gamala, a alguns quilómetros a Norte de Jerusalém. Foi enterrado como um homem devoto e sua morte teria sido muito lamentada. Uma Igreja foi construída em sua honra perto em Damasco, pela imperatriz Eudoxia (455-460).

Gregório de Tours afirmou mais tarde que foi por intercessão de Santo Estêvão, que um oratório a ele dedicado, na cidade de Metz, onde se guardavam relíquias do santo, foi o único local da cidade que escapou ao incêndio que os Hunos lhe deitaram, no dia de Páscoa de 451.

O culto de Santo Estêvão encontra-se associado à festa dos rapazes nas aldeias de Trás-os-Montes, integradas no ciclo de festividades do Solstício do Inverno, no período que decorre do dia 24 de Dezembro ao dia 6 de Janeiro, e que no passado pagão terão sido dedicadas ao culto do Sol, num ritual em que intervêm os caretos, as máscaras tradicionais do extremo nordeste de Portugal .

(Créditos: Wikipédia/Blog spedeus/Google)


domingo, 25 de dezembro de 2011

Hoje é DIA DE NATAL....



O Presépio

O NATAL é o dia do nascimento do Messias, do Filho de Deus-Pai, gerado no seio da Virgem Maria, por obra e graça do Divino Espírito Santo, e comunicado há 9 meses à Virgem pelo enviado de Deus-Pai, o Anjo Gabriel.

Disse o Anjo a Maria: "Hás-de conceber no teu seio e dar à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus"...

E Maria respondeu: "Como será isso se eu não conheço homem? "

E o Anjo respondeu: "O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo estenderá sobre ti a sua Sombra"...

Maria disse então: "Eis a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra".

O Salvador, Messias (Jesus Cristo), nasceu em Belém, numa manjedoura, por não haver já lugar na hospedaria; para além de Maria, presente estava José (esposo), um exército celeste enviado pelo Senhor, o jumento e a vaca (???), e mais tarde uns pastores com animais dos seus rebanhos (???), avisados pelo Anjo, os quais espalharam a notícia de que haviam visto o Menino com os seus Pais, deitado numa manjedoura, dentro duma gruta.

Lucas 2,1-14.
(Da Bíblia...partes)