domingo, 5 de agosto de 2012

USAIN BOLT - Medalha de Ouro nos J.O. de Londres, nos 100 metros planos.




 Usain Bolt, mais conhecido pelo "Foguetão Jamaicano" conquistou o bi-campeonato dos 100 m planos.

A festa estava preparada e ele não decepcionou. Com 80 mil pessoas esperando pelo seu show, no estádio Olímpico de Londres, o jamaicano Usain Bolt venceu, HOJE, a prova dos 100 m planos dos Jogos de 2012, com direito a quebra do recorde olímpico, conquistando o bi-campeonato seguido. Bolt, campeão em Pequim 2008, completou a prova em 9s63, e repetiu o feito do norte-americano Carl Lewis, bi-campeão dos 100 m nas Olimpíadas de Los Angeles 1984 e Seul-1988. O jamaicano melhorou o seu antigo recorde olímpico, feito em 2008, em seis milésimos de segundo. Reparem na vantagem que leva e já estava a travar ao aproximar-se a linha de chegada.

Um monstro, (no bom sentido da palavra), das provas rápidas, e o Homem mais rápido do Mundo na actualidade. 

(Joseph 1/Google)

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Ss. JOAQUIM e ANA - Pais da Virgem Maria de Nazaré... (também é hoje o DIA DOS AVÓS).




Hoje, dia 26 de Julho, é o Dia Litúrgico dos Pais de Maria de Nazaré, ou seja, da Virgem Santíssima, Ss. JOAQUIM e ANA, e consequentemente AVÓS do Menino Jesus (JESUS CRISTO).

S. Joaquim, é descendente da linha de Davi, nasceu no ano 88 a.C. e era filho de Matã e Sebhrath;  era um homem de posses, e há quem sustente que seria irmão de S. José(?), e faleceu, segundo a tradição cristã com a idade de 80 anos, no ano 8 a.C..  S. Ana (Hannâ) , descendia da linha do Sacerdote Aarão e era filha de Yõnâkhîr e Dinâ.; Sobre a sua morte, há um texto antigo que diz: "Dois anos depois de Cristo ter vencido a morte e subido ao céu, Maria começou a chorar no refúgio de seu quarto", ou seja, Maria passou a viver seus últimos dias. O texto passa a contar esses últimos dias, inclusive sua assunção ao céu. Se Maria concebeu Jesus aos 14 anos, deu à luz aos 15 (idade normal naquele tempo na Ásia Menor para casar) e Jesus morreu em torno dos 33 anos, Maria teria 50 anos ao morrer. Sabe-se que era a idade média de vida das mulheres naquele tempo e naquela região. (Fica a dúvida? 14 ou 16?, Logo 50 ou 52?)

S. Joaquim casou com Santa Ana, que era estéril. Viviam em Jerusalém, onde hoje se ergue a Basílica de Santana. Casados já há 60 anos, S. Joaquim retirou-se para o deserto em oração a Deus, tendo-lhe sido comunicado por um anjo do Senhor que voltasse para casa, pois Santa Ana iria dar-lhe a filha que eles tanto desejavam. Tudo leva a crer que o nascimento de Miriam (Maria em latim) se verificou no ano 20 a.C., no dia 5, mas há dúvidas quanto ao mês, pois os estudiosos dizem que foi em 8 de Setembro, mas Nossa Senhora numa aparição que fez disse que foi em 5 de Agosto(???). 

Uma pequena coincidência: A Virgem Maria, João Baptista e Jesus Cristo, são filhos do Pai Celestial, e as suas gestações, foram todas avisadas pelo CRIADOR (Deus), através dum Anjo.

O Papa Paulo VI, depois de várias datas, fixou definitivamente o dia 26 de Julho, como data para se orar, em especial, a JOAQUIM e ANA.

S. JOAQUIM é Padroeiro dos AVÔS.
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Comemora-se assim, em todo o Mundo Católico, o dia de hoje como o DIA DOS AVÓS, na generalidade.
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JOSEPH 1
Créditos:(Wikipédia, Bíblia, cançãonova, outros)

quarta-feira, 25 de julho de 2012

São TIAGO MAIOR - Apóstolo dos 12, o 1º. a ser martirizado.




Santiago Maior, também chamado Santiago, o Grande, Santiago Filho do Trovão, Santiago de Compostela e São Tiago Apóstolo, o Maior, nasceu em Betsaida, na Galileia em data desconhecida e morreu no ano 42 ou 44 d.C., em Jerusalém; Este apóstolo do Senhor, era filho de Zebedeu e de Salomé e irmão do apóstolo João, o Evangelista. Era pescador tal como seu irmão, Pedro (Simão Pedro) e o irmão deste André, os primeiros 4 apóstolos que Jesus “chamou” para serem discípulos d´Ele.

Dentre os doze apóstolos, São Tiago foi um grande amigo de Nosso Senhor fazendo parte daquele grupo
mais íntimo de Jesus [formado por Pedro (Simão Pedro), Tiago Maior e João Evangelista] testemunhando, assim, milagres e acontecimentos como a cura da sogra de Pedro, e a Transfiguração de Jesus, entre outros.

No entanto, foi sómente após a vinda do Espírito Santo em Pentecostes que São Tiago correspondeu concrectamente aos desígnios de Deus. Procurou viver com fidelidade o seu discipulado. A sua actividade apostólica decorreu sobretudo na Judeia, na Samaria e em Espanha. No livro dos Actos dos Apóstolos, vem o belo testemunho de São Tiago,
o primeiro dentre os doze apóstolos a derramar o próprio sangue pela causa do Evangelho:

"Por aquele tempo, o rei Herodes Agripa I, tomou medidas visando maltratar alguns membros da Igreja. Mandou matar à espada Tiago, irmão de João, por decapitação"
(Act 12,1-2).

…Muitos são os que crêem que Santiago tenha visitado a província romana da Hispania e pregado a doutrina cristã, logo após o episódio de Pentecostes. Na cidade de Saragoça, teria presenciado uma aparição de Maria, mãe de Jesus, que ainda vivia. Tal aparição, em cima de um pilar, originou o culto de Nossa Senhora do Pilar. Devido ao insucesso em evangelizar os pagãos da Península Ibérica, Tiago teria regressado à Judeia, onde foi martirizado. Os locais que terá passado em Portugal em vida incluem Braga, Guimarães e Rates, assim como em vários locais da Galiza, na Espanha...

Segundo uma tradição, antes de ser martirizado, São Tiago abraçou um carcereiro desejando-lhe "a Paz de Cristo". Este gesto converteu o carcereiro que, assumindo a fé em Jesus, foi martirizado juntamente com o apóstolo.


…“ O corpo de São Tiago Maior foi sepultado secretamente num bosque chamado Libredón. Assim, o local permaneceu oculto durante oito séculos. Uma certa noite, o ermitão Pelayo observou um fenômeno que ocorria neste bosque: uma chuva de estrelas  derramava-se sobre um mesmo ponto do Libredón, proporcionando uma luminosidade intensa. Tomando conhecimento das ocorrências, o Bispo de Iria Flavia, Teodomiro, ordenou que fossem feitas escavações no local”…
No dia 25 de Julho de (provàvelmente) 813 d.C., foi encontrada uma arca de mármore com os restos do apóstolo Tiago Maior.

O dia 25 de Julho é o dia litúrgico de Santiago Maior
, e foi estipulado com base na descoberta do seu túmulo, e não no dia da sua morte, como normalmente acontece.

Existe ainda outra tradição sobre os lugares em que São Tiago passou, levando a Boa Nova do Reino. Dentre estes lugares, sobressai a Espanha onde, a partir do Século IX, teve início a devoção a São Tiago de Compostela.                                                                   

É venerado pela Igreja Católica, Igreja Anglicana e Igrejas Orientais.


Tem como principal templo, a Catedral de Santiago de Compostela, na Galiza, em Espanha.
É o Padroeiro de Espanha e de muitos outros Países.
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Joseph 1
Créditos:(Cançãonova/Slideshare.net/Wikipédia/Google)

quarta-feira, 11 de julho de 2012

S. BENTO - Abade e Patrono da Europa.




S. BENTO, nasceu em Núrsia (Umbria) – Itália no no dia 24 de Março do ano 480, e previu o dia da sua morte; Morreu numa Quinta-Feira Santa, “DE PÉ” com as mãos levantadas aos Céus, e os lábios pronunciando uma última oração, no dia 21 de Março do ano 547. (aos 67 anos de idade); era filho de uma família nobre e, por isso, foi enviado para Roma, para estudar.

Depressa, contudo, deixou esta cidade por causa da imoralidade reinante e refugiou-se numa gruta existente num vale, perto de Subiaco. Ali se consagrou exclusivamente ao silêncio e à oração. Ao fim de poucos anos era grande a fama da sua santidade. A pedido dos religiosos e duns monges, tomou o cargo de Abade  dum mosteiro ali perto mas exigia a todos o caminho da perfeição. Os tíbios monges, arrependidos da escolha, decidiram matá-lo COLOCANDO VENENO NO SEU VINHO.
O Santo ao traçar um grande Sinal da Cruz sobre a taça de cristal que lhe foi apresentada, esta DESPEDAÇOU-SE. Compreendendo bem o que isso significava, Bento abandonou no mesmo dia o mosteiro e regressou à sua gruta.

Atraídos pelo brilho das suas virtudes e fama dos seus milagres, muitos varões foram para junto da sua gruta para viverem sob sua direcção. Ao todo, São Bento acabou por erigir doze mosteiros, escolhendo 1 abade para cada um. “Estava fundada a ORDEM BENEDITINA”.

Sentindo-se moralmente perseguido, Bento retirou de Subiaco e dirigiu-se a Cassino, perto de Nápoles. Havia lá um templo pagão no qual camponeses da região rendiam culto a Apolo. S. Bento destruiu o ídolo e ergueu ali uma igreja com um oratório a S. João Baptista e outro a S. Martinho de Tours, de quem era grande devoto.

Depois deu início à construção do famoso mosteiro de MONTE CASSINO, cujo único arquitecto foi o próprio Bento  e os construtores os monges. Bispos, abades, princípes e homens de todas as classes visitavam o Santo, quer para lhe pedir um conselho, quer pela amizade e estima que tinham por ele.
Enquanto erguia o edifício do novo mosteiro, São Bento erigia interiormente a Obra Beneditina sobre uma base mais firme que a rocha, escrevendo sua inspirada e famosíssima Regra dos Monges. Com o seu conhecido lema “Ora et labora” (Reza e trabalha), a Regra tem o mérito de harmonizar no monge a oração e a acção.

A Ordem de São Bento teve um extraordinário surto de desenvolvimento a patir do Séc. X com a fundação da Abadia de Cluny. No seu apogeu 17 mil Mosteiros estavam subordinados a ela. Nações inteiras foram convertidas à Fé Cristã pelos discípulos do Santo Patriarca. Muitas famosas Universidades – Paris, Cambridge, Bolonha, Oviedo, Salamanca, Salzburgo – nasceram como desdobramento de colégios beneditinos.

São atribuídos a S. Bento numerosos milagres, os quais estão incluídos na clássica obra do Papa São Gregório Magno, datada de 593. Destacam-se 4:

-O pão envenenado lançado longe por um corvo
-A Ressurreição de um morto.
-A taça de cristal quebrada com o sinal da cruz (descrito acima).
-O pão envenenado e o corvo.



São Bento é venerado em Portugal no Santuário de São Bento da Porta Aberta, no Alto da Caniçada, que foi erguido a partir de 1614. Também está ligado aos Monges Beneditenses o Santuário de Nossa Senhora da Abadia, sito a 4 kms. do Mosteiro de Santa Maria do Bouro, todos sitos no GERÊS.

Séculos mais tarde, o Papa PIO XII chamou S. Bento de “PAI DA EUROPA”; e desta mesma o constituiu o Papa PAULO VI, Patrono, em 1964, no dia 11 de Julho.

É considerado um dos maiores Santos das Igrejas Católica, Ortodoxa, Luterana e Anglicana, tendo sido canonizado em 1220.

Reconhecendo a importância fundamental deste Santo na difusão do Cristianismo na Europa e na conservação da sua unidade, o Cardeal Ratzinger escolheu o nome de BENTO quando foi eleito papa (BENTO XVI).

O Dia Litúrgico de S. Bento é hoje, na data da sua elevação a Patrono (Padroeiro) da EUROPA.

(Créditos: Wikipédia/LivrodeS.Bento/Outros).

quarta-feira, 4 de julho de 2012

S. TOMÉ - Apóstolo dos 12, Mártir e Dídimo.


Hoje, dia 3 de Julho, é o Dia Litúrgico de S. TOMÉ - Apóstolo

(em construção)

domingo, 24 de junho de 2012

S. JOÃO BAPTISTA - Precursor, Profecta e Mártir.



Celebra-se hoje, dia 24 de Junho, o nascimento do primo de JESUS, ou seja, do Profecta JOÃO BAPTISTA, que nasceu em Nazaré, e era filho do Sacerdote Zacarias e de Isabel (Elizabete), prima de Maria de Nazaré, mais tarde a VIRGEM MARIA. (Diz-se também que ELIAS teria reencarnado em João).
Pensa-se que João Baptista terá nascido no ano 1 a.C., ou 2 a.C. ou 7 a.C. (sendo esta a data mais credível dado que Jesus também terá nascido no ano 7. a.C.).


São João Baptista é o ÚNICO Santo que tem 2 Dias Litúrgicos: o do nascimento e o da morte.

Há porém duas Entidades Divinas com vários Dias Litúrgicos: Nosso Senhor JESUS CRISTO e Sua Mãe MARIA SANTÍSSIMA.


Os relatos Bíblicos contam a história da voz que se ouviu, quando João baptizou Jesus, dizendo “este é o Meu filho amado no qual ponho toda a minha complacência”. Refere que uma pomba esvoaçou sobre os dois personagens dentro do rio Jordão, e relacionam essa ave com uma manifestação do Espírito Santo. Este acontecimento sem qualquer repetição histórica tem servido por base a imensas doutrinas religiosas. Jesus foi baptizado antes de  iniciar a sua vida pública. Tanto João como Jesus, foram gerados por obra e graça do Divino Espírito Santo, e anunciados às suas mães pelo Anjo Gabriel, com o intervalo de 6 meses.

É perspectiva comum que a principal influência na vida de João terá sido os registos que lhe chegaram sobre o profeta Elias. Mesmo a sua forma de vestir com peles de animais e o seu método de exortação nos seus discursos públicos, demonstravam uma admiração pelos métodos antepassados do profeta Elias (O maior dos profectas). Foi muitas vezes chamado de “encarnação de Elias” e o Novo Testamento, pelas palavras de Lucas, refere mesmo que existia uma incidência do Espírito de Elias nas acções de João.

O discurso principal de João era a respeito da vinda do Messias. Grandemente esperado por todos os judeus, o Messias era a fonte de toda as esperanças deste povo em restaurar a sua dignidade como nação independente. Os judeus defendiam a ideia da sua nacionalidade ter iniciado com Abraão, e que esta atingiria o seu ponto culminar com a chegada do Messias. João advertia os judeus e convertia gentios, e isto tornou-o amado por uns e desprezado por outros.


Importante notar que João não introduziu o baptismo no conceito judaico, este já era uma cerimónia praticada. A inovação de João terá sido a abertura da cerimónia à conversão dos gentios, causando assim muita polémica.


O aprisionamento de João ocorreu na Pereia, a mando do Rei Herodes Antipas I, no  ano 26 d.C.. Ele foi levado para a fortaleza de Macaeros (Maqueronte), onde foi mantido por dez meses até ao dia de sua morte. O motivo desse aprisionamento apontava para a liderança de uma revolução.

Numa pequena aldeia de nome “Adão” João pregou a respeito “daquele que viria”, do qual não seria digno nem de apertar as alparcas (as correias das sandálias). Nessa aldeia também, João acusou Herodes e repreendeu-o no seu discurso, por este ter uma ligação com a sua cunhada Herodíades, que era mulher de Filipe, rei da Ituréia e Traconites (irmão de Herodes Antipas I). Esta acusação pública chegou aos ouvidos do tetrarca e valeu-lhe a prisão e a pena capital; Herodíades, por intermédio de sua filha, tradicionalmente chamada de Salomé, conseguiu coagir o Rei, e a cabeça de João foi-lhe entregue numa bandeja de prata.

Os discípulos de João trataram do sepultamento do seu corpo e de anunciar a sua morte ao seu primo Jesus.

Ambos foram Mártires: João Baptista aprisionado e a quem cortaram a cabeça por capricho de Salomé; Mais tarde, Jesus Cristo foi maltratado de todas as formas e acabou sendo crucificado em Golgotá, no meio de 2 ladrões.

Primos sempre próximos, no nascimento, na vida e na MORTE.

A data do Baptismo de Jesus e o ano da morte de João têm tantas versões que não se sabe se estas datas da Wikipédia estarão correctas: Nascimento no ano 2 .a.C. e decapitação no ano 27 d.C. (tendo assim 28 anos) (??)

Sempre ouvi dizer que Jesus Cristo foi baptizado quando tinha 30 anos.


“Espero em Agosto, aquando do Dia Litúrgico de João, por ocasião da sua morte ter mais esclarecimentos concrectos sobre estas datas….pois já li que Jesus teria morrido com 48 anos!!!!!.....com 37, e que Jesus é uma pessoa e Cristo outra).”

Hoje, é o Dia Litúrgico do Nascimento do Profecta JOÃO BAPTISTA.

Créditos:(Wikipédias várias e blog Recantodasletras.br(?)Joseph 1)

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Santa JOANA D´ARC - Virgem, Guerreira e Mártir.





Santa Joana d'Arc,  (em francês Jeanne d'Arc), nasceu em Domrémy-la-Pucelle, a 6 de janeiro de 1412 — e morreu (queimada viva) em Ruão- Alta Normandia, a 30 de maio de 1431).  Por vezes chamada de donzela de Orléans, era filha de Jacques d'Arc e Isabelle Romée e é a santa padroeira da França desde 1922. Foi uma heroína da Guerra dos Cem Anos, durante a qual tomou partido pelos Armagnacs, na longa luta contra os borguinhões e seus aliados ingleses.
Descendente de camponeses, gente modesta e analfabeta, foi uma mártir francesa Beatificada em 1909, em Roma por São Pio X, e Canonizada a 16 de Maio de 1920, em Roma, pelo Papa Bento XV, quase cinco séculos depois de ter sido queimada viva.

Filha de Jacques d'Arc e Isabelle Romée, tinha mais quatro irmãos: Jacques, Catherine, Jean e Pierre, sendo ela a mais nova dos irmãos. Sua mãe lhe ensinou todos os afazeres de uma menina da época, como fiar e costurar. Joana também era muito religiosa e frequentemente fugia do campo para ir orar na igreja de sua cidade.

Durante o seu julgamento, Joana afirmou que desde os treze anos ouvia vozes divinas. Segundo ela, a primeira vez que escutou a voz, ela vinha da direcção da igreja e acompanhada de claridade e uma sensação de medo. Dizia que às vezes não a entendia muito bem e que as ouvia duas ou três vezes por semana. Entre as mensagens que ela entendeu estavam conselhos para frequentar a igreja, que deveria ir a Paris e que deveria levantar o domínio que havia na cidade de Orléans. Posteriormente ela identificaria as vozes como sendo do arcanjo São Miguel, Santa Catarina de Alexandria e Santa Margarida.


Desde que o Duque da Normandia, Guilherme, o Conquistador, se apoderou da Inglaterra em 1066, os monarcas Ingleses passaram a controlar extensas terras no território francês. Com o tempo, passaram a ter vários ducados franceses: Aquitânia, Gasconha, Poitou, Normandia, entre outros. Os duques, apesar de vassalos do rei francês, acabaram tornando-se seus rivais.


Quando a França tentou recuperar os territórios perdidos para a Inglaterra, originou-se um dos mais longos e sangrentos conflitos da história da humanidade: a Guerra dos Cem A
nos, que durou na realidade 116 anos, e que provocou milhões de mortes e a destruição de quase toda a França setentrional.

O início da guerra aconteceu em 1337. Os interesses mais que evidentes de unificar as coroas concretizaram-se na morte do rei francês Carlos IV em 1328. Filipe VI, sucessor graças à lei sálica (Carlos IV não tinha descendentes masculinos), proclamou-se rei da França em 27 de maio de 1328.
Felipe VI reclamou em 1337 o feudo da Gasconha ao rei inglês Eduardo III, e no dia 1 de novembro este responde plantando-se às portas de Paris frente ao bispo de Lincoln, declarando que ele era o candidato adequado para ocupar o trono francês.

A Inglaterra ganharia batalhas como Crécy (1346) e Poitiers (1356). Uma grave enfermidade do rei francês originou uma luta pelo poder entre seu primo João I de Borgonha ou João sem Medo, e o irmão de Carlos VI, Luís de Orléans.

No dia 23 de novembro de 1407, nas ruas de Paris e por ordem do borguinhão, cometeu-se o assassinato do armagnac Luís de Orléans. A família real francesa estava dividida entre os que davam suporte ao duque de Borgonha (borguinhões) e os que o davam ao de Orléans e depois a Carlos VII, Delfim de França (armagnacs ligados à causa de Orléans e à morte de Luís). Com o assassinato do armagnac, ambos os bandos se enfrentaram numa guerra civil, onde buscaram o apoio dos ingleses. Os partidários do Duque de Orléans, en 1414, viram recusada uma proposta pelos ingleses, que finalmente pactuaram com os borguinhões.

Com a morte de Carlos VI, em 1422, Henrique VI da Inglaterra foi coroado rei francês, mas os armagnacs não desistiram e mantiveram-se fiéis ao filho do rei, Carlos VII, coroando-o também em 1422.

Aos 16 anos, Joana foi a Vaucouleurs, cidade vizinha a Domrèmy. Recorreu a Robert de Baudricourt, capitão da guarnição armagnac estabelecida em Vaucouleurs para lhe ceder uma escolta até Chinon, onde estava o delfim, já que teria que atravessar todo o território hostil defendido pelos aliados ingleses e borguinhões. Quase um ano depois, Baudricourt aceitou enviá-la escoltada até ao delfim. A escolta iniciou-se aproximadamente em 13 de fevereiro de 1429. Entre os seis homens que a acompanharam estavam Poulengy e Jean Nouillompont (conhecido como Jean de Metz). Jean esteve presente em todas as batalhas posteriores de Joana d'Arc.

Portando roupas masculinas até sua morte, Joana atravessou as terras dominadas por Borguinhões, chegando a Chinon, onde finalmente se iria encontrar com Carlos VII, após uma apresentação de uma carta enviada por Baudricourt. Chegando a Chinon, Joana já dispunha de uma grande popularidade, porém o delfim tinha ainda desconfianças sobre a moça. Decidiram passá-la por algumas provas. Segundo a lenda, com medo de apresentar o delfim diante de uma desconhecida que talvez pudesse matá-lo, eles decidiram ocultar Carlos VII  numa sala cheia de nobres, ao recebê-la. Joana então teria reconhecido o rei disfarçado entre os nobres sem que jamais o tivesse visto antes. Joana teria ido até ao verdadeiro rei, se curvado e dito: "Senhor, vim conduzir os seus exércitos à victória".

Sozinha na presença do rei, ela convenceu-o a lhe entregar um exército com o intuito de libertar Orléans. Porém, o rei ainda a fez passar por provas diante dos teólogos reais. As autoridades eclesiásticas em Poitiers submeteram-na a um interrogatório, averiguaram sua virgindade e suas intenções.

Convencido do discurso de Joana, o rei entrega-lhe nas mãos uma espada, um estandarte e o comando das tropas francesas, para seguir rumo à libertação da cidade de Orléans, que havia sido invadida e tomada pelos ingleses havia oito meses.

Munida de uma bandeira branca, Joana chega a Orléans em 29 de abril de 1429. Comandando um exército de 4000 homens ela consegue a vitória sobre os invasores no dia 9 de maio de 1429. O episódio é conhecido como a Libertação de Orléans (e na França como a Siège d'Orléans). Os franceses já haviam tentado defender Orléans mas não obtiveram sucesso.

Existem histórias paralelas a esta que informam que a figura de Joana era diferente. Ela teria chegado para a batalha  num cavalo branco, com armadura de aço, e segurando um estandarte com a cruz de Cristo, circunscrita com o nome de Jesus e Maria. Segundo esta outra versão, Joana teria sido apenas arrastada pelo fascínio sobrenatural de seus sonhos e proposta de missão a cumprir segundo a vontade divina e sem saber nada sobre arte de guerra comandou os soldados rudes, com ar angelical, e na sua presença ninguém se atrevia a dizer ou praticar inconveniências. Ela apresentava-se extremamente disciplinada.

Após a libertação de Orléans, os ingleses pensaram que os franceses iriam tentar reconquistar Paris ou a Normandia, e ao invés disto, Joana convenceu o Delfim a iniciar uma campanha sobre o rio Loire. Isso já era uma estratégia de Joana para conduzir o Delfim a Ruão.

Joana dirigiu-se a vários pontos fortificados sobre pontes do rio Loire. Em 11 e 12 de junho de 1429 venceu a batalha de Jargeau. No dia 15 de junho foi a vez da batalha de Meung-sur-Loire. A terceira victória foi na batalha de Beaugency, nos dias 16 e 17 de junho do mesmo ano. Um dia após sua última victória dirigiu-se a Patay, onde sua participação foi pouca


A batalha de Patay, única batalha em campo aberto, já se desenrolou sem a presença de Joana'D arc.
Cerca de um mês após a sua victória sobre os ingleses em Orléans, ela conduziu o rei Carlos VII à cidade de Reims, onde este foi coroado a 17 de julho. A victória de Joana d'Arc e a coroação do rei acabaram por reacender as esperanças dos franceses de se libertarem do domínio inglês e representaram a viragem da guerra.

O caminho até Reims era considerado difícil, já que várias cidades estavam sob o domínio dos borguinhões. Porém, a fama de Joana tinha-se estendido por boa parte do território e fez com que o exército armagnac do delfim fosse temido. Assim, Joana passou sem problemas por sucessivas cidades como Gien, Saint Fargeau, Mézilles, Auxerre, Saint Florentin e Saint Paul.

Desde Gien, foram enviados convites a diversas autoridades para assistir à consagração do delfim. Em Auxerre chegou-se a pensar em resistência por parte de uma pequena tropa inimiga que se encontrava na cidade. Após três dias de negociação foi possível por lá passar sem qualquer problema. O mesmo aconteceu em Troyes, onde as negociações duraram cinco dias. A chegada a Ruão foi em 16 de julho.

Sabe-se que o dia da consagração definitiva do rei francês em Ruão foi em 17 de julho e não foi a cerimônia mais esplêndida do momento, já que as circunstâncias da guerra impediam que o fosse. Joana assistiu à consagração de uma posição privilegiada, acompanhada do seu estandarte.
Teoricamente Joana já não tinha nada mais que fazer no exército já que havia cumprido a sua promessa perfeitamente, havia cumprido correctamente as ordens que as vozes lhe haviam dado. Mas ela, como muitos outros, viu que enquanto a cidade de Paris estivesse tomada pelas tropas inglesas, dificilmente o novo rei poderia ter claramente o controle do reino de França.

No mesmo dia da coroação, chegaram emissários do Duque de Borgonha e  iniciaram-se as negociações para se chegar à paz, ou a uma trégua, que foi finalmente o que se pactuou. Não foi a paz que Joana desejava, mas pelo menos houve paz durante quinze dias. Entretanto a trégua não foi gratuita, já que houve interesses políticos por detrás desta. Carlos VII necessitava tomar Paris para exercer a sua autoridade de rei mas não queria criar uma imagem ruim com uma conquista violenta de terras que passariam a ser seu domínio. Foi isto que o que motivou a aceitar a trégua com o Duque de Borgonha. Foi uma necessidade de ganhar tempo.

Durante a trégua, Carlos VII levou o seu exército até Île-de-France (região francesa que abriga Paris). Houve algumas confrontações entre os armagnacs e a aliança inglesa com os borguinhões. Os ingleses abandonaram Paris dirigindo-se a Ruão (ou Rouen em francês). Restava então derrotar os borguinhões que ainda ficaram em Paris e na região.

Joana foi ferida por uma flecha durante uma tentativa de entrar em Paris. Isto acelerou a decisão do rei em bater em retirada no dia 10 de setembro. Com a paragem o rei francês não expressava a intenção de abandonar definitivamente a luta, mas optava por pensar e defender a opção de conquistar a victória mediante a paz, tratados e outras oportunidades no futuro.

Na primavera de 1430, Joana d'Arc retomou a campanha militar e passou a tentar libertar a cidade de Compiègne, onde acabou sendo dominada e capturada pelos borguinhões, aliados dos ingleses, em 1430.
Foi presa em 23 de Maio do mesmo ano. Entre os dias 23 e 27 foi conduzida à Beaulieu-lès-Fontaines. Joana foi entrevistada entre os dias 27 e 28 pelo próprio Duque de Borgonha, Felipe, o Belo. Naquele momento Joana era propriedade do Duque de Luxemburgo. Joana foi levada ao Castelo de Beaurevoir, onde permaneceu todo o verão, enquanto o duque de Luxemburgo negociava a sua venda. Ao vendê-la aos ingleses, Joana foi transferida para Ruão.

A infanta D. Isabel, filha de D. João I e duquesa de Borgonha (e em cuja honra foi criada por Filipe, o Bom a Ordem do Tosão de Ouro, em Janeiro de 1430, por ocasião da chegada de Isabel ao ducado), poderá ter sido a impulsionadora da perseguição a Joana D'Arc. Não só como Infanta de Portugal, aliada da Inglaterra e de Borgonha, mas porque Joana D'Arc a submetera a cerco quando chegara a Borgonha para se casar com Filipe, o Bom. Implacável (como se vê pela sua atitude perante o seu irmão D. Henrique, o "traidor" da Alfarrobeira), não desisitiu enquanto Joana D'Arc não pagou pela insolência com a própria vida.

Joana foi presa numa cela escura e vigiada por cinco homens. Em contraste com o bom tratamento que recebera na sua primeira prisão, Joana agora vivia os seus piores tempos.

O processo contra Joana teve início no dia 9 de janeiro de 1431, sendo chefiado pelo bispo de Beauvais, Pierre Cauchon. Foi um processo que passaria à posteridade e que converteria Joana em heroína nacional, pelo modo como se desenvolveu e trouxe o final da jovem, e da lenda que ainda nos dias de hoje mescla realidade com fantasia.

Dez sessões foram feitas sem a presença da acusada, apenas com a apresentação de provas, que resultaram na acusação de heresia e assassinato.

No dia 21 de fevereiro Joana foi ouvida pela primeira vez. A princípio ela negou-se a fazer o juramento da verdade, mas logo o fez. Joana foi interrogada sobre as vozes que ouvia, sobre a igreja militante, sobre os seus trajes masculinos. No dia 27 e 28 de março, Thomas de Courcelles fez a leitura dos 70 artigos da acusação de Joana, e que depois foram resumidos a 12, mais precisamente no dia 5 de abril. Estes artigos sustentavam a acusação formal para a Donzela buscando a sua condenação.

No mesmo dia 5, Joana começou a perder saúde por causa de ingestão de alimentos venenosos que a fez vomitar. Isto alertou Cauchon e os ingleses, que lhe trouxeram um médico. Queriam mantê-la viva, principalmente os ingleses, porque planeavam executá-la.
Durante a visita do médico, Jean d’Estivet acusou Joana de ter ingerido os alimentos envenenados conscientemente para cometer suicídio. No dia 18 de abril, quando finalmente ela se viu em perigo de morte, pediu para se confessar.

Os ingleses impacientaram-se com a demora do julgamento. O Conde de Warwick disse a Cauchon que o processo estava demorando muito. Até o primeiro proprietário de Joana, Jean de Luxemburgo, apresentou-se a Joana fazendo-lhe a proposta de pagar pela sua liberdade se ela prometesse não atacar mais os ingleses. A partir do dia 23 de maio, as coisas se aceleraram, e no dia 29 de maio ela foi condenada por heresia.

Joana D´Arc  foi queimada viva em 30 de maio de 1431, com apenas dezenove anos. A cerimónia de execução aconteceu na Praça do Velho Mercado (Place du Vieux Marché), às 9 horas, em Ruão.


Antes da execução ela confessou-se com Jean Totmouille e Martin Ladvenu, que lhe administraram os sacramentos da Comunhão. Entrou, vestida de branco, na praça cheia de gente, e foi colocada na plataforma montada para a sua execução. Após lerem o seu veredicto, Joana foi queimada viva. Suas cinzas foram jogadas no rio Sena, para que não se tornassem objecto de veneração pública. 

Era o fim da heroína francesa.

No ano de 1456, Joana D’arc foi considerada inocente pelo Papa Calisto III. O processo que a condenou a morte foi invalidado e ela virou Santa. E foi proclamada Mártir pela Pátria e da Fé.

O seu dia litúrgico comemora-se a 30 de Maio (hoje).

Créditos: (Wikipédia, Google, Outras fontes, Joseph 1)