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domingo, 25 de novembro de 2012

25 DE NOVEMBRO DE 1975 - O que foi e porque teve que ser feito...



Major-General JAIME NEVES

JAIME NEVES (Major-General, na reforma), foi um dos operacionais do 25 de Abril de 1974, então com o posto de Major, mas passado um ano e meio, teve que tomar a decisão de evitar a Guerra Civil em Portugal. Estávamos em Novembro de 1975, e Jaime Neves já era Coronel. Acabou por ser promovido a Major-General….só em 2009! Chamavam-lhe “O Tigre”…

Para compreender melhor o que se passou, e não andar enganado sobre o 25 de Abril de 1974 e o 25 de Novembro de 1975, clique 

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

25 de Novembro de 1975 - Dia da "Reposição" da Democracia!...

Em Novembro de 1975, Portugal esteve à beira de uma Guerra Civil.

CRONOLOGIA:

7 de Novembro de 1975:

Por ordem do Governo, chefiado pelo Almirante Pinheiro de Azevedo, já falecido, o recém criado AMI, faz explodir os emissores da Rádio Renascença.
Confrontos violentos na região de Rio Maior entre representantes das UCP's e Cooperativas Agrícolas da Zona de Intervenção da Reforma Agrária (ligadas ao sector do trabalhadores rurais) e representantes da CAP - Confederação de Agricultores Portugueses, instituição ligada aos interesses dos proprietários agrícolas.

12 de Novembro de 1975:

Manifestação de trabalhadores da construção civil cerca o Palácio de S.Bento sequestrando os deputados.

15 de Novembro de 1975:

Juramento de bandeira no RALIS - os soldados quebram as normas militares que regulamentam os juramentos de bandeira e fazem-no de punho fechado.

20 de Novembro de 1975:


O Conselho da Revolução decide substituir Otelo Saraiva de Carvalho por Vasco Lourenço no comando da Região Militar de Lisboa.

O Governo anuncia a suspensão das suas actividades alegando "falta de condições de segurança para exercício do governo do país".

Manhã de 25 de Novembro de 1975:

Na sequência de uma decisão do General Morais da Silva, CEMFA, que dias antes tinha mandado passar à disponibilidade cerca de 1000 camaradas de armas de Tancos, paraquedistas da Base Escola de Tancos ocupam o Comando da Região Aérea de Monsanto e seis bases aéreas. Detêm o general Pinho Freire e exigem a demissão de Morais da Silva. Este acto é considerado pelos militares ligados ao Grupo dos Nove (Melo Antunes e outros) como o indício de que poderia estar em preparação um golpe de estado vindo de sectores mais radicais, da esquerda. Esses militares apoiados pelos partidos políticos moderados PS e PPD, depois do Presidente da República, General Francisco da Costa Gomes ter obtido por parte do PCP a confirmação de que não convocaria os seus militantes e apoiantes para qualquer acção de rua, decidem então intervir militarmente para controlar inequivocamente o destino político do país. Assim:

Tarde de 25 de Novembro de 1975:


Elementos do Regimento de Comandos da Amadora, comandados pelo Coronel Jaime Neves, cercam o Comando da Região Aérea de Monsanto.

Noite de 25 de Novembro de 1975:

O Presidente da República decreta o Estado de Sítio na Região de Lisboa. Militares afectos ao governo, da linha do Grupo dos Nove, controlam a situação.

Prisão dos militares revoltosos que tinham ocupado a Base de Monsanto.

26 de Novembro de 1975:


Comandos da Amadora atacam o Regimento da Polícia Militar, unidade militar tida como próxima das forças políticas de esquerda revolucionária, tendo prendido o Major TOMÉ e outros militares.

...Mais tarde, diante das câmaras da R.T.P., o capitão Sousa e Castro, do Conselho da Revolução, diria que assistindo ao combate de uma janela do Palácio de Belém, vira claramente civis armados que disparavam contra os Comandos.

Após a rendição da PM, há vítimas mortais de ambos os lados.
“No incidente originado pelas forças do Regimento de Polícia Militar com o Regimento de Comandos, verificou-se a morte do Tenente Comando José Eduardo Oliveira Coimbra, do 2º Furriel Miliciano Comando Joaquim dos Santos Pires e do Aspirante Miliciano José Albertino Ascenso Bagagem.

Neste momento, além de lamentar profundamente que portugueses se matem entre si, não pode o Estado Maior General das Forças Armadas deixar de condenar veementemente a acção de grupos de civis armados”.

Prisões dos militares revoltosos..

27 de Novembro de 1975:

Os Generais Carlos Fabião e Otelo Saraiva de Carvalho são destituídos, respectivamente, dos cargos de Chefe de Estado Maior do Exército e de Comandante do COPCON.


O General António Ramalho Eanes é o novo Chefe de Estado Maior do Exército.

Por decisão do Conselho de Ministros a Rádio Renascença é devolvida à Igreja Católica.

28 de Novembro de 1975:

O VI Governo Provisório retoma funções.
O Primeiro-Ministro discursa na televisão, e numa alocução breve mas elucidativa, referia que “...uma vez mais, a serenidade das Forças Armadas pode evitar a deflagração de uma generalizada confrontação violenta mas que apesar disso, há que lamentar a perda inútil de três vidas”. O Almirante Pinheiro de Azevedo “curvou-se” perante a dor das famílias e acompanhou “no seu luto a família portuguesa”. Mas o chefe do Governo marcou logo na frase a seguinte distinção:

“Perante a memória dos dois briosos militares que morreram no cumprimento do dever, reverentemente me inclino, num gesto de merecida homenagem”.

Mais adiante, o Primeiro-Ministro diria:”...que ninguém seja condenado sem prévio julgamento, precedido das mais amplas garantias de defesa. Quem defende a liberdade e a democracia, não pode escamotear a justiça”.

O Conselho de Ministros promete o direito de reserva aos donos de terras expropriadas.

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Nota: do General Gabriel Augusto do Espírito Santo:

Portugal tinha de continuar na construção da Liberdade e Democracia que tinham sido prometidas em 25 de Abril, no pluralismo e nos actos formais que requerem essa Democracia.

A intervenção militar em 25 de Novembro de 1975 por parte de elementos e unidades das Forças Armadas, que interpretando um sentimento nacional maioritário se opuseram a uma direcção política que, pela força e na rua, procurava conquistar o poder, reclamando legitimidade não conferida, marca uma intervenção visando, com conhecimento e sob a direcção superior do Presidente da República, em primeiro lugar, restituir à Instituição Militar o seu carácter nacional e não ao serviço de forças políticas, de forma a retomar o seu papel de garante de uma transição para um regime constitucional que a Nação ainda não tinha definido. Com essa intervenção, decisiva mas que ainda fez baixas entre militares no cumprimento de ordens dos seus comandantes, foi possível reiniciar o caminho para a Democracia.

O 25 de Novembro de 1975 materializou também o início da educação democrática das Forças Armadas, que desde então têm percorrido um caminho exemplar de profissionalismo, e o retomar do seu papel institucional no Estado democrático. Garantindo o regular funcionamento das instituições e permitindo que, em Liberdade, a Nação e sua população decidam, quando chamadas a tal, sobre o caminho que desejam prosseguir.

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Estes são os factos. Aqueles que quiseram implantar, neste dia, um regime totalitário de esquerda e extrema-esquerda, mais própriamente uma Ditadura Comunista, indo contra os ideais do IDEÓLOGO do 25 de Abril de 1974, o CAPITÃO SALGUEIRO MAIA, já falecido, "perderam assim a sua luta"
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* ADITAMENTO:

- JAIME NEVES, promovido a Major-General em 14-04-2009, viria a falecer (RIP) no Hospital Militar Principal, em Lisboa, no dia 27-01-2013 aos 76 anos de idade. Participou na "Revolução dos Cravos", em 25 de Abril e no 25 de Novembro de 1975, que travou o "PREC esquerdista".



(Créditos: Blog dos ComandosWeb44/Puxa palavra/Revista Militar/Google)

terça-feira, 25 de novembro de 2008

O que foi o 25 de Novembro de 1975 ?



RAMALHO EANES, JAIME NEVES E VASCO LOURENÇO

O actual figurino político português ficou definido com o 25 de Novembro de 1975. Ano e meio após o 25 de Abril, que derrubou o regime salazarista, novo confronto militar derrotava as facções ideológico-militares que preconizavam o poder popular e fazia vigorar os princípios da democracia representativa. Numa leitura simplista, as teses da extrema-esquerda (e, também, do PCP) não resistiam ao sistema defendido por PS, PSD e CDS.

No campo militar, as forças lideradas por Vasco Lourenço, que estava no Palácio de Belém com o então Presidente da República, Costa Gomes, e por Ramalho Eanes, que chefiava as operações no Regimento de Comandos da Amadora em conjunto com Jaime Neves, batiam as unidades militares que responderiam, entre outros, às ordens de Otelo ou de oficiais comunistas - sobretudo porque tinham um plano e uma cadeia de comando, já que, à partida, o potencial bélico da chamada esquerda militar era superior.

O episódio simbólico da mudança na correlação de forças, nesse período que durou de 24 a 28 de Novembro, é quase anedótico. No dia 25, o (então) capitão Duran Clemente - segundo-comandante da Escola Prática de Administração Militar, que tinha ocupado a RTP - falava em directo na televisão, explicando as teses da facção mais esquerdista. De súbito, começa a dizer que lhe estão a fazer sinais, pois parece que há problemas técnicos, anunciando que voltará ao ar quando tudo estiver resolvido. Entretanto, a imagem do oficial fardado é substituída pela de Danny Kaye, no filme
O Bobo da Corte.

DN-fernando madail/Net/joseph