segunda-feira, 21 de abril de 2008

A invasão do Camboja em 17 de Abril de 1975....


Pol Pot............................. Prisioneiros

KHMER VERMELHOS TOMAM A CAPITAL

Quando os Khmer Vermelhos entraram na capital do Camboja, muitos habitantes deram as boas vindas aos guerrilheiros vestidos de negro, pensando que era o fim da guerra civil.
Mas com os Khmer Vermelhos veio a política de evacuação de Phnom Penh, que ficou práticamente deserta até à queda dos Khmer Vermelhos de POL POT quatro anos depois (em 1979). "POL POT decidiu abolir a ideia da cidade"; a população de Phnom Penh foi levada para zonas rurais, para trabalhar na agricultura, numa operação "caótica e altamente desorganizada, que, de certo modo, foi um paradigma emblemático de tudo o que se haveria de seguir, porque foi muito dura, brutal".
Pelo menos 20 mil pessoas morreram na evacuação da cidade, "num misto de incompetência e ineficácia".
Como POL POT liderava uma revolta de camponeses, para ele "as cidades eram fontes de desigualdades, de corrupção"; e assim, ao tirar a população da cidade quebra-se a rede urbana e torna-se a resistência a um novo regime mais difícil.
A campanha, que ficou conhecida como Ano Zero, terá feito com que Phnom Penh passasse de 25 milhões de habitantes para apenas 2 mil, só em 3 dias, segundo alguns relatos. Estima-se que tenham morrido pelo menos 1,7 milhões de pessoas, no camboja, durante os quatro anos do brutal domínio dos Khmer Vermelhos, por intermédio de execuções, fome, tortura ou trabalhos forçados, a maioria nos chamados "Campos da morte".
As vítimas eram executadas com pedaços de pau, varas de bambu, machados ou espadas. Parte da população cambojana ainda sofre traumas psicológicos adquiridos durante o regime dos Khmer.
Somente os principais líderes da antiga Kampuchea Democrática -nome do Camboja durante o regime dos Khmer- que ainda estão vivos e que deram ordens ou planearam as atrocidades irão ser julgados pelas atrocidades cometidas.
Muitos desses líderes já morreram de morte natural, uns poucos ainda estão vivos, idosos e doentes. O tribunal não julgará ex-integrantes dos Khmer de menor patente ou ex-colaboradores entre a população cambojana, mesmo que estes tenham cometidos crimes para o movimento. Filhos e parentes de lideranças dos Khmer não serão responsabilizados por crimes cometidos por estes últimos.
A pena mínima prevista para quem for condenado é 5 anos e a pena máxima é a prisão perpétua. A pena de morte é inconstitucional no Camboja. Bens e propriedades adquiridos ilegalmente ou através de conduta criminosa pelos acusados podem ser confiscados pelo governo.
O principal líder dos Khmer Vermelhos POL POT morreu em 1998 supostamente de ataque cardíaco. Ele tinha sido preso em 1997 e condenado à prisão perpétua. Dos nove líderes do Comitê Central dos Khmer Vermelhos (1975-1979) cinco estão vivos. Os últimos guerrilheiros remanescentes dos Khmer Vermelhos foram derrotados pelas tropas do governo em 1998.


---------- P.S. Para que conste na memória dos vivos! ----------

Público jornal/Net/Joseph.

2 comentários:

Manuela disse...

Brutal post.
Os Kmer Vermelhos foram das piores coisas que existiu.
Fizeram coisas horrorosas.
Devem estar todos no inferno.
Temos de ter cuidado para não irmos para lá que as piores pessoas estão lá á nossa espera.

Tem um desafio no meu blog
Vá lá ver se gosta
Abraço

Manuela

Andreia do Flautim disse...

Guerras trazem sempre tristezas.