«Stop à Sida» é o mote do Dia Mundial que é assinalado hoje, para chamar a atenção para a doença que mata quatro pessoas em cada minuto, ou mais de 5.700 por dia, segundo a ONU/sida. Publicadas em Novembro, as últimas estimativas daquela agência das Nações Unidas assinalam cerca de 6.800 novas contaminações por dia.
No mundo, cerca de 33,2 milhões de pessoas são seropositivas ou doentes de sida, sendo que, por dia, aproximadamente 1.200 crianças com menos de 15 anos são infectadas pelo VIH.
A ONU estima que 330 mil crianças com menos de 15 anos morreram devido ao vírus da sida, em 2007, e que 420 mil foram infectadas.
No total, os números de 2007 apontam para 2,5 milhões de pessoas infectadas pelo vírus, só este ano, e 2,1 milhões de mortos pela pandemia, que tem no continente africano a sua maior vítima.
A África sub-sariana concentra dois terços das novas contaminações, mesmo com a diminuição dos casos este ano para 1,7 milhões, comparando com os 2,2 milhões de 2001.
Nesta região do mundo, mais de 22 milhões de pessoas vivem com o VIH/sida e a maioria dos infectados adultos são mulheres (61 por cento).
«Faço um chamamento para renovar a liderança que erradique a estigmatização do VIH», disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, numa declaração divulgada quarta-feira, a propósito do Dia Mundial.
«Sem liderança nunca conseguiremos superar a epidemia», sublinhou Ban, acrescentando que a sida é um problema que afecta os jovens no momento preciso em que deveriam contribuir para o desenvolvimento mundial ao nível económico e intelectual.
Ban Ki-moon recordou também os milhões de órfãos da sida, crianças cujos pais morreram devido à doença e que enfrentam novos problemas humanitários, principalmente no continente africano.
«Desde o começo da epidemia que a experiência demonstra claramente que os avanços significativos de resposta ao HIV são conseguidos sob a égide de uma liderança forte e comprometida», acrescentou, por seu lado, a World Aids Campaign, cuja direcção definiu o mote deste ano para o Dia Mundial contra a Sida.
Assinalando os sinais de esperança no combate à doença, o relatório da ONU/sida realçou que o número de mulheres jovens infectadas pelo VIH diminuiu em 11 dos 15 países mais afectados por esta doença, em 2007.
Mesmo assim, apenas 28 por cento dos doentes que necessitam urgentemente de um tratamento para sobreviver conseguem ter acesso a ele nos países pobres, segundo um relatório publicado em Abril pela ONU/sida, pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).
Na Europa ocidental e central, uma das regiões menos afectadas pela pandemia, 12 mil pessoas morreram devido à sida, enquanto que 31.000 pessoas foram infectadas, só em 2007.
A missão fundamental da ONU é conseguir que todo o mundo tenha acesso aos meios de prevenção do VIH, tratamento, atenção e apoio, considerou Ban Ki-moon, sobre a epidemia que continua a fustigar mortalmente a população mundial.
/ Lusa