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segunda-feira, 23 de março de 2009

Irreverente, JADE GOODY morreu no dia 22 de Março, Dia da Mãe, no UK.




Bastou vencer o 'Big Brother' britânico, em 2002, para a fama chegar. Lançou perfumes, livros... Regressou a outro 'reality show', ao "Big Brother Indiano", em que soube que tinha cancro (2008). Habituada a ser vigiada pelas câmaras, vendeu os seus últimos dias, até ao seu funeral, à revista 'OK!' e Living TV por 1,5 milhões de euros, sem remorsos, pelos filhos.

O relógio parou para Jade Goody, aos 27 anos. Eram 03.55 da manhã de domingo, Dia da Mãe no Reino Unido, quando a ex-concorrente do Big Brother britânico de 2002 morreu vitima de cancro do colo do útero. Estava em sua casa, em Upshire, em Essex, acompanhada pela mãe, Jackie Budden, pelo marido, Jack Tweed, e pelos filhos, Bobby, cinco anos, e Freddy, quatro.
O seu ex-marido, o apresentador de televisão Jeff Brazier, com quem teve os seus dois filhos e que a acompanhou na fase terminal da sua vida estava "devastado", segundo revelou o seu assessor, Max Clifford.


"A minha querida filha está agora em paz", disse a mãe de Jade Goody à porta de casa. E como que pondo um ponto final nesta espécie de reality show denominado Jade Goody, que dura há quase sete anos, Jackiey Budden, uma mulher de 50 anos, visivelmente abatida pela deterioração do estado de saúde da filha na última semana pede: "a família e amigos gostariam de privacidade, finalmente".

Mas este reality show terá, ao que tudo indica, mais um episódio: o funeral, que "será uma produção de Jade Goody", revelou o assessor, Max Clifford. "Jade queria uma celebração da sua vida", adiantou o mesmo responsável, reforçando que será "uma cerimónia feita ao seu modo". E certamente coberta pelo canal de televisão Living TV e pela revista OK!, aos quais vendeu, no início de Fevereiro, por 1,5 milhões de euros não só a sua luta que travou contra o cancro (desde sessões de quimioterapia, exames, recobro de intervenção cirúrgicas...) como a cerimónia do seu casamento (22 de Fevereiro) e baptizado (1 de Março), juntamente com os dos filhos.

Foi sobretudo para deixar condições para os seus filhos serem educados, junto do pai, que Jade Goody assinou este contrato, visto por muitos como a exploração mórbida da morte. Algo que o primeiro-ministro britânico Gordon Brown, rejeitou desde logo, elogiando a ex-Big Brother.

Mas se foi por via das câmaras que Jade Goody se tornou famosa, dando aos muitos meios de comunicação lucro por horas e páginas de polémicas, porque não agora usá-los e lucrar quando mais precisava? "Eu vivi toda a vida adulta falando sobre a minha vida. A única diferença é que agora estou a falar sobre a minha morte. Está tudo bem. Eu vivi em frente das câmaras, talvez morra em frente delas", confessou em Fevereiro ao jornal News of the World.

Só que às portas da morte ainda teve de arranjar forças para a sua última missão: despedir-se dos filhos. "Sentou-se e explicou: 'a mamã vai para o céu e o céu é onde as pessoas ficam melhor'", conta o assessor Max Clifford, acrescentando que ela reforçou: "quando olharem para o céu e virem uma estrela, é a mamã, olhando para vocês". As lágrimas não se fizeram esperar. Lágrimas foi o que também muitos populares e amigos da celebridade depositaram durante todo o dia de ontem, além das flores e lembranças, junto da casa de Jade Goody. "Ela é a nossa princesa de Essex", diziam.


PaulaBrito/DNpess/Net/joseph

sábado, 21 de março de 2009

Condenado a PRISÃO PERPÉTUA....




Ao quarto dia de julgamento, o "MONSTRO DE AMSTETTEN" ouviu o veredicto dos jurados sem protestar. Agora irá passar o resto da vida num Hospital Psiquiátrico.


JOSEF FRITZL, 73 anos, foi no dia 19 condenado a prisão perpétua num Hospital Psiquiátrico, na Áustria pela morte de um dos seus filhos-neto.
O chamado "monstro de Amstetten", foi ainda condenado por escravidão, violação, incesto, aprisionamento e coerção por ter transformado a filha numa escrava sexual durante 24 anos, presa numa cave onde nasceram sete crianças deste incesto.
Fritzl aceitou a sentença sem protestar, após confirmar todos os delitos de que era acusado, sentença que foi lida perante uma sala cheia no Tribunal de Sankt-Poelten, perto de Viena.

Jornl24h/net/joseph

segunda-feira, 10 de março de 2008

Na Pista Dos Sorrisos...






É uma subtil tarefa, esta de discriminar formas de prazer risonho. Uma das mais primárias, o cómico, opera por simples desfasamento em relação aos trilhos usuais da vida, fazendo-se acompanhar de um propósito de anárquica “desconstrução” do real.
O cómico, em regra, usufrui da minimização dos outros.
Encontramo-lo nos guizos com que os bobos medievais aturdiam as malfeitorias das dignidades feudais; vemo-lo nos desfiles carnavalescos e em certas figurações caricaturais; reconhecemo-lo no primarismo com que as crianças mofam dos tiques de adultos mais graves.

A ironia, por seu turno, encontra-se no degrau superior do cómico. Tem com ele relações de contiguidade, é certo. Mas assenta no princípio da contradição, da antífrase, praticando uma espécie de “coincidência de opostos”; assim, passa um anão na rua e as almas mais rudes e descaroáveis dirão para o casual acompanhante: “Olha-me aquele gigante!”. E que dizer do humor? É o irmão melancólico dos outros dois. Há nele o subtil reconhecimento das debilidades humanas e das fragilidades do vivido. O humor destila um pouco o perfume do barroco, do elaborado sofridamente nas profundezas do Eu. Trata-se aqui de uma melancolia combativa, como a desse condenado à morte que avança para o cadafalso numa segunda-feira e desabafa para o verdugo:
“Óptimo! A semana começa bem!”.

Pois é! Não basta rir. Urge conhecer a linhagem e os parentescos das diversas formas de riso.
Saibamos sondar-nos através dos risos e sorrisos.


Prof. Dr. Amadeu Carvalho Homem
(Catedrático da Universidade de Coimbra)/”O Renascimento”